terça-feira, 31 de maio de 2011

Rua Emiliano Perneta



Essa pequena rua de apenas 10 quadras e 1 km de extensão do centro de Curitiba já teve várias denominações, as quais relaciono abaixo.

Num mapa (acima) de 1857 verificamos que a rua chamava-se Rua da Entrada. No mapa, a rua está representada no canto inferior esquerdo. Chamava-se da Entrada exatamente por esse motivo, quem vinha da Castro em direção à Curitiba, obrigatoriamente entrava na cidade por essa rua.

Mais tarde passou a chamar-se Aquidaban (ou Aquidabã). A única referência a esse nome que encontrei, diz respeito a um encouraçado encomendado à Inglaterra com o objetivo de modernizar a Marinha Imperial. Foi lançado ao mar a 14 de agosto de 1885 e tinha as dimensões de 93 metros de comprimento por 17 de largura e pesava aproximadamente 5.000 toneladas.
Em Abril de 1894 encontrava-se nas águas da Baía Norte da Ilha de Santa Catarina. Durante o combate naval de 16 de abril, junto à Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, foi torpedeado pelo Contratorpedeiro Gustavo Sampaio, vindo a afundar parcialmente.
No dia 21 de janeiro de 1906, quando fundeado na baía de Jacuecanga, em Angra dos Reis, faltavam poucos minutos para as 11 horas da noite, por razões até hoje desconhecidas, o Aquidabã sofreu uma violenta explosão em um paiol contendo cordite, partindo-se ao meio e vindo a afundar. Pereceram no desastre 212 homens da sua tripulação. Salvaram-se apenas noventa e oito pessoas.
Atualmente os destroços repousam em Angra dos Reis a uma profundidade entre 8 e 18 metros de profundidade, ao largo do monumento em homenagem às vítimas da tragédia, inaugurado em 1913 na Ponta do Pasto.

Mais tarde, a rua foi rebatizada como Emiliano Perneta, mantendo esse nome até hoje.

David Emiliano Perneta nasceu em um sítio de Pinhais, incorporando ao sobrenome um apelido de seu pai.
Considerado maior poeta paranaense, começou influenciado pelo parnasianismo. Foi abolicionista, tendo feito palestras em defesa dos ideais libertários. Publicou artigos políticos e literários, assim como passou a incentivar, em Curitiba, a leitura do escritor Baudelaire, fato marcante para o surgimento do simbolismo no Brasil. Publicou seus primeiros poemas em O Dilúculo, de Curitiba, em 1883.
Mudou-se para São Paulo em 1885, onde fundou a Folha Literária em 1888.
Tinha forte convicção republicana durante o Império, tanto que no dia 15 de novembro de 1889, no dia de sua formatura em direito pela Faculdade do Largo de São Francisco, como orador da turma, fez um discurso inflamado em defesa da República, sem saber que a mesma havia sido proclamada horas antes no Rio de Janeiro.
Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1890. Lá, colaborou com vários periódicos e, em 1891, foi secretário da Folha Popular.
Em agosto de 1911, ao retornar para Curitiba, foi aclamado “príncipe dos poetas paranaenses” em uma festa no Passeio Público. Sua obra poética inclui Ilusão (1911), no qual se faz presente a estética simbolista, Pena de Talião (1914), os póstumos Setembro (1934) e Poesias Completas (1945).
Em 19 de dezembro de 1912 participou da fundação do Centro de Letras do Paraná, sendo seu presidente de 1913 a 1918.
Faleceu no dia 21 de Janeiro de 1921 na pensão de Oto Kröhne, na Rua XV de Novembro, 84.

Segue um de seus poemas.

PARA UM CORAÇÃO
Um dia, vi-te, assim, bailando,
E a uma pergunta, que te fiz,
Tu respondeste : "Eu amo, e quando,
E quando eu amo, eu sou feliz!"

Por uma noite perfumada,
Cantaste, sobre o teu balcão.
E eu disse, ouvindo a áurea balada :
- Ah! Que feliz é o coração!

