quinta-feira, 30 de abril de 2015

Pedestres na Marechal Deodoro


Algo que gosto de fazer quando circulo pela cidade é fotografar as ruas e as pessoas passando pelas faixas de segurança, quando consigo ser o primeiro carro parado aguardando o semáforo abrir.
Nesse dia a Av. Marechal Deodoro próximo à João Negrao foi o pano de fundo para as duas fotos, onde as pessoas, pela faixa de segurança ou não, atravessavam a rua.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

A Capela Santa Maria













Há tempos tinha vontade de visitar a Capela Santa Maria e a exposição "Curitiba entre nós 2" do núcleo de fotógrafos da APAP, que está acontecendo no hall, foi o motivo ideal para conhecer o local.
Após visitar a exposição, fotografei o pátio interno e a capela em si. Nesse local por muito tempo funcionou o Colégio Santa Maria (hoje no São Lourenço). Minha esposa que foi aluna nesse endereço lembrou-se de que no pátio era onde as aulas de educação física aconteciam, entre as pilastras dos arcos, o pessoal do atletismo faziam seus treinos de corridas, abaixo das salas de aula.
Saiu a escola, o local ficou sob a guarda da Fundação Cultural de Curitiba. Após reforma e readequações, a capela foi inaugurada em 2008 durante a Oficina de Música de Curitiba como um espaço dedicado à concertos de música erudita e casa permanente da Camerata Antiqua de Curitiba.  (que existe desde 1974). Na capela, a camarata tem uma agenda anual de 32 espetáculos.
As salas de aula tornaram-se locais de ensaio para coro e orquestra e também, em áreas administrativas da coordenação de música da FCC.
Para mais informações acesse o site da Fundação Cultural de Curitiba.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Centro Estadual de Capacitação em Artes Guido Viaro





              Em nossa visita ao Centro de Capacitação em Artes Guido Viaro, tive a grata satisfação de conhecer várias professoras que com dedicação e paixão, cuidam com carinho do espaço, da sua história e do que representa para a comunidade na qual está inserido. Dentre as professoras, conheci Sabrina Rosa Cadori, que foi aluna do centro, depois professora e hoje é coordenadora de artes visuais. Ela também tem pesquisado a história do centro para sua tese de mestrado e por isso, solicitei à ela que tentasse resumir numa lauda (fui maldoso nessa) a história de 130 anos da instituição. Gentilmente recebi o texto que compartilho na íntegra à seguir. Espero que um trabalho tão importante, principalmente para a comunidade, perdure por incontáveis anos e que seja respeitado por todos os políticos que eventualmente venham a ocupar a cadeira de governador do Estado do Paraná.
Segue o texto.
O Centro Estadual de Capacitação em Artes Guido Viaro teve sua origem no ano de 1886, com a aprovação de um projeto de criação e funcionamento de uma Escola de Desenho e Pintura, apresentado por Antonio Mariano de Lima. Sua primeira denominação de destaque foi “Escola de Belas Artes e Indústrias do Paraná”. 
Através do Decreto 548 de 08 de agosto de 1917, publicado em Diário Oficial no dia 14 do mesmo mês, passou a denominar-se “Escola Profissional Feminina” oferecendo, além de Desenho e Pintura, cursos de Corte e Costura, Flores, Bordado a mão, Bordado à máquina, Pintura em Tecido e Artes do Toucador, que no contexto cultural da época, faziam parte da formação da mulher. 
Em 1933, seguiu-se a denominação “Escola Profissional Feminina  República Argentina” como homenagem do Interventor Manoel Ribas ao Cônsul da Argentina, que estava em visita ao nosso Estado. 
Nas artes plásticas, foram mestres desta escolaAntonio Mariano de Lima, Alfredo Andersen, Guido Viaro, Maria Amélia D’Assumpção, Inocência Falce, e alunos, João Turin e Zaco Paraná. 
Na década de 70, pelo advento da Lei 5.692/71, através da Resolução 3.601, publicada no Diário Oficial de 30 de setembro de 1974, passou a denominar-se “Escola Estadual Profissional República Argentina e, adaptando-se às transformações dos valores sócio-culturais, foi se moldando às novas necessidades da comunidade e o ensino profissionalizante passou a ser o ponto alto da reforma educacional. Nesta ocasião, os professores da Escola passaram a ministrar, também, aulas de Formação Especial aos alunos das Escolas Públicas centrais da cidade. 
Em 03 de junho de 1992, por meio da Resolução 1.664/92, publicada no Diário Oficial de 24 de junho de 1.992, a escola mudou novamente seu nome. Foi reestruturada com a finalidade de resgatar as origens como “Escola de Arte” e, na ocasião, como homenagem ao precursor da Arte-Educação no Estado e grande mestre da pintura – Guido Viaro passou a denominar-se “Centro de Artes Guido Viaro”.
Com a Resolução 555/05, publicada no Diário Oficial de 26 de abril de 2005, finalmente passou a chamar Centro Estadual de Capacitação em Artes Guido Viaro, o que demonstra o reconhecimento público da importância da Arte como parte indispensável na formação do indivíduo. 
Atualmente, o Centro Estadual de Capacitação em Artes Guido Viaro está situado à Rua Francisco Mota Machado, 490, bairro Capão da Imbuia, e oferece Cursos de Capacitação nas cinco áreas: Artes Visuais, Dança, Literatura Infanto-Juvenil, Música e Teatro, para Professores da Rede Estadual e Municipal de Ensino e Cursos de Arte-Educação para Formação de Docentes e professores da Rede Pública em geral. Além das modalidades descritas, mantém Cursos Livres semestrais para pessoas da comunidade em geral: Curso Preparatório para Faculdades de Artes, Cursos de Desenho e Pintura, Desenho Básico, Dança, Música e Teatro.
Trata-se, portanto, de uma ação educativa, que ao longo do tempo tem formado multiplicadores.
O propósito desta Instituição é garantir, no Ensino da Arte, um vínculo permanente entre a teoria e a prática, como também, que todos vivenciem, no processo artístico, o fazer, o conhecer, o exprimir e o representar com imaginação o mundo da natureza e da cultura, tendo como sustentação pedagógica objetivos, conteúdos, métodos e procedimentos significativos na elaboração dos saberes em arte, que permitam maior profundidade do conhecimento, analisando-os, refletindo-os e transformando-os. 
 Centro Estadual de Capacitação em Artes Guido Viaro calcado na criatividade e no desenvolvimento dos talentos, mantém a tradição ao mesmo tempo em que oportuniza novas possibilidades, através de instrumentos que propiciem o crescimento cultural de nossos docentes e de nossa comunidade, sempre conscientes do compromisso social que irão assumir como agentes participantes e transformadores.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Croquis e o Centro Estadual de Capacitação em Artes Guido Viaro



