domingo, 28 de fevereiro de 2010

Relaxando na Rua XV


Numa manhã de domingo, voltando para a Praça Santos Andrade de uma seção de fotos no Paço da Liberdade e adjacências, caminhava pela XV quando me deparei com a figura da foto, dormindo tranquilamento, sentado num banco. Fui silencioso o suficiente para não perturbar o repouso do cidadão.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

A concentração que precede o show!


Estava perambulando pela região do Jardim Ambiental próximo à Rua Itupava no Alto da XV, aguardando o fim da aula do meu filho e como havia um pequeno grupo na pista de skate do Ambiental, resolvi tirar umas fotos. Consegui a foto desse garotinho que do alto da pista, parecia estar se concentrando e esperando o momento certo para iniciar as suas manobras.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Os Vitrais da Catedral Basílica Menor de Curitiba


A Catedral de Curitiba na Praça Tiradentes foi construída em estilo neo-gótico, inspirada na Sé de Barcelona, e inaugurada em 1893. Os vitrais foram doados por importantes famílias de Curitiba. A foto mostra um desses vitrais, na frente do qual existe uma grande imagem do Cristo crucificado.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Show no Paço



Não sei o motivo, mas na frente do Paço num dia em que eu estava na região fotografando, havia um grupo de pessoas cantando músicas típicas do nordeste, vestidas com roupas bem coloridas, ensaiando um grupo de pessoas que pareciam ter sido arrebanhadas na hora, para algum tipo de filmagem.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Feirinha Hippie


Já peguei a Feirinha do Largo em todos os horários. Logo cedo, perto das 07h00 quando todos estão montando as suas barracas e alguns baladeiros perambulam perdidos; Mais tarde, perto das 10h00, no auge do movimento, com todas as ruas abarrotadas de pessoas (turistas, curitibanos, vendedores, artistas e afins); E depois do almoço, quando a maioria das barracas já foram desmontadas e os produtos retirados. Num desses dias, encontrei essas meninas que parecem fazer jus ao nome que a feirinha era conhecida quando ainda funcionava na Praça Zacarias e logo que foi transferida para o Largo: Feirinha Hippie. Elas mesmas pediram que eu fizesse algumas fotos delas e que depois, as enviasse para o e-mail de uma delas (hippies modernas portanto!).

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Esculturas do MON



As esculturas das fotos estão dispostas ao ar livre nas áreas que circundam o MON ou Museu Oscar Niemeyer ou Museu do Olho em Curitiba, no bairro do Centro Cívico. O espiral branco foi fotografado apenas em sua parte superior, pois essa escultura fica num pátio do piso inferior, onde várias esculturas estão dispostas para circulação das pessoas entre elas, provocando sua interação.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Estação Tubo


A foto tirada do alto do ônibus da linha turismo (double decker bus), mostra a estação tubo da Praça Eufrásio Correia na avenida Sete de Setembro, que atendem aos onibus biarticulados. Esses ônibus podem ter até 20 metros de comprimento.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Jaime Lerner



Jaime Lerner, nascido em Curitiba em 17 de dezembro de 1937 é arquiteto e planejador urbano, formado pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal do Paraná em 1964.

Responsável pela criação e estruturação do Instituto de Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) em 1965, participou do desenvolvimento do Plano Diretor de Curitiba que resultou no processo de transformação física, econômica e cultural da cidade.

Foi prefeito de Curitiba em três mandatos: nos períodos de 1971/75, de 1979/83 e de 1989/92. Durante sua primeira gestão como prefeito de Curitiba, no período 1971 a 1975, Lerner consolidou as transformações da cidade e implantou o Sistema Integrado de Transporte Coletivo, reconhecido internacionalmente pela sua eficiência, qualidade e baixo custo. Nas duas gestões seguintes, além das ações de vanguarda no planejamento urbano, Lerner intensificou um amplo programa que resultou em avanços na área social, destacando Curitiba como uma das cidades com um dos maiores índices de qualidade de vida entre as principais capitais do mundo.

