sexta-feira, 30 de abril de 2010

Acenando na saida o Olho.

A foto foi tirada do alto do ônibus da linha de turismo ao passar em frete ao Olho do MON. As meninas acenaram para os "turistas" saindo da estrutura que sustenta o Olho. Nessa estrutura fica a grande sala que comporta a exposição do acervo permanente de pinturas e ao longo das escadas de acesso, a torre de fotografia que sempre apresenta um exposição de fotos.
Aproveitando o aceno da menina, desejo um bom final de semana à todos.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Pinhão, tradição do frio de Curitiba

Como sabemos que o inverno está chegando em Curitiba? Quando nas feiras começam a aparecer o pinhão. Tradição curitibana, essa semente da araucária não pode faltar nas casas, nas festas juninas e até nas ruas, onde vendedores nas esquinas vendem porções de pinhão cozido, diretamente de grandes panelas fumegantes. No início de junho deve acontecer na Praça Osório, mais uma edição da Feira do Pinhão, onde essa semente pode ser comprada in-natura, cozida e em diversos tipos de receita (pão, sopas, doces, tortas, pastéis e muito mais).

Um pouco de ciência:
Pinhão é a designação genérica da semente de várias espécies de pinaceaes e araucariaceaes, plantas gimnospérmicas, isto é, cuja semente não se encerra num fruto.

O pinhão se forma dentro de uma pinha, fechada, que com o tempo vai-se abrindo até liberar o pinhão. Nas pináceas (a exemplo do Pinus elliottii), as sementes são dotadas de uma película, como uma espécie de asa, que se descola da pinha madura e possibilita que as sementes sejam espalhadas pelo vento, iniciando-se assim o processo de crescimento de um novo pinheiro.

No Brasil, o termo pinhão geralmente designa as sementes da Araucaria angustifolia, árvore de destacada importância cultural, econômica e ambiental na região sul e em algumas partes do sudeste do Brasil.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Casa sobre rodas

Não sei se a moto e seu motociclista são de Curitiba, mas pelo tamanho da moto e quantidade de apetrechos, daria para praticamente morar nela. Não consegui identificar na moto, qualquer informação sobre sua procedência, mas é óvia a admiração do motociclista por cavalos.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Os Ipês de Curitiba


Os Ipês (amarelos, Rosas ou roxos) são as árvores mais comuns utilizadas no paisagismo da cidade, seja nos parques, nas ruas ou nas casas. Os ipês amarelos, que fazem parte da flora nativa do Paraná, indicam que a primavera está chegando e que as temperaturas, a partir de então, vão subir. Como a variação das temperaturas em Curitiba está cada vez mais confusa, até os Ipês andam se enganando de estação (esse da foto estava florido em pleno outono). Esse belo espécime fica na empresa onde eu trabalho e complementando a foto, a luminária passa a sensação de que está nos observando.

No fim do ano passado, a prefeitura de Curitiba aumentou de 26 para 51 o número de árvores da capital imunes ao corte. Entre elas, mais dois ipês amarelos: da Rodoferroviária e da Avenida Manoel Ribas. Até então, o ipê amarelo da Praça Tiradentes era o único que constava na lista.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Curitiba, cidade limpa.


