quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Gibicon 2012


De 25 a 28 de outubro aconteceu em Curitiba a GIBICON, um evento internacional de histórias em quadrinhos, o que não é de se estranhar pois foi aqui que há 30 anos surgiu a primeira Gibiteca do país (hoje no Solar do Barão). Vários espaços culturais da cidade foram ocupados por mostras, palestras e debates de autores e leitores ligados ao tema.
O mosaico que apresento hoje mostra alguns quadrinhos russos que estão expostos no Paço da Liberdade (não sei se ainda permanecem expostos, já que a Gibicon já acabou).

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 100

Entrei na Catedral para fazer algumas fotos já que a restauração terminou. Não costumo entrar na Catedral, então não sei se ela sempre foi tão bonita como a encontrei nesse dia. Sem dúvida um espetáculo que merece ser visitado por todos.
Não resisti e acabei fotografando essa pessoa que de forma muito devotada, orava nesse pequeno altar na lateral ao lado do altar principal.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O que vamos apresentar ao mundo na copa?



Projeto de 1953 de Romeu Paulo da Costa, a antiga sede do Banco Comercial do Paraná é um ícone da arquitetura modernista de Curitiba e infelizmente, mais uma vítima do descaso que se observa por todos os cantos da cidade. Por isso o meu questionamento no título desse post: O que vamos apresentar ao mundo na copa do mundo? Uma coleção de monumentos pichados? A principal rua turística da cidade (Rua das Flores) onde uma pessoa que circula por ela no final de semana com uma câmera é ameaçado por pessoas que dormem nas calçadas (sendo que dormir é o menor dos problemas)?
Mostro o mesmo prédio em dois momentos diferentes. Observem que na foto sem (ou quase sem) pichações há uma câmera, o que provavelmente mostra que a vigilância não funciona ou é ineficiente!
Se quiserem saber um pouco mais sobre esse prédio, sobre Romeu Paulo da Costa e outros de seus projetos, clique aqui!
Espero que o nosso prefeito recém eleito, com quem tive o prazer de conversar sobre questões de preservação do patrimonio histórico e cultural, tenha mais impeto para impedir ou coibir a ação dessas vândalos que enfeiam a cidade.

domingo, 28 de outubro de 2012

Maria Aída e seu balão


Esse brinquedo do parquinho das crianças no Passeio Público, não por acaso tem o formato de um balão. 
Assistindo à ÓTV, vi um velho amigo que é veterinário no Passeio Público, dizer que a forma de balão desse brinquedo é uma homenagem à uma senhora, Maria Aída, espanhola e esposa de um capitão dos ares, que em 1909 escolheu o Passeio Público como ponto de partida para o seu voo de balão sobre Curitiba. Parece que alguma coisa deu errado na aventura e ela acabou no teto da Catedral na Praça Tiradentes, tendo que ser resgatada. 
A ela coube o mérito de ter sido a primeira mulher a voar num balão no Brasil. O balão chama-se “Granada” e todo remendado, foi inflado numa chaminé com a queima de gravetos especais. Dizem que ela foi ovacionada tão logo voltou ao solo após o resgate. Um sucesso!

sábado, 27 de outubro de 2012

51 Árvores Imunes de Corte de Curitiba - Cinzeira


Essa Cinzeira (Vochysia tucanorum) é mais uma das 51 árvores imunes de corte de Curitiba e fica na rua Domingos Nascimento, na altura do número 65, no bairro São Francisco (acho eu).

A Vochysia tucanorum, também conhecida popularmente como congonha-cachimbo, fruta-de-tucano, rabo-de-arara, pão-doce, vinhático (e outros nomes), é uma árvore dicotiledônea da família das voquisiáceas, nativa do Brasil. Atinge doze metros de altura e sete metros de diâmetro. É adaptada ao clima tropical e ao clima tropical de altitude.


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 99

Esse senhor, caminhando pela Ângelo Sampaio na Água Verde, é de um tempo (assim como meu pai) em que sair de casa era sinônimo de vestir-se com elegância, nem que fosse apenas para ir ao super-mercado. Não parece confortável (ainda mais hoje que o clima de Curitiba não é mais tão frio quanto antes), mas sem dúvida é bem mais chique!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Helena Kolody - 100 anos


Se viva, no último dia 12 de outubro, Helena Kolody teria feito 100 anos. Diversas homenagens aconteceram em Curitiba, sendo um delas, organizada no Paço da Liberdade com a leitura de vários de seus poemas.
Se você for ao Paço, pode retirar gratuitamente um pacote de poesias de Helena Kolody. Aproveitem!

Um pouquinho da história dela.
Os pais de Helena Kolody foram imigrantes ucranianos que se conheceram no Brasil. Helena passou parte da infância na cidade de Rio Negro, onde fez o curso primário. Estudou piano, pintura e, aos doze anos, fez seus primeiros versos.
Seu primeiro poema publicado foi A Lágrima, aos 16 anos de idade, e a divulgação de seus trabalhos, na época, era através da revista Marinha, de Paranaguá.
Aos 20 anos, Helena iniciou a carreira de professora do Ensino Médio e inspetora de escola pública. Lecionou no Instituto de Educação do Paraná em Curitiba por 23 anos. Helena Kolody, segundo o que consta em seu livro Viagem no Espelho, foi professora da Escola de Professores da cidade de Jacarezinho, onde lecionou por vários anos.
Seu primeiro livro, publicado em 1941, foi Paisagem Interior, dedicado a seu pai, Miguel Kolody, que faleceu dois meses antes da publicação.
Helena se tornou uma das poetisas mais importantes do Paraná, e praticava principalmente o haicai, que é uma forma poética de origem japonesa, cuja característica é a concisão, ou seja, a arte de dizer o máximo com o mínimo. Foi a primeira mulher a publicar haicais no Brasil, em 1941.
Foi admirada por poetas como Carlos Drummond de Andrade e Paulo Leminski, sendo que, com esse último, teve uma grande relação de amizade pessoal e literária.

Um pouquinho da poesia dela.

De onde vem o vento?
Chega sem aviso.
Pastoreia as nuvens,
atropela as ondas,
arrepia do rio.

Minha ventura se chama saudade
e tem o teu rosto

Pintou estrelas no muro
e teve o céu
ao alcance das mãos.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Bustos e estátuas de Curitiba - Lala Schneider


Lala Schneider, nasceu em Irati (PR) em 23/04/1926, era conhecida como a primeira-dama do teatro no Paraná e já foi considerada uma das cinco melhores atrizes do Brasil, tendo atuado em teatro, televisão e cinema. Trabalhou também como diretora e professora de interpretação.
Lala iniciou a carreira em 1950 na peça "O poder do amor", no Teatro de Adultos do Serviço Social da Indústria (Sesi). Na época, trabalhava no sector administrativo do Sesi, onde ficou até se aposentar. Ela foi uma das fundadoras do Teatro de Comédia do Paraná.
Ao longo dos seus 57 anos de carreira, Lala fez inúmeras montagens e ganhou dezesseis prémios, entre eles o Troféu Gralha Azul na categoria melhor actriz, em 1984-1985 (por "Colônia Cecília") e em 1992-1993 (por "O vampiro e a polaquinha").
Em 1994 foi homenageada com a inauguração de um teatro em Curitiba com o seu nome, o Teatro Lala Schneider.
Faleceu em Curitiba em 28/02/2007, sendo velada com honras no Teatro Guaíra.
Essa máscara feita em sua homenagem, foge do padrão da Praça Santos Andrade, onde todas estátuas e bustos estão voltados para o prédio da UFPR. A máscara de Lala Schneider está voltada para o Teatro Guaíra.