sábado, 31 de janeiro de 2015

Era uma vez...


Lembram-se de uma casa linda que ficava no final da rua Martin Afonso antes da trincheira do bairro São Francisco? Pois é, ficava! Dias atrás passei por ali e vi que ela estava desabando e pensei que deveria fotografá-la antes que caísse de vez. Não deu tempo. Imagino que em breve teremos algum outro prédio sem graça ocupando toda a história que a envolvia. Espero que a magnífica árvore que ainda existe seja preservada (atenção Secretaria do Meio Ambiente!!).

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Miragem...

Estava parado no semáforo da Av. Pres. Afonso Camargo, esperando para fazer a conversão para pegar a José de Alencar quando percebi essa colagem de uma foto de praia com um arco iris no duro viaduto do Capanema. Peguei a câmera para fotografar e para minha felicidade, duas pessoas (uma de bike e outro pedestre) pararam exatamente na minha frente para sonhar, viajar, suspirar ao apreciar a imagem, para depois seguirem com sua realidade no seco e quente asfalto da cidade! Parabéns ao dono da intervenção, que proporcionou segundos de prazer aos passantes.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Um pouco mais sobre o Jockey Club do Paraná





A história do Jockey Club do Paraná teve início no dia 02 de dezembro de 1.873, com a eleição de sua primeira Diretoria. O Prado Jácome, localizado onde hoje existe o Asilo Nossa Senhora da Luz (Rua Marechal Floriano Peixoto) foi inaugurado em 29 de janeiro de 1874.
O primeiro Grande Prêmio da história do turfe do Paraná recebeu a denominação de Grande Prêmio “Dezenove de Dezembro” aconteceu em 6 de janeiro de 1887.
No final do século as exigências do público era por melhores instalações e a sociedade passou a trabalhar na construção de um novo prado. A inauguração do Hipódromo do Guabirotuba aconteceu em 25 de junho de 1899. O Grande Prêmio Paraná, prova máxima do turfe local, foi corrido pela primeira vez no dia 20 de dezembro de 1942.
Em 1948 muitos já achavam que o prado do Guabirotuba não oferecia as melhores condições. Assim, em setembro daquele ano, foram iniciadas as negociações para compra do terreno do Tarumã. No dia 31 de agosto de 1950 o Governador Moyses Lupion autorizou a aquisição de área necessária, e desta forma o terreno do Guabirotuba passou para o estado e uma área no Bairro do Tarumã passou para o Jockey.
No dia 10 de dezembro de 1955, às 11 horas da manhã, realizou-se a solenidade oficial de inauguração da sede do Tarumã do Jockey Club do Paraná, com as presenças do Governador Bento Munhoz da Rocha Netto, Prefeito Ney Braga e outras autoridades. Essas informações todas obtive do site do Jockey Club do Paraná.
Não tenho muitos detalhes, mas sei que o Jockey Club está passando por uma situação difícil. Desde 20/06/2014 não acontecem novas corridas. A carta-patente, concessão do Ministério da Agricultura, foi cassada há oito meses por problemas administrativos, pelo que pude apurar na internet.
A solução do ponto de vista financeiro do problema parece estar bastante adiantada. Parte da área do clube foi arrendada por 30 anos para a construção do Jockey Plaza Shopping. O empreendimento terá cerca de 200 mil metros quadrados de área construída e a previsão, segundo li num documento afixado na entrada do clube, é de que em 2017 o shopping fique pronto. O Jockey irá receber 10% do faturamento líquido das lojas, que deve ser utilizado para pagamento da folha de funcionários, manutenções e melhorias do clube para as corridas.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Modernismo no Jockey Club do Paraná






As obras do novo hipódromo, com projeto de Edmir Silveira D’Ávila, foram iniciadas no começo dos anos 50. Em setembro de 1952, uma solenidade com a presença do Sr. Governador Bento Munhoz da Rocha Neto, marcou o início da construção da arquibancada social. Em dezembro de 1955 foi então inaugurado o Hipódromo do Tarumã. O conjunto arquitetônico impressiona pela monumentalidade e pelo projeto. O domínio da técnica do concreto armado e o desenho das estruturas são marcantes, principalmente nas três arquibancadas, interligadas por rampas e circulação cobertas até o salão de festas. Passados tantos anos desde sua inauguração, o conjunto edificado para o hipódromo permanece como uma das mais importantes obras da arquitetura modernista de Curitiba. 
O tombamento foi aprovado em 23 de maio de 2002 e o texto acima foi extraído do livro do tombo, datado de 10/03/2005, e assinado por Rosina Coeli Alice Parchen, chefe da Coordenadoria do Patrimônio Cultural.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Uma casa abandonada


