sábado, 30 de abril de 2011

É dia de feira!


Acordei cedo e fui fazer a feira no Alto da XV. Primeira parada: pastel. Depois, massa caseira para o almoço de domingo. Pães e bolos. Ovos comprados na barraca da Marjorie e Phillip, que são irmãos e provavelmente as pessoas mais bonitas que encontrarão na feira, sem dúvida nenhuma. E por fim, frutas e verduras na Banca do Zé e da Bia (ele ainda inconsolável pelo rebaixamento do tricolor paranaense). Tudo devidamente acondicionado nas sacolas e para terminar, a foto de hoje feita com meu celular, com a imagem tratada num programa chamado Instagram, que deu esse efeito interessante. Não sei quanto a vocês, mas gosto demais de feira!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

B.B.King na vitrine


"Na madrugada, a vitrola rolando um blues, tocando B.B. King sem parar..."
O Rei do Blues, B.B.King, tocou em Curitiba na década de 1980, em 2004 e em 2006 na sua "Farewell Tour" e hoje nas terras dos pinheirais, ele pode ser encontrado dedilhando tranquilamente a sua "Lucille" na Alameda Carlos de Carvalho.
Não teremos show do B.B.King em Curitiba, mas quem sabe vocês poderiam curtir hoje Kool and The Gang ou um show de música cubana no Guaira; amanhã Almir Sater no Guaira ou Murillo da Rós no Paiol; ou ainda, no domingo um cover argentino do Queen também no Guaira.
Bom final de semana para todos!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 23


A foto mostra uma pessoa passando pelo painel de Erbo Stenzel da Praça 19 de Dezembro numa manhã ensolarada de março desse ano. Além da pessoa, diversos pombos alinham-se no topo do painel para aproveitar a tranqüilidade e o sol da manhã.

Aproveitando essa imagem do cotidiano de Curitiba, caso vocês não saibam, entrou no ar no dia 19/04 pelo canal 23 da Net Digital a ÓTV. Cujo objetivo extraído do site deles é o seguinte:

"Mais de vinte programas vão chegar a sua casa diariamente e cada um, tenha certeza, foi concebido, pensado e produzido especialmente pra VOCÊ, de Curitiba e região. Inteligente e culto, nosso telespectador vai ter acesso a uma grade de programação que foi construída levando em conta os hábitos e comportamentos do curitibano. Aliás, um ser apaixonado por uma das mais belas cidades do mundo. E, é esta cidade, com todas as suas nuances, que você vai ver retratada na a ÓTV."

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O Moinho Curitibano




Um amigo comentou que eu deveria conhecer no Bacacheri, o prédio do Moinho Curitibano, pois esse estaria a venda e portanto, num futuro talvez não muito distante, poderia deixar de existir. Estive no local e do alto de alguns sobrados em construção, fiz as fotos de hoje.
Tentei encontrar na internet informações sobre o moinho e seus produtos, qual seria a sua história, se ainda estaria em produção, mas não consegui. Ao invés disso, encontrei uma carta do conselho deliberativo do Clube Duque de Caxias informando que tendo esse conselho conhecimento no inicio do ano de que a propriedade do Moinho Curitibano estaria à venda, o clube buscou contato com os proprietários e que esses se mostraram dispostos a apreciar uma proposta do clube. Depois de vários contatos, uma proposta do moinho com duas alternativas de compra (uma para a totalidade do imóvel de 13,68 mil m2 e outra para a compra parcial de uma área de 8 mil m2) será avaliada em assembléia geral extraordinária que acontecerá no próximo dia 30/04. Essa área, se adquirida pelo clube, poderá futuramente abrigar possíveis expansões que sejam necessárias e também, será usada como estacionamento.
Outro fato muito curioso que encontrei, foi um caso envolvendo o avistamento de um objeto voador tripulado por (supostamente) um alienígena em 1972. Uma testemunha deste caso que na época trabalhava no Moinho Curitibano, afirmou que no dia do avistamento, por volta do meio dia vários funcionários puderam observar um objeto que pairava imóvel, poucos metros acima de uma pereira ao lado da fábrica. Tal objeto tinha aproximadamente 2 metros de diâmetro, tendo uma base oval. Da parte lateral do aparelho havia uma pequena janela quadrada, por onde observou-se o estranho tripulante.
Ambos os textos podem ser facilmente encontrados na web.
Transformando-se numa expansão do Duque, num estacionamento, num empreendimento imobiliário (caso a compra pelo Duque não se concretize) ou numa pista de pouso para OVNIs, parece que essas instalações do Moinho Curitibano vão deixar de existir e essa região que não tem perfil industrial perderá um (se não o único) de seus exemplares.
O prédio fica na Rua Nicarágua, 1451, Bacacheri.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Templo da Comunidade do Redentor


