terça-feira, 30 de novembro de 2010

Chegou o Natal em Curitiba



Todos os shoppings e lojas de Curitiba já estão enfeitados para o Natal, assim como começam as casas. Mas podemos dizer que o Natal de Curitiba efetivamente começa quando o Coral de Natal do Palácio Avenida começa as suas apresentações e essas começaram no último final de semana. Milhares de pessoas estiveram na abertura dessa apresentação que comemora 20 anos do coral.
Espero reservar um dia para assistir a uma das apresentações e registrá-la para esse blog. Por enquanto, fica apenas a imagem que fiz hoje (sem luzes, sem música, de dia e sem as crianças).

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

João de Barro


Domingo de sol. Clube Santa Mônica. Muita área verde, crianças livres, leves e soltas. O clube é imenso e ideal para alguns animais, principalmente as aves viverem em paz. A casinha do João de Barro não estava ocupada no momento em que fiz essa foto, talvez a família tenha ido passear em outro parque no final de semana.

domingo, 28 de novembro de 2010

Lardo da Ordem do alto de um ônibus


Essa foto foi feita num domingo, do alto do ônibus da linha turismo no exato momento em que passamos pela Travessa Nestor de Castro e o Largo da Ordem por alguns segundos, mostrou-se para os passageiros. Ao fundo a Casa Hoffmann, à esquerda a Casa Vermelha e na parte de baixo da foto, as escadarias que levam à Galeria Julio Moreira, onde está o TUC (Teatro Universitário de Curitiba).

sábado, 27 de novembro de 2010

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 4


Devia ser perto de 7 horas da manhã de um dia útil. Eu levando minha filha para o colégio, vejo esse rapaz que naquele momento estava sentindo-se o centro do universo, pois imagino que tudo parecia estar girando ao redor dele, de tanto que ele cambaleava enquanto tentava andar. Dado por vencido, sentou-se nesse degrau para tentar aprumar o seu centro de gravidade.
Uma cena em princípio engraçada, mas triste se pensarmos que trata-se de uma pessoa jovem e embriagada na manhã de um dia útil. Não tenho dados sobre alcoolismo, mas sei que é uma doença que pode se tornar muito séria, levar à desagregação da família e do próprio indivíduo e num caso extremo, levar a morte do alcolista.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Casas de Madeira de Curitiba 6


O prédio no fundo da foto denuncia que essa casa de madeira não fica numa área rural, apesar dos cavalos tranquilamente pastando no grande gramado. Mas pela foto, duvido que alguém que não conheça a casa poderia dizer que essa fica praticamente no centro de Curitiba, mais especificamente no Bairro Rebouças, na Rua Dr. Reynaldo Machado (paralela à Conselheiro Laurindo), entre as ruas Engenheiros Rebouças e Brasílio Itiberê. Reflexos do passado que ainda convivem (felizmente) com a Curitiba de hoje. Pena que a casa não parece estar tão bem preservada como merece a sua bela arquitetura (inclusive com os nossos curitibanos lambrequins).

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Bom dia Brasil



As 07:10 da manhã de hoje, passei pela Praça do Japão em direção ao Novo Mundo. Lá, junto ao portal japonês, uma equipe da RPC TV parecia estar pronta para algo que aconteceria em breve.
Não assisti o Bom dia Brasil de hoje, mas acredito que a finalidade da mobilização dessa equipe seria aparecer por aproximadamente 5 segundos no Bom Dia Brasil, no momento em que o Renato Machado de São Paulo chama pelo intervalo comercial e nesses segundos que precedem o intervalo, ele deve ter comentado: "Imagens da Praça do Japão em Curitiba. São 07:10 na capital paranaense e a temperatura local é de 15 graus".
Para estar prontos naquele horário, imagino que essa equipe chegou ao local pelo menos as 06:00 e para chegar nesse horário, devem ter saído dos estudios da RPC TV perto das 05:30. Nada fácil a vida desse pessoal.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mais Asa




