segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Marco Zero, Referência de Nível e Pelourinho de Curitiba



A Praça Tiradentes abriga o Marco Zero da cidade de Curitiba, de onde são medidas e encontradas todas as distâncias, assinaladas as direções de Santa Catarina, "Iguassu", São Paulo e Paranaguá.

Próximo ao Marco Zero, encontramos a referência de nível de Curitiba e o monolito que registra o local do Pelourinho levantado por Gabriel de Lara, com a Cruz de Malta, que representa o poder legalmente constituído do governo português, a justiça e a caracterização das vilas.

domingo, 30 de agosto de 2009

Praça Tiradentes



A mais antiga praça da cidade, com 9.026 m², era conhecida como Largo da Matriz, por abrigar a pequena capela em torno da qual se desenvolveu a Vila Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais. No mesmo local da antiga capela está hoje a Catedral Metropolitana de Curitiba.

Em 1880, quando da visita do imperador ao Paraná, o Largo da Matriz mudou seu nome para Largo Dom Pedro II e em 1889 passou a denominar-se Praça Tiradentes.

As fotos, distantes 55 anos uma da outra, mostram o mesmo ângulo da Praça Tiradentes.

Na foto de 1954, em primeiro plano, o jovem elegantemente trajado lendo um jornal é meu pai, na época em Curitiba para fazer seu curso de prático em farmácia.

sábado, 29 de agosto de 2009

Shopping Curitiba - Antigo Quartel do Exército



O imóvel que abriga hoje o Shopping Curitiba está intimamente ligado à história da cidade. O local foi por muito tempo a sede do Comando da 5ª Região Militar do Exército Brasileiro.

Projetado em 1886, pelo engenheiro Francisco Monteiro Tourinho, o lugar ganhou grande importância e destaque na paisagem da pequena província que era Curitiba. Na época, a cidade estava longe de ter os contornos da grande metrópole de hoje. Na frente da Rua Brigadeiro Franco existia um grande descampado e seu entorno haviam apenas pequenas propriedades e chácaras.

A construção seguia os parâmetros do estilo militar do início do século 20. Com linhas retas e alguns detalhes em semi-arcos, principalmente nas janelas que se tornaram grandes aberturas para manter a iluminação. Na fachada o destaque era o mastro para bandeira, o brasão e o gradil da sacada, mantidos até hoje em sua forma original. O detalhamento das estruturas principais sempre foi caracterizado apenas com cores diferentes.

A modificação mais marcante nessa estrutura aconteceu na década de 40, com o crescimento da cidade e o plano de urbanização de Curitiba. O campo em frente ao quartel recebeu uma escavação. Foi nessa época que o imóvel recebeu a grande escadaria e os dois acessos que são mantidos até hoje como elementos decorativos. Por suas característica e importância histórica o quartel se transformou em uma unidade de interesse de preservação do município.

No final de 1989 o imóvel foi vendido pelo Exército Brasileiro para se transformar, em 1996, no que é o Shopping Curitiba (inaugurado em 25 de setembro de 1996).

Fonte: Wikipedia

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Praça do Japão




Uma praça de 14.000 m², homenagem aos filhos do "Sol Nascente" que se radicaram em Curitiba.

É um logradouro público de beleza envolvente. Seu projeto de construção foi iniciado em 1958 e concluído em 1962, às expensas da colônia japonesa, auxiliada pela Prefeitura Municipal de Curitiba.

Existem espalhadas pela praça 30 cerejeiras do Japão enviadas pelo Império Nipônico em homenagem à colônia japonesa radicada no Paraná e no caso, especialmente em Curitiba. Há também pequenos lagos artificiais, nos moldes dos japoneses.

Incrustada em marco de pedra há uma placa comemorativa à chegada dos imigrantes desta etnia ao Brasil. Como resultado de reformas efetuadas em 1993, foram construídos o Portal Japonês, a Casa da Cultura, um memorial de integração e a Casa de Chá.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Bar do Alemão - Schwarzwald



No sul da Alemanha, uma grande floresta ( a Floresta Negra ou Schwarzwald) é o lugar mais bacana do país para passear, comer, beber e descansar. São duzentos quilômetros de florestas e pequenas montanhas, cheias de lagos, castelos e cidadezinhas que parecem de brinquedo. As pessoas preservam tradições, principalmente quando se fala em comer e beber.
É desse ambiente aconchegante e diferenciado que surge a idéia do Bar do Alemão ou Schwarzwald, um dos mais tradicionais e bem freqüentados de Curitiba. Localiza-se no lardo da Ordem e foi aberto em 1979.