A Igreja do Redentor é composta por cristãos evangélicos luteranos, filiados à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.
A Comunidade do Redentor segue os ensinamentos oriundos da reforma Protestante liderada por Martinho Lutero há 145 anos. No dia 02 de dezembro de 1866 foi fundada a hoje chamada Comunidade do Redentor.
A igreja do Redentor, totalmente restaurada em 2008, é considerada um patrimônio cultural pela Prefeitura Municipal de Curitiba e faz parte da lista dos 100 bens culturais que receberiam um totem na calçada. O totem não está na calçada, não sei dizer se foi vandalizado (mais provável) ou se não foi instalado. De qualquer forma, fica o registro. A igreja fica na Rua Trajano Reis – 199, junto ao Colégio Martinus no Bairro São Francisco.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Casas de madeira de Curitiba 21



Essas duas casas de madeira são vizinhas e ficam no Bigorrilho, na rua Júlia Wanderley perto da esquina com a Bruno Filgueira.
O interessante da casa azul é uma bandeira que desconhecia seu significado até hoje, quando um leitor desse blog informou tratar-se da Bandeira da Paz. Dizem ter sido idealizada por Nicholas Roerich e que os 3 círculos menores representariam a religião, arte e ciência, dentro da circunferência representando a cultura. No portão da casa há uma placa que diz "Casa Cristal".
O interessante da casa verde é a cerca de hortências de várias cores que ocupa a frente do terreno.

domingo, 24 de abril de 2011

Vista noturna da Fundação Cultural de Curitiba


Passei a noite pela Rua Piquiri em frente a sede da Fundação Cultural de Curitiba e como a luz estava interessante, fiz essa foto de hoje. Falando na FCC, a exposição Curitiba(nós) continua na Casa Romário Martins e essa pretende levantar discussões e quem sabe, responder as perguntas: O que é a Curitiba de hoje? Qual imagem literária descreveria a cidade que nas últimas décadas integrou-se à região metropolitana, recebeu novas levas migratórias e tornou-se referência em urbanidade? Se antigamente cronistas comparavam Curitiba a uma rústica caboclinha que adentrou os anos de 1950 como uma jovem bem de vida, qual metáfora definiria a capital de hoje? Se aquelas eram figuras literárias que davam conta da pequena cidade colonial que, no final dos Oitocentos, recebeu levas de imigrantes e, no século 20, respirou ares da modernidade, qual imagem traduziria a pluralidade cultural dos dias de hoje?
Fonte: Site da FCC

Ah! E Feliz Páscoa para todos!

sábado, 23 de abril de 2011

51 Árvores Imunes de Corte de Curitiba: Figueira - Praça Tiradentes



A árvore imune de corte de hoje é uma frondosa Figueira (Ficus gomelleira) que fica bem no meio da Praça Tiradentes, perto do piso de vidro que revela os antigos caminhos e pavimentos da praça.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 22


No dia em que estava circulando pelo Bairro Vila Izabel em busca do Templo das Musas ou Instituto Neo-Pitagórico (incrível pensar que algo assim existiu/existe em Curitiba), de um dos cruzamentos da Rua Dario Vellozo avistei esse senhor falando alto com sua própria consciência e resolvi imortalizar o seu auto-diálogo.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Hora de descansar!