Nessa semana fui contatado pelo Professor Rolando do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UTFPR, em razão de um post que fiz nesse blog sobre o Edifício Asa. O professor perguntou se eu teria mais informações sobre o Asa e em razão desse questionamento, entrei em contato com a administração do condomínio e deles obtive mais algumas informações interessantes. Por isso, hoje fiz novas fotos do Asa, depois de tomar café com meus pais, que ainda moram lá, e decidi fazer esse novo post.
O Asa teve sua construção iniciada em 1950 e pelas dificuldades da época, a construção foi finalizada somente em 1957. Porém a ocupação do prédio iniciou-se bem antes (1954-1955) quando estava parcialmente acabado.
As plantas se perderam com o tempo e por isso, não há (na administração do Asa pelo menos) registros de quem teria sido o arquiteto e responsável pela obra (comentou a pessoa que me atendeu que há rumores, não confirmados naturalmente, de que Oscar Niemeyer teria alguma relação com o projeto).
Sabe-se no entanto, que a construtora responsável pela obra foi a Aranha Engenharia S.A. e daí, a maior curiosidade que obtive, vem o nome do edifício: Asa vem de Aranha S.A.
O edifício possui 413 unidades residenciais e comerciais e por dia, circulam pelo prédio cerca de 4.000 pessoas.
Minha família reside nesse prédio desde 1.971, primeiramente minhas irmãs, vindas do interior do Paraná para fazer cursinho e faculdade e depois eu, outra irmã e meus pais em 1978.
As fotos mostram um semi-giro que fiz no prédio. A primeira foto mostra o Asa a partir da Praça Osório, a segunda da ala comercial da Voluntários da Pátria e a última, a partir da Carlos de Carvalho.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Bar Cana Benta




Boteco/restaurante, que assim como o pioneiro Beto Batata, mudou o perfil noturno do Alto da XV, o Cana Benta representa hoje uma da melhores opções para um grande Happy Hour em Curitiba. Recomenda-se chegar cedo pois fica complicado conseguir uma mesa e as filas são inevitáveis.
Parceiro da Cantina do Délio e da Confeitaria Bella Banoffi, o Cana Benta tem como inspiração os armazéns que faziam parte da história de Curitiba e que hoje são muito raros (conheço dois que espero registrar num futuro próximo), assim, a casa e a decoração remete a essa época. O cardápio procura ser simples, mas com muito capricho na qualidade. Lá você pode almoçar, tendo sempre os pratos do dia que lembram comida mineira ou da fazenda ou da vó, sei lá, pratos como Feijão Tropeiro, Costelinha de Porco, Galinha Caipira, Porco no Tacho (dentre outros).
No Happy Hour, além das bebidas tradicionais de qualquer bar, você encontrará cachaças famosas como a Anísio Santiago (conhecida antigamente como Havana) e petiscos pouco comuns como Rã, Moela, Caldo de Mocotó e Dobradinha, e também, os "beliscos" como a Carne de Onça, Rollmops, Bolovo e Torresmo.
Para a ficha completa do Cana Benta, visite o site www.canabenta.com.br e se não conhece, vá no almoço, na janta, no Happy Hour ou no sábado (a feijoada deles é danada de boa!!).

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Domingo de tempo bom



Hoje está chovendo "cats and dogs" em Curitiba, como diriam os americanos. Ontem, ao contrário, tivemos um domingo bem ensolarado e quente, sendo um dia foi ideal para famílias passearem nos parques (como nas fotos de hoje) e para a Maratona de Curitiba. Até pensei em fotografar a largada da maratona, mas acordar antes da 6 da manhã foi um pouco demais para minha fúria fotográfica! Pelo que ouvi no rádio, foi o maior sucesso. Quem sabe no ano que vem eu acompanhe a largada de todas as categorias e consiga algumas boas imagens. Boa semana para todos.

domingo, 21 de novembro de 2010

Cavalaria na João Negrão


No dia em que aconteceu o Arte na Faixa e a Parada da Diversidade em Curitiba, circulei por toda Curitiba fotografando os artistas e a arte. Quando entrei na Rua João Negrão, dei de cara com um grupo relativamente grande de cavaleiros e amazonas. Não sei para onde iam e o motivo da cavalgada, mas que foi inusitado, foi.
Parei o carro e fui tentando fazer algumas fotos (difícil pela desabalada carreira dos cavalos). Como podem ver pela foto de hoje, foram bastante simpáticos.