Eleito governador do Estado do Paraná em 1994 e reeleito em 1998, Lerner promoveu a maior transformação econômica e social da história do Estado. Apoiado em uma política de atração de investimentos produtivos, o Paraná se consolidou como um novo pólo industrial do País, contabilizando investimentos de US$ 20 bilhões entre o período de 1995 a 2001. A exemplo da experiência bem sucedida de Curitiba, o governador Jaime Lerner preocupou-se em resolver problemas de transporte, uso do solo, educação, saúde, saneamento, lazer e industrialização como um todo.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Maria Lata D'Água


Na praça José Borges de Macedo (primeiro prefeito de Curitiba) que fica na parte de trás do Paço da Liberdade (antiga sede da prefeitura e onde mais antigamente ainda ficava o mercado municipal), além das Arcadas do Pelourinho, onde vendem-se flores, revistas e café, temos a fonte Maria Lata D'Água, inaugurada em 15 de maio de 1996, onde está localizada a reprodução da escultura "Água para o Morro" de Erbo Stenzel de 1944.
Lata d'água na cabeça
Lá vai Maria
Lá vai Maria
Sobe o morro e não se cansa
Pela mãoLeva a criança
Lá vai Maria
Maria
Lava a roupa
Lá no alto
Lutando pelo pão
De cada dia
Sonhando com a vida
Sonhando com a vida
Do asfalto
Que acaba
Onde o morro principia
(Luís Antonio e J. Júnior)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Painel de Erbo Stenzel da Praça do Homem Nú


A foto de hoje retrata parcialmente o painel em Granito representando os ciclos econômicos do Paraná de autoria de Erbo Stenzel, que juntamente com o painél em azulejos de Poty, o obelisco lembrando a emancipação do Paraná, a estátua de mulher nua (de Humberto Cozzo, que originalmente estava atrás do Palácio do Iguaçú) e principalmente com a estátua do Homem Nú (nome pelo qual a praça é mais conhecida), também de autoria de Erbo Stenzel, compoem o acervo cultural à céu aberto da Praça 19 de Dezembro, na avenida Barão do Serro Azul, que um dia já foi um grande mercado que abastecia Curitiba.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Casa Culpi



Quando Santa Felicidade fazia parte da rota que levava ao Norte Pioneiro do Paraná, o principal ponto de encontro dos caminhoneiros era o armazém Culpi, uma das primeiras casa construídas em Curitiba pelos imigrantes italianos. Em 1897 a "Casa Culpi" foi vendida à Prefeitura Municipal e, em 1º de abril de 1990, foi restaurada e transformou-se em um Memorial da Imigração Italiana, reconstituindo o estilo de vida dos italianos que chegaram à cidade no século passado. Ali também funcionam cursos de língua italiana e artes plásticas, além de exposições permanentes e temporárias.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Bud


Não que o Bud seja propriamente uma paisagem de Curitiba, mas eventualmente vocês poderão vê-lo Circulando por Curitiba, principalmente no Bacacheri ou Jardim Social. Gostaria que mais pessoas pudessem vê-lo por exemplo, no grande gramado atrás do Museu do Olho, onde muitos e muitos donos de cachorros das mais diversas raças podem soltar seus companheiros livremente para uma corrida e interação com outros cachorros. Mas com o Bud isso é muito complicado, penso que se soltarmos ele num lugar desses, ele some no mundo!

O Bud é um Golden Retriever de 7 anos (quase um virgem de 40 anos, poderíamos dizer) e é o cachorro mais dócil do mundo. Adora passear, destruir nosso jardim e sempre que pode, roer nossos tapetes, mas é um amigão. Se você tem espaço em casa e deseja um cachorro inteligente e totalmente manso (dizem que se um ladrão invadir o quintal, ele carrega a lanterna para ele), um Golden é a escolha certa!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A Avenida Marechal Floriano e sua arquitetura




A Avenida Marechal Floriano tem seu início no centro de Curitiba, na praça que é o Marco Zero da cidade, a Praça Tiradentes. Desse ponto, a Marechal Floriano (que a partir da Praça Carlos Gomes passa a ter as canaletas dos onibus expresso e essas a acompanham até o final) cruza importantes bairros de Curitiba e se constitui na principal avenida desses bairros, com comércio predominantemente varejista e de muita força. Três terminais de transporte público (Hauer, Carmo e Boqueirão) estão nessa avenida. A arquitetura que me parece ter valor histórico e que foi por mim retratada nessas fotos, vai da Praça Tiradentes até pouco além da Av. Presidente Kennedy. Depois disso, os predios não chamam a atenção pela arquitetura, mas o conjunto deles lembra muito uma cidade do interior, com pequenos prédios de comércio de ambos os lados da principal avenida de cidade. A avenida Marechal Floriano termina no Parque Iguaçú, na cidade de São José dos Pinhais.
O trecho a seguir tem como fonte o livro "Ruas e histórias de Curitiba" de Valério Hoerner Júnior. Editora Artes e Textos. Curitiba, 2002.

