domingo, 31 de maio de 2009

UFPR


A Universidade Federal do Paraná iniciou suas atividades em Curitiba na segunda quinzena de março de 1.913, podendo assim, ser considerada a mais antiga universidade do Brasil. Os primeiros cursos ofertados foram Ciências Jurídicas e Sociais, Engenharia, Medicina e Cirurgia, Comércio, Odontologia, Farmácia e Obstetrícia.


Minhas atividades na Federal iniciaram-se em 1.983, meu primeiro ano no curso de Engenharia Elétrica, que terminei em 1.988 depois de 6 anos muito difíceis.

Fazer engenharia é coisa prá gente doida mesmo! Um ano mais difícil do que outro. Cálculo, Eletromag, Mecflu, Processamento de Sinais, TecPu e outra maluquices mais! Mas valeu pela oportunidade de frequentar uma Universidade como a Federal, por ter convivido com bons amigos e professores.

Apesar da foto mostrar a fachada da sede da Santos Andrade, minhas aulas sempre aconteceram no Centro Politécnico, que é um lugar com cara e clima de universidade.

sábado, 30 de maio de 2009

Paço da Liberdade





Iniciado em 1914, na atual praça Generoso Marques onde existia o antigo mercado Municipal de Curitiba, em 24 de fevereiro de 1916 inaugurava-se o novo prédio do Paço Municipal de Curitiba. Oficialmente chamado de Paço da Liberdade a partir de 3 de fevereiro de 1948, sediou a prefeitura de Curitiba até 1969. Foi sede do Museu Paranaense de 1973 a 2002.

Prédio de arquitetura eclética, com elementos art nouveau representados, sobretudo, pelas marquises de ferro voltadas para a Praça Tiradentes, pelo desenho das esquadrias de madeira e portas externas. Dois Hércules sustentam as colunas da entrada do prédio e representam os poderes municipais – o Legislativo e o Executivo -, e o nicho existente logo acima encerra figura feminina que representa a cidade de Curitiba. Completa a ornamentação da torre escudo com as armas do município e a cabeça do leão, símbolos da força.

O Paço da Liberdade foi reinaugurado no dia 29 de março de 2009, como parte das comemorações dos 316 anos de Curitiba. Mais de 150 pessoas entre arquitetos, sociólogos, antropólogos, educadores, artistas plásticos, comunicadores e designers, além de 50 artesãos, trabalharam na restauração e preparo do prédio para abrir o centro cultural.

Fonte: www.patrimoniocultural.pr.gov.br

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Poty Lazzarotto e a cidade de Curitiba



Dando uma pausa nos posts relativos aos imigrantes de Curitiba (preciso de fotos melhores), vou falar de um Curitibano ilustre, cuja arte confunde-se com a paisagem de Curitiba. Seus murais espalhados pela cidade, contando por vezes o dia-a-dia dos Curitibanos ou mostrando cenas da cidade, são fantásticos e ver suas gravuras no Solar do Rosário é sempre um prazer. Segue um pouco de história.

Napoleon Potyguera Lazzarotto, conhecido simplesmente como Poty (Curitiba, 29 de março de 1924 — Curitiba, 8 de maio de 1998) foi um desenhista, gravurista, ceramista e muralista brasileiro.

Filho dos italianos Issac Lazzarotto e Julia Tortato Lazzarotto, começou a se interessar por desenho ainda bem criança.

O governador do Paraná, Manoel Ribas, freqüentava o restaurante de sua mãe (o famoso Vagão do Armistício) e, em 1942, premiou Poty com uma bolsa de estudos na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.

Em 1946 recebe, do governo francês, uma bolsa de estudos, e lá aprende litografia.
Ao longo de sua vida, trabalhou principalmente com desenhos, gravuras e murais, serigrafia, litografia, pintura.