sábado, 20 de novembro de 2010

Casas de Madeira de Curitiba 5


Essa casa de madeira no Novo Mundo eu descobri por acaso. Num dia resolvi mudar o caminho para o meu trabalho e saí da rápida numa altura qualquer. As ruas são bem piores, tem muito mais curvas, mas pelo menos, era um novo caminho. Numa dessas curvas, achei essa casa que impressiona pelo cuidado com que é mantida e pela variedade absurda de plantas e flores na frente da casa, incluindo a calçada. Por várias oportunidades, passe em frente apenas para apreciar e na semana passada, já pensando em postar nessa série de casas de madeira, parei para algumas fotos. Alguém dentro da casa apareceu na janela para ver qual era do carro parado em frente, tirando fotos. Eu também ficaria incomodado com uma coisa dessas na frente da minha casa.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Variações de um mesmo tema


Foram tantas as variações desses adesivos da família em carros, que fui fotografando alguns pelas ruas de Curitiba e decidi postar essa colagem.
Li na internet que esses adesivos viraram moda no Brasil todo, dividindo opiniões de especialistas em segurança quanto ao risco que oferecem por fornecer informações sobre a família dos condutores. Vi delegados dizendo que esses adesivos facilitariam a ação de bandidos e outros que dizem que não oferecem risco algum, pois uma ação de seqüestro ou invasão de residência envolve muitas variáveis e que esses adesivos nem de longe seriam um fator decisivo para a tomada de decisão por uma ação dessa natureza.
Interessante observar essa questão da moda e de como isso parece ir contaminando as pessoas, chegando num ápice, para depois perder força e desaparecer. Lembro na minha infância, de brinquedos que numa determinada época todos tinham que ter: bilboquê, ioiô, mola maluca, bate bag (conhecido por aqui também como Bolim Bolacha, acho eu!), cinco-marias, bambolê e ainda da minha infância, colecionáveis como as figurinhas do Zequinha (trocando notas fiscais por figurinhas e completando o álbum, ganhando presentes), tampinhas de garrafa com personagens da Disney e por aí afora (nossa! O cheiro de naftalina ficou forte agora!!).

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 3


Houve um tempo em que fumar era “chique”, um tempo em que as crianças brincavam de fumar (tínhamos canetinhas e chocolates que imitavam cigarros) e perguntavam aos pais quando poderiam começar a fumar, como se fosse um ritual de passagem para a vida adulta.
Felizmente, em minha opinião pelo menos, isso tudo ficou no passado. Hoje as crianças ficam indignadas quando vêem alguém da família fumando e protestam sem entender como alguém pode ingerir algo que pode levar à morte (as escolas fazem um bom trabalho nesse sentido).
Por fim, o fumante hoje é um ser solitário, quase um discriminado, condenado a exercer o seu direito ao fumo em locais abertos, distantes de ambientes fechados ou de uso coletivo, ou ainda, como na foto, em seu próprio carro num congestionamento mega chato na Rua Brigadeiro Franco perto da Praça do Atlético.
Nessa semana, algumas ações irão marcar o aniversário da lei antifumo em Curitiba, que entrou em vigor no dia 19 de novembro de 2009. Serão inspecionados bares, casas noturnas e terminais de ônibus, pelo Centro de Saúde Ambiental da Secretaria Municipal da Saúde.
"A idéia é reforçar junto à população o papel dessa lei como instrumento de respeitar o direito de quem não fuma e também de levar saúde e qualidade de vida a quem fuma", explicou para o Paraná Online, a secretária municipal da Saúde, Eliane Chomatas.
Desde que a lei antifumo entrou em vigor, a Vigilância Sanitária promoveu cerca de 21 mil inspeções, que resultaram em apenas 94 autuações, indicando que a esmagadora maioria dos proprietários de estabelecimentos comerciais apoiaram a lei.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Fim de um dia duro de trabalho


A foto dos catadores de papel em sua carroça já vazia, foi feita no final de um dia de inverno na Rua Conselheiro Laurindo, quando voltava para minha casa depois do trabalho. A cena chamou minha atenção pela luz e pelo ar melancólico. Foi feita em Curitiba, mas a mesma cena deve repetir-se por todo o Brasil.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Estacionado na grama