"Em nome da bajoujice, muito necessária na época e nos dias atuais, o Marechal de Ferro substituiu o santo carpinteiro José no nome da rua que chegava a São José dos Pinhais e na época já era uma rua em franco progresso. Hoje uma artéria com 38 km, de grande importância comercial e urbana (importante corredor de transporte público) que liga o centro da cidade aos bairros Rebouças, Parolin, Hauer e Boqueirão. Dizem que São José decidiu não discutir, pois já sabia que o vereador Lauro Esmanhoto, providenciaria um local mais ermo, bucólico e agradável no bairro do Cristo Rei."

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Rapel no edifício Moreira Garcez


Ontem enquanto aguardávamos a chegada dos zumbis, presenciamos o trabalho de dois profissionais que faziam rapel para lavar a fachada do Edifício Moreira Garcez na Boca Maldita, usendo jatos de água que além de dar maior dramaticidade ao trabalho, respingava nas pessoas lá embaixo, refrescando um pouco do intenso calor. Logo várias pessoas ficaram observando o trabalho dos dois.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Carnaval em Curitiba?




Carnaval em Curitiba é uma unanimidade: todos gostam por conta dos quatro dias de folga (ou quatro dias e meio). Mas o Carnaval por aqui não é a mesma coisa se comparado com outras cidades ou estados. Samba no pé, Maracatu, Axé-Music e Frevo, não diria que é a trilha sonora de todos os Curitibanos, muitos simplesmente abominam tudo isso.

Na opinião da maioria, o Carnaval (como se vê em outras cidades) em Curitiba simplesmente é um HORROR e por isso, nada mais justo que o Zombie Walk! Vejam a chamada que encontrei no blog "JovemNerd":

"Nesse carnaval, nada de plumas, paetês e marchinhas do tempo da sua avó! Em Curitiba, o blablablá de sempre vai ser trocado por sangue e mioooolos! É a quinta edição da Zombie Walk na cidade, que vai arrastar os mortos-vivos pelas ruas da capital paranaense, no dia 14 de fevereiro. A concentração começa às 14h na Boca Maldita, com saída prevista às 15h e chegada às 16h nas ruínas de São Francisco, no Largo da Ordem. No local da concentração, os zumbis despreparados poderão fazer maquiagem de última hora com as auxiliares identificadas com o crachá do evento. Após a chegada no Largo da Ordem, quatro bandas estarão tocando horror punk e psycobilly."

Então, se você deseja grandes bailes de carnaval, grandes desfiles de escola de samba, mulatas maravilhosas dando aulas de samba-no-pé, fuja de Curitiba, pois por aqui você não vai achar nada disso!!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Miragem


Consegui essa estranha imagem posicionando a câmera no chão, sobre os painéis de vidro que ficam no grande saguão que dá acesso ao MON. Como os painéis de vidro ficam abaixo da grande laje do prédio, que ainda é o maior vão em Curitiba, o reflexo da laje com a vegetação ao fundo proporcionaram essa quase miragem.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Paróquia Imaculado Coração de Maria


Em 1905, chegaram a Curitiba dois sacerdotes claretianos, convidados por D. Duarte Leopoldo e Silva. Foi lhes confiada a capela da colônia italiana de Água Verde.
Com a compra de mais um terreno, por parte dos Claretianos, na rua Nunes Machado, iniciou-se a construção de uma capela provisória, a Capela do Coração de Maria. Em 10 de junho de 1908, chegava a Curitiba a primeira e belíssima Imagem do Coração de Maria, procedente de Barcelona. No dia 16 de agosto do corrente ano, a imagem foi benta e entronizada. Neste ano, pela primeira vez, foi celebrada a festa do Coração de Maria. No dia 26 de agosto de 1917 iniciou-se a construção do atual templo. Aos 15 de dezembro de 1939, a Igreja tornou-se Paróquia, desmembrando-se da Paróquia de Nossa Senhora da Luz ( Atual Catedral ). Em 1949 foi colocado o vitral na fachada da templo e a Imagem do Coração de Maria no alto da torre.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O céu de Curitiba


