quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Um malabarista nas alturas

Creio que fotografei esse malabarista na esquina da Av. Visconde de Guarapuava com a Mal. Floriano. Sua atuação difere da dos demais artistas de rua por combinar um monociclo altíssimo com malabares em chamas. É tão complicado que não dá tempo para ele descer e pegar os trocados!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Estacionada

Passando pela rua Conselheiro Laurindo (no Rebouças), a imagem da casa sem reboco (com os tijolos aparentes) e a senhora sentada na calçada observando o movimento, me passou uma sensação de cidade pequena. Do lado de cá da foto, um tradicional congestionamento dessa rua no final do dia.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Croquisando o prédio da EMATER



O Croquis Urbanos esteve ontem no prédio da EMATER que fica na rua da Bandeira, 500. O prédio, projeto de Forte Neto, Orlando e Dilva Busarello é de 1977. Sua principal característica é a sua face inclinada voltada para a parte mais residencial do bairro e a face reta, para a área mais densa urbana.
Fomos gentilmente autorizados pela diretoria da EMATER a termos acesso ao prédio, o que garantiu a diversidade de pontos de vista que apresento hoje.
Apresentarei outras fotos do prédio num outro dia.

domingo, 27 de setembro de 2015

USK Curitiba e uma casinha de madeira no Alto da XV



Ontem fomos gentilmente recebidos numa linda casa de madeira que fica no Alto da XV. 
No mesmo terreno da casa um dia existiu uma fábrica de móveis. O grande galpão, apesar de já estar mal tratado, ainda resiste graças à forte estrutura.
Entrar na casa é quase uma viagem no tempo, com belos móveis e objetos que remetem à um tempo de em que Curitiba era mais gentil. 
As fotos da casa e seu interior mostrarei numa outra postagem, assim que receber um pouquinho da sua história de uma pessoa da família.

sábado, 26 de setembro de 2015

Tomie Ohtake no Portão Cultural

Essa escultura que fica no Portão Cultural e tem 11 metros de altura, foi feita por Tomie Ohtake em 1996 em comemoração ao centenário da amizade Brasil-Japão. Em junho desse ano a escultura recebeu uma nova pintura de conservação.
Tomie Ohtake chegou ao Brasil em 1936 e só começa a pintar aos 40 anos de idade, construindo uma trajetória como poucos artistas brasileiros conseguiram. Os anos 1960, quando se naturalizou brasileira, foram decisivos para a sua maturação como pintora originária da abstração informal.
Além da pintura e da gravura, Tomie realizou esculturas em grandes dimensões para espaços. Hoje, 27 obras públicas de sua autoria fazem parte da paisagem urbana de algumas cidades brasileiras.
Fonte: Fundação Cultural de Curitiba

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Eleuther e Giulia, sua sobrinha bisneta debutante.





Raramente publico nesse espaço fotos que não são minhas, hoje será uma dessas raras vezes.

Recebi alguns e-mails de Julianne Vianna Lima Muggiati, sobrinha neta de Eleuther de Alencar dos Guimarães Vianna, um brilhante senhor de 89 anos, dono de uma educação, lucidez e cultura que certamente faria corar a maioria das pessoas, mas ninguém sente-se constrangido diante de tantas qualidades, dada a gentileza no trato que dispensa às pessoas.

Se quiser rever as postagens que fiz sobre o Sr. Eleuther e a história de sua família, veja um primeiro post aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui.

Julianne gentilmente compartilhou mais um e saboroso capítulo da vida desse ainda ativo operário da alta costura curitibana.

As duas primeiras fotos são minhas, que fiz nos dias que tive o privilégio de visita-lo em seu atelier. As demais fotos, de Giulia, Eleuther e do magnífico vestido que fez para sua sobrinha bisneta, são de autoria de Cao Ferreira e Laura Ferreira.

Deixo o relato para o texto que segue, de autoria de Julianne.

Curitiba tradicional capital paranaense conserva em suas tradições o Baile de Debutantes nos principais clubes da cidade. Onde pais orgulhosos apresentam suas filhas que estão completando 15 anos à sociedade.

