quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Passando pelo Passeio Público


Quando eu morava na Conselheiro Laurindo há 20 metros de um dos portões do Passeio Público, com muita freqüência nós passávamos ou passeávamos no Passeio. O local oferece muitas opções para as crianças, como o parquinho, aves, o terrário, os macacos (aliás, em Maio nasceram no Passeio, dois filhotes de uma espécie ameaçada de extinção) e o os caminhos dentro do Passeio, ideal para uma boa caminhada.
Como mudei-me há anos da região, não sei se ainda continua um local tranquilo para levar seus filhos e não acompanho mais o dia a dia desse que é o mais antigo parque municipal de Curitiba, inaugurado em 1886, na gestão de Alfredo D'Escrangnolle Taunay, em terreno doado pelo Comendador Fontana (primeiro administrador do parque).

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Rodoferroviária de Curitiba 2



A Estação Rodoviária de Curitiba entrou em operação no dia 13 de novembro de 1972 e a URBS passou a operar e administrar o terminal a partir dos Decretos Municipais nºs 184 de 14.03.72 e 90 de 27.02.76, centralizando o transporte coletivo intermunicipal, interestadual e internacional, que têm a Capital Paranaense como ponto de partida, de chegada ou de escala.
Situado em frente ao Mercado Municipal de Curitiba, e ampla rede de hotéis bem próximos, o complexo Rodoferroviária, conta com 2 Blocos para embarque e desembarque de passageiros, divididos em linhas Estaduais e Interestaduais, com amplas áreas de espera, abrigando ainda o Bloco Ferroviário (passagens de trem) e a URBS, empresa gerenciadora dos serviços de Transporte Coletivo e de Trânsito na Cidade de Curitiba. Em cada um dos Blocos encontram-se pontos de táxi, com cabines de fiscalização desse serviço, e sendo pontos livres, o usuário não encontra dificuldade para embarcar a qualquer momento, em veículos padronizados na cor laranja.
O movimento médio mensal entre chegadas, saídas e trânsito é de 24.500 ônibus e 680.000 passageiros, gerando, em média, um fluxo de 930.000 pessoas, que transitam pelo terminal mensalmente. A Rodoviária dispõe de 50 lojas comerciais e oito quiosques entre restaurantes, lanchonetes, cafés, casa de frutas, confeitaria, serviço de internet, correio, farmácia, loteria, caixas automáticos, guarda volumes, Posto de Informações Turísticas, banhos, salão de cabeleireiros, livraria, revistarias e artigos regionais, entre outros serviços.
Bem localizada, e com fácil acesso ao centro da cidade, a Rodoferroviária dispõe de 02 (dois) elevadores para atendimento às pessoas com deficiência física, localizados um no Bloco Estadual e outro no Bloco Interestadual, além de sanitários adaptados. Dispõe ainda de 2 bicicletários, além dos estacionamentos contarem com vagas especiais reservadas para deficientes e idosos.
No que se refere à segurança, além e abrigar um posto da Polícia Militar, a Rodoviária conta com um moderno sistema equipado com 36 câmeras instaladas, cujas imagens são acompanhadas 24 horas pela Administração do Terminal e pela Polícia Militar. Das 36 câmeras, seis são externas e podem captar imagens em um ângulo de rotatividade de 360º, as outras são fixadas em pontos estratégicos na parte interna, sendo 15 na ala estadual e 15 na ala interestadual.
De modo a facilitar o deslocamento de usuários para o aeroporto – rodoviária – aeroporto – esses têm à sua disposição, com comodidade e segurança e com uma tarifa econômica, uma Linha de ônibus especial - Executivo Aeroporto. A linha opera com microônibus especiais que ligam o Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, à Rodoferroviária e ao centro de Curitiba, equipados com ar condicionado e compartimento para bagagem.
Na Rodoviária operam 35 empresas de transporte coletivo intermunicipal, interestadual e internacional, das quais 27 são permissionárias de agências. Das linhas de ônibus disponíveis, 141 têm como ponto inicial Curitiba. Dessas, 85 são linhas estaduais e 56 interestaduais e mais 40 linhas em trânsito das quais 5 são internacionais.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Rodoferroviária de Curitiba 1



O atual terreno onde se encontra a Rodoferroviária de Curitiba já teve destacados empreendimentos em outros tempos. No início de século XX era uma usina termoelétrica que os curitibanos chamavam de Usina Elétrica do Capanema, pois seu edifício fora construído nas antigas terras do Barão de Capanema e a rua, de terra batida, que passava em frente era a Avenida Capanema (Atual Avenida Pres. Affonso Camargo). Este empreendimento foi do alemão José Hauer. Estas instalações foram vendidas, em 1910, para uma empresa francesa que inaugurou, em 1913, os serviços de bondes na capital e dali saiam os vagões elétricos que operavam algumas linhas recém instaladas na cidade.
 Em meados do século XX o terreno foi adquirido pela União, que ali instalou as oficinas da RFFSA e o local onde hoje estão as plataformas de embarque interestadual da Rodoferroviária, existiam, nesta época, casas que serviam de moradias dos funcionários da Rede Ferroviária.
No início da década de 1970 a União repassou este terreno para a Prefeitura Municipal de Curitiba que iniciou a construção da rodoviária. Com projeto do arquiteto Rubens Meister o prédio foi inaugurado em 13 de novembro de 1972 e assim entrou, em operação conjunta, a Rodoferroviária de Curitiba, atendendo as necessidades de embarque rodoviário da cidade, já que a antiga rodoviária, no centro de Curitiba, estava no seu limite máximo e o embarque ferroviário, pois existia ali os serviços de transporte de passageiros dos trens que saiam da cidade, dirigindo-se, principalmente, para o litoral do Paraná (serviços que funcionou até meados da década de 1990).
Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Circulando pelo MON