Flagrantes de bravos trabalhadores cansados no final de um dia de trabalho, apertados num ônibus lotado, espetando horas para chegar no seu destino. Alguns "felizardos" conseguem um banco junto a janela e entregues ao cansaço, dormem apoiados pelo vidro sob o olhar indiferente e distante dos que estão por perto (menos do fotógrafo do lado de fora do ônibus).
Para alegria de todos, teremos um feriado prolongado para um bom descanso.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O trem e seu maquinista.



Fotografei num domingo de manhã, essa composição que passava no Alto da XV, no cruzamento com a Rua Reinaldino de Quadros. O maquinista está bem visível na foto e apesar de não haver nesse cruzamento aviso sonoro ou luminoso informando que um trem estaria se aproximando, o apito e o ruido peculiar do trem indicava a sua aproximação.
É um assunto espinhoso, mas somente nos últimos 35 dias, achei várias notícias sobre acidentes de trem em Curitiba e região. Foram duas colisões sem vítimas, com um carro no Bacacheri e um ônibus na Barreirinha. Uma colisão com quatro vítimas (sendo uma fatal) em Pinhais e dois atropelamentos, um fatal no Cristo Rei e outro no Cajuru.
Normalmente um trem não é culpado pelo envolvimento num acidente, já que normalmente é possível ouvir a sua aproximação e convenhamos que é fácil evitar um choque com um trem dada a sua lentidão. Mas é fato que não há cancelas nos cruzamentos das vias urbanas, não há sinalização sonora e a sinalização visual não é confiável, pois nem sempre acende e por vezes, ficam eternamente acesas. Assim, os distraídos, os que gostam de som alto no carro e os que estão sob efeito etílico (que não deveriam dirigir, mas dirigem), ficam vulneráveis.
Guardando a paisagem férrea no entorno da rodoferroviária, será que não seria melhor para a cidade que as linhas férreas deixassem de existir nas áreas densamente urbanas? Além disso, por ser uma região que frequentemente fica mal iluminadas e com mato alto, acabam virando pontos propicios para a criminalidade.
Certamente pessoas argumentarão que os trilhos já estavam onde estão, muito antes da pessoas (como disseram na ocasião de um acidente recente no aeroporto do Bacacheri). Mas assim também estavam os rios, as árvores e os povos que aqui habitavam antes dos tropeiros, mineiros e imigrantes.
Acho que sem polêmicas e sem radicalismos de qualquer parte, deve existir soluções que melhor se adaptem a Curitiba de hoje, sem causar prejuízos econômicos (por desativação de linhas) e sociais (segurança e mobilidade urbana).

terça-feira, 19 de abril de 2011

As quase casas de madeira de Curitiba







Desde que comecei com essa aventura de manter um blog dedicado a Curitiba, com o compromisso de diariamente publicar uma imagem da cidade e em razão disso, passando a olhar atentamente a cidade por onde quer que eu circulasse, percebi alguns tipos de casas que me deixaram intrigado. Trata-se de casas basicamente de madeira, mas que no limite frontal do terreno, são feitas em alvenaria ocupando toda a extensão do lote. Como não são raras e estão espalhadas por toda cidade (ou seja, não é uma característica de um bairro), sempre achei que deveria existir uma explicação para essas casas.
Estou lendo um livro intitulado “Espirais de Madeira – uma história da arquitetura de Curitiba” (Autor: Irã Taborda Dudeque; Editora Nobel), importantíssimo para quem se interessa por arquitetura e gostaria de entender um pouco a “cara” que Curitiba tem.
No capítulo intitulado “a invenção de um vernáculo” encontrei a explicação para essas casas. No início do século XX a abundância de madeira e de serrarias em Curitiba fez com que o preço da madeira fosse muito baixo e dessa forma, o uso da madeira deveria ser evitada pelos mais abastados e era assim, associada a pessoas pobres, associação que perdurou por muito tempo. Para dificultar a construção de casas em madeira, o código de posturas de 1919 definiu que Curitiba seria dividida em 3 círculos concêntricos. No primeiro círculo todas as casas deveriam ser em alvenaria, edificadas no alinhamento frontal do terreno e com alturas idênticas. Muitas casas em madeira foram toleradas, desde que ocultadas atrás de fachadas em alvenaria (eis a explicação). No segundo círculo, as casas em madeira seriam toleradas, desde que pintadas a óleo, não tivessem mais de um pavimento e o recuo frontal fosse no mínimo de 10 m e os laterais de 2 m. No terceiro círculo, as casas de madeira seguiriam as mesmas regras, mas poeriam ser pintadas de cal.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Luz das araucárias



