quinta-feira, 31 de março de 2011

Mudou Curitiba ou mudei eu?



Estive na última sexta-feira (25/03) na UP - Universidades Positivo, para o lançamento do livro “Mudou Curitiba ou mudei eu?” do publicitário, consultor de marketing e principalmente, curitibano Eloi Zanetti.
Na conversa inicial, antes dos autógrafos, o Eloi deu o tom do livro: nostalgia, definida por ele como “saudade do ninho”. Mas como ter saudade do ninho se estamos nele? Daí a pergunta do livro: “Mudou Curitiba ou mudei eu?”.
Acho que cada um terá a sua própria resposta, a minha seria: ambos mudamos. Para pior? Para melhor? Essa resposta também dependerá de cada um e é resultado do balaço de todas as experiências que vivemos com a nossa Curitiba.
Pessoalmente não teria uma resposta fácil para essa pergunta. Em muitos aspectos sinto falta de uma Curitiba do tempo em que caminhar por suas ruas não era uma cena digna de um filme de suspense ou policial e dos finais de semana em que os carros pareciam ter sido teletransportados para uma outra dimensão. Até daquele frio que começava em março e aliviava somente em novembro eu sinto falta (parece mais com Curitiba do que calor em junho!!).
Por outro lado, não tínhamos tantos bons restaurantes como hoje, não tínhamos o MON, o Paço restaurado, a Riachuelo toda colorida, o Bosque Alemão, o Tanguá. Tudo bem, perdemos o cara que tocava trompete no edifício Tijucas, a Gilda perseguindo os distraídos da Boca, mas ganhamos o Oil Man, o Plá! E o tiozinho que toca tango no acordeom ainda está na XV.
Acho que a vida é assim mesmo, feita de altos e baixos, ganhos e perdas. Com Curitiba não seria diferente. O que não podemos é esquecer tudo que Curitiba teve e tudo que vivemos de bom aqui. Devemos preservar o que Curitiba tem de melhor e ficar de braços abertos para o novo, pois esse sempre vem.
Mas enquanto é tempo, vá comer o feijão bolinha do Elizeu no municipal, comprar uma fruta no Nagib (deixe ele escolher, enquanto você fica tentando entender o que o Francis Ford Coppola está fazendo numa foto com o Nagib, pendurada perto das bananas), comer um doce na Confeitaria das Famílias (com uma Wimi é claro), pastel nas muitas das nossas feiras, comprar (ou não) um livro no Chain (se tiver sorte, conversar com ele) e tantas outras coisas que Curitiba lhe oferece de graça, quase de graça ou tudo bem, cobrando um pouquinho.
O livro do Eloi Zanetti é bibliografia básica para quem gosta dessa cidade, pois terá a oportunidade de ver a cidade pelos olhos de uma pessoa inteligente (ácido as vezes), que viveu e vive Curitiba intensamente e tem muito o que contar. E o recado final na contra capa do livro é: A gente só protege aquilo que ama. Portanto, amem e protejam Curitiba! E nada de moleque, garoto, menino, em Curitiba é PIÁ!!
Vale ressaltar que o livro tem grande qualidade Gráfica, que as fotos são muito bonitas e que a arte da capa (do quadro do Retta que fotografei no evento) é simplesmente sensacional. O livro já está a venda nas Livrarias Curitiba, FNAC e nas Panificadoras Saint Germain (aproveite e peça qualquer coisa com recheio de creme, não tem igual!).

quarta-feira, 30 de março de 2011

Casas de madeira de Curitiba 18



Quando estive na Av. República Argentina para fotografar a Vila Maria (uma bela casa/restaurante do Sr. Gasparin), de bônus achei essa bela casa de madeira onde funciona a "Ponto Certo", comércio de roupas novas e usadas, com direito a lambrequins e sótão. A loja fica na Av. República Argentina, 4575 - Novo Mundo.

terça-feira, 29 de março de 2011

Curitiba 318 anos









Hoje Curitiba completa 318 anos, contados a partir do dia em que foi criada a câmara dos vereadores, promovendo o povoamento a Vila da N. Sra. da Luz dos Pinhais, sendo que o nome Curitiba passaria a ser adotado apenas em 1720.