No Bar do Alemão Curitiba, os clientes podem aproveitar o happy hour nas mesas ao ar livre e experimentar os mais tradicionais pratos e sobremesas da culinária típica alemã, acompanhados por chopp (claro e escuro) em canecas de 500 ml ou por um "submarino", famosa bebida da casa com um toque especial, dentro do chope uma dose de Steinhäger, espécie de gim alemão.

Fonte: www.bardoalemaocuritiba.com.br

É um grande barato pedir um submarino porque a dose de Steinhäger vem servida num canequinho submerso no chopp (por isso o nome submarino). Invariavelmente as pessoas "passam a mão" no canequinho como um souvenir para descobrir mais tarde no fundo do canequinho a frase: "Esse caneco foi roubado honestamente".

Foi no Bar do Alemão que ouvi pela primeira vez falar da Carne de Onça. Trata-se de uma fatia de pão escuro com uma porção de carne crua em cima super temperada. Ao contrário do nome, não é feito com carne de onça, mas com uma boa carne de vaca. O nome foi dado porque a carne é tão temperada que quem come a iguaria fica com um "bafo de onça". Acho que é isso!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Colégio Sion


“Sion est une maison que l'on quitte un jour qu'on n'oublie jamais et qu'on retourne toujours avec bonheur" - Sion é uma casa que se deixa um dia, que não se esquece jamais e que se retorna sempre com alegria.

O Colégio Nossa Senhora de Sion de Curitiba foi fundado em 1906. Um grupo de religiosas pertencentes à Sociedade Congregação de Nossa Senhora de Sion, vindas do Rio de Janeiro, aqui chegou em 11 de junho, com a finalidade de formar uma Instituição de ensino semelhante à que havia no Rio. Funcionou até 1919, quando uma epidemia de febre amarela atingiu as Irmãs, e todo o grupo volta ao Rio por ordem da Superiora Geral.

Em 1938 atendendo a pedidos de inúmeras famílias curitibanas, as Irmãs retornam e o Colégio é reaberto na rua José Loureiro. Devido ao aumento do número alunas, a Congregação adquiriu uma nova propriedade na Alameda D Pedro II, para onde se mudou e permanece até hoje.

Nestes 100 anos de permanência em Curitiba o Sion soube, firmar-se no amor, na dedicação, no acolhimento ao outro, ao diferente e transmitir a tantas gerações, através da educação, valores que tornam o homem mais humano, a família mais unida, a sociedade mais próxima de Deus.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O Farol do Saber




Com o objetivo de diversificar oportunidades de acesso ao saber, expandindo o espaço do ensino formal, foram construídas bibliotecas comunitárias que funcionam articuladas às escolas municipais, constituindo-se em pontos de referência cultural e lazer para a comunidade.

Estas bibliotecas foram denominadas Farol do Saber, evocando a célebre Biblioteca de Alexandria, cidade que representando um importante centro cultural e econômico, aproximou os povos e iluminou a antigüidade com a luz do conhecimento.

São construções modulares de 88 m² com uma torre de 10 metros de altura com sinal luminoso, destinadas ao atendimento do público em geral com acervo referencial de aproximadamente 5.000 livros.

São 47 bibliotecas comunitárias instaladas em diferentes bairros da cidade, sendo que a primeira foi inaugurada em 19 de novembro de 1994 com o nome de Machado de Assis no bairro Mercês.

O Farol do Saber dessas fotos é a unidade da Praça Espanha denominada Miguel de Cervantes.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Feiras temáticas da Praça Osório




Há muitos anos a prefeitura de Curitiba fornece aos artesões e comerciantes de alimentos, licenças e barracas para que nas épocas de Natal, Páscoa e Festa Junina, as praças Osório e Santos Andrade sejam transformadas em grandes feiras a céu aberto de produtos típicos da época.

Assim, no Natal encontramos toda espécie de enfeites natalinos, presentes artesanais, embalagens para presente, guloseimas natalinas e Papai Noel para fotos das crianças. Na Páscoa, tudo que diz respeito à chocolate e coelhos. E em junho, tudo que é necessário para uma festa junina: pinhão, quentão, pipoca, doces típicos e fantasias.

