sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Seu amigo de sempre, o Homem Aranha!


O que estaria Peter Parker, digo, o Homem Aranha fazendo na Boca Maldita em Curitiba? Estaria a criatura de Stan Lee guardando a paz dos curitibanos? Ou talvez, aguardando pacientemente a chegada de algum político corrupto para envolve-lo numa teia, nos livrando assim de mais um problema (observe que ele olha atentamente na direção do café da boca, onde os cavalheiros se reúnem)?
Acho que não é nada disso! Pela indiferença das pessoas e pela barriguinha do nosso herói (importado, é verdade), deve ser apenas alguém fazendo propaganda de alguma empresa de festas ou apenas esperando a generosidade dos passantes. Mas tudo isso são apenas palpites! Se você souber o que o herói aracnídeo fazia por lá, nos conte!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Céu assim, só no ano que vem!




Creio que o céu impressionista de Curitiba de outono e inverno só será visto novamente no ano que vem. Fiquem então com essas últimas fotos que fiz na região do Centro Politécnico. Uma das fotos tem como fundo a serra do mar!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Casas de Madeira de Curitiba 37



Mais duas belas casas de madeira da Barreirinha. Essas duas ficam no final da Anita Garibaldi, onde a paisagem muda bastante, ficando com ares de cidade pequena. Uma das casas apresenta uma bela bay-window e a outra, mais simples, possui um belo quintal, inclusive com frutas.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Curtindo a pista de skate do ambiental





A pista de skate do Jardim Ambiental não é tão movimentada como a da Praça do Gaúcho, mas mesmo assim muita gente aproveita o final de semana para ocupar esse espaço, assim como outros na região, como a cancha de bocha, a quadra de esportes e o play-ground.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Matte Leão sua história e o desmanche de um prédio histórico











A Leão Junior foi fundada em maio de 1901 por Agostinho Ermelino de Leão Junior, tornando-se protagonista do Ciclo da Erva-Mate, a principal riqueza do estado no século XIX e que foi determinante para a independência do Paraná da província de São Paulo. Não é portanto por acaso que as folhas de erva mate estão na bandeira do Paraná.
Com a morte de Agostinho em 1908, sua viúva, Maria Clara de Abreu Leão, toma a frente dos negócios em fevereiro de 1908, assumindo uma posição rara para mulheres na época.
Em 1926 a Leão concluía a construção do prédio que infelizmente já não vemos mais nas fotos de hoje, que contava inclusive com um ramal ferroviário que permitia o escoamento da produção diretamente para o Porto de Paranaguá.
Em 1938 a empresa cria um ícone do imaginário paranaense: o chá Matte Leão, na época em latas. Dessa época vem os slogans: “Já vem queimado” e o nacionalmente conhecido “Use e Abuse”. Em 1969 é lançado o Matte concentrado em garrafas. Em 1973 surgem os saches de chá Matte Leão nos sabores natural e limão.
Em 1983 lança a sua linha de chás de ervas, antecipando-se a moda das bebidas naturais, nos sabores camomila, cidreira, erva-doce, boldo, hortelã, frutas, flores e também, o chá preto.
Em 1987 nasce outra sucesso: o Matte Leão pronto para beber em copinhos (alguém se lembra da propaganda na praia com a musica: “Olha o Matte! Matte Leão!!”?). O produto em princípio focado no mercado carioca, rapidamente alcançou o Brasil todo.
Em 2003 inaugura sua fábrica no RJ. Tendo a posição de liderança nacional no seu ramo, a centenária empresa paranaense é vendida para a Coca-Cola do Brasil, rebatizando suas linhas por Chá Leão, ganhando o mundo.
Em 2009 a nova fábrica na Fazenda Rio Grande é inaugurada, desativando definitivamente a fábrica no Rebouças, selando seu triste destino nas barbas de todos que viveram essa história de dentro ou como consumidores e nas barbas dos que deveriam proteger um patrimônio da história política e social do Paraná, quer por conivência, distração ou desinteresse.
Aquela brincadeira de “Antes e Depois” geralmente mostra um “Depois” melhor. Não é o caso nas fotos de hoje. As seis primeiras mostram algumas das fotos que fiz semanas antes da demolição (clique aqui) e do mesmo ângulo, como está o local no dia de hoje. Nas de hoje podemos ver o enorme tapume escuro, como uma faixa de luto, que envolve toda a quadra onde antes existia a fábrica, que dará seu lugar a um prédio e uma instituição que não tem absolutamente nenhuma relação com o local e com a história de Curitiba e do Paraná.
Soube por fim, que uma importante autoridade da administração municipal esteve numa cerimônia no descampado mostrado numa das fotos de hoje em companhia dos futuros administradores do que brotará dessa terra arrasada.
Pergunto se o dinheiro compra tudo mesmo. Compra a nossa história? Compra a nossa memória? Vamos continuar a ver a história da nossa cidade ser substituída por interesses de poucos em detrimento do interesse de todos? Vamos deixar que Curitiba se torne uma estranha, descolada do seu passado, uma cidade sem identidade? Tenho certeza que há tempo para mudar isso e sei também que há gente muito séria tentando remar contra essa maré de ganância. Junte-se você também à esses que querem ver nosso patrimônio preservado para nós mesmos, nossos filhos, netos e netos desses.
No caso do prédio do Matte Leão, talvez não seja perda total ainda. Na quadra em frente ao prédio demolido, há ainda outros prédios do mesmo complexo (vizinhos da Fundação Cultural de Curitiba). Se vão ser demolidos também não sei. As duas últimas fotos mostram o mesmo prédio na década de 20/30 e como está hoje, ou seja, ainda é o mesmo. Como isso não pode ser considerado um patrimônio da cidade?

domingo, 25 de setembro de 2011

Uma UIP da Barreirinha.