Apesar de ser uma metrópole de quase 1,7 milhões de habitantes, ainda encontramos em Curitiba cenas que se enquadrariam mais numa cidade do interior. Na rua Miguel Feliz no Novo Mundo, me deparei com esse sonolento equino "estacionado" na frente de uma residência. Parei o carro, abri a janela e fui fazendo algumas fotos, o cavalinho continuava num tédio terrível apenas ruminando o seu matinho, chegando até a puxar um cochilo.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ruínas da Marechal Floriano



Não encontrei referências a esse conjunto de sobrados abandonados, praticamente no centro de Curitiba, na Avenida Marechal Floriano perto do cruzamento com a André de Barros.
Existe diversas casas nessa região da Marechal que são bastante antigas e fazem parte da história da cidade, muitas foram recuperadas destacando sua beleza, ouras porém, como essas das fotos, estão bastante deterioradas. Não imagino como a história das famílias que viveram nessas casas levou ao abando dessas belas residências, que como muitas de suas vizinhas, esperamos ver um dia restauradas e novamente ocupadas.

domingo, 14 de novembro de 2010

Rente ao chão do MON


Dia corrido hoje. Primeira comunhão do meu filho mais novo, primeira fase do vestibular da minha filha na UFPR (prova na UP, longe toda vida!), por isso estou meio atrasado com a postagem!
Resolvi então, postar uma foto meio antiga feita no MON. Nessa foto, posicionei a câmera no chão e como resultado, a imagem parece mostrar o ponto de vista de uma barata, com pés ameaçadores por perto!

sábado, 13 de novembro de 2010

Norah Jones no Teatro Positivo










Como parte de sua turnê mundial pelo disco The Fall, Norah Jones apresentou-se ontem pela primeira vez em Curitiba, no grande auditório do Teatro Positivo. Daqui segue para São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
O mínimo que se pode dizer do show é que foi fantástico. A banda que a acompanhava foi excelente (impressionante o guitarrista solo) e Norah Jones com um vocal perfeito (tal como nos seus discos), cantou com tranqüilidade absoluta, principalmente as músicas de seu ultimo disco, alguns sucessos de discos anteriores e algumas surpresas (como uma música de Johnny Cash).
Geethali Norah Jones Shankar nasceu em Nova York (Brooklyn) no dia 30 de marco de 1979. Desenvolveu sua mistura única de jazz e pop, com pitadas de blue, country e como mostrou em seu último trabalho, também de rock. Filha de Ravi Shankar (musico indiano muito conhecido pela amizade com os Beatles, em especial George Harrison), cresceu no Texas com sua mãe.
Sempre considerou a musica de Billie Holiday e Bill Evans ao mesmo tempo intrigante e reconfortante, mas nunca havia explorado o jazz até que durante o ensino médio, ganhou o prémio Dow Beat Student Music de melhor vocalista de jazz e melhor composição original em 1996, repetindo a dose em 1997. Deixou seu talento como vocalista em banho-maria por dois anos em busca de sua graduação como pianista de jazz pela Universidade do Norte do Texas, quando em 1999 aceitou o convite de um amigo para apresentar-se nos jazz clubs e cafeterias do Village em Nova York, lá a força e a atração do ambiente tornou-se forte a ponto de inspirá-la a compor suas próprias canções, apresentando-se regularmente com a banda Wax Poetic. Em outubro de 2000 gravou uma série de demos para a gravadora Blue Note. Norah Jones assinou com o selo no começo de 2001, ano em que trabalhou no material de seu primeiro disco, Come Away With Me, lançado em 2002, vendendo mais de 18 milhões de copias pelo mundo e dando à ela 8 premios Grammy.
Em 2004 lança o seu altamente esperado segundo álbum, Feels Like Home, que teve uma abordagem semelhante ao seu álbum de estréia (um misto de um estilo anos 70 de cantar com blues, country e seu estilo próprio de tocar piano).
Em 2007 foi lançado Not Too Late e 2009 marca uma evidente mudança em seu estilo (sem marido e sem cabelos compridos) com o lançamento do álbum The Fall.
The Fall completa a transição de seu estilo suave de cabaré para um estilo de composição e vocal modernos (mudança iniciada em Not Too Late). The Fall é forte e coeso, mantendo a elegância vocal de Come Away with Me, porém, sendo menos classicista. Isto em parte pode ser atribuído a escolha de Norah Jones por um novo produtor, que trouxe a pitada de rock que faltava em seu trabalho. Os arranjos procuram valorizar a voz e as novas composições originais de Norah Jones, algumas com a colaboração de velhos amigos (como Jesse Harris, que abre os seus shows no Brasil).
As informações sobre a vida e o trabalho de Norah Jones foram obtidas no site Allmusic.com.