Dizem os fotógrafos que o céu de Curitiba é estranho, que por vezes encontraremos cores bizarras. Não sei se o que vi hoje da janela da minha casa em direção ao Bairro Alto, é esse tal céu estranho, de qualquer forma, achei muito bonito.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Estádio do Pinheirão


O Pinheirão é um estádio de futebol pertencente a Federação Paranaense de Futebol, que conta também com infraestrutura para modalidades de atletismo.

Teve seu jogo inaugural em 15 de Junho de 1985 disputado entre as seleções dos Estados do Paraná e de Santa Catarina. Apenas em 1989 o Pinheirão começa a tomar sua forma atual. A idéia de um simples estádio dá lugar ao sonho do Presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Moura, de transformar o pinheirão em um Complexo Poliesportivo de proporções olímpicas. Com a ajuda de empresários, nesta mesma época, o Pinheirão ganha o setor das sociais (segundo anel) e sua capacidade (para a época) passa a ser 54 mil espectadores (Público oficialmente nunca atingido).

No dia 30 de maio de 2007, oficiais da 18.ª Vara Civil de Curitiba lacraram os portões do estádio. Os principais imbróglios da Justiça envolvendo a FPF envolvem as dívidas do estádio em âmbito federal e com a prefeitura de Curitiba.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Projeto Novo Centro para Curitiba


A Prefeitura de Curitiba está revitalizando as calçadas da Rua Riachuelo, no trecho entre a Praça Generoso Marques e a Rua Inácio Lustosa, no Centro. Também haverá a readequação da sinalização de orientação para acessibilidade de pedestres. A intenção é melhorar a infraestrutura desta região do Centro. As obras fazem parte do projeto Novo Centro, que compreende diversas ações já concluídas, como a reforma da Praça Tiradentes, marco zero da cidade; restauração do Paço Municipal, na Praça Generoso Marques; instalação de câmeras de vigilâncias; novas calçadas e revitalização da Generoso Marques, iluminação cênica e Posto da Guarda Municipal; além da futura instalação de uma linha de bondes entre o Passeio Público e a Praça Eufrásio Correia, passando pelas ruas Riachuelo, Barão do Rio Branco, Conselheiro Laurindo e XV de Novembro.

A imagem mostra em primeiro plano a Casa Edith, que fica na esquina da rua Riachuelo e a Praça Generoso Marques.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Um outro olhar no Museu do Olho


É sempre muito agradável visitar o MON (Museu Oscar Niemeyer) ou o Museu do Olho, como todos o conhecem, ainda mais em dias quentes como os que estamos vivendo em Curitiba.
É difícil evitar as fotos clichês, já que o "Olho" domina a paisagem, mas procurei buscar algums pontos de vista diferentes e até inusitados. Na foto desse post, tentei enfatizar a grandiosidade das linhas horizontais do prédio original (Humberto de Alencar Castelo Branco), que existia muito antes do Olho. Acho que a imagem prova o que diz a matemática, de as paralelas se encontram no infinito.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O Gari e o calor de Curitiba



Hoje pela manhã, estava na Praça Santos Andrade, aguardando o nosso professor de fotografia chegar (sim, estou fazendo um curso básico para tentar postar imagens menos sofríveis), fazendo fotos aleatórias da praça. Ví uma árvore com um tronco retorcido e fui fotografá-la. No caminho até lá, debaixo de um sol de 35oC, fiquei pensando o que poderia ser pior do que sofrer com o calor que anormalmente está castigando Curitiba em recordes históricos. Pois bem, pior seria ficar debaixo de um sol desses, por horas e horas, num uniforme muito quente, varredo e juntando lixo como o gari da foto.