O calçadão da Rua das Flores já teve ao longo de sua história, diversos equipamentos urbanos que marcaram época e administrações municipais. Lixeiras, floreiras e luminárias foram variando com o tempo. Um tipo de luminária que existia logo quando me mudei para Curitiba, era um tipo que pretendia ser uma araucária estilizada, sendo portanto, um símbolo paranista e curitibano. Essas luminárias foram varridas do mapa e somente há pouco tempo, reparei que nos jardins do Laboratório Central do Estado (fundado pelo Dr. Trajano Reis em 1894), na esquina da Rua Ubaldino do Amaral com a Rua Amintas de Barros, existe ainda alguns exemplares dessa "arvore".
Ontem parei meu carro bem ao lado da casa de Dalton Trevisan (aliás, foi a primeira vez na vida que vi uma luz acesa lá dentro e uma porta entre-aberta) e fui fotografar as luminárias, que apresento aqui no post de hoje. Fico feliz que algumas dessas luminárias foram preservadas, pois também fazem parte da história de Curitiba.

domingo, 17 de abril de 2011

O céu impressionista do outono de Curitiba?





Quando eu estive no lançamento do livro do Eloi Zanetti (já postado aqui), ele comentou sobre as pereiras de Curitiba que causaram espanto em Auguste Saint Hilaire e sobre uma luz impressionista que no outono banha Curitiba, retratada por Miguel Bakun. Não soube naquele momento a que exatamente ele se referia. Num curso de fotografia que fiz, o professor comentou sobre certas cores que somente o céu de Curitiba tem.
Pois bem, no final do último 14 de abril, sai do trabalho e dei de cara com nuvens e o céu da cidade ao por do sol, com cores realmente impressionantes (será esse o céu impressionista que o Elou Zanetti se refere?). Parei numa rua mais tranquila e o mais alto que pude, fiz essas fotos de hoje. Só falta agora eu achar as pereiras!!

sábado, 16 de abril de 2011

Bebedouro do Largo da Ordem


Quem saberia dizer quando o último cavalo bebeu água no bebedouro do Largo da Ordem, enquanto seus donos vindos de uma das colônias distantes do centro da cidade, vendiam seus produtos ou os trocavam pelos produtos dos outros colonos, nem sempre falando a mesma lingua. A estátua do cavalo babão um pouco mais acima, representa esse último cavalo (pelo menos assim diz Rafael Greca). Hoje o bebedouro fica para os pombos e o largo vazio como na foto, somente durante a semana, pois no domingo, cada paralelepípedo é super disputado.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A árvore da Avenida Presidente Kennedy