A limpeza das ruas é perceptível para quem vem a Curitiba. O hábito do curitibano de não jogar lixo no chão chega a ser contagiante e causa muita cara feia quando alguém infringe esse costume.
É bastante comum caminhar com algo a se jogado no lixo nas mãos até encontrar uma das lixeiras municipais. Lembro-me de uma campanha de TV na qual o Oscar Schmidt (ex-jogador de basquete) estava sentado num banco de praça em Curitiba e ao seu lado, um senhor lendo um jornal. Do banco, Oscar passou a observar pessoas fazendo fantásticos arremessos de seus lixos, como no basquete, nas lixeiras. Depois de muito observar, ele mesmo arremessa um copo vazio de refrigerante em direção à uma lixeira, o arremesso dá no aro e cai para fora da lixiera. Nisso, o senhor do jornal olha para ele e diz: "Você não é daqui, não é mesmo?".
Uma das explicações para o sucesso da limpeza das ruas de Curitiba é que quanto mais limpa a cidade fica, mais a população cuida. Recentemente Curitiba recebeu da Rede Globo o título da cidade mais limpa dentre outras grandes cidades do Brasil pesquisadas. O teste consistia em combinar com a empresa de limpeza pública, para que não fizessem a limpeza no trecho mais movimentado da cidade por 24 horas e então, todo o lixo recolhido seria pesado. Curitiba coletou apenas 33 kg, contra 203 kg de Goiânia, 540 kg de São Paulo, 680 kg do Rio de Janeiro, 710 kg de Belém, 1 tonelada de Fortaleza e 1,2 toneladas de Salvador. Guardadas as diferenças regionais, a diferença de Curitiba para as demais é expressiva.
E essa civilidade para manter a cidade limpa foi mais um dos 50 Motivos para se Amar Curitiba elencados pela Gazeta do Povo.

domingo, 25 de abril de 2010

Bonsai

Um Bonsai deve ser uma réplica artística de uma árvore natural, em miniatura. Deve simular os padrões de crescimento e os efeitos da gravidade sobre os galhos, além das marcas do tempo e estrutura geral dos galhos. Essencialmente é uma obra de arte produzida pelo homem através de cuidados especializados.

Apesar da forte associação entre o cultivo de bonsai e a cultura japonesa, na verdade foram os chineses os primeiros a cultivar árvores e arbustos em vasos de cerâmica. Há provas de que, já em 200 d.C. os chineses cultivavam plantas envasadas (mais conhecidas como Penjing) como prática habitual da sua atividade de jardinagem.

Como a colônia japonesa em Curitiba é numerosa, certamente pessoas e empresas especializadas em Ikebana e Bonsais são fáceis de achar, como esse senhor que vende seus bonsais na Feirinha do Largo.

sábado, 24 de abril de 2010

Spider Dog!

Sempre passo por algumas ruas do Bairro Novo Mundo e esse cachorro em cima de um muro sempre me pareceu intrigante. Seria comum vermos gatos sobre muros, mas um cachorro? E parece que ele está acostumado em ser uma espécie de atração, pois de lá de cima ele fica totalmente indiferente aos que passa na calçada ou aos que, como eu, o fotografam,

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Mariano Torres num Domingo


Esse post originalmente cometia um erro. No dia em que essa foto foi feita, eu estava no alto do ônibus da linha turismo na Visconde de Guarapuava e ao passar pela Mariano Torres, vendo essa movimentada rua totalmente sem tráfego, fiz uma rápida foto. Como os canteiros de ambas as ruas estavam com o mesmo tipo de flor e ao importar as fotos do dia, referenciei as da Visconde e essa da Mariano como sendo todas da Visconde. Ao selecionar a foto para o post, não percebi o erro, hoje (20/01/11) apontado pelo Brunno, um leitor do blog.

De qualquer forma, a imagem é pouco comum para uma rua de comércio tão agitado como a Mariano Torres, sendo também, um dos caminhos de chegada à Curitiba de quem vem do aeroporto Afonso Pena.

Meu erro não foi de todo ruim, pois tive que pesquisar quem foi Mariano Torres, descobrindo o seguinte.
Mariano de Almeida Torres nasceu em Curitiba em 1821. Filho do Visconde de Macaé com uma escrava, foi comerciante influente na cidade. Foi dono de uma casa de comércio e um engenho de mate em Campo Largo, exportando esse produto inclusive para a Argentina e Uruguai. Tinha uma casa no antigo Largo da Ponte, atual Praça Zacarias. Essa casa ele vendeu para a prefeitura de Curitiba, que tornou-se mais tarde o primeiro local onde funcionou o Mercado Municipal.
Seu filho, Francisco Torres, nasceu em Curitiba em 1848. Foi engenheiro civil e fez fortuna como industrial (olaria e engenho de mate). Foi vice-governador e deputado estadual e federal. Sua casa ficava onde hoje está o Teatro Guaíra.
Mariano Torres morreu em 1892 e Francisco Torres em 1902. Hoje ambos são homenageados em duas ruas paralelas no centro de Curitiba.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Fotografando a torre da Igreja do Rosário