No próximo domingo (03/10) a entrada será franca no MON por ser o primeiro domingo do mês, aproveitem portanto para curtir as exposições atuais, com destaque para a Bienal Brasileira de Design (o MON abriga uma das nove que estão por toda a cidade), 40 Anos de Arte Contemporânea no Paraná (150 obras de 80 artistas), Pinturas de Carlos Brasher, Pinturas de Cordélia Urueta e a mostra de fotografia intitulada Onde a Água Encontra a Terra.

Se não for muito ligado em arte, temos o grande gramado para confraternizar os cachorros, o café para uma boquinha e toda a área do museu e bosque para contemplação (como nas fotos acima).

domingo, 26 de setembro de 2010

Melhor Padaria



A revista Veja publicou em agosto, um encarte com a Veja Curitiba - Comer & Beber. Existe discussões mais ou menos acaloradas em blogs sobre gastronomia, se essa publicação é ou não séria, se as escolhas são ou não isentas. Sendo ou não, na categoria Melhor Padaria, a vencedora é a Família Farinha. Não sei se de fato é a melhor padaria de Curitiba (difícil dizer o que tornaria uma padaria a melhor de todas: seria o pão, o conjunto de produtos, a decoração, tudo junto?), mas é a melhor padaria de Curitiba que eu conheço. Nos finais de semana, uma excelente pedida para o seu café da manhã é chegar cedo (já que a disputa por mesas é grande), escolher qualquer sanduíche no melhor pão francês que já comi, pedir um bom café, dentro os muitos disponíveis e curtir o Rolf (proprietário da escola de música Trilhas) mandando muito bem, clássicos de todos os gêneros no piano instalado na entrada da panificadora.
Para quem não sabe, a Família Farinha fica no Alto da XV, na Av. Nossa Senhora da Luz, onde a Rua Itupava começa (ou termina, não sei). Da calçada aliás, a vista de Curitiba é muito bonita, a começar com uma casa clássica da arquitetura modernista do outro lado da rua (já postei essa imagem aqui no blog).

sábado, 25 de setembro de 2010

Levando o dono para passear


Ontem choveu torrencialmente sobre Curitiba. Felizmente nosso telhado resistiu bravamente. Hoje está nublado e a previsão na melhor das hipóteses diz que teremos um sábado parcialmente nublado com chuvas leves. Como os pobres cachorros devem estar cansados de ficar presos, quem sabe os donos poderiam achar uma brecha entre a chuva leve e o parcialmente nublado para levar seu fiel companheiro para uma caminhada, como o rapaz está fazendo em volta do lago do MON.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Que tal uma gelada?


Final de semana chegando, previsão de tempo bom, ideal para um cervejinha. Caso você não tenha com quem tomar uma gelada em Curitiba, o figura da foto sempre estará a sua disposição no Centro Histórico, perto do relógio das flores para compartilhar a mesa dele. Bom final de semana para todos.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Campanário da Igreja de Santa Felicidade



Foto feita de trás do Restaurante Madalosso mostrando o Campanário da Igreja São José de Santa Felicidade. Igreja de 1891, foi um importante elemento agregador dos italianos que fizeram o bairro. A fachada apresenta elementos românticos e clássicos, tendo o campanário (torre sineira) separada da nave principal, conforme tradição italiana.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Casa dos Gerânios



Edificação de 1880, moradia rural da família de Nicolau Boscardin, pioneira de Santa Felicidade. Tem cobertura de telhas alemãs e beiral de cimalha. O nome deriva do hábito de enfeitar as janelas com vasos de gerânios, mantido durante décadas pela "nona" Carolina Boscardin.
Fonte: Prefeitura Municipal de Curitiba


Se pesquisarmos outras imagens pela internet, encontraremos fotos dessa casa em muito melhor estado que encontra-se hoje, com um belo gramado na frente. Hoje as paredes estão pichadas  e não há qualquer cerca, porteira ou muro que impeçam o livre acesso à casa, que fica à beira da Avenida Manoel Ribas, não muito distante de secretaria do meio ambiente.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Arte na Faixa - A arte




Acima, dois mosaicos com as 20 faixas pintadas no domingo entre as 14:00 e 18:00, por 20 artistas plásticos em Curitiba. Pena que não vão durar para sempre, pois além de levar arte na faixa para os pedestres, tornam muito mais bonita a cidade, aproveitando um espaço até então, nunca imaginado como suporte para arte. Curitiba inova mais uma vez.