Duas notas ruins que não poderia deixar de fazer. Fiquei mais uma vez altamente impressionado com a total falta de educação dos muitos que foram ao show e mesmo sabendo que o início estava marcado para as 21:00, insistem em chegar atrasados (pessoas e pessoas continuavam a chegar as 21:30), atrapalhando a todos que já estavam acomodados e principalmente, ao excelente musico que abria o show para Norah Jones. Muita gente chegou no final ou até, depois do show de abertura. Acho que os teatros e a mídia de um modo geral, deveria iniciar uma campanha por mais educação nos teatros.
Outro fato altamente desagradável foi uma pessoa que acredito ter sido contratada pelo teatro, que de posse de um canhão de luz portátil e altamente potente, disparava sua arma de todos os pontos do teatro em direção aos que tentavam fotografar ou filmar parte do show, incomodando e distraindo à todos durante todo o show (imagino que inclusive os artistas). Creio que um certo controle é necessário, pois dentre todos num teatro, pode existir alguém que tem interesse comercial nessas gravações, mas acho que a grande maioria apenas busca uma lembrança pessoal, não visando lucros com isso (caso desse modesto blog).

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Gilda



“... a mão estendida, um chute na cara...e nunca houve uma mulher como Gilda, 
um trocado ou beijo na boca maldita...”

Esse é um trecho da música “Nunca houve uma mulher como Gilda” do grupo Curitibano “Lívia e os Piá de Prédio”, feita em homenagem a um dos personagens mais conhecidos de Curitiba da segunda metade da década de 70 até início dos anos 80: a Gilda, o travesti mais famoso que Curitiba já teve.

A Gilda apareceu em Curitiba e tinha como palco a Boca Maldita. Lá era temida e admirada por todos. Temida porque um pedestre mais distraído poderia ser abordado por ela/ele e se não desse um trocado, receberia da Gilda um beijo, se possível na boca. E admirada por ter coragem de ser quem era no centro machista de Curitiba, a Boca Maldita. Dizem que era pouco apreciada pelo presidente eterno da Boca Maldita (Anfrísio Siqueira), que segundo relatos, tentou o quanto pode afastá-la da Boca Maldita e do Carnaval de Curitiba. Protagonista do célebre episódio, confirmado por alguns e desmentido por outros (inclusive o próprio Anfrísio Siqueira), no qual teria impedido a Gilda de subir no carro da Banda Polaca com um chute na cara.

Como morei no Edifício Asa durante o reinado da Gilda na Boca Maldita, a via com freqüência perseguindo alguns passantes, para diversão dos que observavam na segurança das janelas e marquises. Não raro, alguém combinava com ela um beijo surpresa num colega ou num parente de fora, para depois, virar chacota de ter se tornado mais uma vítima da Gilda.

A melhor lembrança que tenho da Gilda aconteceu num dia de muita chuva. Naquela tarde, enquanto todas as pessoas surpreendidas pela chuva buscavam a proteção e se apertavam debaixo das marquises, lá no meio da XV, no coração da Boca Maldita, sozinha estava a Gilda de braços abertos, dançando e dando boas vindas a tempestade.

Morreu na miséria, doente, abandonada e enterrada como indigente no cemitério do Santa Cândida.

Procurando informações sobre a Gilda na internet, encontrei uma crônica do Dante Mendonça (http://www.parana-online.com.br/colunistas/67/43514/?postagem=GILDA+UM+CHUTE+NA+CARA) e a partir dessa crônica, encontrei um curta metragem sensacional do diretor de cinema Yanko Del Pino concluído em 2007 e que está disponível na internet no link http://www.beijonabocamaldita.kit.net/ . Ambos, a crônica e o curta são imperdíveis para entender melhor a Curitiba e a Gilda dos anos 70/80.