Essa casa bem interessante e abandonada fica na Rua Fagundes Varela no Jardim Social, não muito longe do cruzamento com a Av. Nossa Senhora da Luz. A acho interessante devido aos detalhes das janelas e do telhado. Não imagino o motivo de estar abandonada (e imagino, invadida já que a porta da frente está escancarada). Grandes interesses imobiliários não deve despertar, já que a proximidade com o aeroporto do Bacacheri impede que se construa algo mais alto do que um sobrado. Por enquanto, mato alto e pichação faz parte da rotina dessa casa e dos vizinhos.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Nem parece cidade grande

Essa foto foi feita durante uma das caminhadas observacionais no bairro do Ahú (não sei em que rua). Passando por essa casa de madeira, muito perto da rua, uma garota checava seu celular sentada tranquilamente num sofá na varanda com piso de vermelhão de sua casa. Trata-se de uma cena tão descontraída e caseira que nem parece ter acontecido numa grande cidade como Curitiba.

domingo, 25 de janeiro de 2015

O prédio do relógio

Na esquina da rua Riachuelo com a travessa Tobias de Macedo há um velho edifício na cor amarela, com belos balcões em metal e entre esses quatro balcões há um lindo relógio verde que não sei dizer se ainda funciona. Já postei nesse blog uma foto com o detalhe do relógio aqui e aqui em outra postagem mostro a fachada.
Não fazia porém idéia de que esse prédio olhando por cima teria a forma de uma cunha, como podemos ver na foto de hoje.
O Marcelo, leitor desse blog, passou um link bem bacana para uma matéria da Gazeta do Povo de autoria de Ricardo Marques de Medeiros, onde descobri que o relógio desse prédio pertencia à Relojoaria Raeder fundada em 1893. O relógio foi trazido da Alemanha em 1895 pelo proprietário da relojoaria Roberto Raeder.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Contraste

No ponto onde a rua da Glória encontra a rua Comendador Fontana há um estacionamento pintado em vermelho, que num dia de céu azul, proporcionou um belo contraste (logicamente uma saturada básica nas cores enfatiza o efeito).

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Cena de rua

Já faz um tempo, estava eu numa fila gigantesca esperando pela palestra do Sebastião Salgado que aconteceu no Centro de Convenções na Barão do Rio Branco e diante de um muro com um grafite bem colorido estavam essas três meninas. Uma delas notou que eu apontei a câmera para elas e encarou a minha lente.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Duas casas de madeira no Jardim Social

Esse tipo de paisagem cada vez mais rara em Curitiba, que lembra uma pacata cidade do interior, fica no bairro do Jardim Social na rua Fagundes Varela. Ambas são casas de madeira, com a diferença de que na casa da direita foi feito como em muitas casas de madeira de Curitiba, construíram uma fachada em alvenaria no alinhamento do terreno. Nessa funciona um bar e mercearia (com poucas coisas para vender).

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

As sereias da Praça Osório

Ainda durante a feira de final de ano da Praça Osório, fiz uma foto noturna do chafariz da praça, usando uma câmera diferente da que normalmente uso. Achei o resultado bem interessante já que a longa exposição marcou o desenho das águas. Na foto dá para ver que o esguicho da sereia que está em primeiro plano está virado para o lado errado.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O verdadeiro

Passando pela Av. Sete de Setembro perto do cruzamento da João Negrão, vi um belo grafite de um (parece) felino na porta metálica de um prédio onde funciona uma escola de música e um café/teatro chamado Toucher La Lune. Somente depois vi que ao lado funciona um comércio de pescados denominado Rei do Caranguejo, o verdadeiro (imagino que deva existir um falso).

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Ponto de vista de um pássaro

Se eu decolasse do alto do prédio da Galeria Andrade e pairasse exatamente no meio da Praça Generoso Marques, veria algo muito parecido com essa foto de hoje. Parecido porque os postes, pessoas e água dos chafarizes seriam um pouco diferentes. De qualquer forma, achei bem legal ver o padrão do petit pavé desse jeito.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Outras cenas do Bosque Alemão








De alto a baixo o Bosque Alemão é lindo. Lá em cima no Oratório Bach, uma igreja que foi transladada para o bosque, funciona uma pequena sala de exposições/espetáculo e do lado de fora, uma lanchonete imperdível com suas delícias da confeitaria alemã. Passando pela torre dos filósofos (um lindo mirante), descendo pelo caminho de João e Maria pelo bosque afora, chega-se numa réplica da fachada da Casa Mila, um importante exemplar da arquitetura alemã que ficava no centro da cidade (o gradil original está essa réplica do bosque).

sábado, 17 de janeiro de 2015

Bruxa boazinha!