Junto com essas barracas típicas, uma verdadeira praça de alimentação é montada. Na Osório, em torno do chafariz encontraremos barracas com comidas típicas como fogazzas italianas, pierogis, yakissoba, empanadas chilenas, acarajé, espetinhos, produtos derivados de milho, comida mexicana e pastéis.

As fotos foram tiradas durante a época de festas juninas desse ano.

domingo, 23 de agosto de 2009

Rua Barão do Serro Azul



Por volta de 1840, Curitiba não possuia mais do que seis mil habitantes distribuídos no entorno do Largo da Matriz (hoje Praça Tiradentes).

A rua Fechada (atual José Bonifácio) estendia-se desde os fundos da igreja até a Capela da Ordem. Dobrando à direita na capela, daria numa estreira rua que começava a ser conhecida como Rua do Louro. Essa denominação permaneceu até o dia 31 de março de 1863, quando temporariamente, o então presidente provincial Antonio Barbosa Simas Nogueira, transferiu para uma casa na esquina da Rua do Louro com a Rua Saldanha (hoje Carlos Cavalcanti) a sede do governo. Nessa época, a rua do Louro passou a chamar-se rua do Nogueira.

Com a implantação da Estrada da Graciosa, a rua teve seu nome mudado para rua da Graciosa, desde a matriz até a atual praça Dezenove de Dezembro, sendo chamada a partir desse ponto, Estrada da Graciosa, por cortar a serra de mesmo nome.

Mais tarde, em homenagem ao grande paranaense vítima injusta da revolução federalista, a Rua da Graciosa passou à atual denominação de Rua Barão do Serro Azul.

Fonte: Livro "Ruas e histórias de Curitiba" de Valério Hoerner Júnior. Editora Artes e Textos. Curitiba, 2002

sábado, 22 de agosto de 2009

Por dentro do Passeio Público





O Passeio Público é um relicário de preservação natural, bem no centro da cidade, com aproximadamente 70.000 m² e 35 pontos de atração.

Foi inaugurado em 02 de maio de 1886, na gestão do então Presidente da Província Alfredo D'Escragnolle Taunay, seu idealizador.

Seu primeiro administrador foi o Comendador Francisco Fasce Fontana, doador do terreno.

Situava-se, na época, entre as seguintes divisas: Boulevard 2 de Julho (João Gualberto), Rua Fontana (Presidente Faria), Rua do Serrito (Presidente Carlos Cavalcanti) e os terrenos de Joaquim Bittencourt (atual Círculo Militar) e de Laura Borges (atual Colégio Estadual).

Seu portal principal, na esquina da Rua Presidente Faria com Avenida João Gualberto, é cópia fiel do portão do Cemitério de Cães de Paris. Construído em 1913, seu estilo é art-nouveau e foi projetado pelo arquiteto alemão aqui radicado Frederico Kirchgassner.

O parque possui três lagos, sendo que em cada um tem uma ilha. Na Ilha da Ilusão foi coroado, no início do século, o "Príncipe dos Poetas Paranaenses" - Emiliano Perneta. Em 1966, ao completar 80 anos, o Passeio sofreu alterações substanciais na pavimentação, revestimento dos lagos, substituição das velhas pontes de madeira por outras de concreto, construção de um palco flutuante (hoje um chafariz) e de ilhotas para os macacos.

Entre a vegetação destacam-se eucaliptos, plátanos, ipês e carvalhos, como o plantado pelo próprio Presidente Taunay quando da inauguração do local.

É um ponto de encontro para crianças e adultos, com playground, zoológico de pequenos animais, aquário, pedalinho, bar e restaurante, sendo cortado pela malha cicloviária da cidade.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Casa Romário Martins - Parte 2


Uma história curiosa de Romário Martins – O aniversário de Curitiba.

No dia 28 de março de 1906, Alfredo Romário Martins, então respeitável vereador e já historiador, resolveu propor à Câmara Municipal o dia 29 de março de 1693 para marco de fundação da cidade. Como na época prefeito e vereadores pouco ou nada sabiam a respeito, aceitaram a exposição dos motivos do historiador.

A data em questão marca o dia em que atendendo a uma petição do povo, Mateus Leme, que já conduzia sozinho o destino da Vila amadrinhada por Nossa Senhora da Luz por mais de 25 anos, criou a Câmara de Vereadores e demais cargos administrativos, implantando assim, a justiça no local.