Como não tenho fotos da Gilda, optei por postar fotos da Boca Maldita, palco de suas artes.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 2


Nada mais comum do que a imagem da garotinha sentada na porta de uma loja na Brigadeiro Franco, comunicando-se com o mundo pelo seu celular, seja via SMS ou por acesso direto ã internet. Essa tecnologia permite que hoje, de qualquer lugar e à qualquer momento, uma pessoa tenha acesso à todas as redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter, blogs) e à internet. Com as novas redes 3G e com as redes 4G, esses acessos serão cada vez mas frequentes e com mais e mais qualidade. Ninguém mais está sozinho, mesmo sozinho.
A Anatel prevê que no final dessa ano, o Brasil tenha mais de 200 milhões de celulares (o que dará mais de 1 celular por habitante), marca que Curitiba já superava em setembro. Um estudo sobre internet móvel conduzido pela consultoria Morgan Stanley prevê que em 5 anos, o acesso à internet pelo celular irá superar o acesso via computador. Ou seja, num futuro não muito distante, os celulares em todas as suas formas (tradicional, smartphones, tablets) serão os grandes agentes da inclusão digital no Brasil.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Make love not war!



Felizmente em solo brasileiro, nunca houve necessidade de se utilizar equipamentos bélicos, como o tanque da foto, por outra razão além dos exercícios militares. Assim, além de usarem esses equipamentos para treino e em desfiles, os que ficam velhos demais, acabam enfeitando quartéis, como esse em frente ao 27 Batalhão Logístico do Exército no Bacacheri.
Se não me falha a memória, esse é um tanque modelo VBC M41C, fabricado nos Estados Unidos em 1951, com 23,5 toneladas, que pode atingir até 72 km/h de velocidade máxima. Brincadeira, essas informações eu obtive da placa que está fixada ao lado do tanque, pois nada entendo e tenho pouco interesse nesse tema.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

E com vocês: OIL MAN!!




OK! Não é novidade nenhuma. Todos já leram, viram (ao vivo ou na TV) ou ouviram falar do Oil-Man. Mas como não é todo dia que se encontra um Super-Herói nas ruas de Curitiba (imaginava o dia em que encontraria o Oil Man ou o Gralha nas minhas andanças), não pude perder a oportunidade de fotografá-lo quando o encontramos ontem no Alto da XV (parece que a Oil House fica nessas imediações) no fim do dia. Seguimos o Oil Man por várias quadras para fazer essas fotos, sempre com muito cuidado para não despertar sua oleosa fúria. Pelo ar cansado (mas destemido) que ele aparentava, parece que o dia foi difícil para nosso herói, pois até o “Oil” quase não era mais perceptível.
Oil Man é o alter ego de Nelson Rebelo, Curitibano, professor aposentado formado em Ciências Biológicas pela UFPR que já imitou o Elvis num programa de TV local, e que um dia decidiu besuntar-se de muito óleo por todo o corpo, trajar apenas uma sunga e sair à esmo por Curitiba em sua bicicleta, segundo achei na internet, motivado por uma desilusão amorosa. Isso praticamente todos os dias, faça frio ou calor.
Ele já teria dito que o personagem foi inspirado em Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone e Steven Seagal, apesar de não me recordar de qualquer filme em que esses atores tenham encarnado personagem semelhante ao Oil Man.
O Oil Man já foi entrevistado no Programa do Jô, já apareceu no Fantástico no quadro do Maurício Kubrusly e em diversas publicações. Foi também vitima de um assalto em 2006, perdendo sua Oil Bike, para logo depois ser presenteado por uma empresa do ramo com uma nova bicicleta e um novo jogo de sungas.
Participou inclusive de um curta metragem dirigido pelo desenhista Tako X, onde os dois heróis curitibanos se encontram na Rua XV: O Gralha e o Oil Man – Um Encontro Explosivo. Segue o link no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=l8DHRXAbwU4.
Enfim, trata-se de uma figura que já é uma lenda urbana na cidade e ao que tudo indica, por muito tempo circulará pelas ruas e parques de Curitiba.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Bolacha na Emiliano Perneta