Ontem o encontro do Croquis Urbanos de Curitiba aconteceu no Centro Estadual de Capacitação em Artes Guido Viaro, um lugar especialíssimo com uma história de mais de 100 anos de ensino de arte. Hoje o centro fica no Capão da Imbuia, onde acolheu e foi acolhido pela comunidade que participa ativamente das atividades culturais que fervilham o ano inteiro.
A produção do croquiseiros como sempre foi abundante e inspirada, como podem ver de modo geral nos mosaicos.
Em breve farei nova postagem sobre o Centro de Artes Guido Viaro, com o apoio de uma professora e pesquisadora do local. Para se ter idéia da importância dessa escola, por lá passaram nomes como João Turin, Alfredo Andersen e logicamente, Guido Viaro. Só isso seriam credenciais suficientes para reverenciar esse centro de produção de cultura e garantir à ele todo apoio de que precisa e merece, mas tem muito mais.

domingo, 26 de abril de 2015

Polícia na Rua XV

A Rua XV é o principal cartão postal de Curitiba e como tal, deveria ser a rua mais bem cuidada da cidade. Houve um tempo em que caminhar pela XV era tranquilo, algo que parece ter ficado no passado. Caminhar por lá, fora de horário comercial, passa uma sensação bem desagradável de insegurança. Não sei o que esse carro da polícia fazia no meio do calçadão no dia da foto, mas ilustra bem o meu ponto de vista.

sábado, 25 de abril de 2015

Uma casa inacabada no Cabral


A caminho de um restaurante na hora do almoço com alguns amigos, fotografei essa casa com jeitão de arquitetura modernista, na esquina da rua Camões com a rua João David Perneta no Cabral. Pelo que me relataram, a obra encontra-se nesse estágio faz um bom tempo.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Começou a construção



Passando pela rua Konrad Adenauer (rua da lateral do Jockey Club) notei máquinas trabalhando no terreno do Jockey. Parei e por cima do muro, que é bem baixo, fiz as fotos de hoje. Evidentemente as obras do maior shopping de Curitiba começaram. Serão 200 mil metros quadrados de área construída numa área de permuta de mais de 90 mil metros quadrados, um naco considerável da área original do Jockey. Espero que o Jockey e sua centenária história sobrevivam da melhor forma possível à esses eventos recentes.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Surpresas da Anita Garibaldi

