segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Capela São Camilo de Léllis



Essa capela denominada São Camilo de Léllis fica na Av. Victor Ferreira do Amaral no Alto da XV, praticamente na Praça das Nações. Nunca a vi aberta, mas suas formas geométricas sempre me chamaram a atenção.

São Camilo de Lellis (25/05/1550 – 14/07/1614) foi um religioso italiano, fundador da Ordem dos Ministros dos Enfermos (Camilianos). É venerado como santo da Igreja Católica e é considerado protetor dos enfermos e dos hospitais (talvez não por acaso tenha um hospital do outro lado da rua).
A primeira foto, que fiz do alto da caixa d'água da Sanepar na Praça das Nações, estava nos meus arquivos faz um tempão, esperando o dia que faria o post sobre a capela. Como podem observar, a capela não escapou da ação dos pichadores.

domingo, 29 de setembro de 2013

E mais uma casa modernista tombou!




Em 03 de dezembro de 2011 eu fiz as duas primeiras fotos de hoje, de uma casa projetada por Ayrton Lolo Cornelsen, um importante arquiteto do movimento modernista de Curitiba, numa época em que a casa já parecia abandonada, tendo como seu último ocupante uma empresa de segurança.
As fotos seguintes mostram o que restou no terreno depois da total demolição da casa, que ficava no Alto da XV, na Rua José de Alencar.
No post da época escrevi que a casa fora projetada em 1945 como residência para Nelson Justus, um ex combatente da FEB (Força Expedicionária Brasileira) na Itália, onde durante a campanha, hospedou-se numa residência que possuía um átrio e por essa razão, solicitou que essa solução especial fosse repetida no projeto de sua casa em Curitiba. Partindo dessa premissa, Cornelsen desenvolveu uma distribuição espacial inédita nas residências curitibanas. Todas as áreas sociais eram integradas por esse átrio, que por meio de persianas poderiam ser segmentadas. 
Disse também na época que por ser um projeto inovador para a história da arquitetura de Curitiba, a casa merecia ser preservada! Infelizmente não foi, certamente pelo alto valor do terreno que ocupava. Certamente em breve veremos mais um daqueles prédios de aproximadamente 10 andares bastante comuns na região, apagando de vez essa casa da memória da cidade. 
No local, ficou apenas a bela árvore! Imagino que essa será um dia a única testemunha de tudo!
As informações sobre a casa eu obtive no livro “Espirais de Madeira – uma história da arquitetura de Curitiba” de Irã Taborda Dudeque.

sábado, 28 de setembro de 2013

A nossa rosácea paranista.

O “KEYNEWS – Coisas que ninguém quer publicar” voltou a um tema pelo qual tenho muito apreço: o nosso Petit Pavé! O receio que o Key tem, que eu espero jamais se torne realidade, é a possibilidade da substituição do Curitibano Petit Pavé, pelo sem graça, anti-higiênico (segundo o Key) e frágil paver!
Muitas coisas me marcaram muito nas primeiras vezes que vim do interior do Paraná para visitar as minhas irmãs em Curitiba e sem sombra de dúvidas as calçadas, praças e o calçadão da XV cbertos por aqueles fabulosos desenhos em preto e branco foi uma delas. Era fascinante para um menino observar a variação dos desenhos por onde se caminhava, imaginando o que eram, o que significavam ou simplesmente, brincar de pisar apenas numa das cores.
Esse calçamento é tão Curitiba para mim quanto o Passeio Público ou o Centro Histórico, que não imagino a nossa cidade sem eles. Mudei a imagem da minha página no Facebook por essa linda rosácea paranista (que fica próxima ao relógio da Praça Osório), para sempre lembrar com orgulho a cidade que me acolheu e pela qual tenho um enorme afeto.
Tenham todos vocês também orgulho de Curitiba e sejamos todos defensores desse piso que a identifica como única. Se esse está sujo, mal colocado, maltratando saltos, a culpa não é do piso, mas da falta de qualificação ou descuido de quem o assentou!

Para ler mais uma defesa incisiva do nosso Petit Pavé pelo Key Imaguire Jr e outros textos fantásticos (inclusive aquele no qual sou citado), siga o link, garanto que vale a pena!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Um céu muito azul!

Um fabuloso céu azul, contrariando o clichê do céu sempre cinza de Curitiba, num quente domingo há bem pouco tempo, contrasta com os dias chuvosos e frios que fizeram na seqüência. Era muito cedo, um relativo silêncio ainda imperava na Praça Osório. À esquerda o nosso primeiro arranha céu (Ed. Moreira Garcez) na esquina da com a rua Voluntários da Pátria. Essa é uma imagem que sempre será familiar para mim e até hoje, funciona como um calmante.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A Riachuelo croquisada!