A foto mostra o flagrante de uma turista fotografando a torre da Igreja do Rosário, na manhã do último domingo. O dia estava muito bonito e a igreja estava muito bem iluminada, creio que a foto deve ter ficado boa.
Em quatro anos, o número de visitantes em Curitiba cresceu 36%, passando de 2.235.378 turistas, em 2005, para 3.029.950, em 2008. A marca deverá ser ultrapassada em 2009, depois que o Instituto Municipal de Turismo terminar de tabular todos os dados do ano passado. Esse número representa quase 30% do total de visitantes que o Estado recebe todos os anos. São 11 milhões, conforme a Paraná Turismo. “Nos últimos anos, Curitiba ganhou excelentes espaços turísticos, que precisam ser explorados pelos visitantes que aqui chegam”, disse o ex-prefeito Beto Richa. “Hoje a cidade aparece como um dos destinos mais procurados no país, com forte crescimento do turismo de negócios, culturais e esportivos”, acrescenta Richa. Para chegar aos atuais patamares, a primeira iniciativa da Prefeitura de Curitiba foi criar, em maio de 2005, o Instituto Municipal de Turismo, com a função de desenvolver, planejar e orientar as políticas de ações voltadas ao desenvolvimento turístico na Capital.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

UFPR e a Praça Santos Andrade

Até visitar o terraço do prédio onde mora a minha tia, nunca tive a oportunidade de ver a UFPR e a Praça Santos Andrade de cima, uma bela vista sem dúvida, com o bônus da Rua das Fores do lado esquerdo da foto.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Cortina Colorida

O último domingo estava bastante ensolarado e convidativo para uma nova série de fotos na feirinha do Largo da Ordem e para especialmente, fotografar a mesquita de Curitiba (já postada) e a recém reinaugurada Casa Romário Martins (post futuro).

Enquanto isso, segue uma foto de uma artesã que utiliza uma grande variedade de cores no seu trabalho, que me pareceu ter uma forte inspiração indígena.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mesquita Imam Ali Ibn Abi Talib

A Mesquita Imam Ali Ibn Abi Tálib, templo religioso da comunidade muçulmana de Curitiba, foi inaugurada em 1972. Erguida no característico estilo arquitetônico islâmico, possui uma cúpula central, ladeada por duas torres - denominadas “minaretes” (do árabe “manar”, ou “torre”).

Totalmente forrada por legítimos tapetes persas, sua construção foi orientada em direção à cidade sagrada de Meca, conforme determinam as prescrições religiosas. Na parte inferior, conta com escritórios, biblioteca e anfiteatro. Na parte de trás, possui belo jardim. No interior do amplo recinto frontal da Mesquita, a comunidade muçulmana da capital paranaense realiza seus cultos, especialmente as Orações de Sexta-Feira ao meio-dia, que, obrigatoriamente, devem ser feitas de maneira coletiva.

Ao dar à Mesquita de Curitiba o nome de “Imam Ali ibn Abi Tálib”, a comunidade muçulmana da cidade quis homenagear uma das mais importantes personalidades da história islâmica. O Imam (Guia Espiritual) Ali ibn (filho de) Abi Tálib era primo e genro do Profeta Muhammad (Maomé).

sábado, 17 de abril de 2010

Cuore di Cacao

Se você mora em Curitiba me responda: você já comeu um chocolate realmente bom por aqui? Se você já esteve na Cuore di Cacao, tudo bem, pode responder. Caso contrário, não perca mais tempo e vá a uma das duas lojas e deixe derreterem na sua boca alguns palets (quadradinhos de ganache com sabores surpreendentes e incrivelmente decorados), ou os chocolates da linha Sensation (aromas e texturas fantásticas), ou as trufas, e daí sim, você pode dizer que realmente saboreou um bom chocolate em Curitiba.