A Avenida Anita Garibaldi guarda muitas e belas surpresas. Essa linda edificação com grandes lambrequins (numa das faces eles continuam quebrados há muito tempo) fica ao lado do Terminal da Barreirinha e hoje é utilizado pelos Alcoólicos Anônimos. Não conheço infelizmente a história desse prédio. Sentados na pequena escadaria da entrada, os piá. Circular por essa rua revela muitas outras casas bem interessantes e locais inusitados, como um terreno na beira da avenida onde vacas e outros bichos pastam serenamente.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

A Fotografia no acervo do MAC/PR






Circulamos pelo MAC/PR visitando a mostra "A Fotografia no Acervo do MAC/PR". Sem dúvida uma bela exposição que não se pode perder. Do site do MAC retirei o texto que segue.

A fotografia passou a ser incorporada aos acervos de museus de arte no país há menos de 50 anos. No acervo do MAC/PR, as primeiras obras em fotografia registradas foram as dos artistas Eduardo Nascimento, Homenagem a Aloísio Magalhães, em 1987, e Rosane Schlögel, Releitura em vermelho, em 1988. Anos depois, nas edições seguintes do Salão Paranaense, passaram a ingressar as obras premiadas.

“Esta mostra traz um importante acervo que incorpora diferentes aspectos da fotografia, como o retrato, a paisagem, o documentário, o registro e os tangenciamentos dela com as artes visuais”, destaca a diretora do MAC-PR, Lenora Pedroso.

A exposição apresenta obras dos artistas Alexis Azevedo, Ana González, André Hauck, Caio Reisewitz, Daniel Acosta, Daniel Katz, Deise Marin, Dulce Osinski, Edílson Viriato, Eduardo Coimbra, Eduardo Nascimento, Eduardo Srur, Elaine Tedesco, Elisa Magalhães, Gleyce Cruz, Hélio Eudoro, Iolanda Gollo, Izabel Liviski, Jailton Moreira, João Urban, Juliana Stein, Karen Aune, Macaxeira, Marcelo Gobatto, Marga Puntel, Mercedes Barros, Nego Miranda, Orlando Azevedo, Pablo Lobato, Rachel Korman, Rodrigo Braga, Rogério Ghomes, Rosane Schlögel, Rossana Guimarães, Solange Venturi, Tânia Bloomfield, Vilma Slomp.


Serviço
A Fotografia no Acervo do MAC/PR
Período expositivo: de 16 de abril a 13 de setembro de 2015
Horário: Terça a sexta-feira: 10h às 19h | Sábado e domingo: 10h às 16h
Local: MAC-PR – Museu de Arte Contemporânea do Paraná
Rua Desembargador Westphalen, 16 – Centro.
Entrada franca

terça-feira, 21 de abril de 2015

Casa Rodolfo Hey





Era novembro de 1994 quando Rodolfo Hey assinava a escritura de compra de um terreno com uma casa quase demolida no Abranches. Para regularizar a "posse" do terreno, Rodolfo contratou um carpinteiro para fazer-lhe uma "reforma" na dita casa abandonada. Para isso, usaria janelas, portas, e materiais que recebera de uma pessoa próxima da família, a qual havia demolido uma velha casa na rua Saldanha Marianho.  

Rodolfo - advogado que é - sabia que "para manter a posse do imóvel, deveria construir ou colocar um caseiro. Então, em 1996, foi contratado o carpinteiro/caseiro Osmar Francisco Machado, vulgamente conhecido como Liketa (o qual Rodolfo acabara de livrar da prisão). Rodolfo deu-lhe a foto de uma casa que ainda existe perto da Rua Matheus Leme e sentenciou: "faça uma casa como essa, dois pavimentos, alta, e use algumas das janelas e portas que ja estão no terreno". Ambos conversaram horas naquela época sobre a obra e até hoje Rodolfo guarda os croquis feitos a mão em guardanapos. 

Naquela semana, logo após o nascimento de seu filho Bernardo, começou a construção. Rodolfo empreendeu viagem para o interior do Estado, recebendo antes de seu carpinteiro uma listagem de madeira (tábuas, caibros, pedras, cimento, canos, telhas). Em seu retorno à Curitiba, depara-se com a estrutura de uma enorme casa de madeira, muito maior do que imaginava, pois o agradecido cliente carpinteiro afirmava que "casa de advogado tem que ser grande". Circulou por Curitiba atrás de uma casa parecida com o seu chalé polonês, que até então nem lambrequins tinha. Achou um exemplar parecido e o fotografou, entregou a foto ao "Liketa" para orientar o trabalho. 

