domingo, 31 de maio de 2015

Um bonde chamado Bondinho.



Ainda no tema Bondinho, vou contar ou pouco da história desse elemento da paisagem que é tão querido por todos que moram em Curitiba. O Bondinho nunca circulou por Curitiba, foi "importado" da cidade de Santos e instalado nesse local em 1973 (onde a rua XV de Novembro vira Av. Luiz Xavier). Era conhecido como "Estacionamento de Crianças" uma vez que nessa época (até 1986) seu propósito era oferecer atividades recreativas monitoradas para crianças, enquanto seus pais faziam compras ou resolviam seus afazeres na região do Calçadão. Depois virou ponto de informações turísticas e agora é uma pequena biblioteca.
Ponto de referência, local onde crianças na calçada pintavam livremente com distribuição gratuita de material, testemunha da passagem do tempo, das pessoas e das mudanças de costumes pelo calçadão da Rua das Flores.

sábado, 30 de maio de 2015

O Bondinho dos fantasmas


Depois de certo horário na região do Bondinho da XV, a câmera começa a captar espectros amigos que curtem passear tarde da noite pela Rua das Flores. Estava pouco frio, então foi bem bacana na companhia de amigos passar algum tempo nessa região da cidade, pela qual tenho muito carinho.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Bar e Mercearia Florestal

Esse é um dos dois únicos pequenos comércios que conheço no Jardim Social. Basicamente duas portas, poucos produtos, clientes de longa data e muita prosa. Lá dentro se vê chinelos pendurados e o que parecem ser pacotes de salgadinhos. O nome do estabelecimento é Bar e Mercearia Florestal, para lembrar do tempo em que a região levava esse nome (Planta Florestal).

quinta-feira, 28 de maio de 2015

TV Brasil em Curitiba


Semana passada uma produtora do TV Brasil entrou em contato comigo solicitando uma entrevista, que segundo me disseram, deve ir ao ar em julho. O tema do programa será internet e como ela tem mudado a vida das pessoas. A entrevista rolou na Casa Belotti e na rua pediram para eu fazer algumas fotos enquanto faziam algumas imagens externas. Fiquei fotografando aleatoriamente, mas acabei achando a foto desse prédio de esquina e do câmera (que é fotógrafo também) interessantes, por isso publico hoje.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Família Vendramin

Quando estivemos na Carpintaria São Judas Tadeu para fazer um editorial de moda, o Seu Joel (atual proprietário da carpintaria) me trouxe uma foto bem antiga, na qual seria a única que ele está bonito (palavras dele)! Conhecendo o seu Joel já a algum tempo, logo adivinhei que ele é o bebê no colo da senhora sentada, Dna Julieta, sua mãe.
Fotografei a foto e fiz o que pude para corrigir alguns defeitos (manchas e marcas). Imprimi a foto, levei para o seu Joel (que gostou bastante) e aproveitei para solicitar sua autorização para postar a foto aqui. Ele autorizou e me contou algumas coisas.
A foto foi feita em setembro de 1944, no quilômetro 64 da Estrada do Cerne. Na foto vemos sentados da esquerda para direita, Lizete e Zelândia (irmãs do seu Joel), Alfredo e Julieta (pais), em pé Alaor (irmão) e Lizone (irmã).
Em pé atrás das meninas, um senhor que vendo a penúria que a família de seu Alfredo estava passando em Santa Felicidade, sugeriu que ele abrisse um comércio na estrada do Cerne, onde construiu a casa de madeira que vemos na foto. Lá criavam porcos, que uma vez abatidos, eram vendidos aos viajantes.
Não tive mais tempo para obter mais informações, mas nada que não possa ser resolvido futuramente em mais uma visita ao seu Joel, para novas e engraçadas histórias. Sugiro aos caros leitores que numa passada por Santa Felicidade, não deixem de passar na carpintaria para conhecer essa figura espetacular.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Croquis Urbanos e a coleção de carros de Udo Heller