As fotos de hoje mostram diversas paisagens em diferentes direções a partir do Memorial de Curitiba. Se puder visitar o memorial, escolha a sua favorita, emoldurada ou não e aproveite a nossa bela cidade.

O texto a seguir foi escrito por Romário Martins e publicado em 1986 num Boletim do Arquivo do Paraná, ano X, número 19, nas páginas 29 e 30. O texto relata o que teria sido o primeiro dia da vila.


"No páteo de pau a pique coberto de palmas de butiazeiro, iam apeando cavaleiros vindos de todas as direções. Descia gente de todas as direções, de sítios e curraes e guapiara do Barigui, Passaúna, Botiatuva, Cajuru, Uberaba, Juvevê, Xaxim, Bacaetava, Capiara, Capitu, Timbu, Boicininga, Tapirussu, Canguiri, Atuba, Bacacheri, Tinguicoera. “Homens bons” de terra, “gente de sã consciência” com seu séquito de índios; mineiros e tropeiros; portugueses e hespanoes; mamelucos e gaúchos; gente alçada, semibárbara, rastolho de bandeiras dissolvidas na selva, “sem temor de Deus e d’El Rei”. No páteo da capela, choupanas dispersas sem ordem, com cercas de caiçara fechando glebas aquintaladas ladeavam, tapuís de tinguis pacíficos.
Em torno de um pinheiro secular confabulava, os políadas fundadores: Antônio da Costa Velozo, Garcia Rodrigues, o velho, Agostinho de Figueiredo, Baltazar e Gaspar Carrasco dos Reis, Manoel Soares, os Leme, Quevedo, Seixas, Luís de Goes. E vinha chegando gente. Nas casatingas dispersas do chapadão gramado, andava o labor preparatório das comezainas festivas. Garotos corriam na praça, na pega dos leitões que seriam sacrificados. Nos quintais os fornos improvisados abriam a boca vermelha do fogo vivo; e a sombra dos capões adjacentes a gaúcha que carneava a rez que seria churrasco dahi a pouco. Do lado do Barigui se erguia a poeira que o sol doirava, de uma cavalgada. Antônio Velozo a indicava com o arreados de prata, aos companheiros. Era o Capitão Povoador Mateus Martins Leme, com sua escolta de índios, que vinha deferir a petição popular que pedira a creação da Vila, para o “serviço de Sua Majestade”, para a “paz, quietude e bem do povo”, para a “repressão dos maus elementos”, para “se porem as coisas em bom caminho”.
Rodeavam-no, a sua chegada, os “homens bons”com respeitosas mesuras. As janelas e as portas dos casebres próximos surgiam em mulheres alvas e bronzeadas curiosas todas, limpando no avental as mãos cobertas de sequilhos, das broinhas e do pão de rolão.
Uma roqueira estronda um tiro, no alto da coxilha de São Francisco. Mateus Leme apeia junto ao pinheiro centenário, e se dirige para a capela. A roqueira da coxilha explode de novo. Gritos bárbaros estrondam num furioso entusiasmo, debandando a periquitada que tagarelava nas gabirobeiras.
Junto ao tosco altar onde uma estampa representando N. S. Da Luz e outra o S. Bom Jesus assinalavam a assistência divina, se posta o Capitão Povoados, já alquebrado pelos anos, cofiando as longas barbas de linho, à espera que façam silêncio as espadas e as chinelas estrepitosas dos que vão entrando.
A um gesto, pousado e grave, João Seixas, lê a petição e o despacho. Na forma das ordenações, o Capitão declara, finda a leitura: “Elejam seis eleitores”.
São eleitos Agostinho Figueiredo, Garcia Rodrigues, Luís de Góes, Gaspar Carrasco dos Reis, Paulo da Costa Leme.
Com as mesmas formalidades, João Seixas recolhe os “pelouros” (cédulas) e Mateus Leme declara eleitos:
Juízes – Antônio da Costa Velozo e Manoel Soares; Vereadores – Garcia Rodrigues, o velho, Capitão José Pereira Quevedo, Antônio das Reis Cavalheiro; Procurador do Conselho – Capitão Aleixo Leme Cabral; Escrivão – João Rodrigues Seixas.
Está constituída a Vila de N. S. da Luz e Bom Jesus dos Pinhais.
Saúdam-na no alvoroço os povoadores dos campos curitibanos erguendo preces a Deus e vivas a El-Rei. Saúdam-na todas essas almas então perdidas no altiplano de Curitiba, onde a terra era de ninguém e onde a cada passo a garra da fera, a flecha do caingangue e as competições dos aventureiros, desfaziam uma vida temerária."

