quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 40


Essa mesma estátua viva eu já havia fotografado quando postei sobre a reabertura da Casa Romário Martins em 2010. Nessa minha última passagem pela feirinha, lá estava o mesmo camarada, parado no Largo da Ordem, combinando em alvura com a Igreja da Ordem que foi restaurada há pouco tempo.

Mudando de assunto. Agora o blog pode ser acessado de outra forma: www.circulandoporcuritiba.com.br. A forma anterior continua valendo e nada mudou, apenas adquiri o domínio para mais uma alternativa de acesso. Agora vocês podem recomendar o blog com mais facilidade!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Painel de azulejos de Arthur Nísio - Maternidade Nossa Senhora de Fátima


Esse mural é obra do curitibano Arthur Nísio (1906-1974), desenhista, gravador e pintor. Medindo 3,45m de altura por 6,75m de comprimento, foi encomendado pela Sociedade Paranaense de Cultura para ornamentação da Maternidade Nossa Senhora de Fátima.
Em azulejos brancos e azuis, Nísio retratou a aparição da Virgem Maria em 1927 a pastores na localidade de Fátima, Portugal.
O mural de azulejos com gradações de azul ocupa toda a parede de alvenaria colocada na calçada a frente da maternidade, tendo sido tombado pela Coordenadoria do Patrimônio Cultural do Estado em 14 de dezembro de 1990.
A Maternidade Nossa Senhora de Fátima fica na Avenida Visconde de Guarapuava, 3077.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Miniaturas de Fabiano Faucz
























Num dos meus posts sobre casas de madeira de Curitiba, havia um comentário do Fabiano Faucz dizendo que a casa em questão fica perto de onde ele mora e que já havia pensado em usá-la como modelo para suas miniaturas. Em recente contato, combinei com o Fabiano de ir à casa dele para fotografar as suas miniaturas e diria que por mais que eu tente, as fotos não estão à altura das incríveis miniaturas dele, que primam pelos detalhes, imaginação, qualidade e atenção aos detalhes.
As peças são únicas e em princípio não estão à venda, pois o Fabiano trabalha as miniaturas como hobby e pelo prazer e desafio de transformar uma foto ou uma idéia numa miniatura.
Ele me contou que tudo começou com uma pequena miniatura de ferro de um carro que ganhou da mãe, apaixonando-se pela arte. Ele foi comprando várias outras e com o tempo, resolveu tentar fazer uma oficina em miniatura para os carrinhos, que foi bastante simples, totalmente em papelão. Vendo resultado, acreditou que poderia executar outras com mais detalhes e dessa forma, mais próximo da realidade. Autodidata, desenvolveu algumas técnicas pesquisando na internet páginas especializadas em maquetes. A cada mini terminada, mais aprendia e mais idéias surgiam, num processo de criação e aprendizado que dura até hoje. Sua ligação e aptidão para artes vem desde o tempo de escola, surpreendendo professores e colegas.
O Fabiano acredita que quando se gosta do que se faz, os resultados vão se tornando progressivamente melhores e isso eu pude constatar ao fotografar várias de suas miniaturas. Ele permitiu que eu as fotografasse livremente e diria que foi muito difícil escolher apenas algumas fotos para mostrar aqui,
Lamentavelmente um talento como o do Fabiano não tem o reconhecimento que merece e ao contrário de outros países, onde a arte dele seria mais do que suficiente para ser a sua fonte de renda, aqui ele precisa trabalhar e dedicar às miniaturas apenas a sua paixão e seu tempo livre. Ele tem o sonho de um dia fazer uma exposição de suas peças em algum espaço cultural de Curitiba (atenção Fundação Cultural de Curitiba!!), mas pela intenção de divulgar o seu trabalho do que vende-los. Acho que isso acontecerá um dia e terei o maior prazer em comparecer à abertura dessa exposição.
Segue o link para o blog do Fabiano: http://maqueteartistica.blogspot.com/