A Cuore di Cacao, das irmãs Carolina (chocolatier) e Bibiana (designer) foi criada em 2004 e ao aliarem conhecimento e técnica de trabalho com chocolate de Carolina, depurada em grandes chocolaterias da Europa, com o conceito visual criado por Bibiana para os chocolates, para as embalagens e para as lojas, o resultado só pode trazer orgulho para quem mora em Curitiba, por termos uma chocolateria em que a qualidade está em todos os detalhes.

Devo dizer que a foto que gentilmente Bibiana permitiu que eu fizesse, não está minimamente à altura do que se vê e se experimenta na Cuore di Cacao. Segue o link com muito mais informações (inclusive os endereços): http://www.cuoredicacao.com.br/

A Casa dos Arcos

Edificação de 1895, feita para residência da família do imigrante italiano Marco Mocelin. Teria sido construida por Brasílio Gichelle. Em 1918 foi comprada pela família Tulio. È o único exemplar do bairro com arcada frontel no térreo, fazendo a entrada do comércio. O piso superior foi reservado à moradia. É protegida pelo Patrimônio Histórico da cidade de Curitiba.

A Casa dos Arcos hoje é um restaurante bastante tradicional de Santa Felicidade, com cardápio focado nas pizzas, massas e carnes.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Igreja Matriz de São José em Santa Felicidade


Em 1891, atendendo à forte religiosidade dos imigrantes italianos, erigiu-se a Igreja São José em Santa Felicidade, tornando-se um importante elemento agregador dos italianos que fizeram o bairro. A fachada apresenta elementos românticos e clássicos, tendo o campanário (torre sineira) separada da nave principal, conforme tradição italiana.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Boca do Brilho

Desde que me mudei para Curitiba com a minha família, junto ao parquinho de Praça Osório, altas e confortáveis poltronas se enfileiravam, onde senhores poderiam ler tranquilamente um jornal enquanto um lustrador de sapatos (ou engraxate) dava um trato no sapato do doutor. Lá de cima, tinha-se uma bela vista dos passantes e era um momento de puro relaxamento.

Hoje em dia o local foi organizado e regulamentado pela Prefeitura de Curitiba, criando a Boca do Brilho, onde trabalham 19 engraxates credenciados na Associação Profissional dos Lustradores de Calçados de Curitiba, entidade que existe a mais de três décadas e que tem apoio de várias empresas, como a Omar Calçados que fornece camisetas aos profissionais.

A vista do alto das poltronas não é mais a mesma, mas rola um bom papo, uma boa leitura e um belo brilho no pisante.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Manhã na Sete de Setembro.

Deixei meu filho na UTFPR numa fria manhã e a imagem da Sete de Setembro e o Shopping Estação iluminados me pareceram um bom motivo para uma foto.

No lado direito da foto, o Shopping Estação no acesso para o Estação Convention Center, localizado dentro da antiga estação ferroviária de Curitiba no bairro Rebouças.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Um Au-Au com duas vinas por favor!

Se tivermos que eleger o lanche mais tradicional de Curitiba, creio que o cachorro quente do Au-Au seria o vencedor. Começou com um carrinho na Al. Dr. Carlos de Carvalho, onde está sua principal loja (foto) e hoje já possui 11 lojas em Curitiba, duas no litoral do Paraná e uma em São José dos Pinhais.

O Au-Au simples não poderia ser mais simples: pão, maionese, uma vina, salada (me explicaram que seguem uma rigorosa proporção de tomate, cebola e pimentão), mais maionese, catchup e mostarda. O segredo? Não existe pão mais macio em Curitiba.

Com o tempo passaram a oferecer variações (o especial com batata palha e queijo ralado; o duplo com duas vinas; e o prensado) e outros lanches, saladas e sobremesas. Você pode pedir seu lanche acomodado dentro da loja, a pé nos carrinhos que ficam na rua ou de dentro do seu carro.

Esqueça todo o resto, peça o simples ou o duplo para entender porque esse cachorro quente foi eleito por 10 anos consecutivos o melhor de Curitiba.