Mais uma foto minha transformada em desenho pela minha câmera. Dessa vez fotografei a Riachuelo a partir da Praça Generoso Marques.
A primeira rua de Curitiba, a Rua Riachuelo, era um dos caminhos que ligava a pequena e isolada vila de Curitiba do século XIX ao litoral. Junto com a rua Barão do Cerro Azul, levava ao Caminho da Marina ou do Oceano Atlântico, como era conhecida na época a atual rua João Gualberto. 
Desde que foi aberta, no início do século XIX até 1871, a Rua Riachuelo recebeu diversas denominações: no final da década de 1830 e início de 1840, era chamada de Rua Lisboa; ao longo desse século, foi conhecida como Rua dos Veados (hein?), Rua do Campo e Rua da Carioca (do Campo ou de Cima).
No início dos anos de 1850, a rua contava com a presença de alguns comerciantes portugueses que vendiam fazendas (tecidos, para quem não conhece o termo), ferragens e secos e molhados. Nessa época, não possuía pavimentação, levando os seus moradores e comerciantes a utilizarem os veículos de mídia para reclamarem sobre o problema. Mais tarde, por apresentar forte vocação para o comércio, a rua recebeu mais atenção dos governantes quanto aos problemas ligados à infraestrutura. Era também frequentemente citada nos jornais como ponto de referência para entrega de objetos perdidos, escravos fugidos, venda de ingresso para circos e leilões de fazenda, jóias e relógios.
No final de 1871, já com pavimentação, a rua recebeu finalmente o nome Riachuelo, no trecho compreendido entre a Rua Direita, atual Treze de Maio, e o Largo da Carioca, atual Praça Dezenove de Dezembro, e essas transformações realizadas em 1880 repercutiram no comércio na região. Além da proximidade com o mercado público, a inauguração da Estrada de Ferro, em 1885, e do Passeio Público, no ano seguinte, transformaram a rua em passagem obrigatória para a maioria dos habitantes. Foi em 1887, quando inauguraram os bondes na cidade, que a Rua Riachuelo começou a ganhar, efetivamente, o ar de modernidade, sofrendo grande remodelação para receber os trilhos dos trens e aumentando consideravelmente o número de novas construções e estabelecimentos comerciais. Assim, na virada do século, existiam ali lojas de calçados, armarinhos, botequins, farmácia, livraria, barbearia, alfaiataria, açougues, e muitas casas de secos e molhados.
Os imigrantes que chegaram em Curitiba também modificaram o comércio na região e, segundo publicações da época, mais da metade dos comerciantes estabelecidos na Rua Riachuelo eram alemães, seguidos por lusos-brasileiros e italianos. Os sírio-libaneses, que se estabeleceram próximos ao Mercado Municipal como vendedores ambulantes, passaram a ocupar, da década de 1910, as lojas da Rua Riachuelo, as quais, a partir dos anos 1950, passaram a ser quase que exclusivamente ocupadas por eles, uma vez que os alemães foram, pouco a pouco, vendendo suas lojas. 
Fonte: Boletim Informativo Casa Romário Martins. ''Cores da cidade: Riachuelo e Generoso Marques.'' Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, v. 23, n. 110, mar. 1996.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Duas casas de madeira no Bacacheri.


Essas duas casas muito bonitas eu fotografei nas proximidades da minha casa no Bacacheri. Ambas ficam na rua Claudio Chatagnier, bem perto da cabeceira da pista do aeroporto do Bacacheri. Nessa região não se encontram muitas casas de madeira, que deram espaço para os condomínios e casas em alvenaria.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Algumas casas modernistas







Alguns exemplares da arquitetura modernista em Curitiba. Nesse post apresento 4 casas no Alto da XV e no centro (quase Alto da XV). A primeira casa fica na Av. N. Sra. da Luz no viaduto da Vitor Ferrreira do Amaral (essa está bem judiada). A segunda casa fica na Atilio Bório perto da Souza Naves, sendo que numa das fotos, ao fundo o Conjunto Cosmos, outro exemplar modernista. Na seqüência, uma casa na Dr. Faivre perto do cruzamento com a Mal Deodoro. Por fim, uma fabulosa casa num grande terreno na Professor Brandão com a Nossa Sra. da Luz, onde hoje funciona do CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo).
O movimento modernista é muito presente na arquitetura de Curitiba e conta a história da nossa cidade e do nosso estado. Deveria ser mais conhecida, divulgada, valorizada.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O Varanda na porta da Mercearia.

Um pouco de longe, na esquina da Fagundes Varela com Manoel Correia de Freitas no Jardim Social, vi o dono da Mercearia Zequinão (o Sr. Gabrie Zequinão, também conhecido como Varanda) parado na porta de seu estabelecimento, onde mora e trabalha há 50 anos. Uma vida vendo o bairro e a cidade mudar diante das suas portas. Já fiz outro post sobre o Zequinão, onde poderão vê-lo melhor e ter mais informações sobre ele aqui.