Dessa bela casa na Anita Garibaldi, pouca informação consegui em minhas breves pesquisas. Na internet pelo endereço descobri que é uma das sedes de uma empresa chamada Brasilsat Harald (empresa do ramos de telecomunicações) e também, uma UIP (Unidade de Interesse de Preservação), o que obviamente explica porque uma empresa pesada preservou uma casa antiga. Talvez um contato com a empresa ou com alguém do patrimônio histórico nos conte mais sobre ela.

sábado, 24 de setembro de 2011

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 43


Nossos dias estão lentamente ganhando ares de final de inverno. Tem amanhecido mais cedo, o entardecer já acontece mais tarde, os agasalhos mais leves e já dá até para arriscar camisetas num dia em que o calor domina, como essas pessoas que sabiamente usam a Praça Tiradentes como uma sala de estar, com suas árvores históricas, flores e pessoas interessantes passando o tempo todo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

51 Árvores Imunes de Corte - Guapuruvu - Praça Santos Andrade



Essa árvore imune de corte, um Guapuruvu (Schizolobium parahyba), fica na Praça Santos Andrade bem próximo a outros notáveis como o Teatro Guaíra e visível no fundo da segunda foto, o Edifício Marumbi de 1947, projeto de um dos expoentes do movimento modernista em Curitiba Romeu Paulo da Costa.
Voltando à árvore, o guapuruvu é uma árvore de grande porte, podendo atingir facilmente 30 metros de altura. Ela ocorre naturalmente em florestas densas. Seu tronco é retilíneo, com ramificações apenas no alto. A casca é cinzenta, com cicatrizes provocadas pela queda das folhas. Sua copa é alta e aberta, de pouca sombra. Ela é apropriada para jardins extensos, assim como parques e praças, modificando em poucos anos a paisagem. Além do aspecto escultural de seu caule e copa, esta bela árvore ainda nos presenteia com uma floração espetacular. Sua madeira é clara, leve e macia, prestando-se para a caixotaria, artesanato, construção civil e fabricação de canoas (fonte: http://www.jardineiro.net/br).

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Il Brasile e gli italiani - Antigo Quartel do Exército na Praça Oswaldo Cruz



O atual Shopping Curitiba ocupa o prédio, projetado em 1886 pelo engenheiro Francisco Monteiro Tourinho, que foi a sede do Comando da 5ª Região Militar do Exército Brasileiro. Na foto de 1905 observamos a região era um grande descampado, onde o prédio do exército fazia companhia para pequenas chácaras.
Seguindo o estilo militar do início do século 20, o prédio apresenta linhas retas e alguns detalhes em semi-arcos, principalmente nas janelas que se tornaram grandes aberturas para manter a iluminação. Na fachada o destaque era o mastro para bandeira, o brasão e o gradil da sacada, mantidos até hoje. Por suas características e importância histórica, o quartel se transformou em uma unidade de interesse de preservação do município de Curitiba.
O imóvel foi vendido pelo exército em 1989 e em 1996 no local foi inaugurado o Shopping Curitiba, preservando a fachada e parte do interior.
Não consegui o mesmo ângulo da foto de 1905, pois o ponto da foto hoje encontra-se na Praça Oswaldo Cruz, provavelmente onde está o ginásio.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Trilhos, trens e vagões.