Quanta felicidade, quanta,
Não há ninguém feliz assim :
Um dia baila e noutro canta,
Como se fosse um arlequim...

Eu disse .. Mas agora vejo,
Nesse silêncio tumular,
Que estás sofrendo, e o teu desejo
Já não é mais o de bailar...

Nem de bailar, e nem, de certo
De nada mais, de nada mais...
Que fazes, pois, triste deserto,
Que fazes pois, que não te vais?

Mas, choras, creio, choras? Onde?
Se viu chorar um Lúcifer?
Pobre diabo, vamos, esconde
Essas fraquezas de mulher...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

51 Árvores Imunes de Corte de Curitiba: Pinheiro Chinês - Clube Concórdia




Continuando com nossa emocionante série de árvores imunes de corte, hoje apresento à vocês os Pinheiros Chineses (Cunninghamia lanceolata) que estão plantados no pateo do Clube Concórdia, importante clube teuto-brasileiro, testemunha da imigração alemã para Curitiba. O Concórdia fica na Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 815.

domingo, 29 de maio de 2011

Nossos novos médicos



Definitivamente é útil ter sempre à mão a sua câmera, sob pena de perder belos flagrantes. Hoje, pouco antes das oito da manhã, me encaminhava para a Santa Casa, quando vi e ouvi na Praça Rui Barbosa um grande grupo de pessoas vestidas de branco, postadas numa arquibancada, tendo como fundo a fachada da Santa Casa.
Coincidências das coincidências, descobri mais tarde que minha prima era uma dos 92 futuros médicos, que estavam ali para fazer as fotos para o convite de formatura da turma MED PUC 56, que irá colar grau no final desse ano. Disse a Dani que o tradicional seriam fotos na PUC, mas como boa parte da vida deles como residentes aconteceu na Santa Casa e no Cajuru, optaram por fotos mais originais, privilegiando a arquitetura da Santa Casa (bela escolha, sem dúvida).
Aos futuros médicos e a minha querida prima, antecipo os meus votos de uma feliz formatura e um futuro profissional de muitas realizações!

sábado, 28 de maio de 2011

O novo e a réplica do antigo


A foto foi feita em frente ao Edifício Moreira Garcez, mostrando em primeiro plano o relógio da Praça Osório e ao fundo, um grande edifício comercial da Carlos de Carvalho, em cujo topo, há também um relógio.
A Praça Osório já passou por várias reformas. Um importante aconteceu por ocasião das comemorações dos 300 anos de Curitiba, em 1993. Nessa reforma, além da melhoria da iluminação, instalação dos novos equipamentos para a Boca do Brilho, foi instalado no pedestal localizado na sua entrada principal, a exemplo de como era na época de sua construção, uma réplica do relógio que ali originalmente existia. Hoje o relógio está parado e tempos atrás fiz inclusive uma filmagem tosca de alguns segundos a partir do meu celular, mostrando o relógio rapidamente girando seus ponteiros ao contrário.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Casas de madeira de Curitiba 24



Essa casa de madeira em estilo colonial, já moradia de família e hoje abriga uma junção do Bar Zé Pelin e do Beto Batata. O ambiente é decorado com objetos antigos e obras de arte com imagens de orixás, santos e budas. No cardápio, além da já conhecida batata suíça, o ZéPelin oferece sanduíches, petiscos, saladas e pratos à la carte.
A curiosidade da fachada fica por conta de um santo posicionado não no cume da csa (como seria de costume) mas a meia altura, deslocado para a lateral. Não tenho certeza, mas me parece ser São Sebastião.
A casa fica na esquina da Avenida Iguaçú com a rápida do Portão.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 27