E citando mais um dos 50 Motivos para se Amar Curitiba, alguns vocábulos são característicos de Curitiba, tais como PENAL (pequena bolsa para guardar lápis e caneta), PIÁ (menino), MIMOSA (Tangerina) e aproveitando o Au-Au, VINA (salsicha).

E se quiserem saber por que do termo VINA, diz a lenda que a salsicha mais consumida pelos imigrantes alemães era do tipo Vienense ou em Alemão Wiener Würstchen. A pronúncia aportuguesada da primeira palavra (Wiener) é VINA! Pronto, se não é verdade, pelo menos é muito convincente.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Los 3 Inimigos de los vándalos

A Prefeitura Municipal de Curitiba, através da URBS em parceria com o Setransp, lançou uma campanha contra o vandalismo no transporte público tendo como base, charges de Tiago Recchia e seus “Los 3 Inimigos”. Como o humor é uma linguagem de fácil digestão e como “Los 3 Inimigos” (Atleticón, torcedor do Atlético; Corisco, torcedor do Coritiba e Paranito, torcedor do Paraná Clube) são muito populares em Curitiba, espera-se atingir principalmente as torcidas desses três times, conscientizando e convidando à todos para preservar o patrimônio público, do qual os próprios vândalos são os maiores beneficiados.

Tiago Recchia nasceu em Tubarão (SC), passou por Porto Alegre, Curitiba, Cascavel e de volta à Curitiba aos 16 anos, já como chargista do Correio de Notícias. Cartunista da Gazeta do Povo desde 2005, tem em “Los 3 Inimigos” o seu maior sucesso, que foi inspirado no filme “Três Amigos” de John Landis e tem também como referência “Los 3 Amigos” de Angeli, Glauco e Laerte e ainda, qualquer outro trio da história das artes (mosqueteiros, porquinhos, etc.).

Vale lembrar que Los 3 Inimigos não falam espanhol, mas o Portunhol.

domingo, 11 de abril de 2010

Ela o está ignorando!


No pátio das esculturas do MON em Curitiba, diversas obras estão permanentemente expostas, sendo possível circular e interagir com elas.
A escultura da foto (preciso confirmar essa informação) é de autoria de Bruno Giorgi, nascido em 1905 em Mococa (SP). Mudou-se com a família na Itália, onde inicia seus estudos nas artes. Preso por motivos políticos, foi extraditado em 1935 para o Brasil. Tem uma breve passagem pela França, retornando a São Paulo em 1939, onde convive com os atistas do Movimento Modernista Brasileiro. Em 1943 transfere-se para o Rio de Janeiro, instalando seu ateliê, onde orienta jovens artistas. Possui diversas obras em espaços públicos pelo Brasil, sendo as mais conhecidas as de Brasília. Faleceu no Rio de Janeiro em 1993.

O simpático garoto da foto e seu pai, autorizaram a publicação da foto da escultura de Bruno Giorgi. A figura feminina da escultura parece estar ignorando ou entediada com a presença do garoto.

sábado, 10 de abril de 2010

Parado no tempo na Rua Riachuelo

Foto da fachada de um dos prédios da Rua Riachuelo, do alto do ônibus da linha turismo.

A Prefeitura terminará no fim deste mês a troca de calçadas do lado esquerdo da rua Riachuelo, entre a praça Generoso Marques e a rua Paula Gomes. A obra faz parte da revitalização da rua, que também receberá novo asfalto e nova iluminação, entre as praças Generoso Marques e 19 de Dezembro.
"A reforma da Riachuelo faz parte do plano de revitalização do Centro e ajuda no resgate da memória da cidade", diz o prefeito Luciano Ducci.
Atualmente as equipes trabalham no trecho entre as ruas Treze de Maio, Carlos Cavalcanti e Paula Gomes. O trabalho é de nivelamento do solo, deslocamento dos meios-fios e colocação das lajotas.
A revitalização inclui a despoluição visual e sinalização turística para pedestres. Com a revitalização, ficarão integradas as ruas Riachuelo, São Francisco, Barão do Serro Azul e praças centrais, como a Generoso Marques e Tiradentes, e o centro histórico do Largo da Ordem.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Os cantores cegos da feira do Alto da XV