Acompanhando o trabalho dos artistas na maioria dos pontos, o que mais se viu foram pessoas curiosas e a grande maioria delas, elogiando muito a iniciativa e o trabalho. O único incidente que presenciei, foi no cruzamento da Rua XV com a Muricy, onde um senhor num andador estava indignado por ter que ceder seu espaço de pedestre para um (segundo ele) pixador. Mas terminou por desviar e seguir no seu caminho, sempre resmungando. Pelo que li nos jornais, a aceitação foi grande, inclusive com pessoas ajudando alguns artistas. Parece que Sandra Hiromoto ouviu de alguns motoristas xingamentos, pois o local onde trabalhava é bastante complicado (Marechal Floriano com Sete de Setembro), onde há semáforos com 4 tempos e esses motoristas mal-educados, reclamavam porque a arte atrapalhava o tráfego (acho que na verdade a falta de civilidade é que atrapalha a todos).

Antes que o sol, o tempo, os sapatos e os pneus dos carros apaguem essas obras, escolha seu artista favorito, ou melhor ainda, vá a todos os cruzamentos, fazendo um belo passeio por Curitiba para apreciar essas obras de arte ao ar livre.

Denise Roman - Marechal Deodoro com João Negrão
Paulo AUMA - Dr. Muricy com XV de Novembro
Nelson Hohmann - Marechal Deodoro com Mal. Floriano
Sandra Hiromoto - Sete de Setembro com Mal. Floriano
Deborah Bruel - Barão do Rio Branco com Visconde de Guarapuava
Rogério Dias - Marechal Floriano com José Loureiro
Valdecimples (Valério) - João Gualberto com Rua da Glória
Mikosz - Afonso Camargo com Mariano Torres
Solda - Mateus Leme com 13 de Maio
Raphael Teles - Sete de Setembro com Brigadeiro Franco
Andréia Las - Visconde de Guarapuava com Francisco Rocha
Antonio Komiyama - Avenida do Batel com Carneiro Lobo
Marcelo Lopes - Vicente Machado com Visconde de Nacar
Café (Cleverson Paes Pacheco) - Conselheiro Laurindo com 15 de Novembro
Edílson Viriato - Padre Agostinho com Cândido Hartmann
Sila Lima - Barão do Rio Branco – Praça Generoso Marques
Cláudio Celestino (Dimas) - Vicente Machado com Alameda Cabral
Rettamozo - Cândido Hartmann – Parque Barigui
Ademir Paixão - Rua Kellers com Dr. Muricy
Olho Wodzynski - Engenheiro Ostoja Roguski – Acesso Jardim Botânico


No site dedicado a essa ação, você encontrará informações sobre cada um dos artistas e fotos bem legais. www.artenafaixa.com.br. Confira!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Arte na Faixa - Os artistas


Ontem a meta era circular pelos 20 cruzamentos de Curitiba, onde a Fundação Cultural e a URBS definiram como os locais onde os artistas fariam as suas intervenções, sempre na primeira faixa de segurança. Minha idéia era de fotografar os artistas em ação e depois voltar para fotografar as obras concluídas. Diria que fui parcialmente bem sucedido na minha intenção. As 14:00 estava no cruzamento da Av. João Gualberto com a Rua da Glória, porém o artista ainda não havia chegado. Com a confusão do fim da feirinha e a concentração para a parada gay, muitas ruas estavam fechadas e o transito muito confuso. Assim, a região do Mueller ficaria para mais tarde. Ocorre porém, que transitar por esses 20 pontos, mesmo no domingo, tomou muito mais tempo do que imaginava e no fim do dia, consegui registrar 15 dos 20 artistas, que aparecem em ação no mosaico acima, não conseguindo voltar a tempo nos pontos iniciais para fotografar os outros 5 artistas.

A ação funcionou muito bem, as faixas ficaram muito bonitas e a FCC merece os parabéns por uma idéia tão criativa e muito bem executada (4 horas para completar um trabalho não é tarefa simples). Cada artista aplicou a sua própria linguagem, chegando num resultado geral bastante diversificado.

Amanhã farei outros mosaicos com fragmentos dos trabalhos que fotografei.

domingo, 19 de setembro de 2010

Arte na Faixa




As fotos da sede da Fundação Cultural de Curitiba (uma a partir do Hospital do Cajuru e as outras duas em frente ao Moinho Rebouças) servem para ilustrar uma ação inédita que será promovida hoje pela URBS em parceria com a FCC nas ruas de Curitiba.
Vinte esquinas de Curitiba vão receber neste domingo (19) intervenções artísticas nas faixas de pedestres, feitas por pintores, cartunistas, ilustradores e grafiteiros da cidade. A ação "Arte na Faixa", projeto da Prefeitura Municipal, faz parte da Semana Nacional do Trânsito, coordenada pela Urbs. O trabalho de pinturas nas faixas é inédito na cidade e envolve arte e educação no trânsito.
Mais do que chamar a atenção para a importância das faixas de pedestre, o Arte na Faixa busca contribuir para uma mudança de comportamento dos curitibanos quando o assunto é respeito às normas de trânsito. A ideia é fazer com que as faixas sejam notadas e passem a fazer parte do cotidiano de pedestres e motoristas.
Para a realização das pinturas foram escolhidos locais de grande fluxo de pessoas em vários pontos da cidade e um sorteio definiu a esquina em que cada artista fará a intervenção. A pintura será feita apenas na primeira faixa, perto do meio-fio. Além de ver as imagens o pedestre também verá a mensagem: "Agora que você reparou, atravesse na faixa." 
No site da FCC vocês encontrarão a relação dos artistas e os seus cruzamentos. Eu já preparei o meu roteiro e hoje a partir das 14:00, circularei por cada um deles, esperando poder registrar a obra e o artista. Ao longo dessa semana, irei postar o que eu conseguir clicar hoje.
Bom domingo à todos, bom almoço e lembre-se, se beber não dirija!!