Massas de ar quente vindas do norte do Brasil, impedindo o avanço das frentes frias, o fenômeno El-Nino e sabe-se mais o que, fez desse o períoro mais quente em Curitiba em mais de 30 anos. Ventiladores sumiram das lojas e ar-condicionado deixou de ser uma palavra e objeto estranho para o Curitibano. Enfim, tá fogo!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Curitiba dos anos 80


Anos 80! Foram os anos da minha adolescencia, os anos da minha faculdade, das festas, namoradas, filhos...

Curitiba já tinha uma vida noturna mais agitada. Os bares mais frequentados ficavam no Largo da Ordem, mas já se encontrava opções por vários pontos da cidade (sem lógico, a profusão e variedade de público e ambientes que temos hoje). Foram os anos da explosão do rock nacional e era o que se mais ouvia nos bares e nas ruas.

Foram os anos também, em que a preocupação em restaurar e preservar o patrimônio histórico pela prefeitura de Curitiba pareceu intensificar-se.

Segue novamente, outro treco extraído do livro "Almanaque KUR’YT’YBA", de Eduardo Emílio Fenianos (editora Univer Cidade, 2006). A foto mostra um techo do bairro Bigorrilho (ou Champagnat como desejariam os moradores). citado no texto abaixo.

"A capital, que no início do período já possui mais de 900 mil habitantes, ganha seu primeiro shopping Center, troca os cinemas por videocassetes e entra na era da informática.

O Bigorrilho é o bairro que mais cresce, sofrendo uma explosão econômica e imobiliária. Ônibus articulados substituem os expressos pioneiros e transportam até 200 passageiros. O setor Histórico, bloqueado aos veículos, é o novo point dos curitibanos, com seus bares e restaurantes. Novos pólos comerciais surgem a leste, no Hugo Lange ou Jardim Social, bairros que antes abrigavam exclusivamente moradias de luxo.

Em 12 de janeiro de 1984, Curitiba é a primeira cidade brasileira a reunir 50 mil pessoas – na Praça Osório, Boca Maldita e caçadão da Rua 15 de Novembro – num comício pelas “Diretas-Já”. O movimento ganha força, e repete em todo o país nas semanas seguintes.

Ao longo da década, Curitiba renova sua infra-estrutura, construindo novos espaços e revitalizando outros. São dessa época o Museu de Arte Sacra, a Casa da Memória, os cinemas Groff, Ritz e Luz (administrados pela Fundação Cultural de Curitiba), a Casa Culpi, de Santa Felicidade, e o Terminal e Centro Cultural do Portão. Surgem ainda, o Parque General Iberê de Mattos, no Bacacheri, e o das Pedreiras, no Pilarzinho, que abriga o Espaço Cultural Paulo Leminski e a Ópera de Arame.

Desde 1989 separa-se o lixo orgânico do reciclável. À noite, um bom programa é visitar as feiras noturnas que se espalham pelos bairros da cidade, onde são servidas refeições dos mais diversos países do mundo. É do alto da Torre da Telepar, nas Mercês, inaugurada em 1991, que curitibanos e turistas descortinam maravilhados os mais distantes rincões da cidade com direito a uma vista de 360 graus."

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Curitiba dos anos 70



Cheguei em Curitiba no final dessa década e o que me lembro da cidade nessa época é que era muito mais fria do que é hoje, o inverno começava em Março (com uma pausa para o veranico de Maio) e se extendia até início de outubro. Foi a década da neve em Curitiba, mas isso foi antes de eu chegar. Lembro bem que restaurantes era poucos (Santa Felicidade era a grande referência), lembro também que sábado à tarde e domingo, Curitiba parecia um cidade fantasma, poucas pessoas nas ruas e praticamente nenhum carro. A noite Curitibana era menos do que morna, sem as centenas de opções que existem hoje.

O trecho a seguir, foi extraído do livro "Almanaque KUR’YT’YBA" (Fenianos, Eduardo Emílio. Univer Cidade, 2006.), e dá uma idéia de como as coisas começaram a mudar em Curitiba nesse década, apontando para o que hoje se vê por aqui.

"A cidade, com 609 mil habitantes em 1971, apóia sua economia no comercio e na prestação de serviços. É na década de 70 que Curitiba vai iniciar o processo de mudança de seu perfil.