domingo, 22 de setembro de 2013

De uma janela do Asa

Houve um incêndio no Edifício Asa há alguns meses, causado por uma combinação de senhora idosa sozinha, vários cães e velas acesas! A fumaça do sexto andar da ala residencial rapidamente espalhou-se pelos andares superiores, o que obrigou os funcionários do condomínio a quebrar as grandes janelas que nunca são abertas nos halls de cada andar. Morei por muitos anos no Asa, mas essa vista eu nunca tive e antes que recolocassem os vidros, fiz a foto de hoje. Não que seja uma bela vista, mas achei bem interessante as camadas e mais camadas de prédios de diferentes alturas, épocas e linguagens, que parecem ter se espremido para aparecer na foto!

sábado, 21 de setembro de 2013

Amigas distraídas

Enquanto aguardava dois novos amigos no Café do Paço no último domingo, fotografei essas duas amigas na mesa ao lado, junto à linda janela do Paço com seu gradil Art Nouveau.
Depois da foto elas conversaram normalmente, mas registrei um momento que nos dias de Smartphones de hoje é cada vez mais comum: desvia-se a atenção da pessoa que está ao vivo ao seu lado, para dar atenção aos que virtualmente estão nesses dispositivos! Tempos modernos sem dúvida, mas que exige de cada um uma dose extra de atenção para não descambar para o excesso!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Café do Estudante


Sempre conheci esse lugar como Café do Estudante e ele sempre foi exatamente como nas fotos de hoje, com suas mesas e cadeiras plásticas no petit pavè do Largo Bittencourt (sabiam que é esse o nome?). Certamente chama-se Café do Estudante pela proximidade com a Reitoria, a Santos Andrade, a CEU, o Estadual e o Inter. Um lugar que os modismos não fizeram desaparecer e também, desde muito tempo atrás tem uma descontração que normalmente não se atribui aos curitibanos.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O Paço da Liberdade na função "Croquis"!


Uma foto minha do Paço da Liberdade feita no último domingo transformada em desenho, quando o lindo dia proporcionou belas imagens e ótimos passeios. Para fugir do calor, um café gelado no Café do Paço.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Bolhas!



Nesse último domingo saí do Paço da Liberdade e fui para a Rua das Flores. Quase na esquina com a Rua Barão do Rio Branco, vi essas enormes bolhas penduradas entre dois prédios. Logicamente me aproximei para fotografar. Acredito que a obra faça parte da Bienal Internacional de Curitiba.
Na segunda foto, se prestar atenção, me verá olhando para cima na bolha maior.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Tempos de paz.

Ainda bem que vivemos tempos de paz no Brasil, já que não sei se a minha atitude não seria considerada hostil por perseguir esse veículo do exército por várias quadras tentando fazer uma foto minimamente não muito ruim! Não sei se vão perceber, mas o rapaz que está mais no interior do veículo, está olhando diretamente pro maluco com uma câmera enorme fazendo fotos de dentro de um carro! Outro ponto interessante é que todos estão com celulares (ou outro dispositivo qualquer) ouvindo música. A foto foi feita na rápida que leva ao Pinheirinho, quase na esquina com a Rua Pedro Gusso.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Função "Croquis"!


Tenho a mania de não ler manual de absolutamente nada! Por isso me surpreendi ontem ao descobrir que a minha câmera tem uma função chamada "Croquis Urbanos de Curitiba"! Achei muito bacana. Como quem ganhou um brinquedo novo, fui para a rua fotografar para depois transformar tudo em desenhos. Divertido, mas logicamente nem tudo fica decente, mas algumas ficaram legais, como essa que fiz do apartamento do meu pai. De vez em quando postarei algumas dessas por aqui!

domingo, 15 de setembro de 2013

Curtindo os amigos

Sentados na escadaria de acesso a um prédio na rua Comendador Macedo, em algum lugar nas imediações da Dr. Faivre, fotografei esse trio de amigos enquanto aguardava o tráfego voltar a fluir. A garota de gorro parece estar curtindo com a cara do amigo dela.

sábado, 14 de setembro de 2013

Nas alturas da PUC

Não é sempre que se consegue acesso à lugares restritos e com uma bela vista da cidade. Com os Croquis Urbanos a PUC abriu suas portas e nos permitiu acesso a uma área quase no topo do prédio administrativo, de onde se tem uma vista privilegiada de Curitiba. Nessa direção vemos em primeiro plano os belos prédios da Biblioteca e da Capela e mais ao fundo, a linha de prédios da cidade.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Algumas casas de madeira do Ahú - parte 2







Mais um belo lote de casas. Aqui encontraremos casas tradicionais e outras não muito comuns com colunas, recortes diferentes na varanda e até uma com um jeito meio modernista (com direito a um toque meio Niemeyer).

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Algumas casas de madeira do Ahú - parte 1







Encontramos lindas casas de madeira ao longo da nossa caminhada pelo Ahú, a maioria muito bem cuidada e com belos jardins. Espero que o tempo não tire de Curitiba lugares como esse, onde a individualidade ainda é visível nas suas casas.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Casas de madeira do Ahú - uma especial


A caminhada pelo Ahú permitiu que eu visse muitas casas de madeira, que pretendo apresentar nos próximos posts. Essa de hoje continua sendo para mim, a mais dela das casas em madeira que já vi em Curitiba.