sábado, 28 de fevereiro de 2015

Hotel Johnsher

A história do Hotel Johnscher tem início no ano de 1917, quando a família Johnscher (família de imigrantes alemães donos de hospedaria na cidade de Paranaguá) resolve aproveitar um dos eixos hoteleiros da Curitiba da década de 1910 para explorar um estabelecimento ali existente.
Este eixo é a Rua Barão do Rio Branco (até 1912 Rua da Liberdade) que neste período é o caminho natural de passageiros que chegam e/ou saem de Curitiba utilizando a Estação Ferroviária. Outro detalhe da importância desta rua era que ali estavam os principais prédios públicos da cidade, tanto da administração municipal como estadual.
Os Johnscher, transferindo residência do litoral para a capital, assumiram, em 1917, a administração do Hotel Paris instalado no imóvel da família Parolin. A primeira tarefa dos novos administradores foi mudar o nome, pois a reputação do anterior não era boa. Com o passar dos anos e algumas reformas no prédio, os Johnscher elevaram o prestígio do estabelecimento de “má fama” para um dos mais importantes hotéis do sul do país.
O “Johnscher” foi um dos primeiros estabelecimentos sulistas a dispor de rede de telefonia interna, água quente e fria encanada, lavanderia própria a vapor, câmera frigorífica, entre outras benfeitorias e a sua clientela alvo, nos primeiros anos, eram comerciante em viagens de negócios.
Sobre a administração de Francisco L. Johnscher, o prestigio do hotel foi elevando-se gradativamente e chega ao seu ápice nas décadas de 40 e 50 quando o estabelecimento já era referência de qualidade e tradição, recebendo personalidades de diversas áreas.
Uma das tradições do antigo hotel eram as ceias de Natal, bem como, o restaurante que recebia a elite curitibana.
Após a morte de Francisco Johnscher, em 1962, o hotel continuou com a família até meados da década de 1970 quando o estabelecimento fechou as suas portas. O prédio do Hotel Johnscher ficou fechado por aproximadamente vinte anos, sofrendo, neste período, grande deterioração. Em 1995 foi doado ao município de Curitiba que repassou, através de licitação, a iniciativa privada como forma de preservar o patrimônio histórico, pois o mesmo foi classificado como UIP (Unidade de Interesse de Preservação).
A rede San Juan de Hotéis assumiu, em 2002, a responsabilidade de reformar e explorar, por 35 anos, o imóvel. Na reforma foram mantidas as linhas e a arquitetura eclética dos prédios do início do século XX em um sobrado de três pavimentos e de aproximadamente 610 metros quadrados de área construída.
Atualmente o Hotel San Juan Johnscher mescla a tradição dos anos dourados, com mobiliário de época no amplo saguão com lareira às instalações modernas e confortáveis das suítes.

Fonte: Wikipedia

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Debaixo da ponte


Debaixo desse viaduto (do Capanema) uma vez existiu um restaurante popular, mais recentemente virou praticamente uma oca, onde um enorme grupo indígena se abrigava. Com o tempo o grupo foi aumentando, móveis foram se acumulando, barracas e tudo mais que foram coletando. Como a presença deles debaixo de um viaduto, próximo da rodoferroviária não ficava bonito nas fotos, uma casa de passagem para os indígenas foi criada, todos eles foram removidos e debaixo do viaduto, enormes "floreiras" foram instaladas para ocupar o espaço e assim, evitar que outras pessoas tomassem o lugar ou que os índios retornassem (que espero, estejam em melhores condições nesse momento)..

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Curitiba - 1992


Já disse à várias pessoas que uma das motivações para a criação desse blog foi a união da minha paixão por Curitiba, com a minha paixão por fotografia. Há muito tempo fotografo Curitiba simplesmente pelo prazer de registrar a cidade que me acolheu e também com o tempo, poder observar as mudanças que ocorreram.
Explorando alguns álbuns antigos, encontrei entre fotos de família, essas duas fotos feitas por mim em 1992 na rua XV logo depois de ter voltado de uma estada de quase dois anos no Japão e por isso, com muitas saudades de Curitiba. Peço desculpas por todos os erros possíveis de se cometer numa foto, mas achei irresistível postar essas fotos pelas mudanças sutis ocorridas em Curitiba passados 23 anos, que podemos observar nas duas imagens (divirtam-se procurando as que eu não mencionar).
Primeiramente, as luminárias. Nessa época ainda dominavam a paisagem as que imitavam araucárias e que foram depois substituídas por novas com jeitão de velhas. Com atenção podemos perceber alguns estabelecimentos que não estão mais na XV ou que simplesmente não existem mais, tais  como o Foto Brasil, a Iris Color Foto (talvez tenha revelado esse filme lá), o Colégio Palotti e a Casa do Ingresso. Outra curiosidade das fotos são os cartazes das eleições daquele ano, quando um dos candidatos à prefeitura era Maurício Fruet, pai do atual prefeito.
Imagino que daqui muitos anos, talvez as fotos que faço hoje despertem o mesmo tipo de curiosidade e isso me motiva a continuar a registrar a nossa cidade!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Uma freirinha na Emiliano Perneta