Fomos à Praça da Espanha no último sábado para comer um cupcake (o sabor Lemon é muito bom). Num golpe de sorte (já que centenas de carros disputam qualquer brecha), consegui uma vaga para estacionar na Al. Dr. Carlos de Carvalho, praticamente em frente ao Hospital de Olhos. Fomos caminhando. Passamos pelo Café Metropolis (lotado de senhores tipo "Born to be Wild"), pela sorveteria Freddo e Marcolini. A Praça e seu Batel Soho sempre convidativa para novas fotos, me fez fazer algumas paradas. Enfim na Cupcake Company, achamos uma mesa e pedimos os nossos bolinhos. Enquanto esperávamos, não pude de deixar de notar através do vidro num espaço externo, uma bela moça sozinha curtindo o seu bolinho e um café. Posicionei a câmera na mesa e usando apenas o flip do visor, virei a câmera para ela para uma foto, achando que estava sendo discreto. Pela foto, percebe-se que ela notou a movimentação toda! Mas tudo bem, gostei do retrato e se um dia ela o vir por aqui, espero que não se importe!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Circulando por Curitiba - Ano 2


Hoje estou completando o segundo ano dessa minha aventura de manter um blog dedicado à Curitiba! Devo dizer que tem sido uma jornada que tenho feito com muito prazer. Acredito que por mais tempo que esse blog venha a existir, Curitiba sempre terá uma nova surpresa para nos oferecer, um novo ponto de vista, um ângulo insólito ou uma nova história por ser descoberta.
Fui levando o blog e ele foi me levando. Interações com alguns leitores, que não tão poucos agora, me forneceram ótimas idéias (como a série de Casas de Madeira), grandes experiências como uma palestra para estudantes de arquitetura e urbanismo da UTFPR; a publicação de algumas fotos minhas numa revista de circulação local e minha série de fotos das casas do Batel publicada no jornal do bairro; o reencontro com um velho amigo e grande artista plástico, que se o destino assim o quiser, renderá novos e bons frutos no futuro.
Foi também, um ano de grandes descobertas, como o Vagão do Armistício, que para minha surpresa e alegria ainda existe, preservado graças ao amor que o Sr. João Lazzarotto tem pela história de Curitiba, de sua família e de seu irmão Poty; ou como a exposição de Synval Stocchero na Casa de Memória, que me permitiu viajar por 60 anos da história de Curitiba pelas lentes desse fotógrafo de Curitiba e por conta dessa exposição, conhecer a Dóris, que fez finalmente chegar às minhas mãos, a listagem completa dos 100 totens do patrimônio cultural de Curitiba, indicando novos pontos e novas histórias por descobrir.
Assim como constatei no primeiro ano do blog, o que dá sentido e vida a isso tudo (ao blog e a Curitiba), são as pessoas, algumas das quais pude observar e registrar nas suas rotinas, alegrias e aflições.
Sou grato a Curitiba por permitir que esse curitibano de coração possa continuar a contar um pouquinho de sua história e a vocês, que me acompanham nessa jornada.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Por dentro da Casa Andrade Muricy





A denominação da Casa é uma homenagem a José Cândido de Andrade Muricy (1895-1984), escritor e crítico literário e musical. O prédio foi construído entre 1923 e 1926 e inaugurado durante a gestão do presidente do estado Caetano Munhoz da Rocha.
A antiga construção abrigou Coletorias Estaduais, a Repartição de água e Esgoto e a Junta Comercial. Ali também funcionou a Secretaria de Finanças, algumas coordenadorias da Secretaria da Cultura, a Sala Miguel Bakun e setores voltados para a música. No subsolo, funcionou o escritório da Funarte e, mais tarde, a Bienal do Design.
A edificação, tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1977, possui três fachadas: a principal voltada para a Alameda Doutor Muricy e as demais para as Ruas Saldanha Marinho e Cruz Machado. Está interligada ao prédio da Secretaria de Estado da Cultura por sua parte posterior. Possui dois pavimentos de amplas salas de exposição; o pavimento térreo mede 412 m2 e o pavimento superior 509 m2, sendo 300 metros lineares com altura média de 4 metros. As salas de exposição são interligadas e dotadas de dispositivos de segurança, com circuito fechado de TV.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Hospital César Pernetta