Praticamento todos os sábados pela manhã, eu vou à feira do Alto da XV em busca de verduras e frutas frescas, pães, ovos, pastéis e pelo simples caminhar pela feira, onde uma grande variedade de pessoas e situações sempre estão presentes. Próximo da minha barraca favorita de pastéis, uma dupla de cantores cegos se acomoda em seus banquinhos e acompanhados de um violão e pandeiro, cantam típicas músicas caipiras.
O cartaz que eles cuidadosamente ajeitam no chão, antes de iniciar a cantoria, contém a seguinte frase: "O sol brilha para todos, mas não podemos vê-lo. Deus abençoe". Esse cartaz lembrou-me uma história contata por um palestrante, em algum evento corporativo da empresa onde eu trabalho, que diz mais ou menos o seguinte:
Havia um cego sentado numa calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira escrito com giz branco: “ Por favor, ajude-me, sou cego” . Um publicitário, da área de criação que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora.
Ao cair da tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Seu boné, agora, estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu as pisadas do publicitário e lhe perguntou se havia sido ele quem reescrevera o cartaz, sobretudo querendo saber o que ele havia escrito. O publicitário respondeu: “Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras”. E, sorrindo, continuou o seu caminho.
O cego nunca soube o que estava escrito, mas seu novo cartaz dizia: “ Hoje é primavera em Paris, e eu ... não posso vê-la”.
Sempre é bom mudarmos de estratégia quando nada nos acontece.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Curitiba - a cidade mais sustentável do mundo


Curitiba ganhou o prêmio Globe Award Sustainable City, que elege a cada ano a cidade mais sustentável do mundo. O prêmio é organizado pelo Globe Forum, da Suécia. "O desenvolvimento sustentável é um dos grandes desafios da atualidade e do futuro do planeta. Este prêmio é um reconhecimento internacional às ações de Curitiba em prol da sustentabilidade", disse o prefeito Luciano Ducci, que receberá o prêmio no dia 29 de abril, em cerimônia no Museu Nórdico de Estocolmo. A eleição de Curitiba foi unanimidade entre os jurados.

O objetivo do prêmio é destacar cidades com excelência em desenvolvimento urbano sustentável e torná-las exemplos positivos para outras cidades. Além de Curitiba, as finalistas eram Sydney, na Austrália; Malmö, na Suécia; Murcia, na Espanha; Songpa, na Coreia do Sul; Stargard Szczecinski, na Polônia. Este é o segundo prêmio mundial vencido por Curitiba neste ano. Em janeiro, a cidade ganhou o Sustainable Transport Award, em Washington, pela implantação da Linha Verde.

"Eu parabenizo Curitiba por este prestigiado prêmio de cidade mais sustentável de 2010. É uma vencedora muito sólida, com um plano holístico que integra todos os recursos estratégicos conectados com inovação e sustentabilidade futura", disse Jan Sturesson, presidente do comitê de jurados do Globe Award.

"O comitê reconhece, por unanimidade, que Curitiba demonstrou grande profundidade no nível de entendimento da essência para o desenvolvimento sustentável de uma cidade, nas políticas públicas e na implementação das ações", afirmou em nota oficial o comitê de jurados.

Afirmou ainda o comitê: "Particularmente, a abordagem holística com que a cidade encarou os desafios da sustentabilidade é bem delineada e gerenciada numa clara demonstração de forte e saudável participação da comunidade e integração da dimensão ambiental com as dimensões intelectual, cultural, econômica e social."

O júri avaliou itens como preservação de recursos naturais; bem-estar e relação social nas cidades; inteligência e inovação nos projetos e programas; cultura e lazer; transporte; confiança no setor público e gerenciamento financeiro e patrimonial. O carro-chefe do case apresentado por Curitiba ao comitê foi o programa Biocidade, que integra a questão ambiental a todas as ações do Município.