Controversa é, portanto, a escolha dessa data como sendo a data da fundação de Curitiba, pois anteriormente a essa data e reconhecidos em Curitiba por nominarem várias ruas, encontraremos personagens importantes para a história de Curitiba, tais como Ébano Pereira, Mateus Leme, Baltazar Carrasco dos Reis e Gabriel de Lara, em documentos referenciando suas atividades, como a criação da Vilinha em 1648, a transferência da vilinha para onde é hoje a Praça Tiradentes em 1654, os pedidos de terras de sesmarias em 1661 e o levantamento do pelourinho em 1668.

Diz-se ainda, que não seria de causar espanto o acontecido, por ter partido a idéia de quem partiu. Conta-se que na década de quarenta, Romário Martins convocou autoridades, colégios e amigos para comparecerem à solenidade de descerramento de uma placa na Estrada da Graciosa, determinando o local onde o Imperador Dom Pedro II e sua real comitiva teriam descansado durante sua visita em 1880, à sombra de um majestoso pinheiro. A placa ainda existe. Ocorre, porém, que durante a solenidade, José Loureiro que a tudo assistia ao lado de Romário Martins, puxa-o pela manga e pergunta-lhe como ele havia descoberto que a sombra daquele exato pinheiro havia acolhido o Imperador, sendo essa, uma informação de difícil registro a não ser num diário pessoal ou algo semelhante. Ao questionamento, Romário Martins simplesmente responde que não havia documento algum ou qualquer outro registro, apenas passara pelo local e achara possível que tal evento poderia ter acontecido, por ser o pinheiro tão belo, frondoso e sugestivo.

Fonte: Curitiba – 315 anos de História, Tradição e Identidade. Anthony Leahy. Instituto Memória, 2008.


Alfredo Romário Marins, nascido em Curitiba em 8 de dezembro de 1874 e faleceu em Curitiba em 10 de setembro de 1948, foi um dos principais articuladores do movimento que se intitulou “paranista”.

Homem culto, político e atuante em vários segmentos; um dos fundadores da atual Universidade Federal do Paraná, do Instituto Histórico e Geográfico Paranaense, dos movimentos em defesa do Paraná na Guerra do Contestado e da extinção do Território do Iguaçú, em 1946.

Defendeu sua tese no clássico “História do Paraná”.

Fonte: http://revistas.unipar.br/educere/article/viewFile/842/739

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Casa Romário Martins - Parte 1



A Casa Romário Martins surgiu da necessidade de a Fundação Cultural de Curitiba implementar um centro de informações gerais sobre a cidade, e principalmente, de iniciar um trabalho de valorização da memória local, com a criação do Arquivo Histórico Municipal.

Decidiu-se, então, que se ocuparia a casa de alvenaria mista construída possivelmente no final do século XVIII, localizada no Largo Coronel Enéas. É o segundo prédio mais antigo da cidade, ao lado do primeiro ainda preservado, a Igreja da Ordem e é também, o último exemplar da arquitetura luso-brasileira na cidade.

O imóvel de 1908 a 1926 foi ocupado por um armazém de secos e molhados, o Armazém Etzel. Em 1926, outro estabelecimento de secos e molhados, a Casa Paiva, ocupou a casa. Em 1928, ela foi transformada no Armazém Roque. O armazém manteve-se até 1970, quando a casa foi declarada de utilidade pública.

Desapropriada em 1971, foi incorporada ao patrimônio histórico do Município. Tombado pelo Estado nesse mesmo ano, o imóvel precisava ser restaurado para abrigar a Romário Martins.

Diante da impossibilidade de recuperar a divisão original dos cômodos, o projeto de restauro do arquiteto Cyro Corrêa d’Oliveira Lyra privilegiou o espaço interno como área destinada a exposições.

A Casa Romário Martins foi inaugurada em 13 de dezembro de 1973, homenageando esse ilustre historiador paranaense, nascido em Curitiba em 1874, que jamais residiu no imóvel.

Em pouco tempo, a Casa Romário Martins começou a fazer e a receber exposições e tornou-se um ponto de encontro de intelectuais, de estudantes e de outras pessoas interessadas em cultura curitibana.

Enquanto, nesse momento, a Casa Romário Martins passa por nova restauração, os tapumes da obra foram transformados em suporte para uma exposição de charges de Alceu Chichorro (1896-1977), um dos mais importantes chargistas paranaenses.