Essa freirinha passou por nós durante nossa caminhada pelo centro na rua Emiliano Perneta. Ela certamente vinha da Congregação das Irmãs da Sagrada Família e foi em direção à Igreja Santo Estanislau, de onde mais tarde tentou de todo jeito que esperássemos pela próxima missa.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Uma UIP na Rua Riachuelo

O que sobrou desse prédio, o antigo Hotel São João, hoje uma UIP na rua Riachuelo, 222 - no centro da cidade - parece estar sendo sustentado para que uma outra edificação ocupe o espaço vazio. Vamos ver o que brotará ali, espero que nada muito bizarro.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Casas de madeira no Ahú



Fui ao bairro do Ahú por recomendação de um caro leitor desse blog especialmente para fotografar algumas casas de madeira. Gostei especialmente daquela com hortências na frente e seu belo muro vazado.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Grupo de caminhadas observacionais - Edifício Itália

O Edifício Itália, de Elgson Ribeiro Gomes, muito marcante na paisagem urbana de Curitiba, foi visto por nós (caminhantes) quando passamos pela Visconde de Nácar, na esquina com a Cruz Machado.
O Edifício, com suas fachada em curva, permitiu o melhor aproveitamento possível dos ambientes voltados para a rua, cujo traçado sugere esse desenho. Como resultado, o edifícios ganha personalidade própria na paisagem urbana. No Edifício Itália, o arquiteto utilizou a disponibilidade que a legislação permitiu e avançou 1,2 metros sobre o alinhamento.
Esse prédio é um dos que estou expondo na Carmesim. 

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Grupo de caminhadas observacionais - arte nas paredes







"L'essentiel est invisible pour les yeux" diz a famosa frase de um livro e encontrada num grafite nas ruas de Curitiba. Com frequência a frase é verdadeira e também na nossa relação com a cidade em que vivemos. Há muita beleza escondida ou plenamente disponível para que seja apreciada, basta olhar! No post de hoje, fotos de alguns grafites e mosaicos de Franco Giglio que encontramos durante nossa última caminhada observacional pelo centro de Curitiba.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Últimos zumbis


Fechando as postagens sobre a Zombie Walk Curitiba 2015, publico hoje dois mosaicos com alguns dos muitos zumbis que encontrei no último domingo. Apesar da chuva (hora fraca, hora forte), estima-se que 7 mil pessoas estiveram nessa oitava edição, molhada, escorrida, sem incidentes e muito divertida da Zombie Walk.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Circulando pela Arquitetura Modernista de Curitiba








Ontem entre amigos e familiares, tive o privilégio de abrir a minha exposição intitulada "Circulando pela Arquitetura Modernista de Curitiba", composta de vinte e quatro imagens de edificações que pessoalmente gosto dessa arquitetura na nossa cidade, na Carmesim Espaço de Arte e Design.
Agradeço à Carmesim pela oportunidade e a todos que foram e que certamente visitarão a exposição, que ficará aberta de 18/02 à 21/03, de segunda à sábado das 10:00 às 19:00 na rua Dr. Faivre, 621.

A seguir, o texto elaborado pelo arquiteto Key Imaguire Jr para apresentar a exposição:

As mudanças na Arquitetura não ocorrem segundo mutações súbitas ou mesmo de curto prazo. Entre duas obras limiares indicando rumos diferenciados e opostos, haverá sempre aquelas com dosagens variadas tendendo à antiga ou à nova direção. Nesse sentido, conceitos como “inovador” ou sua radicalização “revolucionário” têm validade muito limitada. Num ambiente como o da cultura brasileira da primeira metade do século XX, fica particularmente evidente que “evolução” é sempre mais verdadeiro que “transformação”.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A Sociedade dos Croquiseiros Mortos na Zombie Walk 2015


















O pessoal do Croquis Urbanos de Curitiba montou sua barraca na Zombie Walk e nela, desenharam os zumbis que se dispuseram a posar para eles, aliás para um zumbi posar não é nada difícil, basta fingir-se de morto. Os croquiseiros entraram no clima incorporando artistas já mortos ou seus personagens. Vimos Fridas Kahlo, Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Van Gohg, Camões, Salvador Dali, Shakespeare e outros.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Os piás na Zombie Walk 2015












Essa é a sexta Zombie Walk de Curitiba que fotografo e a cada ano, cresce mais e mais a presença de crianças, sempre acompanhadas de seus pais e avós. Esse é um sinal inequívoco de que trata-se de uma festa pacífica, divertida e para toda família. Hoje, publico das fotos dos zumbis mirim da Zombie Walk.