Em maio de 1972, a Prefeitura Municipal devolve o centro da cidade aos pedestres, ao transformar a rua 15 de Novembro – a mais central e movimentada – no primeiro calçadão do país. No inverno de 1973, as áreas descampadas a oeste da cidade viram brotar os primeiros barracões de empresas nacionais e internacionais. Nasce a “Cidade Industrial de Curitiba”, empreendimento ousado e pioneiro fora do eixo Rio-São Paulo.

O novo desenho urbano é de 1974, quando os ônibus expressos inauguram uma nova fase do transporte coletivo, rodando em vias exclusivas formadas pelos eixos estruturais que cortam a cidade em forma de estrela.

Em 17 de julho de 1975, a cidade acorda branca de neve. O fato muda os hábitos cotidianos, no centro e nos bairros, surpreendendo toda uma população que, até ali, de neve só conhecia imagens publicadas em revistas de países onde este fenômeno é uma constante no inverno. Nos anos 70, surgem os pioneiros parques Barigui e São Lourenço e, em pouco mais de 25 anos, o índice de áreas verdes por habitante evoluiu de raquítico meio metro quadrado para invejáveis 55 metros quadrados, em 1999."

As fotos mostram as canaletas dos ônibus expressos da Avenida República Argentina, no bairro Água Verde. Curitiba ganhou fama mundial pelo seu sistema de transporte público, que foi pensado e implantado na década de 70, tendo sido desenvolvido a partir desse sistema incial.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Santa Felicidade




Devido a uma gentil solicitação de uma leitora desse blog (legal saber que alguém lê esse blog!), vou passar algumas informações sobre Santa Felicidade, que tem sua origem e ainda hoje é altamente identificado com a imigração italiana. Segue um pouco da história.

Em 1876 o Brasil firmou um acordo com a Itália para incentivar a entrada de italianos no país. Os boatos sobre a fertilidade das terras americanas e o sonho de uma vida melhor chegavam à Europa.

Em 11 de dezembro de 1877, partiu de Gênova, na Itália, um navio trazendo muitos imigrantes, principalmente da região do Vêneto. Vieram famílias inteiras e outras com apenas alguns membros.

No dia 2 de janeiro de 1878, o navio chegou ao Rio de Janeiro e três dias depois, aportou em Paranaguá. Encaminhadas por funcionários do governo, as famílias se instalaram no litoral do Estado. Passados poucos meses, os primeiros problemas de adaptação começaram a surgir. O calor, a água lamacenta, a terra que não se adequava às atividades agrícolas desejadas e os insetos, os bichos-de-pé e o berne, aterrorizavam os colonos.

A luz veio com os tropeiros que cruzavam o litoral em direção a São Paulo. Através deles, os italianos descobriram a existência da pequena cidade de Curitiba, onde o clima e as terras pareciam-se mais com a Europa. Valendo-se do direito de mudar de endereço pelo menos duas vezes, diversas famílias organizaram-se e solicitaram ao governo a mudança.

Com suas economias, adquiriram um grande pedaço de terra salubre para o cultivo à margem da cidade. A região adquirida pertencia aos irmãos Arlindo, Antônio e Felicidade Borges. Ali, eles fundaram a colônia Santa Felicidade, que recebeu esse nome em homenagem a Felicidade Borges, a irmã que mais apoiou a venda das terras para os imigrantes, que depois se espalhariam também pelos bairros Cascatinha, Butiatuvinha, São João, São Braz, Água Verde e Umbará. Há quem diga que Dona Felicidade Borges, ao fazer doação (nessa versão não cita que houve uma venda) de uma área de terras para o patrimônio da colônia, pediu que o local levasse o seu nome. O pedido foi respeitado e o espírito religioso motivou o acréscimo de "Santa" ao nome da doadora.

A colônia dedicou-se à produção de hortifrutigranjeiros, à plantação de erva, ao fabrico de vinho e queijo e ao trançado de vime.

A Igreja Matriz de São José é uma das construções mais importantes da colônia, com sua fachada de elementos românicos e clássicos e o elegante campanário isolado do corpo principal do edifício, conforme tradição italiana. Quase em frente à Igreja está situado o cemitério de Santa Felicidade, com seu inédito panteão construído por 18 capelas em estilo neoclássico inaugurado em 1886 e tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico em 1977. Ao longo da Via Veneto e da Avenida Manoel Ribas, destaca-se exemplares da arquitetura popular, tais como a Casa dos Gerânios, 1891, construída por Nicolau Boscardim; a Casa dos Painéis do século passado, com pinturas na parede frontal com motivos de paisagem, a Casa das Arcadas, construída por Marco Mosselini há aproximadamente 100 anos, com pórtico em arcos e a Casa Culpi datada de 1897.