22/01/2010

01/07/2010

27/08/2010

18/03/2011

14/04/2011

Normalmente volto do trabalho passando por toda a Avenida Presidente Kennedy, desde o Shopping Palladium até o ponto em que ela encontra a Av. marechal Floriano e a Rua Conselheiro Dantas. Justamente nessa junção, forma-se um largo chamado Julio Szymanski e nesse largo, uma grande árvore sempre chama a minha atenção. Como sempre estou com a minha câmera a postos, quando a árvore ou o ambiente como um todo me parece bonito, acabo fotografando. Navegando pelas minhas fotos, percebi que já havia feito uma série de registros dessa árvore que cobre mais de um ano. Escolhi as fotos que me pareceram melhores e as estou postando hoje. Abaixo de cada foto, inseri a data em que foram feitas. Observem que esse pequeno conjunto de 5 imagens mostrarão a passagem das estações de Curitiba ao longo de um ano.
Como continuarei passando por esse local, creio que muito possivelmente continuarei a fotografar essa árvore. Não qual é a espécie dessa árvore, sei que ela não é uma das 51 imunes de corte e não sei também quem seria Julio Szymanski, que dá nome ao largo onde ela está plantada.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O carrinho dos doces


Passando de carro na Rua Riachuelo, em frente ao Colégio Estadual Tiradentes (projeto de Rubens Meister, o mesmo arquiteto do Teatro Guaira), vi esse carrinho de doces que lembrou-me do meu tempo de colégio. Nesses carrinhos gastávamos os nossos trocados por doces, gomas de mascar e outras delícias da nossa infância. Dando um zoom nesse carrinho, reconheci as seguintes guloseimas: doce de amendoim, doce de goma (aquela coberta de açúcar cristal e de duas cores: vermelha e amarela), doce de leite (tipo fondant e aquele em forma de quadradinhos e mole por dentro), pé-de-moleque, maria mole entre duas bolachas maria, coração de abóbora, jujuba, amendoim vendido em xicrinhas (salgado e doce), imitação de Nhá-Benta, balas, chocolates e chicletes. Ou seja, tudo para alegria geral das crianças e desespero dos pais e dentistas!!
Faltou o carrinho de pipocas, cuja embalagem cabe numa mão e não como nos cinemas, onde o pacote pequeno já é grande, o médio é enorme e o grande é ridiculamente gigantesco (o mesmo vale para os refrigerantes)!
O Colégio Estadual Tiradentes fica na Rua Presidente Faria, 625, entre a Praça 19 de Dezembro e o Passeio Público.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Hospital e Maternidade Victor Ferreira do Amaral



A origem do Hospital Victor Ferreira do Amaral é a Maternidade do Paraná, um hospital de ensino fundado em 1913 na rua Comendador Araújo. Mudou-se de endereço em 1930, quando ganhou as novas instalações e material cirúrgico importado. O nome é homenagem ao diretor da Faculdade de Medicina daquela época.

Maternidade mais antiga do Paraná, o Hospital Victor Ferreira do Amaral ficou fechado durante uma década e foi reativado em 2001, graças a uma parceria entre as Secretarias de Saúde do Paraná e de Curitiba, Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Fundação da Universidade Federal do Paraná (FUNPAR). Por mês, cerca de 300 partos são realizados, todos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O hospital é referência em Curitiba no atendimento de adolescentes gestantes, que antes do parto participam de ama visita à maternidade, sendo essa visita um dos requisitos do programa “Mãe Curitibana”, da prefeitura do município. O hospital fica na Avenida Iguaçu, 1953, no bairro Água Verde.