É nítido para quem circula por Curitiba, que o grafite e os grafiteiros da cidade estão num nível de qualidade altíssimo e por onde se anda em Curitiba, temos a oportunidade de ver belos trabalhos como esse na Rua Emiliano Perneta ao lado da EMBAP (Escola de Música e Belas Artes do Paraná). O autor do grafite da foto de hoje é conhecido como Bolacha. Na internet você encontrará um fotolog dele e no You Tube, vários vídeos dele executando os seus grafites por aí.

domingo, 7 de novembro de 2010

Corrente Cultural 2010



A RPC TV em parceria com o SESC, o SESI, a CEF, a Secretaria de Cultura do Estado, o Teatro Guaíra, a UTFPR, a UFPR, o Goethe Institut. a Alliance Française o Instituto Cervantes, com incentivo da Prefeitura Municipal de Curitiba e a Fundação Cultural de Curitiba, está promovendo de 4 a 14 de novembro em Curitiba, a Corrente Cultural, um evento que proporcionará em mais de 60 espaços, cerca de 350 atrações gratuitas entre teatro, música, circo, dança, literatura, cinema, debates e exposições, para um público estimado de mais de 1 milhão de pessoas.
Dentre as atrações musicais teremos/tivemos Roberto Carlos, Patu Fu, Sandra de Sá, Arrigo Barnabé, Mart’nália, Erasmo Carlos, Hermeto Pascoal, Orquestra Sinfônica do Paraná, Camerata Antiqua, diversas bandas de Curitiba e no espaço criado em frente ao Paço da Liberdade (fotos de hoje), um show com Paulinho da Viola com a Orquestra à base de Corda. Eu até tentei chegar no show do Paulinho da Viola para fazer um registro nesse blog, mas o tráfego estava tão intenso que acabei desistindo, mas fica o registro do lugar onde rolou o show (as fotos mostram o Paço debaixo de chuva, mas as fotos foram feitas na semana passada, nesse final de semana o tempo está muito bom).
A programação completa pode ser encontrada no site www.correntecultural.com.br.

sábado, 6 de novembro de 2010

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 1


Tão ou mais interessante quanto circular por Curitiba fotografando as paisagens e a arquitetura da cidade, é fotografar as pessoas que vivem em Curitiba, pois é por essas pessoas que Curitiba cresce, modifica-se, reinventa-se, adapta-se, sofre, e alegra-se.
Um dia poderei olhar para essas fotos e pensar: “assim eram os Curitibanos e assim era a vida em Curitiba”.
Apesar da imagem de hoje sugerir um local afastado do centro de Curitiba ou até uma cidade do interior, a foto foi feita na Rua Conselheiro Laurindo quase esquina com a Brasílio Itiberê. O senhor da foto estava nesse momento descansando e refrescando-se sob a sombra de uma árvore, enquanto o congestionamento passava lentamente por ele.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Rua Riachuelo


A Rua Riachuelo já foi conhecida como Carioca do Campo (ou Carioca de Cima, já que a de baixo ficava na altura da hoje Marechal Deodoro) nos meados do século XIX, entre as atuais Rua São Francisco e Rua 13 de Maio. Lá existia uma bica, onde os moradores se serviam de água para seus afazeres domésticos.
Nessa época não era bem uma rua, mas um largo à leste da cidade, que terminava num capoeiral. A Avenida João Gualberto estava nascendo e depois crescendo, transformou a Carioca numa rua de fato.
Anos mais tarde, conquistas da Guerra do Paraguai rebatizaram a Carioca como Riachuelo e a da Entrada como Aquidabã. Ao contrário da Aquidabã, que mais tarde virou Emiliano Perneta, a Riachuelo escapou da especialidade dos vereadores de Curitiba em mudar os nomes das ruas.
Fonte: Ruas e Histórias de Curitiba de Valério Hoerner Jr.


Devo ainda fazer outro post sobre a Riachuelo, já que essa passou por recente reforma promovida pela PMC.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Primavera no Jardim Botanico




No último domingo estive no Jardim Botânico em busca de uma foto relativa a primavera para a abertura do blog, já que finalmente o clima de Curitiba agora parece ter perdido a cara de inverno. O local sempre rende belas fotos, com muitos turistas e moradores de Curitiba curtindo esse local que com o tempo foi ficando cada vez mais bonito. O gramadão é um convite para as crianças correrem à vontade e todos os ângulos são um convite a novas fotos.