Para Eleuther, um dos ícones da Alta Costura no Paraná, esse é um período de criações para as queridas Debutantes. Corte que precisa estar impecável e adequado para meninas moças...Novas e antigas tendências da moda que vão e vêm...Detalhes de transparência, renda e bordado. Mas para a alta costura é preciso algo mais como afirma Eleuther: “É preciso estudar o perfil psicológico e físico de cada menina e propor algo único, condizente à delicadeza de sua idade, e de modo que ela se sinta única e plena na sua noite encantada do Début”

Este ano de 2015 foi mais do que especial para Eleuther. Ele teve a alegria de criar e produzir o tão sonhado vestido para sua sobrinha bisneta - Giulia Muggiati, filha de Julianne e Luiz Affonso Muggiati e neta de sua sobrinha Neusa Vianna.

Giulia celebrou o seu début no tradicional Baile de Debutantes do Graciosa Country Club e teve a honra de vestir uma criação de seu Tio Bisavô Eleuther Alencar dos Guimarães Vianna, que aos 89 anos teve a alegria de criar um dos vestidos mais belos da noite.

"O vestido foi concebido para acompanhar a meiguice da garota, e era todo bordado em cristais Swarovski, seguindo o preciso método de corte austríaco característico de nossas criações. Algo único e perfeito para a menina moça e ainda minha sobrinha bisneta Giulia" - afirma Eleuther orgulhoso ao lado da debutante.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O prédio abandonado no centro

Esse prédio na esquina da Presidente Faria com a Alfredo Bufren no Centro, está com sua construção parada há muito tempo. Por enquanto serve de parede para a Praça de Bolso do Ciclista e de suporte para pichadores e grafiteiros. Antes isso que um amontoado de concreto sem qualquer utilidade.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Missões do São Francisco


Essas duas casas ficam no bairro São Francisco, na rua Marcos Moro. Esse estilo de arquitetura, penso eu, poderia ser enquadrado como Missões e pode ser encontrado em outros pontos de Curitiba.
O texto a seguir, que discorre um pouco sobre o estilo Missoões, eu extraí do blog DZEITRS.
Brega, cenográfico, exagerado, descontextualizado. Estes são apenas alguns dos adjetivos normalmente atribuídos a um estilo arquitetônico que pode ser definido por “estilo Missões”. Na mesma vertente neo-colonial também figura o “neo-colonial hispânico”, “hispano-americano” ou “espanhol”, na época conhecidos como “estilo mexicano” e “bungalows californianos”. Este misto de diferentes influências no geral busca imitar esteticamente o estilo das missões espanholas no méxico, e mais tarde, a arquitetura civil destas colônias, cujo revival teve muita difusão na Califórnia-EUA.
O nome do “estilo missões” vem de sua denominação norte-americana: Missions Revival. Sua origem nos Estados Unidos remonta a década de 1890. Mais tarde o repertório visual evoluiu para o Spanish Colonial Revival, que além das missões inspirava-se também na arquitetura residencial das colônias espanholas, e até mesmo para o Pueblo Revival, que imitava construções simples dos pueblos mexicanos e que aparentemente não desembarcou por aqui.
No Brasil, o estilo teve direito até a uma versão local: o neo-colonial brasileiro, que buscava a releitura das construções tradicionais luso-brasileiras. 

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Um lugar para se pensar


Estar num ônibus sempre foi um bom momento para se pensar na vida, fazer planos (nem que seja para o dia) e apreciar a paisagem.
Os smatphones quebraram um pouco desse encontro consigo mesmo, já que mesmo sozinho você pode virtualmente ter a companhia dos amigos ou saber o que se passa mundo afora. Ainda sim se vê pessoas sozinhas nas janelas dos ônibus aparentemente olhando para fora, mas possivelmente estão olhando para dentro de si mesmas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Dia da árvore