Na rua Anita Garibaldi numa noite viu uma velha casa, quase caindo, com belos lanbrequins.  No dia seguinte Rodolfo retornou ao local e não mais encontrou a casa. Naquela noite um incêndio consumiu a pequena edificação centenária. Entre as cinzas Rodolfo achou um único pedaço de madeira - um lambrequim quase inteiro. Não teve dúvidas, levou o exemplar à uma marcenaria perto de Joiville onde encomendou as réplicas do lambrequim salvo do fogo.  

Naquele mesmo ano Rodolfo comprou um Órgão de Tubos, ainda hoje o seu instrumento predileto. Em 1997 a casa estava pronta. Como na região falavam que a casa parecia a "Casa do Papai Noel", Rodolfo elegeu as cores verde para os beirais e janelas, vermelho para as paredes e branco para os lambrequins. 

A casa foi mobiliada e servia de chácara para os finais de semana, onde seu filho Bernardo poderia ter contato com galinhas, gansos e até um porquinho. No final da década de 1990 a casa foi decorada pela primeira vez para o Natal com a colocação de lâmpadas em todo seu contorno. Desde então, a decoração de Natal tornou-se uma tradição. 

No ano de 2004, após duas viagens para a Alemanha, Rodolfo não conteve-se em contratar uma arquiteta - alemã - que fez o projeto da casa em estilo enxaimel nos fundos, inspirada em casas que viu na cidade de Eisenach, na Bavaria'. O sobrado tinha um projeto de escadaria, que Rodolfo achou que ficaria "sem graça" se não houvesse um acabamento "la em cima". Foi assim projetada uma pequena torre, que em princípio abrigaria apenas uma caixa d'água. A obra iniciou-se em setembro de 2004 e em dezembro de 2005 a casa estava quase terminada. No topo da torre acrescentou um relógio com baixo custo de energia. Conta a vizinha Bernadete Showonka  que todo ônibus que passa na Rodovia dos minérios tem seus passageiros com os olhos fixos no relógio.  

Ambas edificações guardam para pai e filho, lembranças e momentos importantes.  Dizem os vizinhos que não passa um dia que não pare um carro para tirarem fotos. Se deixar o Portão aberto "ja vai entrando um curioso", mas os gansos e o peru avisam a chegada do intruso. O interfone teve de ser desligado. 
 
No inicio da edificação da casa da frente, no dia 27 de fevereiro de 1996, Rodolfo plantou uma Araucária no meio do jardim, no recuo obrigatório do terreno. A araucária completou 19 anos, a idade exata de seu filho, que nasceu na mesma data.
 
Disse o Rodolfo que se um homem necessita plantar uma árvore, construir uma casa e escrever um livro, sua missão está quase completa, pois um livro estão nos seus planos. E a casa, essa continua lá no alto do morro, atiçando a curiosidade de quem surpreendido a vê pela primeira vez.

O texto acima praticamente na íntegra foi retirado de um relato gentilmente enviado a mim pelo próprio Rodolfo Hey.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Casa Rodolfo Hey e o Croquis Urbanos


Ontem a Casa Rodolfo Hey foi aberta para o Croquis Urbanos de Curitiba e tivemos assim a oportunidade de ver a imensidão de detalhes que compõem essa incrível casa que fica no Bairro Abranches, na rua Carmelina Cavassem, 1734. Lambrequins, uma grande torre do relógio, refúgios, laguinhos, órgãos, vitrais, aves e muito mais, tornaram difícil a tarefa de escolher um ângulo para desenhar e pintar. Amanhã farei nova publicação mais dedicada à casa em si.

domingo, 19 de abril de 2015

Feijoada de São Jorge na Carmesim Espaço de Arte e Design








Está acontecendo nesse momento na Carmesim Espaço de Arte e Design a III Feijoada de São Jorge organizada pela Montenegro Produções Culturais, ao som da ótima Banda Paranambuco (que toca variações de samba e folclore) e com a inauguração do Espaço Gourmet Marcos Bortolozo, estabelecido agora na Carmesim com fantásticas opções para almoço, cafés e happy hour. Toda a renda do evento de hoje será revertido para o Hospital Angelina Caron. Corre pra lá que ainda dá tempo de curtir um bom som, um bom chopp e uma ótima feijoada!

sábado, 18 de abril de 2015

Um passinho para trás por favor.

Nesse dia a rampa do tubo estava meio caída e a porta escancarada. Fitas indicavam que a rampa estava meio caída e a porta escancarada. Como havia pessoas lá dentro, pelo jeito a estação continuava operacional.