sábado, 18 de setembro de 2010

IPPUC




A feição e as práticas que tornaram Curitiba conhecida mundialmente como um exemplo de planejamento urbano, tiveram sempre como origem, o IPPUC - Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba.
O IPPUC nasceu da vontade política do prefeito Ivo Arzua Pereira (gestão 1962-1966), que acatou a recomendação da Comissão Julgadora do concurso público realizado em 1964, para que um grupo de técnicos da Prefeitura Municipal acompanhasse todas as etapas de elaboração do Plano Preliminar de Urbanismo para Curitiba.
A Assessoria de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba foi criada por Decreto Municipal em 31 de julho de 1965. Ao mesmo tempo, era encaminhada, à Câmara Municipal, proposta de Lei criando o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba - IPPUC.
O IPPUC tem por missão, coordenar o processo de planejamento e monitoramento urbano da cidade, compatibilizando as ações do Município com as da Região Metropolitana, em busca do desenvolvimento sustentável, por meio do desenvolvimento de planos e projetos urbanísticos alinhados ao plano diretor. 
As informações acima foram obtidas do site do IPPUC, onde muitas outras informações valiosas a respeito de Curitiba podem ser encontradas. Vale ainda, uma visita ao IPPUC, que fica no Cabral na Rua Bom Jesus 669. Além de muito bonito, rendendo boas fotos, lá temos acesso à biblioteca do instituto e às publicações do IPPUC disponíveis para venda.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Caruso






Estive ontem na Caruso com dois objetivos, comprar as melhores empadas de Curitiba (sério, não tem nada semelhante) e fotografar essa casa, que faz parte da história de Curitiba e é citada e freqüentada por famosos e não famosos. Uma vez dentro da Caruso, fui muito bem atendido pelo Guilherme, atual e jovem proprietário da casa, que muito gentilmente permitiu que eu fotografasse o local e melhor ainda, enviou o texto que reproduzo na integra abaixo, contando a história de sua família e de como a Caruso foi criada. Curitiba é feita de inúmeras histórias de imigrantes como essa, o que torna essa cidade tão especial e tão interessante de se descobrir a cada dia e a cada história. Saboreiem então a história dos Caruso (família) e da Caruso (confeitaria? Restaurante? Casa de empadas?) e caso ainda não conheçam o local, corram para lá para saborear as empadas e as outras especialidades da casa. A Caruso fica na Rua Visconde do Rio Branco, 877, perto do Teatro do SESC da Esquina.

A relação da família Caruso com a área de alimentação e serviços começa no início do século XX, mais precisamente em 1904, quando o imigrante italiano Giuseppe Caruso mudou-se com a esposa Rosa Cesarino, grávida de “Nero”, seu terceiro filho, para Curitiba. Depois de ter desembarcado no porto de Santos, em 1895, com apenas 18 anos, vindo da pequena cidade de Cozenza, na região da Calábria, passou por Uberaba, no estado de Minas Gerais, tendo lá desposado a jovem filha de imigrantes e aonde tiveram os dois primeiros filhos.

Alfaiate de profissão, Giuseppe ficou desapontado com seu terceiro filho, agora jovem, que resolveu ganhar a vida como ajudante de confeiteiro. Antonio Nerone Caruso, nascido em Curitiba, começou logo cedo a trabalhar com a família Romanó – tradicional casta de grandes confeiteiros – e tornou-se especialista em doces e salgados pequenos, os “quitutes” e “acepipes”. Tendo chegado à maioridade, “Nero” – como ficou sendo conhecido – resolveu partir para o Rio Grande do Sul para tornar-se um “mestre” e para conquistar sua independência.

Com o dinheiro que tinha, conseguiu chegar apenas até a cidade de Rio Negro, na divisa com o estado de Santa Catarina. Lá, teve que fazer pequenos “bicos” para conseguir dinheiro. Como era hábil com todo tipo de alimento, não foi difícil de arranjar emprego e, com o tempo, desistiu da idéia de ir mais para o sul, estabelecendo-se então naquela localidade.

Jovem atraente e de boa pinta, logo começou a flertar com a Srta. Erna Victoria Wittig, filha do dentista da cidade, o imigrante alemão Dr. Paul Wittig. Logo se casaram e tiveram o primeiro filho, Nerino Caruso, conhecido como “Bábi” e, seis anos depois, em 1932, Enrico Caruso, o caçula – homônimo do famoso tenor e que, para uns poucos, era conhecido também como “Nêne", aproveitando o apelido do irmão.

“Seo Nero” havia construído um bom nome, sempre associado à gastronomia, e tornou-se proprietário do “grande” bar da cidade.