Fonte: www.casadamemoria.org.br

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Praça José Borges de Macedo



Espaço histórico revitalizado. A Praça José Borges de Macedo (pequena praça entre a Praça Tiradentes e a Praça Generoso Marques) - que tem a marca do Pelourinho, levantado em 1668 por Gabriel de Lara- foi criada por força de uma lei municipal de 1963.

Em 1994, o logradouro ganhou as Arcadas do Pelourinho, que abrigam bancas de revistas e flores e um café, em nome da animação cultural e da revitalização do espaço.

Em 1996, um novo equipamento veio se somar às Arcadas do Pelourinho: a Fonte Maria Lata D'Água, que homenageia, duplamente, a conclusão do projeto Cores da Cidade - que recuperou a arquitetura do casario histórico vizinho à praça - e o artista paranaense Erbo Stenzel, autor da escultura "Água pro Morro", destaque da fonte.

O Alferes José Borges de Macedo nasceu em Castro, entre muitas funções que desempenhou foi Presidente da Câmara. Delegado de Polícia, Juiz de Paz, Administrador dos Correios e o primeiro Prefeito de Curitiba em 1853 quando da reorganização municipal.

O final da praça é delimitado pela fachada dos fundos do Paço da Liberdade.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Rua José Bonifácio



Não seria temerária a afirmação de que a rua José Bonifácio foi o primeiro traço do desenho atual da cidade de Curitiba.

Depois de instalado o núcleo no local onde em 1668 foi eregido o pelourinho, símbolo de posse e justiça do reino de Portugal, os moradores procuraram construir suas casas em torno do grande pátio que ser formara.

Ao lado da capela de Nossa Senhora da Luz (atual catedral basílica), na direção norte, um carreiro alargava-se e tornava-se uma viela, face às casas que erguiam-se em ambos os lados. Sua extensão seria a mesma de hoje, uma vez que aos fundos, outro pátio se abria, onde foi construída a capela da Ordem.

Essa rua não ficou conhecida como Fechada por causa da construção da igreja da Ordem, mas porque uma vez demolida a velha capela para dar lugar à nova igreja matriz, essa foi edificada justamente no lugar da rua, impedindo o livre tráfego.

Com o tempo na direção da praça Tiradentes, na rua já não mais fechada pela correção da posição da igreja (a velha fora demolida para dar lugar à atual), instalaram-se comércios tradicionais como Ferragens Hauer, artigos de construção e pintura Stobel, leiteria Senff ( onde fica a casa Vermelha), onde colonos comiam rodelas de salsicha produzida pelo Garmatter. Nessa região, avizinhavam-se as famílias alemãs.

Mesmo adquirindo a denominação José Bonifácio, por muito tempo foi tratada por rua Fechada.

O atual nome é de 1886, em memória do Patriarca da Independência.

Principal fonte: Livro "Ruas e histórias de Curitiba" de Valério Hoerner Júnior. Editora Artes e Textos. Curitiba, 2002

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Museu Paranaense

Fundado em 1876 pelo desembargador e historiador Agostinho Ermelino de Leão, teve várias sedes desde sua fundação.

A primeira foi na Praça Zacarias, lá permanecendo por vinte e cinco anos, mas devido ao aumento de seu acervo, foi transferido para Rua Dr. Muricy, ali ficou por treze anos, mudando-se depois para a Rua São Francisco, onde funcionou por dezessete anos sob a administração de seu diretor, o historiador Romário Martins. O museu sofreu nova transferência para o Batel.

A nova sede foi demolida, obrigando a mudança para uma residência particular, na Rua Treze de Maio, onde permaneceu em péssimas condições até ser transferido para a Praça Generoso Marques, num edifício com características neoclássicas e "art-nouveau", inaugurado em 1916 com a finalidade de abrigar a Prefeitura de Curitiba, que ali permaneceu até 1969.

Desde dezembro de 2002, ocupa uma nova sede, o Palácio São Francisco, construído na década de 20 para moradia da família Garmatter, que entre 1938 e 1953 funcionou como Palácio do Governo Estadual.