Fiz essas fotos da região da rodoferroviária a partir do viaduto do Capanema. Antigos vagões no pátio e litorinas podem ser vistas estacionadas ao lado da estação e em outra foto, os trilhos. As fotos mostram uma ínfima parte do que compõe a paisagem ferroviária de Curitiba, que foi parte importante da história e desenvolvimento da capital, mas que com o tempo, passou a ser vista como um entrave para o progresso numa época e hoje, como um entrave para um melhor fluxo de carros na cidade.
Ouvi ou li em algum lugar que o IPHAN por um decreto federal tornou-se responsável nacionalmente por mapear e gerir os imóveis e bens da RFFSA. Procurei na internet sobre o assunto e achei uma interessantíssima matéria na Gazeta do Povo intitulada “Estrada de ferro e de esquecimento”. O IPHAN está otimista com esse modelo e acredita que levará à preservação de muitos dos bens da antiga Rede Ferroviária.
Quanto aos trilhos, parece que é uma questão de tempo para que o ramal que leva à Rio Branco do Sul passando por vários bairros de Curitiba seja retirado. O que fazer com esse novo espaço que futuramente será criado é o que deve ser muito bem pensado, planejado e executado.
Nesse mesmo artigo e em outro da Revista Panorama, descobri que um grupo de quatro pesquisadores (duas antropólogas, um historiador e um fotografo) percorreram ao longo de 2010, todas as linhas de trem que cortam Curitiba com o intuito de mapear as linhas o seu entorno. Constataram que não foram as políticas de ocupação que definiram o desenho de Curitiba, mas essas linhas de trem. O trabalho aprofundado desses pesquisadores servirá de base para qualquer política de preservação da paisagem ferroviária de Curitiba que venha a ser discutida no futuro. Acesse o site criado por eles, onde um vídeo e o livro pode ser acessado livremente: http://www.pelostrilhos.net/.
Se Curitiba e seus moradores têm uma relação mal resolvida com a nossa paisagem ferroviária, talvez esse trabalho ajude a entendermos melhor essa história que é importante e determinante para nossa cidade.
Coincidência ou não, nesses últimos dias passei pela linha de trem que cruza a Erasto Gaertner e olhando para a direita, a paisagem me pareceu atrativa para algumas fotos. Pensei então em caminhar junto aos trilhos para isso. Vou explorar o trabalho desse pessoal e quem sabe depois, planeje fazer esse passeio pelos trilhos de Curitiba.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Montesquieu e o X-Montanha








Ontem no centro na hora do almoço resolvi conhecer uma iguaria criada em Curitiba, com muita reputação principalmente entre os estudantes da UTFPR: o X-Montanha. O sanduíche é servido na Lanchonete Montesquieu que fica na esquina da Av. Silva Jardim com a Des. Westphalen, ao lado da à UTFPR.
A lanchonete está na família do Seu Zé (Hiroyuki Ota) e de seus filhos Álvaro e Emília desde 1978. Na internet há toda espécie de informações sobre a lanchonete, o sanduíche e seus donos, mas a maior parte é pura gozação. O fato é que todo estudante da UTFPR é fã do X-Montanha, consomem esse sanduíche ao longo de toda a sua vida acadêmica e até, depois para matar a saudade.
Na estufa da lanchonete existe apenas dois tipos de salgado: pasteis à milanesa (carne, queijo e palmito) e o bolinho de carne. Além dos salgados, no cardápio (um pedaço de papel escrito à mão colado na parede) encontramos os sanduíches da casa, com destaque para o X-Montanha, relíquia da gastronomia Curitibana, que bate pesado no estômago, mas que é muito gostoso e alimenta por uns dois dias mais ou menos, sendo inclusive excelente para a memória, já que você lembra dele o dia todo!
Como nasceu o X-Montanha? Houve uma época de desabastecimento de carne no mercado, mas como mesmo assim os estudantes do CEFET (na época) queriam sanduíches, o jeito foi colocar um pastel o lugar da carne. Com o tempo e com o bolinho de volta, os estudantes pediam para colocar o bolinho com o pastel e eles mesmos (os estudantes) batizaram a iguaria que entraria para a história: o X-Montanha! Ele é montado num simples pão de hamburger com maionese, alface, tomate, bolinho de carne e o pastel escolhido pelo cliente.
O atendimento (numa calma que dá gosto) fica por conta do Seu Zé ou de seu filho Álvaro. O pedido é anotado num guardanapo mesmo, acompanhado de um sorriso. O sanduíche é montado pela Emília (filha do Seu Zé) e o acompanhamento indicado pelos estudantes é uma gasosa de framboesa.
A crocância da combinação surpreende, assim como o sabor. Muito bom e muito barato (o X-Montanha custa hoje, R$6,00). Há outras opções de sanduíches como X-Monstro, X-Monstrinho, X-Pastel, X-Bolinho. Ou seja, pegue o que tem na estufa e combine como achar melhor!!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Bicicletada das crianças










Ontem aconteceu a Bicicletada das Crianças, com concentração no Alto da XV e percurso entre o Jardim Ambiental e o MON. O evento faz parte da programação do mês da bicicleta em Curitiba. Às 09h30 começou a concentração dos pequenos e de seus pais, alguns com suas próprias bicicletas e outros, em cadeirinhas especiais nas bicicletas dos pais, todos devidamente protegidos com os equipamentos de segurança. O dia estava belíssimo e o clima entre os participantes era de muita alegria e descontração. A organização foi do pessoal do movimento Arte, Bicicleta & Mobilidade, com o intuito de mostrar que desde cedo a bicicleta deve ser considerado um meio de transporte importante, garantindo mais saúde, um trânsito mais humano e menos carros nas ruas.
O mês da bicicleta em Curitiba já está na sua quinta edição e alem da Bicicletada das Crianças, já aconteceu o Desafio Intermodal, com largada no Centro Politécnico, várias pessoas usaram diferentes meios de locomoção (carro, ônibus, bicicleta e à pé) com destino à Praça Santos Andrade, envolvendo inclusive pessoas com necessidades especiais (cadeirantes, deficientes visuais). O desafio foi vencido pelos ciclistas. E no dia 22, acontecerá a Marcha das Mil Bicicletas, com saída às 18h00 da Praça Santos Andrade.