Depois de um incêndio que destruiu quase todo o seu patrimônio, em 1939, foi ao Rio de Janeiro para buscar o dinheiro do seguro e, na volta, decidiu restabelecer-se em sua cidade natal (Curitiba) com a família recém formada.

Como seu nome já era conhecido por estas bandas, inaugurou, com o dinheiro que havia resgatado, um estabelecimento chamado Barcarola – misto de bar e restaurante e um reduto da boemia – no Parque Graciosa, bairro do Juvevê. Recebeu então, alguns anos depois, a proposta de administrar o bar e restaurante do Cassino Ahú, onde ficou até abrir seu próprio estabelecimento na Praça Ozório (em frente ao conhecido “Bar Stuart”, ainda não inaugurado na época) que, por causa da II Guerra, foi batizado com o americanizado nome “Bar O.K.” (era o melhor que uma família de alemães e italianos poderia fazer).

Mais tarde, com a experiência adquirida no Cassino e com o dinheiro que havia poupado, resolveu ir para Guaratuba abrir um Cassino próprio, mas não deu sorte e, por ironia do destino, o jogo foi proibido logo no início da empreitada. Tendo perdido novamente quase todas as suas economias, ficou por lá, fazendo suas já conhecidas empadas, que desde 1924 agradavam a todos os paladares.

Com o tempo, Nero e Bábi fundaram, naquela aprazível região litorânea, o bar e restaurante Media Luz (com ênfase na entonação grave do “e”, apesar da ausência de acento).

Nessa mesma época, Enrico Caruso, tendo dado baixa do serviço militar, começou a trabalhar com a família. Conheceu então a curitibana Gladis Heidmann, neta de alemães e italianos, com a qual se casou em 1954.

No mesmo ano, tendo adquirido capital suficiente, voltou para Curitiba e abriu, no agora conhecido endereço da Rua Visconde do Rio Branco, a Mercearia Caruso, à qual logo se juntaram os pais de Enrico, Nero e Erna, já aposentados, mas que na cozinha, junto com Dona Gladis Caruso, continuaram a deliciar as papilas de seus clientes. Passados alguns anos da inauguração, Enrico e Gladis tiveram duas filhas, Sylvana e Rosana Caruso.

No começo, a Mercearia Caruso vendia de tudo. Produtos como salames finos, presuntos, queijos dos mais variados tipos, enlatados e embutidos eram encontrados apenas naquela pequena casa. Enrico orgulha-se em dizer que, juntamente com o “mestre” Nero, ensinou gerações de curitibanos a apreciar produtos das mais variadas origens e gêneros, coisas que não faziam parte da dieta da maior parte da população. Em meio a essa infinidade de produtos, algumas especialidades – de fabricação própria – começaram, quase sem querer, a se sobressair. Sorvetes cremosos feitos com o mais puro leite e ingredientes naturais, “apfelstrudell” (strudell de maçã), sonhos feitos com nata batida na hora e, é claro, as empadas de massa folhada, desenvolvidas por Nero.

A qualidade de tais produtos tornou-os notórios, os “carros-chefe” da Mercearia, que ainda mantinha sua vocação de delicatessen.

Nesses anos todos, muitos personagens ilustres passaram por aquelas portas na certeza de encontrar sabores maravilhosos e inusitados. Políticos como Moisés Lupion, Paulo Pimentel, Bento Munhoz da Rocha, José Richa, Beto RIcha, Parigot de Souza, Jaime Lerner, Roberto Requião, Rafael Greca de Macedo e tantos outros senadores, deputados, vereadores, diretores, professores, artistas, atores, empresários... Tradicionais famílias e ilustres desconhecidos.

Essa miscelânea de personalidades que freqüentaram e freqüentam a Caruso talvez também se deva ao fato de não tomar partido sobre qualquer assunto que seja, principalmente em assuntos polêmicos como política e futebol.

Com o tempo, os produtos típicos de uma mercearia foram desaparecendo, tendo seu espaço tomado pelas especialidades da casa, principalmente as empadas (e também pela concorrência que começava a surgir, nos supermercados e afins).

Foi assim que, tendo enxugado sua gama de produtos para ficar apenas com os doces e os salgados (e também com os mais variados doces miúdos e derivados de coco vindos da pequena fábrica de Baby, primogênito de Nero), na década de 80 a Mercearia transformou-se numa Confeitaria. Uma confeitaria, sim, mas diferente de todas as outras, pois não fazia bolos ou outras coisas mais comumente associadas a essa atividade. Tratava apenas de fazer aquilo que fazia bem, e construiu assim um diferencial.

Como alguns problemas de interpretação do gênero “Confeitaria” eram inevitáveis, a casa terminou por adotar simplesmente o título “CARUSO” que, pela tradição construída ao longo do século, a tornava em si um gênero de negócio. Uma “Casa de Empadas”, mas não somente...

Nos anos 90, produtos que satisfizessem a necessidade de pessoas que procuravam uma refeição balanceada e de qualidade fizeram com que a empresa adotasse o “almoço executivo”. Esses “pratos feitos”, porém de grande qualidade, supriram a deficiência das empadas e demais salgados (quibes, coxinhas, pastéis e rissoles) no horário do almoço dos curitibanos. Acabaram por se tornar, também, especialidades da casa.