No início do século passado, em plena 1ª Guerra Mundial, um grupo de mulheres da comunidade curitibana decide viabilizar um inédito atendimento em saúde para a população carente da cidade, notadamente as crianças. Com disposição incomum para a época, unem-se a médicos e líderes locais e conseguem inaugurar o Dispensário Infantil, que recebe os primeiros pacientes em outubro de 1919. Decidem ir além e, em seguida, lançam o projeto de construção de um Hospital de Crianças. Onze anos de intenso trabalho e mobilização social foram necessários para sua inauguração em 1930, e plena operação em 1932. Em 1951, o Hospital de Crianças passou a ser denominado Hospital de Crianças Dr. Cesar Pernetta, em homenagem a um dos primeiros médicos a trabalhar nele.
Em agosto de 1956, é criada a organização mantenedora, a Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro, que permanece com o mesmo nome até hoje. Faz parte do complexo, o Hospital Pequeno Príncipe, inaugurado em 1971.

Fonte: http://www.hpp.org.br/historia

domingo, 22 de maio de 2011

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 26



Ontem à tarde fomos até a Praça da Espanha para comer um cup cake e como sempre, a praça e todos os seus gramados e bancos estavam tomados de pessoas por conta do Batel Soho. Cafés e sorveterias lotados de alegres pessoas conversando com amigos, circulando pela feira de antigüidades e admirando os velhos carros. No gramado junto a uma árvores, uma solitária garota dedilhava seu violão. Interessante essa possibilidade que uma grande cidade permite de estar sozinho cercado de uma multidão. Play the blues!

sábado, 21 de maio de 2011

Pela janela do escritório






Ainda na linha das janelas, essas fotos mostram o que vejo pela janela do local onde trabalho no Novo Mundo, bairro distante do centro que tem crescido bastante e onde grandes terrenos estão se tornando grandes condominios residenciais. O bosque da primeira foto, teve sua exigencia de preservação feita como condição para emissão do alvará de construção do prédio onde trabalho. Belas Araucárias circundam essa região, algumas delas atravessam telhados.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Angico Branco da Praça da França




Esta árvore está localizada na Rua Teixeira Soares esquina com a Avenida Silva Jardim, Praça da França no Bairro Seminário. Essas fotos foram feitas durante a caminhada que fiz com o Grupo de Caminhadas Observacionais. Na foto que mostra o Angico como um todo, o grupo de caminhada estava em volta da árvore fazendo medidas do tronco e fotografando a árvore. Na segunda foto, os rapazes que usufruíam dos equipamentos de ginástica, olham simultaneamente para o alto, provavelmente tentando entender o que levaria tanta gente a ficar ao redor de uma árvore.
O Angico Branco é uma árvore robusta, de crescimento rápido, como tronco revestido por uma casca mais ou menos lisa. As folhas são duplo-pinadas, com folíolos pequenos, opostos, oblongo-lineares e ligeiramente ciliados nas margens. As folhas caem durante o inverno.
As flores são de cor branca, aromáticas, e estão reunidas nas extremidades dos ramos. Os frutos são vagens delgados com 20 a 30 centímetros de comprimento e 10 ou 15 milímetros de largura. A sua madeira apesar de ser bastante resistente é pouco aproveitada porque demora muito para secar. Por ser uma árvore robusta, um exemplar de 20 anos chega a fornecer mais de 5 metros cúbicos de lenha.
As flores são bastante procuradas por abelhas. A casca é amarga, adstringente, depurativa, e tem emprego na indústria de curtume.
Esse Angico da Praça da França foi tombado em 1974 pela Secretaria de Cultura do Estado do Paraná.
Apesar da Praça da França levar o nome desse belo país, não há na praça qualquer referência que remeta às terras de Asterix e Obelix!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A paisagem da minha adolescência.


