quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Curitiba psicodélica

Para não dizer que nunca fiz uma panorâmica esférica, segue uma que fiz a partir de uma série de fotos do terraço da Galeria Andrade.
O resultado é uma birutice difícil de ler, mas para quem conhece bem o centro de Curitiba, alguns prédios serão reconhecidos, tais como o CCI, o Teatro Guaíra e o Edifício Santos Andrade.
De qualquer forma é divertido ver um planetinha feito do centro de Curitiba.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Pequenos prédios do centro

Do edifício Anita fotografei esse pequeno conjunto de prédios na esquina das ruas Carlos de Carvalho e Ermelino de Leão no Centro de Curitiba.

Parecem ser três prédios. O que aparece mais à esquerda na foto leva o nome de Edifício H Oliva. No térreo vários pequenos comércios, à exceção de um salão de cabeleireiros bem na esquina no prédio vermelho.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Nos corredores da XV de Novembro

Na falta de registros dos encontros do USK e Croquis nesse final de semana, publico essa foto da rua XV de Novembro quando diante da antiga agencia do Banestado alguns membros do Croquis desenhavam a cena urbana.
Paralo ao corredor de prédios, o corredor de luminárias e das árvores que de um lado e do outro da XV nesse trecho, juntaram suas copas.

domingo, 27 de novembro de 2016

Edifício Latife Hamdar do alto




De um canto do terrado do edifício da galeria Andrade, fiz essas fotos do Edifício Latife Hamdar, um belíssimo e imponente prédio na esquina da rua Riachuelo e a Praça Generoso Marques.
O prédio de dois andares foi construído em 1915 e não achei na internet informações que contassem a sua história ou de quem o construiu. Há apenas uma pequena nota de falecimento de um comerciante, filho de uma pessoa de nome Latife Hamdar.

sábado, 26 de novembro de 2016

Um lugar para fumar

Cruzei meu caminho com o desse senhor ali diante do Edifício Tijucas no centro de Curitiba. Ele bem vestido, de olhar sério caminhou na direção da Boca Maldita.
Diante da minha lente, levou a mão espalmada à boca como numa reação de espanto diante de algo inesperado, mas o gesto foi apenas para levar o cigarro aceso para mais uma tragada. Hoje em dia apenas o céu aberto é lugar tranquilo para quem fuma.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Casinhas de madeira da Vila Florestal


Em registros de imóveis antigos (e até num Bar/Mercearia na Fagundes Varela) a região do Jardim Social era conhecida como Planta Florestal, quando o local muito antes de receber famílias mais abastadas era considerada distante do centro e praticamente rural.
Nessas épocas de região periférica, certamente muitas casinhas de madeira existiam nessa região e algumas até hoje ainda estão por lá, como essas duas que publico hoje.
A primeira que já não parece mais estar habitada fica na Rua Fagundes Varela e a segunda, super bem cuidada, fica na mesma quadra do Mercado Pão de Açúcar.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Entre o real e o imaginário


Na Praça Osório dois prédios praticamente vizinhos contrastam.
Um todo coberto de vidros que reflete o verde da Praça e tem nos vidros um desenho de uma casinha imaginária.
O outro, Edifício Ozório (assim mesmo, com Z), elegante, espremido por seus vizinhos mais altos, parece estar ali há muito tempo, vendo tudo, com suas marcas do tempo.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Edith das alturas


Do alto do terraço dos prédios da Galeria Andrade fotografei a centenária Casa Edith, fundada em 1879, loja mais antiga de Curitiba que tem à venda uma coleção de chapéus da mais alta qualidade.

Na foto mais aberta podemos observar, com todas as portas fechadas, o colorido (excessivo?) das intervenções e na foto mais fechada, dois vendedores com seus carrinhos batendo um papo e um carrinho de coleta de recicláveis estacionado, esperando seu dono que entrou na pastelaria quem sabe para comer um pastel e tomar uma gasosa.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Um som diferente na feira

Caminhando pela feira entre frutas, cereais, ovos e verduras e após um pastel com um pingado, dentre todos os sons tradicionais da feira, uma música diferente vinha de um violoncelo entre a barraca das massas e milho verde. Boa música num ambiente que me agrada muito.
E o músico com o case do instrumento aberto, recebia em dinheiro miúdo a retribuição pela sua arte.
A feira em questão é a de sábado de manhã na rua Alberto Boligher.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Mais uma casinha de madeira no Batel


Na mesma rua onde fotografei uma outra casinha de madeira no Batel (da família Kaviski), de saída do encontro do Croquis passei por essa outra e parei rapidamente para fazer do carro mesmo essa foto. Gostei muito do muro baixinho, das janelas idênticas de ambos os lados da porta e do desenho que o telhado forma.

domingo, 20 de novembro de 2016

Manoo e o USK Curitiba





Ontem o encontro do USK Curitiba aconteceu nos arredores da Casa Tangente no Hugo Lange, onde acontece desde ontem o Manoo, um bazar que conta com mais de 50 expositores que oferecem design, música, arte e gastronomia.