Guilherme Caruso, neto de Enrico e atual proprietário da Caruso Empadas, e Victor Eimer, proprietário do “caffé Metrópolis”, reconhecida empresa do ramo de cafeterias e cafés especiais, no mercado desde 1996, amigos, clientes mútuos e admiradores de seus produtos, começaram a desenvolver, em fins de 2001, um projeto para a expansão da Caruso.

Com a inauguração do ParkShopping Barigüi, em 2003, surgiu a oportunidade de abrir a primeira loja licenciada da Caruso Empadas. Com o grande sucesso desta loja, os empresários passaram para a segunda etapa do projeto, a expansão e aperfeiçoamento do negócio.

Passados cinco anos do início da parceria, os empresários, já tendo investido na infraestrutura e novas tecnologias, se lançam para os novos tempos com a segurança de um projeto bem estruturado.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Aos pés do Homem Nú


Logo abaixo da estátua do homem nú, na Praça 19 de Dezembro, o orgulhoso pai, posa com seu bebê para registro por parte da mãe.
A praça foi inaugurada para comemorar o centenário da emancipação política do estado do Paraná, ocorrida em 19 de dezembro de 1853.
Além do obelisco de pedra, contendo dizeres comemorativos ao centenário da emancipação, destacam-se a estátua da Mulher Nua (que foi transladada para o local do Palácio do Iguaçú) e a grande estátua em granito de um homem nu (daí o apelido popular do logradouro ser Praça do Homem Nu), de autoria dos escultores radicados no Brasil Erbo Stenzel e Umberto Cozzo. 
Supostamente, a estátua representa o homem paranaense olhando em direção ao futuro (que naquela posição em que se encontra, é mais ou menos em direção a Santa Felicidade).

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Petit Pavé de Curitiba


Apesar de ser o revestimento de menos de 1% das calçadas de Curitiba, o petit-pavé causa grandes discussões entre os que consideram esse elemento como um patrimônio histórico de Curitiba e os que defendem a acessibilidade, considerando esse tipo de pavimento uma arma contra idosos, pessoas com alguma limitação motora e distraídos em geral. Na época da reforma da Marechal Deodoro, a polêmica chegou inclusive num embate entre o Ministério Público e a Prefeitura. Por fim, uma solução mista foi empregada (Petit Pavê e Paver).

O petit pavé surgiu em Portugal, no século 19, e veio para o Brasil no começo do século 20, quando vários artistas do velho continente vieram para as ex-colônias de Portugal. É um dos símbolos de Curitiba, tendo as calçadas, desenhos da década de 30 e 40.

Particularmente penso que não se pode olhar para o futuro ignorando o passado. Temos que preservar a nossa história e os elementos que a representam. Porém, acessibilidade é direito de todo cidadão e nesse ponto, o que encontrei no blog http://cidadedopedestre.blogspot.com/2010/04/o-petit-pave-tao-execrado-por-nos.html, possa ser o ponto de equilíbrio dessa discussão toda. O autor, comenta que esteve em Portugal (cidade de Braga) e lá mudou completamente a sua visão a respeito do petit pavé. Nessa cidade, esse revestimento é amplamente utilizado e é de tal forma bem executado, que a sensação é a de se caminhar por um piso de superfície contínua. Portanto, o problema em Curitiba não é o Petit Pavé, mas da qualificação dos calceteiros para trabalhar com esse revestimento.

A foto mostra o calçamento em petit pavé na Praça Osório, em frente à Boca do Brilho. Os desenhos são de pinhões, outro símbolo de Curitiba.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Rua Barão do Rio Branco 773




Os sobrados da Barão do Rio Branco, em frente à Praça Eufrásio Correia, são tombados pela coordenadoria do patrimônio cultural do estado do Paraná desde 1985. Pelo que li, esses sobrados pertencem à uma construtora (Cidadela) que já foi grande em Curitiba e faliu. Talvez isso explique o abandono ao qual esses sobrados estão submetidos.

Esses sobrados (ao todo são quatro), erguidos no tempo em que a rua chamava-se Liberdade, foram estabelecimentos industriais, comerciais e hotel, justamente pela proximidade com a estação ferroviária de Curitiba, porta de entrada da cidade. São sobrados sem recuo frontal de arquitetura eclética, com influência neoclássica.

O estado de abandono de dois desses quatro prédios, confere a eles um ar tétrico, como um cenário de filme (como está na moda) de vampiro, quem sabe do vampiro de Curitiba.

Espero um dia poder fotografa-los devidamente restaurados e preservados.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Entubados!