No domingo o encontro do Croquis Urbanos aconteceu na casa da família Heller, onde a coleção de carros antigos do saudoso Sr. Udo Heller foi o tema para desenhos e pinturas. Cada um escolheu seu carro (e até bicicleta) favorito e caprichou nos traços. Até referências como a Corrida Maluca ou os Matchbox surgiram.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A coleção de carros de Udo Heller





O Croquis Urbanos desenhou uma coleção de carros antigos, que começou com o Sr. Udo Heller. Ele que sempre foi apaixonado por carros ganhou do seu pai o Studebaker 1928 que pertenceu ao seu avô. E que integra a coleção até hoje. À medida que o Sr. Udo encontrava algo relacionado a carros, e que se interessava, ele dava um jeito de comprar, guardar e recuperar, e com o tempo isso o levou ao antigomobilismo. Sua vida profissional foi com comércio de carros, o que ajudou ainda mais a ter uma linda coleção.
Sr. Udo foi sócio fundador do CAAMP – Clube de Automóveis e Antiguidades Mecânicas do Paraná, onde teve muitos amigos. Após essa época, em meados dos anos 70, ajudou a fundar o Veteran Car Clube do Paraná – Curitiba.
A sua maior conquista no antigomobilismo, foi ter passado a ferrugem pra frente, para seus filhos e netos, e a certeza de que os seus carros terão um “final feliz”.
Seu sonho no antigomobilismo, é que cada vez mais apareçam pessoas interessadas pelo hobby e ativas, que conservem os seus carros com o gosto e carinho merecidos, de preferência mantendo as características originais de seus carros, apesar de que cada um pode fazer o que bem entender com eles.

O Sr. Udo já não está mais entre nós, e sua coleção é cuidada de perto pelo seu filho, o Arq. Luiz Fernando Heller e pelo seu neto Bernardo Heller.
Hoje apresento os mosaicos das fotos que fiz dos fabulosos carros que vimos ontem.

domingo, 24 de maio de 2015

A cúpula verde.

Essa foto foi feita da rua XV de Novembro perto da esquina com a Dr. Muricy. Em primeiro plano um dos muitos, muitos prédios da XV que valem a pena ser observados perigosamente andando e olhando pra cima. Ao fundo, um lindo edifício em cujo topo há uma cúpula esverdeada, segundo bem lembrou uma amiga, cor que o cobre assume quando exposto ao tempo.
O seguir, um relato bem bacana sobre o prédio feito pelo amigo Hugo Umberto: “Este edifício, Pedro Demeterco, foi construído pela Família Demeterco, antigos donos do Mercadorama. A cúpula foi feita como anexo somente no fim da obra, pois na ocasião, a esposa do sr Demeterco se recusava a aceitar por o nome da família no edifício pela falta de arquitetura monárquica e dizia que sentiria vergonha diante da sociedade carioca, que frequentava na época, por ter construído um pombal em Curitiba (tirando a cúpula, o edifício não tem quase nenhum elemento arquitetônico relevante, apenas janelas populares espalhadas por todo o edifício). 
Diante disso, o Sr. Demeterco na ocasião, para agradar a esposa, não economizou na cúpula de cobre feita no Rio de Janeiro e alterou a arquitetura do mesmo no fim da obra para abrigar essa cúpula. Também não economizou nos mármores requintados da época. Ficou feliz a esposa com o resultado e ganhou com isso Curitiba! A Família Demeterco ainda ocupa parte desse edifício. Esse relato me foi passado por um dos netos há quatro anos.”

sábado, 23 de maio de 2015

Titton in natura.