Vindo do norte do Paraná numa época em que pizza, hambúrguer e cachorro-quente foram as grandes descobertas do ano e usar o elevador era equivalente a um passeio, a foto de hoje mostra a paisagem com a qual convivi de 1978 até 1989, na passagem da adolescência para a vida adulta.
Dessa janela assistia aos jogos de futebol num antigo campo de areia que havia na praça (onde um impressionante garoto com uma perna só jogava com muleta), via a piazada brincar a valer no robô-escorregador, vi o Edifício Moreira Garcez pegar fogo, o coreto da Osório voltar e ir embora novamente, a inauguração da iluminação da praça (espantando grande parte dos seres noturnos e sinistros que se escondiam nas sombras), calouros de vários anos limparem a lama no chafariz, shows, protestos e tudo mais que essa praça, onde a Rua das Flores desemboca, oferecia e ainda hoje oferece à todos que por ali passam ou residem. Dessa janela aprendi a amar Curitiba e sempre que dela olho para a Praça Osório, ainda o faço com muito prazer e já com uma ponta de nostalgia.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 26



O frio de Curitiba está começando a mostrar a sua cara gelada! Casacos, blusas, cachecóis, mantas, cobertas e edredons mofados saltam dos armários para um banho de sol antes de aquecer os seus donos (alguns nem tempo para um banho de sol tem). Dizem ser uma época mais elegante (apesar de eu não achar nada elegante as minhas crises de rinite) e mais a cara de Curitiba.
As duas fotos foram feitas no MON em frios passados.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Grupo de caminhadas observacionais: Bairro Seminário - Jardins












O bairro Seminário por ter grande parte de sua área ocupada por residências térreas, a quantidade quintais com belos jardins é bastante grande. Uma das casas especificamente, chama muito a atenção, seja pela variedade ou pelo excesso de plantas. Dessa casa, fotografei uma fileira de bonsais que estavam no alto de um muro. A frente dessa casa é tomada por plantas e elementos que remetem ao Japão (luminárias, mais bonsais, cercas de bambu, miniauras de pontes e muito mais). Grande variedade de flores e árvores (algumas frutíferas) estão em todos os lugares.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Casas de madeira de Curitiba 23




Durante a caminhada pelo Seminário, numa das ruas pouco movimentadas entre as grandes avenidas que cortam o bairro, encontramos essa casa de madeira e nela, a dona Lurdes. Muito simpática, ela se dispôs a conversar um pouquinho. Disse ela que mora nessa casa há 42 anos, desde quando seu marido (já falecido) decidiu construir essa casa, mudando-se da Água Verde para o Seminário.

domingo, 15 de maio de 2011

Grupo de caminhadas observacionais: Bairro Seminário - Arquitetura 1















Fui convidado pelo Prof. Mário Sérgio da UTFPR a juntar-me ao grupo de caminhadas observacionais que o professor organiza. A proposta é caminhar em grupo por um determinado bairro de Curitiba, numa rota previamente conhecida, mapeada e estudada pelo professor, com o objetivo de observar mais detidamente o ambiente urbano, seus detalhes, sua arquitetura, sua história e sua natureza.
Nessa última tarde de sábado, caminhamos por um roteiro de 8km no bairro Seminário, tendo como ponto de partida o cruzamento da rua Jerônimo Durki e a Vicente Machado.
Posso dizer que foi uma experiencia altamente agradável, tanto pelo que vi e fotografei, como pela companhia (isso sem falar do exercício físico).
Esse passeio rendeu muitas fotos, que pretendo postar em blocos, tentando dividir em alguns temas. Hoje irei postar as fotos relacionadas a arquitetura. A região é dominada por casas térreas, muitas com grandes e belos terrenos, com belos jardins e outras, pequenas e simples como algumas casas de madeira. Na Rua Carmelo Rangel, onde fotografei tempos atrás duas casas de inspiração modernista de Leo Linzmeyer, encontrei mais um exemplar nitidamente modernista, mas sei porém quem teria sido o seu arquiteto. Chama a atenção, detalhes como corujas no alto da casa, azulejos decorados nas fachadas e elementos que remetem ao movimento paranista.
Agradeço ao professor pelo convite e estaremos de prontidão para a próxima caminhada.