Essa é a rotina diária de milhares de pessoas em Curitiba, pacientemente aguardar (em tubos, terminais ou ruas), os seus ligeirinhos, alimentadores, bi-articulados, inter-bairros e ônibus comuns. O sistema integrado de transporte público de Curitiba transporta em média 2 milhões de usuários diariamente em seus 2000 ônibus distribuidos nas 400 linhas. Esse sistema emprega 15 mil pessoas diretamente.
Apesar disso, mesmo tendo um sistema considerado modelo para o Brasil (e o mundo), o planejamento urbano de Curitiba está perdendo a queda de braço para a frota de carros particulares que congestionam a cidade. Hoje Curitiba já é a cidade mais motorizada do Brasil, tendo um veículo automotor para casa 1,6 habitantes (dados de 2008). Mantendo a taxa atual de crescimento da frota, o número de veículos dobrará em menos de uma década. O problema se alastra para a região metropolitana e agrava ainda mais a situação em Curitiba pelo "movimento pendular" da população dessas cidades que vêm todo o dia para Curitiba. Como tirar esses carros das ruas? Metrô? Bicicletas? Não há dúvidas que algo precisa ser feito, mas até lá, haja pulmão e paciência para suportar!!

domingo, 12 de setembro de 2010

A sétima maravilha de Curitiba



Novamente um post sobre Ipês? Na verdade, quando os Ipês Amarelos da Rua Fagundes Varela floresceram, indicando que dias com clima mais ameno estavam por vir, fui direto na rodoviária em busca de uma foto do mais famoso ipê de Curitiba. Infelizmente ele não estava florido e achei (erroneamente) que suas flores já tinham caído. Quase duas semanas depois do post, minha irmã perguntou se eu tinha visto os ipês da Rodoviária. Disse eles estavam floridos, formando um tapete amarelo incrível e pessoas debaixo dele faziam poses para fotos. Por isso meus caros, não tenho alternativa senão falar dos ipês da Rodoviária.

Por conta dos 317 anos de Curitiba, em Março a Gazeta do Povo publicou uma matéria na qual listava as 7 Maravilhas de Curitiba, eleitas por voto direto dos leitores do jornal, baseadas em fotos feitas por fotógrafos do jornal. Se há uma coisa sem a menor condição de se obter unanimidade, são listas das melhores "sejam lá o quê". Mas, de qualquer forma, nessa eleição, o Ipê Amarelo da rodoviária de Curitiba ocupou um honroso sétimo lugar (atrás apenas de ícones como Poty, Parque Barigui, Memorial Ucraniano).

Esse ipê, quando floresce junto com seus vizinhos de jardim, proporcionam um espetáculo que dá boas vindas e adeus aos que chegam ou partem de Curitiba pela rodoviária. Em Curitiba existem apenas 51 árvores imunes ao corte e esse ipê amarelo faz parte dessa lista. Até iria listar as 51 árvores e explicar melhor como funciona essa imunidade ao corte dessas árvores, mas me ocorreu que esse seria um ótimo tópico para um outro post. Portanto, mais fotos de árvores virão!

sábado, 11 de setembro de 2010

Sempre Alerta!



Em 2008 foram concluídas as obras de revitalização e reurbanização da Praça Baden Powell, localizada no centro de Curitiba (Av. Sete de Setembro, quase Av. Mariano Torres), por iniciativa do Vereador e Presidente da UEB Nacional, Paulo Salamuni, como uma homenagem de Curitiba aos 100 anos do Escotismo Mundial.

Fundado por Robert Baden-Powell, em 1907, é um movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário, sem fins lucrativos. A sua proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, baseado na Promessa e na Lei escoteira, e através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Terminal do Guadalupe


O Terminal do Guadalupe foi construído em 1956 no local que já foi conhecido como Largo do Ventura e hoje chama-se Praça Senador Correia, tendo como principal cruzamento as ruas João Negrão e André de Barros. Funcionou por muito tempo como o terminal rodoviário de Curitiba, até essa função ser transferida para a atual estação rodoferroviária em 1972. Desde então, passou a atender principalmente as linhas que atendem a região metropolitana.

O terminal dispõe de serviços como salão de cabeleireiros, farmácia, mini-mercado, mercearia, doceria, confecções e utilidades domésticas, lanchonete, banca de revistas, artigos frigorificados, laticínios, bicicletaria, frutas e verduras, aviário, pipoca, agência de passagens. Oferece também, serviços pouco comuns tais como amolador de facas, afaiataria, sapateiro, compra e venda de cabelos.

Pelo terminal passam diariamente perto de 280 mil pessoas de todo tipo, “gente que anda nas luzes e que anda nas sombras” como classifica o Padre Reginaldo Manzotti da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe.

Trata-se de uma região desvalorizada, repleta de hotéis de “alta rotatividade”, com grande fluxo de pessoas durante o dia e abandono no período noturno.

A região foi beneficiada em 2006, quando o Padre Reginaldo Manzotti assumiu a Paróquia Nossa Senhora do Guadalupe, onde diariamente mais de mil pessoas assistem as missas. As cobranças feitas pela paróquia, o grande número de pessoas que freqüentam as missas e os grupos de evangelização, trouxeram melhorias.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Jovens patriotas?




No desfile de Sete de Setembro, encontrei essas duas crianças nos ombros do pais, observando tudo. Eu sou do tempo em que antes de entrar na sala de aula, as crianças em fila cantavam o Hino Nacional e todos aprendíamos o Hino da Independência e o Hino à Bandeira. 

OK! Tudo fruto da ditadura militar, que sempre buscou incutir por vias duvidosas, o espírito patriótico nas escolas. Naquele tempo, era muito comum cantarmos musicas como:

"Esse é um país que vai frente. De um povo unido, de grande valor. É um país que canta, trabalha e se agiganta. É o Brasil de nosso amor! "

"Eu te amo, meu Brasil, eu te amo. Meu coração é verde, amarelo, branco, azul-anil.
Eu te amo, meu Brasil, eu te amo. Ninguém segura a juventude do Brasil."