O júri é formado por Jan Sturesson, do World Economic Forum, na Suécia; Lawrence Bloom, membro do Programa Ambiental da ONU; Marilyn Hamilton, fundador da Integral City Meshworks Inc.; C. S. Kiang, professor da Universidade de Pequim; Carlos Arruda, diretor de realações internacionais Fundaçao Dom Cabral.

"O processo de seleção dos finalistas foi um momento fantástico, com projetos surpreendentes e muito profissionais, de vários lugares do mundo. Desenvolvimento sustentável, com inovação e uma abordagem holística, veio para ficar, em benefício dos cidadãos do futuro", disse Jan Sturesson.

Além da premiação, Curitiba terá participação especial na Conferência Mundial de Sustentabilidade Globe Forum, que acontecerá em Estocolmo, nos dias 28 e 29 de abril. Curitiba terá um palestrante na sessão Inovação em Cidade Sustentável e um espaço para exibição de seus programas no salão de exposições da Conferência.

Curitiba também ganha dois anos como membro especial do Globe Forum, em 2010 e 2011, e destaque nas Conferências que acontecerão em Dublin, em novembro de 2010, e em Gdansk, em 2011.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Outono, Frio, Chuva, Melancolia!

Ao perceber a moça dentro de um ônibus metropolitano, num final de dia frio (o primeiro do ano), chuvoso e com um ar bastante introspectivo, não resisti e de dentro do meu carro, fiz essa foto.

Outra razão elencada como sendo uma das 50 Razões para Amar Curitiba é a fama de antipático e frio que o Curitibano (nascido ou não aqui) tem e que muitos defendem como sendo não antipatia, mas seriedade e educação. Quem mora em Curitiba sabe que quando lhe dizem "apareça lá em casa!" significa na verdade "eu gosto de você, mas se quiser me visitar, por favor me ligue para combinarmos" e se a resposta for "quando der, eu apareço", significa "minha vida é tão corrida, mas quando eu tiver tempo, eu ligo e a gente combina alguma coisa".

Qual seria a razão dessa suposta antipatia? O clima frio? A colonização européia? Seja qual for a razão, esse respeito à própria individualidade e à individualidade do outro, em minha opinião é fantástico. Por outro lado, uma vez que um vínculo é estabelecido, essa amizade é para vida toda e com essa pessoa você certamente pode contar.

terça-feira, 6 de abril de 2010

As árvores de Curitiba e seus tapetes floridos

O principal jornal de circulação diária do Paraná, A Gazeta do Povo, fundado em 03/02/1919, por ocasião dos 317 anos de Curitiba, reuniu 50 personalidades nascidas ou radicadas em Curitiba para juntos, escolherem 50 motivos para amar, gostar e se orgulhar da cidade.

O segundo item diz respeito aos Ipês de Curitiba que forram as ruas com um tapete de flores. Nesse último final de semana, descendo a Rua Itupava, observei na esquina com a Rua Prefeito Angelo Lopes, uma árvore alta com flores cor-de-rosa muito intenso, cuja base e adjacências, estavam forradas com essas flores. Acreditava ser um Ipê (já que existem Ipês amarelos e roxos, achei que existiria um Ipê Rosa). Pesquisando melhor, verifiquei que existe uma grande variedade de árvores plantadas pela Prefeitura Municipal de Curitiba que produzem flores e pela aparência da flor, essa árvore é da família dos Jacarandás.
Portanto, um dos motivos para amar, gostar e se orgulhar de Curitiba não são os Ipês somente, mas todas as árvores de Curitiba que nos presenteiam com um belo espetáculo como esse da foto.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Tchau para o Coelho!