Sua sede está estruturada para a realização de projetos e atividades culturais, atingindo os diversos segmentos sociais. Possui laboratórios, biblioteca, auditório, além de salas de exposições permanentes e exposições temporárias.

domingo, 16 de agosto de 2009

Praça Generoso Marques




É uma praça ladeada de prédios antigos, do período do ecletismo, um dos quais com a inscrição "Tigre Royal".

No conjunto da praça destaca-se a construção, de 1916, em estilo art-nouveau, que abrigava o Museu Paranaense, foi reformado e é hoje o Paço da Liberdade.

Nela encontra-se a estátua do Barão do Rio Branco, grande brasileiro que durante o primeiro período republicano (até 1930) resolveu quase todas as questões de limites, fixando as fronteiras do Brasil.

O nome da Praça é uma homenagem ao paranaense Generoso Marques (1844-1928), 1º Presidente Provincial Republicano, eleito pela Assembléia Constituinte do Paraná, em 1891.

A preocupação com o passado é contada através da restauração das fachadas dos casarões da praça, bem como os da Rua Riachuelo.

sábado, 15 de agosto de 2009

Avenida Visconde de Guarapuava


Por força e vontade da Câmara Municipal, a Av. Visconde de Guarapuava assim se chamava desde o início do século 20.

Ficou resolvido dar-se o nome do Visconde à artéria que naquele tempo já se definia como das mais importantes na cidade, devido ao fato do Visconde ter hospedado Sua Majestade Imperial, Dom Pedro II, quando esse visitou o Paraná em 1880, época em que o Visconde foi contemplado com o nobre título.

Quando no auge do poder de Getúlio Vargas, os vereadores de Curitiba entenderam que seria conveniente encontrar uma rua com o tamanho e importância do ditador. Substituiu-se então o nome do Visconde pelo nome de Getúlio Vargas. O povo porém, jamais esqueceu o antigo nome.

Getúlio terminou apedado do poder e logo, atendendo ao desejo popular, a avenida voltou à denominação original, restituida estava então a Avenida Visconde de Guarapuava.

Por via das dúvidas, já que Getúlio ainda estava vivo e continuava com força política, encontrou-se uma rua ideal para a homenagem. A rua Ivahy (três quadras ao sul) prestou-se bem à necessidade. Por ser larga o suficiente para ser promovida, passou a chamar-se Avenida Getúlio Vargas.

Fonte: Livro "Ruas e histórias de Curitiba" de Valério Hoerner Júnior. Editora Artes e Textos. Curitiba, 2002

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Praça Zacarias






Local conhecido como Largo da Ponte, estrategicamente situado no começo da rua da Entrada (atual Emiliano Perneta), onde se iniciava a rua do Comércio (Mal. Deodoro) e a Rua Ratcliff (Des. Westphalen).

Tinha esse nome pois ao nível da praça, fora construída uma ponte de tábuas largas, desde a rua Dr. Muricy até onde termina a trav. Oliveira Belo, sobre o então caudaloso rio Ivo. A ponte cobria o trecho que viera durante algum tempo abrigar o Mercado Municipal, período em que também era conhecido como largo do Mercado, denominação que não durou muito, pois o mercado foi transferido para a atual praça Generoso Marques.

Com o tempo, o rio Ivo passou a exalar mau cheiro, determinando a sua canalização e assim, a ponte deixou de existir. O largo foi calçado, recebeu jardinamento e um belo chafariz, construído na década de 1870, que servia para coleta de água pelos escravos ou agregados de famílias abastadas, que não dependiam do aguadeiro (ou pipeiro).

O chafariz, que coletava a água do campo da Cruz das Almas (onde é hoje a praça Rui Barbosa), foi proposta do engenheiro Antonio Rebouças Filho, na época ocupado pelos estudos do projeto da ferrovia Curitiba-Paranaguá (ele e seu irmão, homenageados hoje na cidade pela rua Engenheiros Rebouças). Os tubos vieram do Rio de Janeiro, as torneiras vieram da Europa e o poste sextavado fora feito por um artífice brasileiro. A obra foi concluída em 08 de setembro de 1871.

O chafariz do largo da Ponte foi um marco na história da cidade, representando uma melhoria de vida para a população, atingindo todas as classes sociais, permitindo até, o barateamento dos serviços dos aguadeiros.

O local passou a ser chamado largo do Chafariz, até receber o seu nome atual, praça Zacarias, em homenagem ao primeiro presidente da provincia independente de Curitiba, empossado em 19 de dezembro de 1853, Zacarias de Góes e Vasconcellos.