segunda-feira, 28 de março de 2011

Igreja Ortodoxa Ucraniana



Edificação de 1960, quando a cúpula recebeu a cruz de sete braços. Segunda sede da paróquia ucraniana ortodoxa de São Demétrio, fundada em fevereiro de 1933. Congrega descendentes de ucranianos dos bairros Bigorrilho e Mercês. Durante sua construção, as funções litúrgicas foram realizadas na casa paroquial, de 1956.
A Igreja Ortodoxa Ucraniana fica na Avenida Cândido Hartmann, 1310 - Bigorrilho, na região que já foi conhecida como Campo da Galícia (Galícia é a região da Ucrânia de onde vieram os primeiros imigrantes ucranianos) e onde também fica, não por acaso, a Praça da Ucrânia.

domingo, 27 de março de 2011

Cemitério da Água Verde






O Cemitério do Água Verde que fica na Praça Sagrado Coração de Jesus, s/n°, encontra-se nesse local 1888. Foi fundado sob o encargo da Capelania Curada do Água Verde. Desde 1928 é administrado pela Secretária Municipal do Meio Ambiente de Curitiba, que já o ampliou três vezes. Conta com quatro capelas mortuárias para velórios, além de floriculturas, lanchonetes e revistaria. No local estão enterrados algumas pessoas importantes para a história de Curitiba como Poty Lazzarotto e Dna. Zilda Arns.

sábado, 26 de março de 2011

Super Lua




Para os mais observadores ou para os apaixonados que observaram a lua na última semana, essa parecia espetacularmente maior e mais brilhante. Era ilusão de ótica? O amor? Na verdade trata-se de um fenômeno que acontece a cada 18 anos conhecido popularmente como Super Lua ou num linguajar mais técnico: "Perigeu Lunar", que nada mais é do que a máxima aproximação do nosso belo e único satélite natural. Nesses dias, a lua fica aproximadamente 6.530 km mais próxima do nosso planeta, mostrando-se maior e mais brilhante do que de costume. Portanto, aproveite agora ou espere outros 18 anos pela repetição do espetáculo.
Como não sou um caçador de super luas e não busquei especificamente um ponto privilegiado para isso, fiz apenas as fotos de hoje onde a lua, exibida, mostrou-se para mim.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Templo Evangélico Luterano



Esse templo foi construído em 1894, substituindo  o antigo de 1876 que era edificado em pinho sobre estrutura em enxaimel, cuja torre ruiu em 1885.
A construção do novo templo coincidiu com a instalação do Estado Laico no Brasil, quando desapareceram as restrições do Império às religiões não-católicas.

Como eu não sabia o significado de enxaimel, segue o que encontrei na Wikipédia: O Enxaimel, ou Fachwerk é uma técnica de construção que consiste em paredes montadas com hastes de madeira encaixadas entre si em posições horizontais, verticais ou inclinadas, cujos espaços são preenchidos geralmente por pedras ou tijolos.

O templo fica na Rua Inácio Lustosa, 309 - São Francisco.

quinta-feira, 24 de março de 2011

51 Árvores Imunes de Corte de Curitiba: Paineira - IPPUC




Como já havia dito, o IPPUC é um local muito bacana de se conhecer. Além da biblioteca com farto material sobre Curitiba e a tesouraria onde você pode comprar mapas e livros sobre a cidade (normalmente dados técnicos), há de brinde, o espaço físico que o IPPUC ocupa, que é muito bonito. A arquitetura dos prédios é muito interessante e há também muitas árvores. Dentre essas, as 4 Castanheiras e hoje, uma Paineira (Chorisia Speciosa) que faz parte da lista das 51 Árvores Imunes de Corte de Curitiba.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 19


Fim de dia, transito estressante. Pouca coisa de interessante para se ver até chegar na esquina da Conselheiro Laurindo com a Engenheiros Rebouças. Uma pequena bailarina, ali mesmo no gramado, fazia o seu solo para quem quizesse apreciar. Ela provavelmente estava acompanhando sua família que coleta papel, sendo ali um local de concentração desses bravos trabalhadores.
Os poucos minutos que fiquei parado no semáforo, foram suficientes para fotografar uma pequena seqüência de seus graciosos movimentos e para mostrar que ser feliz é mais uma questão de estado de espírito do que qualquer outra coisa.