Quem passa à pé pela Dr. Faivre, na altura do número 621 não deixará de notar um muro baixo e lá no alto do terreno, uma linda casa vermelha. Notará também, um sensacional conjunto de esculturas em metal. A casa é a Belotti e as esculturas são de autoria de Elizabeth Bastos Dias Titton, ou simplesmente Titton.
Titton nasceu em São Paulo, mas está em Curitiba desde 1957. Graduou-se em Administração pela UFPR e em Pintura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná.
Foi diretora e membro do conselho consultivo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná, criadora do Espaço Cultural “Pró-Criar” e professora do Curso Superior de Escultura da EMBAP.
Participou de inúmeras exposições em vários estados, inclusive fora do Brasil. Tem várias das suas esculturas em espaços públicos de Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Suíça. Publicou e figurou em diversos livros e revistas. Suas esculturas já compôs cenários de novelas da Rede Globo.
Apesar de seu impressionante currículo, trata-se de uma pessoa muito generosa, querida e sempre de bem com a vida. Com frequência a encontrará ali pela Casa Belotti (onde funciona a Carmesim), seja desfrutando do excelente Café/Bistrô ou apenas curtindo a companhia do momento.
As fotos são das esculturas que estão na casa, tanto as do jardim quanto as que estão dentro da casa.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Um pouco de moda.





Publico hoje um conjunto de fotos um pouco diferente do que costumo publicar. Aqui são fotos que fiz na conclusão de um dos módulos (moda) do curso anual de fotografia da Omicron, numa locação que já postei aqui em outras oportunidades, a Carpintaria São Judas Tadeu em Santa Felicidade.
As duas primeiras fotos mostram uma maquete de uma escada de madeira em espiral e por mais incrível que pareça, essa escada em tamanho real é um dos produtos que a Carpintaria oferece, praticamente uma obra de arte criada pelo Sr. Joel Vendramin, dono da carpintaria.
Durante a produção do editorial, fiquei bastante impressionado com o alto grau de profissionalismo das duas modelos, apesar de serem bem novinhas, suportando por horas seguidas o frio, os saltos altos e os terríveis borrachudos!
Todo ramo da fotografia envolve uma série de profissionais e uma cadeia produtiva importante, mas creio que nenhuma tão grande e complexa quanto a de moda, onde vários segmentos se tangenciam. Foi bem interessante ter tido a oportunidade de dar uma espiada nessa área que envolve muito glamour, mas também muito trabalho duro.
E como manda a etiqueta nessa área, é sempre de bom tom apresentar a ficha técnica da produção, conforme segue: Agência Mega Model Sul. Modelos Marcella Jenichen e Maria Cristina. Orientação Itaciane Pazinatto. Maquiador Thiago Notaroberto. Produção Stéphanie Zem. Roupas Gianni Cocchieri. Fotógrafo: eu!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Marchas e protestos


Esses últimos dias foram agitados na cidade. Marcha para Jesus, protesto dos servidores públicos estatuais e essa passeata de motocicletas sem que eu imagine o motivo, na qual a polícia fechava os cruzamentos para facilitar o fluxo.
A foto fiz de dentro do carro, no cruzamento da Mariano Torres com a Amintas de Barros.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Repúblicas

O centro da cidade por ter grande concentração de escolas (cursinhos, faculdades, colégios), pela facilidade de deslocamentos e porque Curitiba atrai muitos estudantes de fora, existe grande quantidade de repúblicas de estudantes em vários prédios baixos espalhados pela região. Esse prédio fica na Alameda Cabral (região de grande movimentação noturna) quase esquina com a Al. Dr. Carlos de Carvalho.