Foram-se os militares no poder e com eles, o ufanismo, as aulas de OSPB e EMC. Hoje, falando de civismo, poucos jovens ou crianças sabem o que representa o Sete de Setembro, o Quinze de Novembro. Vinte e Um de Abril então, pior ainda, pois, a exceção dos vestibulandos, poucos sabem quem ou o que foi Tiradentes.

Talvez nos falte um senso coletivo mais desenvolvido (não apenas nas copas do mundo); aprender com os erros na nossa história, evitando cometer os mesmos; termos orgulho de sermos brasileiros e de morarmos num país com tantas possibilidades como o nosso. Com tudo isso, talvez tivéssemos melhores condições de escolher quem pode administrar esse país e legislar em nosso nome. Quem sabe as crianças que estão nos ombros dos pais, vivenciem isso no futuro (e quem sabe, nós também).

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ruína


O grafite nessa casa próxima ao cemitério municipal retrata a principal causa da violência nas grandes cidades: o crack. Autoridades no assunto afirmam que de 80 a 90% dos homicídios em Curitiba tem relação direta com o crack. Em Curitiba, existem mais de 50 comunidades terapêuticas que prestam atendimento a mais de 1.500 pacientes. Desses, 90% são usuários de crack e muitos em idades de 12 a 14 anos. O índice de recuperação dos pacientes varia de 25 a 30%.

A redução do efetivo da polícia, menor presença dessa nas ruas e o aumento desenfreado no consumo de drogas (principalmente o crack) é a fórmula que resulta no aumento da violência e na sensação de insegurança a que estamos submetidos.

Esperamos que todos planos e promessas de prevenção e combate às drogas feitas por todos os candidatos à câmara estadual e federal, ao governo do estado, ao senado e à presidência, não sejam engavetados para reaparecerem apenas na próxima eleição.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Desfile de Sete de Setembro





Na manhã de hoje, cerca de 80 mil pessoas aproveitaram o dia de sol, para acompanhar o desfile de sete de setembro em Curitiba na Avenida Cândido de Abreu, em comemoração ao dia da independência do Brasil. Como sempre, desfilaram as escolas municipais e estaduais, os escoteiros, entidades sociais e militares do Exército, Marinha e Aeronáutica. Além das bandeiras do Brasil, as ruas também foram tomadas pelas bandeiras dos candidatos às eleições desse ano.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Rua Itupava



A Rua Itupava situa-se entre a Rua Ubaldino do Amaral e a Av. Nossa Senhora da Luz, separando em seu trajeto o bairro Alto da XV dos Bairros Juvevê e Hugo Lange. Segundo o livro Ruas e histórias de Curitiba de Valério Hoerner Júnior, Itupava era um caminho que levava ao litoral (Morretes mais especificamente), que virou nome de rua em Curitiba num pequeno trecho. Itupava significa "pequena queda d' água" na lingua Tupi.  O caminho foi implantado em 1825 pela necessidade do comércio e era de difícl acesso. Quem fosse usar esse caminho, partiria do pátio da capela (Igreja da Ordem), tomando uma picada rudimentar (a Rua São Francisco), seguindo até o largo Bittencourt (Círculo Militar), para subir o morro pelo que hoje é a rua Conselheiro Araújo, contornando assim um local que era intransitável, onde hoje encontra-se o Passeio Público. Na altura de onde hoje encontra-se a rua Ubaldino do Amaral, o caminho tornava-se reto, tendo ao fundo a Serra do Mar, passando por onde é hoje o município de Quatro Barras. 

Curitiba cresceu, a Graciosa e a ferrovia Curitiba-Paranaguá foram construídas e assim, o caminho do Itupava foi abandonado. Restou a rua em Curitiba, recebendo benfeitorias de quarenta anos para cá (primeiro o curitibano antipó e depois, asfalto, semáforos, congestionamentos e tudo mais).

O caminho do Itupava hoje é uma trilha turística, partindo de Quatro Barras até Porto de Cima (em Morretes). Tendo sido sinalizado e recebido benfeitorias recentemente, tornou-se uma excelente opção para quem aprecia trilhas, caminhando por horas pela mata atlântica, descendo a serra. Se pretende fazer essa trilha, vá em grupo, tenha como lider uma pessoa que conheça o caminho muito bem, informe-se e cadastre-se no início da trilha.

domingo, 5 de setembro de 2010

Santa Mônica Clube de Campo




As fotos foram feitas no ultimo domingo, durante um churrasquinho pelo aniversário de minha sobrinha, no Clube Santa Mônica.
O Santa Mônica Clube de Campo foi idealizado em 23 de agosto de 1961 numa viagem de Curitiba a São Paulo, na BR-2 (hoje BR-116) ainda em construção, durante uma conversa entre Walter Cardoso dos Santos e Joffre Cabral e Silva. O clube foi fundado no dia 15 de novembro de 1961.
O clube coloca hoje à disposição do seu quadro associativo 73 alqueires, 29.000 metros quadrados de área construida, muito ar puro, churrasqueiras, piscinas e uma grande estrutura de esporte e lazer.