A imagem inusitada do coelho da páscoa moderno, acenando e circulando de carro pela Fagundes Varela no Jardim Social, foi feita na tarde de ontem.
Foi-se a páscoa, ficaram os quilos à mais e a tonelada de chocolates que meus filhos ganharam e que muito provavelmente terei que ajudar a dar cabo! Doce e árdua tarefa!

domingo, 4 de abril de 2010

Feliz Páscoa


Feliz Páscoa! Desejo a vocês e a todos a quem amam a paz de Cristo!

sábado, 3 de abril de 2010

Sala de estar

Ao lado da Boca do Brilho, próximo do ponto onde a Praça Osório e a Rua XV se encontram, foram instalados alguns bancos de madeira onde os pedestres podem descansar e onde os idosos (como meus pais fazem costumeiramente) podem dar uma pausa em suas caminhadas para recuperarem-se. Essa mesma configuração de bancos pode ser encontrada ao longo de toda a Rua das Flores. Curitiba cuida bem de seus pedestres.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Detalhes do Paiol

Na foto, tirada do alto do ônibus da linha turismo, um detalhe do Teatro do Paiol.

E por falar em teatro, aconteceu em Curitiba entre os dias 16 e 28 de Março, o Festival de Teatro de Curitiba, que encerrou sua 19a edição. Os números, segundo levantamento da organização do evento, foram bastante positivos, com mais de 1.700 apresentações em mais de 400 espetáculos. O público total, somando todos seus eventos, chegou a 180 mil pessoas.

O Festival de Teatro de Curitiba faz a cidade respirar teatro, ocupando todos os espaços convencionais e não convencionais da cidade. Do site do Festival, obtive as seguintes informações sobre a sua história.

O Festival de Curitiba, que teve sua primeira edição em 1992, reúne durante o mês de março atrações culturais de todo país. Desde então, mais de 1,5 milhão de pessoas já conferiram mais de três mil espetáculos. Além disso, o festival movimenta a cidade com cursos, palestras, festas, oficinas, ou seja, manifestações culturais dos mais variados gêneros.

Dessa forma, o Festival de Curitiba representa um apanhado cultural das produções que acontecem no país, e mostra um quadro amplo das produções artísticas nacionais contemporâneas. De todo o Brasil e inclusive do exterior, profissionais ligados a arte realizam projetos expondo a heterogeneidade de atividades que, em diferentes eventos formam uma programação recheada de criatividade e fértil em qualidade.

Por toda a cidade os tradicionais locais de cultura, teatro e entretenimento repartem os holofotes com espaços inusitados nos quais chegam os braços do evento, são eles: praças, bares, barracões, ruas e avenidas que surpreendem o público com as novidades que sempre tratam de entreter e divertir o público.

O Festival de Curitiba, que está em sua 19ª edição, é referência e faz parte do cenário cultural brasileiro. Firmou-se como uma vitrine e um espaço plural que em um único evento apresenta atividades artísticas variadas por toda a cidade, para plateia formada por pessoas de todo o Brasil.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Novo Mundo

Nem tudo são flores numa cidade do porte de Curitiba, cuja população estimada hoje é de 1.851.215 habitantes, inserida numa região metropolitana de mais de 3,5 milhões de habitantes. Se lentamente o centro histórico vai sendo restaurado e preservado, os bairros mais distantes também lentamente vão recebendo a infra-estrutura necessária para garantir a qualidade de vida da população.
A foto mostra uma rua do bairro Novo Mundo, muito próxima da Rua Pedro Gusso, importante via de ligação com a Cidade Industrial de Curitiba. Percebe-se que não há pavimentação na rua, que a rede elétrica parece precária e não há calçada. Esse bairro tem crescido bastante, com novos condomínios sendo implantados, binários de vias rápidas sendo criados, a linha verde como alternativa de acesso e comércio em expansão. Creio ser uma questão de tempo para que esse bairro passe a ser totalmente urbanizado como os demais mais próximos do centro da cidade.
Em tempo, o prefeito de Curitiba Beto Richa, licenciou-se para concorrer à eleição para governador do Paraná em outrubro. Seu vice, Luciano Ducci, assumiu a prefeitura. A disputa será acirrada, pois seu concorrente principal será Osmar Dias (irmão do senador e ex-governador Álvaro Dias). Os Dias são muito fortes em todas as regiões do estado ao passo que o ex-prefeito é forte apenas na capital.