Outra atração muito bacana no Bosque Alemão completou 18 anos em 2014: a Casa da Bruxa. OK! A casa não é feita de doces e (ainda bem) as crianças não ficam presas em gaiolas engordando! No local uma simpática bruxinha conta histórias com muito talento para os pequenos, que ficam vidrados na história e no jeitinho da bruxa (meu filho menor há 13 anos atrás então com 2 aninhos, meio desconfiado repetia para si mesmo: bruxa boazinha, bruxa boazinha!). Pelas fotos fica evidente o quão genial é essa atração em Curitiba.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Hänsel und Gretel





Se você visitará Curitiba em breve, sugiro que conheçam um dos meus parques favoritos na cidade: o Bosque Alemão. O Bosque homenageia a imigração alemã em Curitiba e uma das atrações é o caminho de João e Maria. Várias estações ao longo desse caminho no meio do bosque, conta a famosa história coletada pelos Irmãos Grimm da tradição oral: João e Maria (no Brasil e Hänsel und Gretel em alemão). Fui caminhando e registrando essa linda família que a cada estação, lia o texto que acompanha as ilustrações em azulejos para seu filhinho. Uma graça!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Pausa técnica!

A partir de hoje (inclusive) e pelos próximos 8 dias, esse fotógrafo e sua câmera estará circulando por outras terras. Deixarei programados os posts para esse período, então se houver um certo atraso nas interações que eventualmente seja solicitadas, peço desculpas. O mesmo vale para as outras redes sociais. Caso eu tenha tempo, internet disponível e um dispositivo de acesso, darei notícias.
A montagem de hoje, caso alguém fique com saudades, mostra vários pontos de vista de amigos artistas desse que aqui escreve. Nela (a montagem) poderão observar como fui mudando ao longo do tempo. Brincadeira!
Grande abraço e até a volta.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Tubo aberto

Como as nossas estações tubo em Curitiba não têm ar-condicionado e o calor tem sido inclemente, imagino que as portas dessa estação estavam abertas porque os tubos devem virar um verdadeiro forno nessa época do ano (apenas recentemente os cobradores foram autorizados à vestir bermudas).

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Loren - 80 - la piu bella


A atriz italiana Sophia Loren, completou 80 anos em 2014 e para homenageá-la, aconteceu na Cinemateca uma mostra de filmes e uma belíssima exposição de 30 fotos do fotógrafo pessoal da atriz, Tazio Secchiaroli, que pelo que li na internet já deveria ter fechado, mas que para minha sorte e de quem correr à Cinemateca, continua disponível.
Sophia Loren está entre as atrizes mais famosas do mundo e é considerada a estrela mais brilhante da Itália. Atuou em mais de cem filmes e ganhou prêmios como o Leão de Ouro em Veneza, cinco Globos de Ouro, o Bafta e um Oscar de Melhor Atriz.
Ainda adolescente, Loren foi descoberta pelo produtor Carlo Ponti, com quem se casou mais tarde. Estreou em Hollywood no filme Orgulho e Paixão, com Frank Sinatra e Cary Grant. Em 1962, levou o Oscar de melhor atriz por Duas Mulheres, de Vittorio de Sica. Foi a primeira vez que uma atriz recebeu o prêmio pelo desempenho em um filme de língua não inglesa.
Para marcar seus 80 anos, Loren protagonizou o curta Voce Umana, adaptação do texto de Jean Cocteau dirigida pelo seu filho Eduardo Ponti. Também lançou o livro de memórias Ontem, Hoje e Amanhã – A Minha Vida.
O cineasta Federico Fellini foi quem descobriu e apelidou o fotojornalista Tazio Secchiaroli de paparazzo. O fotógrafo indiscreto virou até personagem no filme A Doce Vida, mas abandonou o trabalho de rua para se especializar na fotografia de bastidores. Procurava usar o mesmo filme dos diretores para que as fotos tivessem a textura do filme rodado. Loren e Marcello Mastroianni o tinham como fotógrafo pessoal, estabelecendo uma relação profissional e de amizade que durou anos. Secchiaroli morreu em 1998.
Os trabalhos em preto e branco, também selecionados por Antonio Cava, foram digitalizados diretamente de fotografias e negativos originais, em Milão, sob supervisão do filho do fotógrafo, David Secchiaroli e da pesquisadora Giovanna Bertelli.
A mostra e a exposição têm produção da Cava Produções Artísticas e apoio da Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba e Consulado Geral da Itália em Curitiba.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Os fotógrafos e os Croquis Urbanos de Curitiba




Ontem os artistas do Croquis Urbanos de Curitiba fez uma homenagem aos fotógrafos que sempre acompanham o trabalho deles todos os finais de semana, trabalho esse que é um ato de amor por Curitiba (totalmente convergente com o trabalho que faço diariamente nesse blog). Inevitável que depois de tanto tempo acompanhando essas talentosas pessoas, um belo vínculo de amizade acabasse se formando. 
A Cinemateca (que muito gentilmente abriu suas portas para nós nessa manhã de domingo) foi o local escolhido para servir de inspiração para a a seção na qual os fotógrafos viraram alvo dos croquiseiros e posaram para que fossem retratados. Como fotógrafo é um bicho sem sossego por natureza, podem imaginar a dificuldade que foi termos que ficar parados (mais ou menos) enquanto os pobres artistas tentavam nos desenhar. Mesmo mais ou menos parado, fiz as imagens que compartilho hoje com vocês.
Obrigado aos amigos croquiseiros e à Cinemateca por mais esse dia tão bacana.