Segundo certos críticos, os murais (vários encontrados por toda Curitiba) são o trabalho mais representativo de sua obra. Em sua execução, Poty empregava materiais diversos, como madeira, vidro (vitrais), cerâmica, azulejo e concreto aparente, esse último um de seus materiais de predileção.
Há obras de Poty espalhadas por diversas cidades do Brasil e do exterior, incluindo murais em Portugal, na França e na Alemanha.
Suas obras também podem ser vistas em diversos locais públicos de Curitiba, como os painéis do pórtico do Teatro Guaíra, no saguão do Aeroporto Afonso Pena, na Praça 29 de Março, na Praça 19 de Dezembro e na Torre da Telepar.
Fonte: Wikipédia

As duas fotos desse post retratam os murais da região da Catedral Basílica e Largo da Ordem.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Os imigrantes - Italianos



Na segunda metade do século 19, a revolução industrial e o crescimento da população européia forçavam os agricultores sem terra a migrar em massa para os centros urbanos, em busca de emprego nas novas fábricas. Os navios a vapor facilitaram a vinda dos agricultores ao Novo Mundo, em lugar de superlotar as fábricas do velho mundo.

A imigração italiana no Brasil foi intensa a partir de 1878, até o início do século 20. Dirigiam-se, principalmente às lavouras de café no Estado de São Paulo, mas um grande número de imigrantes espalhou-se por todo o Sul e Sudeste do Brasil.

Em Curitiba, os italianos chegaram a partir de 1872, estabelecendo-se, como agricultores, em vários núcleos coloniais da região. Esses núcleos deram origem aos atuais bairros de Pilarzinho, Água Verde, Umbará e Santa Felicidade, entre outros. Hoje, seus descendentes contribuem de forma importante, em todas as áreas de atividade em Curitiba.

O bairro de Santa Felicidade é conhecido pela preservação da cultura italiana, em Curitiba, principalmente na gastronomia.


Santa Felicidade como centro gastronômico, não é uma unanimidade para os que moram em Curitiba. Muitos dizem que o tipo de comida que lá se serve, pode-se fazer e comer em casa. Talvez seja justamente aí o grande trunfo do lugar.

Pode ser reconfortante num domingão ir para Santa Felicidade, chegando pouco antes do meio-dia e ser rapidamente (quase que instantaneamente) servido com fartas porções de frango (frito, prensado), risoto, maionese, espaguete, lasanha, polenta e todas as outras adjacências e fartar-se até quase rolar para fora do seu restaurante favorito (o meu é o Madalosso Velho). Não tem estrela do Guia 4 Rodas, mas é difícil quem não saia feliz de lá, pronto para esperar o Fantástico no sofá de casa!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Os imigrantes - Japoneses




Um ponto essencial que deixei de comentar no post anterior quanto ao que define Curitiba, foi a imigração. Curitiba e o sul do Brasil de um modo geral, tem muitas das suas características marcadas pelos imigrantes, principalmente europeus.

Os Portugueses chegaram em busca de ouro no século 17 e tornaram-se predominantes na região. Até o século 18, a maioria dos habitantes da vila de Curitiba eram portugueses, espanhóis, índios ou mestiços. Nos séculos 18 e 19, os escravos índios passaram a ser substituídos pelos escravos africanos, principalmente para o trabalho em lavouras.

Em Curitiba, a imigração de intuito colonizador remonta ao início do século 19, com a chegada de famílias alemães. A partir de 1867, estabeleceram-se 35 núcleos coloniais de imigrantes em terras dos campos de Curitiba. A maior parte eram italianos, ucranianos e poloneses.
A intensa imigração européia promoveu um novo ritmo de crescimento em Curitiba. Influenciou os hábitos e a cultura local. Curitiba tornou-se uma importante região agrícola. Hoje, a maior parte da população de Curitiba, cerca de 1,6 milhão de habitantes, descende desses imigrantes.

Fonte: Tradições Culturais em Curitiba em http://www.curitiba-parana.net/tradicoes.htm


Puxando um pouco para minha ascendência, vamos falar dos japoneses.