Hoje é dia da árvore e para comemorar, publico as fotos do encontro do Croquis Urbanos de ontem na paineira gigante que fica no Bom Retiro. A paineira, que fica na Praça Werner Gross, é tombada pelo Governo do Estado do Paraná desde 1974. Essa árvore é a mais alta de Curitiba, tão alta que um sistema de pára raios foi instalado nela. Nas atas da Câmara e Livro de Provimentos do Ouvidor Pardinho, há informações de que essa árvore foi plantada em 1721 para demarcar o perímetro da Vila, ou seja, essa bela árvore tem 294 anos de idade e lá de cima, viu o quanto a Vila, depois capital do Paraná mudou ao longo desses anos todos. Que viva ainda muito mais!
Durante o encontro, um grupo de estudantes de arquitetura apareceu para acompanhar o trabalho do Croquis, o que foi uma bela e grata surpresa para todos.

domingo, 20 de setembro de 2015

Praça Rui Barbosa, Santa Casa e seus frequentadores








Na tarde de ontem estivemos na Praça Rui Barbosa. Surpreende a quantidade de pessoas espalhadas pelos canteiros da praça, a maioria aparentemente formada por moradores de rua. Conversei com uma pessoa que trabalha na sub-prefeitura que funciona dentro do Mercado Central há algum tempo e essa pessoa relatou que essas pessoas ficam ali por causa da alimentação que a Igreja do Bom Jesus distribui e também por causa do restaurante popular.
Mas a praça não é ocupada apenas por seus "moradores", mas também por transeuntes de modo geral e ontem, pelo Urban Sketchers de Curitiba, que lá estiveram para registrar a Santa Casa de Misericórdia de Curitiba.



sábado, 19 de setembro de 2015

Nos pormenores um universo – Centenário de Vilanova Artigas














Em 2015 o arquiteto curitibano João Batista Vilanova Artigas (1915-1985) completaria 100 anos. 

No MON uma exposição em homenagem à Artigas ocupa duas salas trazendo projetos originais, desenhos artísticos do arquiteto e maquetes (tem a mão de uma amiga nelas), além de obras dos artistas do modernismo aos concretos, principalmente aqueles que influenciaram a obra de Artigas, fotografias e documentos do acervo da família. Haverá também vídeos e recortes do documentário que foi produzido especialmente para o a comemoração do centenário. 

Apesar da importância de Artigas na arquitetura nacional e mundial, seu trabalho ainda é pouco conhecido em sua terra natal. Mesmo assim, entre projetos, estudos e anteprojetos deixou cerca de 30 obras espalhadas pelo Paraná, principalmente na capital e em Londrina. 

O arquiteto se tornou um dos nomes mais respeitados na arquitetura brasileira do século 20. Dentre os 700 projetos que produziu durante sua carreira, destacam-se: Edifício da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo; Conjunto Habitacional Zezinho Magalhães Prado, em Guarulhos; Passarelas Urbanas; Estádio de Futebol do Morumbi; clubes; sindicatos e várias casas.  

A curadoria da exposição é de Giceli Portela e Maria José Justino. 

João Batista Vilanova Artigas – Nascido em Curitiba, em junho de 1915, João Batista Vilanova Artigas mudou-se para São Paulo e se formou arquiteto pela Escola Politécnica da USP, em 1937. Foi fundador da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, em 1948, na qual liderou, mais tarde em 1962, um movimento para a reforma de ensino que influenciou outras faculdades de arquitetura no Brasil. Foi bolsista da John Simon Guggenheim Foundation em 1947. Militante dos movimentos populares no Brasil, foi perseguido pela ditadura militar, tendo sido expulso da Universidade em 1969, juntamente com outros professores brasileiros. Sua obra foi duas vezes premiada internacionalmente pela União Internacional de Arquitetos - UIA (Prêmio Jean Tschumi - 1972 e Prêmio Auguste Perret – 1985, este póstumo).  

Período: 27 de agosto de 2015 a 14 de fevereiro de 2016
Terça a domingo, das 10h às 18h

Fonte: museuoscarniemeyer.org.br