Quem foi Victor Ferreira do Amaral e Silva?
Nascido no ano de 1862, Victor era filho de fazendeiros na cidade da Lapa, interior do estado do Paraná. Em 1871 transferiu-se para Curitiba para iniciar sua educação primária e secundária. Em 1884 defendeu tese na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde recebeu o diploma de Doutor em Medicina, com especialização em ginecologia e obstetrícia.
Retornou para Curitiba para clinicar. Trabalhou na Santa Casa de Misericórdia por sete anos sem remuneração e em sua clinica atendia pobres e ricos, sem distinção.
Além de fundador da Associação Médica, fundou, em 1913 a primeira maternidade do estado, com o nome de Maternidade Paraná e em 1930 foi o responsável pela reforma e nova edificação deste estabelecimento, sendo renomeada para Maternidade Victor Ferreira do Amaral.
Dedicou-se também ao sonho de criar uma universidade em Curitiba, sonho este compartilhado pelo colega de medicina, Dr. Nilo Cairo. Após anos de empenho o sonho foi concretizado em 1912 quando foi fundada a Universidade do Paraná que anos depois seria federalizada, tornando-se Universidade Federal do Paraná, primeira universidade brasileira.
Victor Ferreira do Amaral faleceu em Curitiba, no dia 2 de fevereiro de 1953 aos 90 anos. O laudo do colega que o atendeu no momento de sua morte consta a frase: “Morreu de tanto viver. Uma trajetória intensa e plena. A lamparina do candeeiro já estava terminando”.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Casas de madeira de Curitiba 20



Andando algumas poucas quadras no Bigorrilho na Rua Frederico Cantarelli, entre a Bruno Filgueira e Francisco Rocha, achei essa belíssima casa de madeira. Em todos os detalhes, vê-se que seus proprietários a tratam com muito carinho, desde o jardim que retribui com muitas flores, a pintura bem feita (em mais de uma cor) e até, cortinas de renda nas janelas abertas! Reparem nas samambaias na varanda. Há quanto tempo vocês não viam samambaias?
Muitas vezes a beleza está exatamente na simplicidade das coisas.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Demolição de mais um prédio histórico de Curitiba









Passando pela Rua Engenheiros Rebouças vi um cartaz fixado na fachada da antiga sede da Matte Leão do Rebouças que dizia: “Futura Catedral Igreja Universal do Reino de Deus”, junto a uma representação “artística” do que será esse futuro empreendimento.

Não tenho absolutamente nada contra a fé ou a forma de expressar a fé de quem quer que seja, esse é um direito de qualquer pessoa, garantido inclusive pela nossa constituição. O que me causa espanto e tristeza, foi saber que um prédio histórico que deveria ser preservado e adaptado para novas funções, ajudando a resgatar essa região de Curitiba que já foi o centro fabril da cidade, será COMPLETAMENTE destruído para dar lugar a uma edificação nababesca de uma igreja, cuja arquitetura não guarda qualquer relação com a região ou com Curitiba. Aliás, se o terreno fosse no centro de São Paulo, em Salvador, Manaus ou em Paris, o projeto teria o mesmo jeitão: monumental, frio, feito de pedras nobres e sem qualquer identidade.

Li num artigo da Gazeta do Povo de 07/04/2011, assinado por José Carlos Fernandes, que a antiga fábrica da Matte Leão (nas barbas de seu vizinho, a Fundação Cultural de Curitiba, instalada no Moinho Rebouças) começou a ser demolida e com ela, parte importante da memória e da história de Curitiba e do Paraná juntas.

Se o autor não se importar, reproduzo abaixo parte desse artigo, sob o título: “Sem defesa, fábrica da Matte Leão começa a ser demolida.”