terça-feira, 22 de março de 2011

Aterrizando em Curitiba







Fim da tarde do dia 15/03, voltando de São Paulo e não resistindo a tentação de fotografar a partir da minha micro-janela, contrariando os avisos de manter todos os aparelhos eletrônicos desligados, mesa travada e assento na posição vertical, fiz algumas fotos minutos antes do pouso. Apesar de Curitiba estar sem sol, esse como podemos ver nas fotos, estava presente acima das nuvens numa bela e tranquila paisagem azul e branca. Nas fotos, pude apenas distinguir o Parque Iguaçu.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Imagens da Evolução de Curitiba










No texto de apresentação do livro que destaco no post de hoje, Cassiana Lícia de Lacerda (Professora e então Diretora do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural da FCC) diz a certa altura que: “Belos álbuns de imagens de Curitiba já foram publicados sem fugir do efeito de nos conduzir por uma cidade feita de clichês e cenários muito arrumadinhos…” e mais adiante que “… o que se explica, se ouve e se busca em as "Imagens da Evolução de Curitiba? A cidade de cada um e de todos…”

Otávio Duarte e Luiz Antonio Guinski, citam na abertura que “…uma cidade nunca está pronta. Encontra-se sempre em construção ou reforma…” e que “Este livro procura mostrar como a cidade chegou ao que é através das imagens de sua evolução urbana… De povoado a vila, de vila a cidade, de cidade a capital e metrópole…”

Assim é esse fantástico e obrigatório livro lançado em 2002 sobre Curitiba, com textos de Otávio Duarte e pesquisa iconográfica e design gráfico de Guinski, um prazeroso passeio pela história da cidade desde seus primórdios até os dias atuais, com textos aprofundados e imagens incríveis.

Se você entrar no site de todas as grandes livrarias, inclusive a homônima à nossa cidade, você não encontrará esse livro a venda. Como eu o consegui? Entrei em contato com o Guinski e descobri que na loja que o Rettamozzo tem no Shopping Novo Batel eu o encontraria. Dito e feito. Além de comprar o livro, tive uma ótima conversa com o Retta.

No site da Estante Virtual há um exemplar disponível.

domingo, 20 de março de 2011

Numa esquina de Curitiba


Tive que dar uma enrolada para que eu ficasse parado no semáforo da esquina da Barão do Serro Azul com a Carlos Cavalcanti e assim, poder fotografar essa (me parece ) colagem.
Gostei da imagem e do fundo quadriculado do prédio. Esperei até aparecer uma pessoa, pois acho interessante, sempre que possível, compor uma foto de rua com alguém nela. Isso me passa a sensação de duplo objetivo atingido, fotografar algo e alguém interagindo ou não com esse algo. No caso, a pessoa parece ignorar completamente a inusitada e aparentemente antiga imagem de uma senhora operando um toca-discos.

sábado, 19 de março de 2011

Picanha Brava






O Picanha Brava é um restaurante especializado em picanha (obviamente) que fica na Avenida Iguaçu esquina com a rápida para o Portão. Diz o site deles que trata-se do primeiro restaurante especializado nesse corte em Curitiba. Pelo que vemos no seu interior, há uma relação muito forte com a Cantina do Délio, Cana Benta e Bela Banoffi.
Mas o que sempre chamou a minha atenção e motivou o post de hoje é a decoração do ambiente. Multi colorida com milhares de objetos que lembram a infância de muita gente. Nas quartas-feiras, a feijoada no almoço é bem concorrida e muito boa.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 18


Já vi de tudo da janela do meu carro nos semáforos de Curitiba: Malabares, Pirofagia, pedintes, calouros, mas bailarinas foi novidade! Não sei o propósito das bailarinas de rua, se estavam divulgando um espetáculo ou se tratava-se apenas um trote de faculdade, mas sem dúvida foi inusitado e apesar da dificuldade em fotografar com o carro em movimento, fiz o possível para registrar o fato. Elas estavam na praça do Café do Estudante, junto ao Circulo Militar.