domingo, 28 de agosto de 2011

Por dentro de um projeto de Frederico Kirchgässner















Através de uma leitora desse blog e autora do blog Arte Amiga, descobri o trabalho em papel que o Emerson executa com altíssima qualidade. Mas o que me levou a entrar em contato com ele e pedir para conhecer o seu atelier, foi o fato desse estar instalado na casa que Frederico Kirchgässer projetou para seu irmão Bernardo Kirchgässner em 1936, casa essa que fez parte da série que já postei sobre a arquitetura modernista em Curitiba.
O Emerson e o Paulo com extrema generosidade e muita simpatia, permitiram que eu conhecesse não somente o atelier, mas também essa verdadeira jóia da arquitetura de Curitiba e que pudesse registrar em fotos o que vi.
É muito importante ressaltar que esse exemplar essencial da arquitetura de Frederico Kirchgässner tem a sorte de ter seus atuais proprietários, que tiveram a sensibilidade e inteligência de perceber que não estavam apenas adquirindo um imóvel, mas um pedaço da história de Curitiba e por esse motivo, pesquisaram sobre a casa e seu arquiteto, buscando manter suas referencias originais (como um belíssimo piso de madeira escondido por baixo de um carpet de madeira e anteriormente por um carpet) e preservando de forma brilhante a casa e todas as incríveis soluções planejadas pelo arquiteto. Alie-se a casa com o bom gosto de ambos na decoração e temos um resultado digno de grandes revistas.
Sorte de Curitiba e pena que nem todas as pessoas que possuem uma UIP (Unidade de Interesse de Preservação) não tenham a mesma postura que o Emerson e o Paulo tem. Meus parabéns à ambos e muito obrigado por me receberem!
A última foto mostra uma placa que o Emerson descobriu na entrada da casa e ao fazer o polimento dela, encontrou a assinatura do arquiteto! Mais um achado que com muito respeito está preservado!

sábado, 27 de agosto de 2011

Igreja da Barreirinha


Em 11 de julho de 1955 graças ao esforço do Pe. João Píton, que na época era vigário de Abranches, aconteceu a nomeação oficial da comissão para construção da capela da Barreirinha, tendo como presidente o Sr. Estalislau Kovaleski.
Em setembro de 1955 o governador do estado, Sr. Bento Munhoz Da Rocha Neto, em vias de construir um novo grupo escolar, doou a velha escola publica para a igreja da Barreirinha. A demolição da escola foi feita nos dias 6 e 7 de setembro daquele ano. A madeira velha e mais materiais complementares veio a servir para construir a capela, medindo 9,50x 17m. No dia 4 de dezembro de 1955, os moradores da Barreirinha puderam participar da benção da capela e da primeira Santa Missa, celebrada pelo Pe. João Píton, então já transferido da paróquia de Abranches, da qual a nova capela fazia parte.
Em 1954, o Sr. Alberto Ellender, proprietário do loteamento “planta Yara”, ofereceu um lote para a religião que quisesse construir um templo. Um grupo de católicos, sob a iniciativa do Sr. Alfredo R. Neumann resolveu aproveitar a oferta e ampliá-la por compra. Em dezembro de 1954 foi assinado pela comissão o contrato do terreno onde a igreja encontra-se construída.
A comunidade escolheu Santa Gemma Galgani como padroeira e o Pe. Bronislau kozlowski, propôs que houvesse duas padroeiras: Santa Gemma Galgani e Nossa Senhora das Graças. O decreto de ereção da paróquia de Nossa Senhora das Graças e Santa Gemma Galgani de Barreirinha, deu-se a 16 de novembro de 1965.
Fonte: www.barreirinha.org.br/

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Nada como a vida no campo!






Vida no campo? Que nada! Essas vacas, bois e carneiros pastam tranquilamente na área urbana de Curitiba, num grande terreno na Avenida Anita Garibaldi bem perto do cruzamento com a Rua Holanda. Para quem raramente passa por alí, é de ficar de queixo caído esses animais todos separados de uma avenida super movimentada por uma cerquinha de madeira. Olhando no mapa de Curitiba, o terreno fica na ponta do Parque São Lourenço que toca a Anita Garibaldi, mas não sei a quem pertencem os animais.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 39


Circulando pela feirinha, notei esse rapaz com seus amigos caninos sentado perto do Cavalo Babão. Impossível não notar o amor que o cachorrinho no colo dele demonstrava, carinhosamente acomodado debaixo de seu braço.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Bóris' Back