O chafariz continua no mesmo lugar, funcionando como pode ser visto nas fotos, mas hoje apenas para fins estéticos.

Nas placas fixadas pouco acima das torneiras, lê-se a inscrição: Engenheiro Antonio Rebouças.

Fonte: Livro "Ruas e histórias de Curitiba" de Valério Hoerner Júnior. Editora Artes e Textos. Curitiba, 2002

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Palacete Leão Junior


O Palacete é considerado patrimônio histórico e arquitetônico brasileiro. Foi construído no final do século XIX (1866-1907), em estilo neoclássico por Cândido de Abreu, para abrigar a família Agostinho Ermelino de Leão Júnior, importante ervateiro do ciclo da erva-mate no Paraná.

A família mudou-se para o Palacete em 1902. Em 1906 quando o então Presidente da República, Afonso Pena visitou Curitiba ficou nele hospedado.

O casarão, um dos mais luxuosos construídos em Curitiba, teve portas, janelas, painéis e entalhes em pau-brasil; vidros e porcelanas importados da França e Bélgica.

A propriedade foi inteiramente restaurada, num trabalho que durou cerca de ano e meio. Foi inaugurado em 24 de outubro de 1987 com o objetivo de se transformar em um espaço cultural, agrupando, organizando e colocando ao acesso de todos, informações e exposições sobre a nossa história, economia, vida associativa e artística a ser fornecida a todos os interessados.

Hoje tem uso comercial e é tombado pelo patrimônio histórico.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Avenida Luiz Xavier - a menor avenida do mundo

Avenida Luiz Xavier vista da travessa Oliveira Bela para a Praça Osório

Avenida Luiz Xavier vista da Des. Ermelino de Leão para a Oliveira Belo e Ébano Pereira




A atual avenida Luiz Xavier (homenagem ao quarto prefeito eleito de Curitiba) formou-se a partir da década de 1.880. Começa na Praça Osório e não vai além da atual Ébano Pereira e travessa Oliveira Belo.

Num ato de pura bajulação, o nome Luiz Xavier foi desalojado para dar lugar à um companheiro de chapa de Getúlio Vargas (pelo simples fato de que o presidente costumava hospedar-se no Braz Hotel) e assim, por quase vinte anos, a rua passou a chamar-se João Pessoa.

Somente após a morte de Getúlio (em 1954), a rua volta a ter sua denominação justa e original: Avenida Luiz Xavier.

Luiz Antônio Xavier nasceu em Curitiba em 21 de dezembro de 1856. Foi o primeiro prefeito reeleito de Curitiba. Era extremamente popular e acessível. Ouvia o povo e sua administração era calcada nessa característica.

Dotou Curitiba de calçamento, jardinagem e deu importante contribuição ao desenvolvimento dos serviços de água e esgoto.

Foi por sua determinação que ocorreu o alinhamento da atual Rua XV de Novembro à Praça Osório, transformando um terreno alagadiço em espaço útil e integrado.

Naquele trecho, tornou a rua mais larga, criando assim sem querer, a menor avenida do mundo e ainda em vida, viu esse trecho tomar o seu nome. Não viu porém, a rua voltar a ter o seu nome, pois faleceu em 1933.

Fonte: Livro "Ruas e histórias de Curitiba" de Valério Hoerner Júnior. Editora Artes e Textos. Curitiba, 2002

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Jardim Botânico









O Jardim Botânico ou Jardim Botânico Francisca Maria Garfunkel Richbieter, é um dos pontos turísticos mais visitados de Curitiba.

O projeto é do arquiteto Abrão Assad, foi inaugurado em 05 de outubro de 1991. Ocupa uma área de 278.000 m², com uma estufa inspirada no Palácio de Cristal de Londres, que expõe permanentemente plantas originárias dos mais diversos pontos do território brasileiro.

Conta ainda com jardins criados à imagem dos jardins franceses e trilhas que cortam o bosque, de onde podem ser vistos os pinheiros-do-paraná, pitangueiras, pessegueiros entre outros. Estende seu tapete de flores aos visitantes logo na entrada. A mata nativa está ponteada de trilhas para percursos a pé.

O Museu Botânico atrai pesquisadores de todo o mundo. Tem espaço para exposições, biblioteca e auditório. Atualmente o Museu Botânico de Curitiba tem o quarto maior herbário do país.