Porém, a atração maior de Santa Felicidade é a de ser o Bairro Gastronômico de Curitiba, com grande número de restaurantes ali instalados que oferecem, além de delicioso vinho caseiro, os pratos típicos como risoto, polenta, lasanha, nhoque, macarrão e frango. Completando esta atração, existem as tradicionais vinícolas e cantinas de vinho, lojas de artesanato e móveis de vime, além do sugestivo portal de entrada do bairro, inaugurado em 27 de outubro de 1990 representando os valores da cultura italiana trazida pelos primeiros imigrantes que chegaram há mais de um século.

Além da gastronomia, os italianos deixaram sua marca na cidade por seu sendo de cidadania, organizando várias sociedades operárias e sindicatos.

Fontes: Almanaque KUR’YT’YBA. Fenianos, Eduardo Emílio. Univer Cidade, 2006.
Associação do Comércio e Indústria de Santa Felicidade (ACISF).
www.acisf.com.br

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Auditório Salvador de Ferrante - Guairinha


O complexo do teatro Guaíra, que ocupa uma quadra entre as ruas Conselheiro Laurindo, Amintas de Barros, Tibagi e XV de Novembro, é composto por 3 salas, sendo uma delas, o Auditório Salvador de Ferrante, mais conhecido como Guairinha.

Primeiro dos auditórios construído no complexo do Teatro Guaíra, o Guairinha foi inaugurado em 19 de dezembro de 1954, com a peça "Os Inocentes", de Henry James. Tem 504 lugares, divididos entre platéia (324) e balcão (180).Para manter em atividade o espaço, em 1956 Ary Fontoura e Glauco Flores de Sá Britto, criaram o Teatro Experimental Guaíra, que depois veio a se tornar o Teatro de Comédia do Paraná - o primeiro grupo oficial de teatro do estado. O TCP , como era chamado, encenou dezenas de peças, entre elas "Paraná Terra de Todas as Gentes", que inaugurou o Guairão, em 1974.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Casas do Batel 3: Sociedade Beneficiente dos Operários Batel


Fundada em 21/05/1910, a sociedade ganhou sua sede na Rua Francisco Rocha, durante os anos 30. É para a região um forte ícone de crescimento e do fortalecimento da força de trabalho urbana. Seus sócios-fundadores foram os senhores Othilio Shutz, Roberto Sena e o presidente Benemérito João de Milo. Na época em que foi fundada, o Batel era um misto de bairro residencial e industrial. Várias fábricas de mate, fósforo e gasosa ocupavam a mão de obra do bairro, o que justifica a fundação da sociedade operária na região. Conta-se que em seus bailes, fiscais impediam que os casais dançassem de rosto colado.
Fonte: Coleção Bairros de Curitiba - Batel das Charretes aos Topetes

Não sei se essa sociedade ainda existe, pois o prédio, apesar de muito bonito, está bastante deteriorado e parece precisar de uma reforma urgente. O local é extremamente nobre (quase esquina com a Visconde de Guarapuava) e com certeza merece ter esse prédio preservado. Nada além do texto contido no primeiro parágrafo eu consegui encontrar na internet.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Pão da Vovó


Panificadora e Confeitaria criada há 25 anos, a partir dos pães caseiros de uma senhora polonessa conhecida como Dna. Bronislava. O Pão da Vovó é administrado pela família Romanini, de origem italiana.

O café-da-manhã na unidade do Água Verde é concorrida, como pode ser visto pela confusão de carros na foto. Outro fato pitoresco dessa padaria é que ela já estava estabelecida no bairro quando um grande supermercado (Angeloni) iniciou sua construção. Dizem que apesar de todos os esforços do Angeloni em comprar o prédio onde o Pão da Vovó está estabelecido, não houve negócio e por isso, o recorte do mercado na esquina da rápida com a av. Água Verde, parecendo que a padaria está prestes a ser engolida pelo prédio do mercado.