A imigração japonesa no Brasil teve início em 1908, num acordo entre os governos do Brasil e do Japão. Em 28 de abril daquele ano, 781 japoneses partiram de Kobe, no Japão, à bordo do navio à vapor Kasato Maru. A maior parte dos japoneses saíram das cidades de Okinawa, Kagoshima, Fukushima e Hiroshima.

Chegaram ao porto de Santos em 18 de junho de 1908, após 52 dias de viagem. Dirigiam-se, principalmente, às lavouras cafeeiras de São Paulo e norte do Paraná. Depois desses pioneiros, milhares de imigrantes japoneses continuaram a chegar ao Brasil. No Paraná, as cidades de Maringá e Londrina são as que concentram o maior número de descendentes de imigrantes japoneses.

Em Curitiba, muitos japoneses chegaram a partir de 1915, estabelecendo-se, principalmente, nos bairros de Uberaba, Campo Comprido, Santa Felicidade e Araucária. Hoje, existem cerca de 35 mil descendentes de japoneses em Curitiba.


Meus avós por parte de pai, imigraram para o Brasil em 1.912, vindos da provincia de Kochi-Ken (Ilha de Shikoku). Estabeleceram-se inicialmente em Álvares Machado em São Paulo e dali, para o norte do Paraná foi um pulo. E como era comum na época, os filhos e filhos dos filhos de imigrantes migraram para Curitiba para estudar.
As fotos acima são da Praça do Japão, no bairro Água Verde.

Numa área bem arborizada de 14 mil m², no bairro de Água Verde, está a Praça do Japão. Uma homenagem à imigração japonesa em Curitiba. Seu projeto foi iniciado em 1958 e a Praça concluída em 1962. Uma reforma, em 1993, incluiu o Portal Japonês e o Memorial da Imigração Japonesa.

A Praça do Japão segue as linhas tradicionais dos jardins japoneses. Possui lago de carpas, 30 cerejeiras enviadas do Japão, cerimônia de chá (às quintas) e museu.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Curitiba e sua Rua das Flores



Uma amiga disse que sua cidade é melhor expressa por suas ruas, lojas, bares, restaurantes, pessoas e simplesmente caminhando por ela.
Creio que cada morador de Curitiba tem sua própria definição da cidade. Para mim, Curitiba é definida pelo seu clima (indefinido e quase sempre frio, não como quando cheguei por aqui), pelas suas praças e parques, pelo almoço de domingo em Santa e pela Rua das Flores (ou a Rua XV de Novembro ou simplesmente o Calçadão). A cidade passa pelo centro e para mim, a coluna vertebral de Curitiba é a Rua das Flores.
A XV foi a primeira rua do Brasil na qual um grande trecho (da Praça Osório à Praça Santos Andrade) foi dedicada exclusivamente aos pedestres. Nela, pessoas simplesmente passam, passeiam, trabalham e fazem compras.
Lá você encontrará a Boca Maldita, prédios e sobrados centenários (hoje muito bem conservados), a Confeitaria das Famílias, o Bondinho, o Edifício Moreira Garcez (primeiro "arranha-céu" de Curitiba), o Palácio Avenida (famoso pelo seu coral de Natal) e todo o seu calçamento de petit-pavé.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O passeio é público



Essa foto foi tirada num domingo à partir do nosso ônibus de 2 andares. Foi-se o tempo em que Domingo em Curitiba era sinônimo de ruas vazias, hoje por onde se anda, pessoas estão aproveitando a cidade.
Curitiba possui muitos parques. Esse, o Passeio Público, foi o primeiro deles. No passeio já não temos mais o mini-zoo, a feijoada do Lá no Pasquale, mas ainda é um ponto importante da cidade.
Esse portal curioso construído em 1913, é uma réplica de um portal de um cemitério de cães de Paris.
O local era um pântano que totalmente recuperado. O terreno foi doado pelo comendador Fontana.
Além do interesse em observar-se o parque em sí (belas árvores, belos pássaros e outros animais), é igualmente interessante observar as pessoas, turistas ou não. O Passeio Público foi aberto em 1886 e possui hoje uma cobertura verde de mais de 70 mil metros quadrados.