terça-feira, 19 de maio de 2015

O fim da Vila Hípica do Jockey Club do Paraná






A maioria das pessoas (me incluo nessa maioria) não conhece a rotina de quem trabalha num Jockey Club. Pelo pouco que conversei com uma pessoa, os cavalos que participam de corridas são animais tão caros, que precisam de atenção de um tratador praticamente 24 horas por dia. Por esse motivo é muito comum existir nos jockeys clubs da vida, conjuntos de residências que compõe as Vilas Hípicas. No Jockey Club de Curitiba não era diferente. Desde perto da Victor Ferreira do Amaral até perto das cocheiras, existiam casas de madeira e um pequeno conjunto de mais ou menos 10 casas em alvenaria em estilo que remete ao modernismo, que serviam de moradia para as pessoas que trabalhavam no Jockey.
As casas de madeira, parte das cocheiras e das casas em alvenaria já foram demolidas. Algumas poucas ainda restam, maltrapilhas e maltratadas. O motivo da demolição reside no fato delas ocuparem a área onde o novo shopping começou a ser construído.
Olhando a primeira foto, podemos perceber ao fundo as arquibancadas (belíssimas) do Jockey Club, que são tombadas pelo Patrimônio Histórico do Paraná e portanto, não podem ser tocadas. Mais em primeiro plano, vemos um tapume que demarca o ponto onde o terreno do Jockey foi dividido para dar lugar ao shopping. Dentro desse terreno estava a Vila Hípica.
Segundo também me relataram, esse conjunto de casas em alvenaria teria sido o primeiro conjunto de casas em arquitetura modernista no Paraná. Não posso confirmar essa informação por não dispor de documentos que a confirmem, mas supondo que seja, não seriam essas casas passíveis de preservação (se não todas, em parte ou pelo menos uma)?
As demais fotos mostram como as casas estão hoje e a última, como elas eram no tempo em que eram habitadas.
Imagino o quanto é difícil preservar um pouco de história, quando entram em jogo interesses monumentais como esse (econômicos e sociais), mas será que a situação dessas casas foi avaliada em algum momento? Houve alguma reflexão quanto à importância (ou não) desse conjunto arquitetônico? Mereciam ou não ser preservadas? Alguém detém essas respostas?

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Uma pausa no urbano...




A caminho da casa da minha irmã em Campo Largo, numa via marginal à BR, a paisagem muda drasticamente e como podem ver pelas fotos, mudam para muito melhor. Essa propriedade destaca-se com uma linda casa, um belo campo de araucárias, vacas e carneiros. Tão diferente, tão perto.

domingo, 17 de maio de 2015

Numa manhã qualquer.

Já li em algum lugar que a melhor câmera que existe é aquela que está ao seu alcance quando você precisar de uma. Não há um motivo específico para eu gostar dessa foto, mas eu gosto. Feita a partir do meu celular quando estava numa panificadora esperando por um café, captei um instante da manhã dessas pessoas, prestes a começar o seu dia.

sábado, 16 de maio de 2015

Gibiteca - faça chuva ou faça sol!

A Gibiteca de Curitiba funciona firme e forte no Solar do Barão. Como disse o Key Imaguire Jr, seu idealizador, a nossa foi a primeira do Brasil, a primeirona do planeta (até prova em contrário). Chova ou faça sol, está sempre aberta e cheia de amantes de um bom gibi!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

De volta à Machu Picchu

Ontem de carro voltei à Machu Picchu, infelizmente não o belo sitio arqueológico do Peru, mas um bar com esse nome na esquina da Comendador Macedo com a Tibagi no Centro, onde apesar do frio, alguns poucos e fiéis clientes aproveitavam a noite. Será que lá tem milho com queijo, porquinho da índia assado, churrasco de lhama e pisco sour?

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Colorir a vida

Colorir a Vida é um projeto da RPC que pretende espalhar arte e cores pela cidade, nessa primeira fase em parceria com a Confraria da Cola, formada por alunos do Curso Superior de Gravura da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP). Nessa arte, vemos o príncipe ajudando sua princesa alcançar as folhas, na esquina da rua Conselheiro Araújo com a General Carneiro.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Um restaurante que já foi casa de governadores



Não sei muito da história dessa casa que fica na Praça Osório com a Travessa Jesuíno Marcondes. Sei que foi construída por Affonso Alves de Camargo (presidente do Paraná) e onde mais tarde morou sua filha, Flora Munhoz da Rocha (que ocupou a cadeira 10 da Academia Paranaense de Letras) quando casada foi com Bento Munhoz da Rocha, ex-governador do estado.
Atualmente na bela casa funciona um restaurante chamado Nelbe (que não conheço ainda).