Falta de agressividade em preservar memória fabril tira de Curitiba o prédio da empresa que projetou a cidade.
Teve início nesta semana a demolição da sede histórica da Matte Leão S.A, indústria que ocupava mais de um quarteirão na altura das avenidas Getúlio Vargas com João Negrão, no bairro Rebouças, em Curitiba. O terreno de 16,3 mil metros quadrados foi vendido pela família Leão para a Igreja Universal do Reino de Deus, no início de 2010. O valor estimado da transação foi de R$ 32 milhões. No local será construída uma nova Catedral da Fé – a exemplo da erguida pela instituição na Avenida Sete de Setembro.
Para os experts em gestão de patrimônio, a liberação das picaretas vai na contramão das políticas mundiais de preservação da memória fabril, impulsionadas com o crescimento das cidades, diminuição de grandes áreas e ameaças contínuas de especulação imobiliária.
O espaço símbolo de “reciclagem” no Brasil é o Sesc Pompeia, em São Paulo, endereço operário transformado pela arquiteta Lina Bo Bardi em um dos entrepostos culturais da capital. A Matte Leão não teve a mesma sorte, à revelia de ter sido criada em 1901 e do lugar que ocupa no imaginário paranaense. Foi graças ao ciclo da erva-mate que o estado conheceu a pujança econômica e cultural no século 20, do qual os Leão eram símbolos incontestes.
O superintendente estadual do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, José La Pastina, lembra dos atentados em série à memória fabril em Curitiba, do qual o episódio Matte Leão, reconhece, é um dos mais lastimáveis. Ele cita o desaparecimento das fábricas de massas, como a Todeschini; e as de móveis, como a Cimo. E se confessa pouco otimista. “Eu diria que a proteção fabril estagnou.”
O não reconhecimento da Matte como patrimônio é demanda da fragilidade das políticas de preservação no município. Em vez de tombamento, o Ippuc aplica “alertas” na documentação de imóveis importantes ou os cadastra como “unidades de interesse”, as UIPs. Prédios dessa categoria podem ser alterados, o que não acontece nos tombamentos, desde que com acompanhamento.
A venda da Matte Leão para a Coca-Cola e a transferência da empresa para Fazenda Rio Grande deixou o prédio centenário desprotegido. Ao ser vendido para a Universal, não era unidade de preservação, o que apressou seu destino.
A demolição, por ironia, frustra um projeto da própria prefeitura, pondo à mostra uma contradição do poder público. No início dos anos 2000, a Fundação Cultural (FCC) se mudou para um antigo moinho da Rua Piquiri, como modo de dar impulso ao SoHo Rebouças – projeto de revitalização da área. Incluir a Matte fazia parte dos planos.
Em meio aos impasses, a FCC se manifestou contra a demolição e avalizou o valor arquitetônico de pelo menos parte do prédio, com o qual a igreja poderia conviver sem penitência. Além da fachada da Getúlio Vargas, o historiador Marcelo Sutil, da FCC, destaca os trilhos de trem internos, as estruturas de madeira e os telhados – entre outros elementos passíveis de preservação. O parecer levou o Ippuc a carimbar um alerta na papelada ano passado, mas já era tarde.
Ao pagar R$ 7 milhões a mais do que o avaliado, a Universal ficou com o terreno e com o poder de demolir a fábrica. É o que está fazendo. Incluindo a única parte que o Ippuc recomendou preservar – dois sobrados adendos, na esquina da Piquiri, com influência da arquitetura art déco. A igreja poderia usar dos benefícios dados a quem preserva. Até onde se sabe, dispensou a esmola.

Como já disse em outra oportunidade, Curitiba precisa urgentemente de uma lei de tombamento séria. Sem dúvida é um tema espinhoso, mas que merece atenção, para o bem da memória da nossa cidade.

domingo, 10 de abril de 2011

Brincando no parque





Já estamos no outono e nessa semana as temperaturas mínimas em Curitiba já se aproximarão dos 10 graus e as máximas não passarão dos 25. Assim, em breve as cores do Barigüi ficarão diferentes (não menos bonitas) e famílias brincando no gramadão aos domingos bem cedo serão raras.
Fotografei essa família no Parque Barigui na mesma época em que fotografei o Museu do Automóvel e a árvore imune de corte do parque. Nessa época (final de janeiro) o calor ainda estava intenso e muito convidativo para manhãs como essa no Barigui.
Eu tinha certeza que em julho do ano passado, eu havia postado uma foto dessas mesmas árvores durante o inverno e iria colocar um link para o suposto post, para que vocês pudessem comparar essas árvores em diferentes épocas do ano. Constatei que não postei a tal foto, que foi feita no dia 04/07/2010. Assim, publico ela hoje e a comparação ficará ainda mais fácil. Como disse acima, não importa a época do ano, o Parque Barigüi é sempre um espetáculo.