Quem vai à feirinha pela primeira vez e pela primeira vez entra no Sebo Trovatore, que fica no Largo da Ordem, pode se espantar com um belíssimo gato preto que fica pacificamente em cima do balcão ou repousando em sua caminha (também no balcão). Esse é o Bóris.
De tão conhecido, o Bóris já foi até astro de um dos "Casos e Causos" da RPC TV. Não há feirante da região que não conheça o Bóris, que eventualmente até passeava com uma coleira e guia pelo local. Durante a semana ele ficava livre para ir aonde desejasse, mas nos dias de feirinha, sua dona costumava deixá-lo sob vigilância por conta da confusão.
No dia 07/08 porém, ele deu um jeito de livrar-se das amarras (e identificação ) e fugiu! Uma grande mobilização aconteceu para encontrar o Bóris (inclusive com materia na Gazeta do Povo) e por conta disso, no dia 18 (apos 11 dias de agonia para sua dona) uma pessoa que o adotou, procurou pelos donos por ter visto os apelos para encontrar o Bóris na internet. Ele estava no bairro Xaxim. Agora com a instalação de um chip, sua dona está mais tranqüila, pois se o simpático felino fugir novamente, poderá ser rapidamente encontrado.
O Bóris ainda está se recuperando do trauma e no momento não está recebendo ninguém para entrevistas, mas não abriu mão (ou seria pata?) de um passeio pela feirinha no ultimo domingo!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Casas de Madeira de Curitiba 34


Meu passeio na região norte de Curitiba, começou no cruzamento da Holanda com a Avenida Anita Garibaldi, na qual dirigi até o seu final, voltei pela mesma avenida até o mesmo cruzamento, fiz uma conversão à direita em direção ao Pilarzinho. Na Rua Prof. Nilo Brandão e João Gava fotografei algumas casas de madeira, como essa da foto de hoje.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Um significador de insignificâncias







“Deus dá a todos uma estrela.
Uns fazem da estrela um sol.
Outros nem conseguem vê-la.”
Helena Kolody

Sai nessa última manhã gelada de domingo em Curitiba, com o firme propósito de fotografar uma parte da Avenida Anita Garibaldi não coberta por mim no final de semana anterior. Parcialmente frustrada a minha intenção, quer pela inesperada mudança de mão ou pelo desaparecimento de casas que eu esperava encontrar, fui seguindo pela rápida e decidi então, ir à feirinha procurar por uma caixa. Circulei pela feirinha, fotografando uma coisa aqui, um bicho ali e uma pessoa acolá. Lá pelas tantas, vi a loja Gepetto e pensei que talvez ali encontrasse a minha caixa. Não sei bem o motivo, mas acabei parando na barraca exatamente de frente para a loja e rapidamente estava envolvido pela arte, histórias e pela impagável figura na barraca: Helio Leites. Numa avalanche de poesia, trocadilhos, citações e performance apoiada pelas suas incríveis miniaturas, o Hélio vai mostrando a sua arte, seu bom humor e sua disposição para interagir com as pessoas. Lá você encontrará dentre outras maravilhas, a peça na qual ele canoniza Helena Kolody e outra na qual ele dá um final feliz para Romeu e Julieta.
Perguntei se eu poderia fotografá-lo e concordando, foi vestindo a sua arte enquanto isso. Usou seu óculos para dia de macarronada (mostrando que a vida não é sopa), os óculos para hipnotizador (diz ele que sem o bracinho, não consegue enxergar nem um palmo diante do nariz), os óculos da bala perdida e alguns dos bonés que fazem parte da série “Teatro de Boné”.
O Hélio já foi especialista em Botânica (que não deve se confundida com botânica), que é a arte dedicada aos botões, fundando inclusive a Assintão (Associação Internacional dos Colecionadores de Botão), da qual até Paulo Leminski foi associado. Mas sempre foi e continua sendo um coletor de objetos aparentemente insignificantes, como caixas de fósforos usados, palitos e o que mais for necessário, que depois de transformados, ou melhor, transtornados, servem de base para sua arte em miniatura.
Leminski num artigo de jornal o classificou como um “Significador de Insignificâncias”, muito bom para um mundo onde a maioria tem a capacidade de Insignificar significâncias!