A proposta do Manoo é clara: incentivar os produtores independentes e o comércio pequeno, com apelo do handmade e design interessante.

Além da banca do USK Curitiba com a arte de vários amigos, um dos expositores está vendendo o meu livro, “Circulando pela Arquitetura Modernista de Curitiba”. Aproveite que o preço está bem bacana.

Além da oferta de produtos, o Manoo oferece música ao vivo, contação de histórias para crianças e oficinas de costuras e dedoches, tudo regado à muita comida, bebida e conversa.

Hoje o bazar funciona das 10h às 20h na Casa Tangente, Rua Prefeito Ângelo Lopes, 1653, Hugo Lange. A entrada é gratuita.

sábado, 19 de novembro de 2016

Curitiba perde um gentleman - Eleuther de Alencar dos Guimarães Vianna








Soube por uma amiga que Curitiba perdeu um de seus mais ilustres moradores. Faleceu o Sr. Eleuther de Alencar dos Guimarães Vianna, um brilhante modelista que vestiu primeiras damas, senhoras e meninas ao longo de uma carreira de mais de 65 anos de gosto refinado e mãos talentosas.

Tive o imenso privilégio de timidamente ouvir suas histórias no final de 2014, de poder fotografar seu atelier e seu incrível apartamento, ambos num prédio à altura de sua importância, o Edifício Alvorada na Mariano Torres, projeto de Elgson Ribeiro Gomes.

Nesse breve encontro, anotei vários detalhes de sua vida e dessa conversa, fiz algumas postagens. Apesar da sua já avançada idade, fiquei altamente bem impressionado pela sua voz firme, seu português impecável, sua viva memória e sua educação digna de um lorde.

Repito abaixo um pouco do que pude anotar e aprender com esse gentleman, que marcou gerações de famílias com sua arte.

Eleuther de Alencar dos Guimarães Vianna nasceu em Paranaguá em 1926, no seio de uma família tradicional. Seu pai, inspetor da alfândega, garantiu à sua família uma vida confortável, com acesso à requintes que poucos na época no Brasil poderiam ter acesso.

Muito jovem vai para São Paulo para internar-se no mosteiro de São Bento, onde teve que acostumar-se a viver de forma simples e silenciosa.

Em 1951 muda-se para o Rio de Janeiro, morando num apartamento, segundo ele, JK (janela e kitinete) em Copacabana. Conheceu, entre um banho de mar/sol e outro, a proprietária de uma butique na frente do Copacabana Palace. Ousado como qualquer jovem do alto de seus vinte e poucos anos, comenta com essa senhora que uma butique chique como aquela, não poderia ter uma vitrine “tipo rua da Alfândega” em frente ao Copa. Meio que indignada, ela comenta que trabalhava com o melhor vitrinista do Rio de Janeiro e o desafiou a fazer melhor. Ele, sem experiência, limpa a vitrine e a decora de acordo com seu (bom) gosto e volta para sua rotina de mar, areia e sol.

No dia seguinte, novamente nas areias de Copacabana, percebe um funcionário da butique circulando pelo calçadão e intuindo que esse o procurava, vai ao seu encontro. O funcionário diz que sua presença era exigida imediatamente na butique. Lá chegando, ainda em trajes de banho, percebe que a vitrine está fechada por cortinas e na porta, a senhora o espera. Ele pergunta porque ela tirou tudo da vitrine, ao que ela responde: “foi tudo vendido” e continua “vá para casa, tome um banho, vista-se decentemente e volte para fazer a vitrine”. Estava empregado.

Essa mesma dona de butique certa vez lhe pede sugestões para fazer um vestido a partir de um corte de tecido, o jovem Eleuther diz que apesar de interessar-se muito pelo tema nada sabe sobre corte e costura. Recebe então o conselho que definiria seu futuro: “aprenda”.

Entrou no curso de corte e costura de duas irmãs austríacas judias que fugiram da guerra na Europa (Elizabeth e Malvina Kahane), numa época em que homens não entravam em escolas de corte e costura. Aprendeu a arte da modelagem, trabalhou no Rio de Janeiro, estudou na Europa.

Volta para Curitiba em 04/06/1963, estabelece seu atelier e em setembro executa o seu primeiro vestido para uma debutante do Clube Concórdia e nunca mais parou, vestindo primeiras damas e mulheres de famílias importantes da sociedade curitibana.

Contou que vestiu meninas para primeira comunhão, mais tarde como debutantes, depois como noivas, por fim como viúvas e brinca que apenas não costurou mortalhas!

O Sr. Eleuther se auto intitulava modelista, já que o título de estilista ele reservava para as pessoas que criam moda (como a Maison Chanel). Dizia ser capaz de observar qualquer modelo de roupa, seja uma foto ou um desenho e tornar realidade aquele modelo em qualquer pessoa.

Todos os bordados de seus vestidos eram feitos à mão, tendo os desenhos feitos pelo próprio Eleuther. Um modelo jamais era repetido e a execução era tão primorosa, que ele guardava ainda vestidos de 30 anos atrás, enviados pelas suas clientes por já não servirem mais e por dó que essas têm de desfazer-se deles.

Já foi considerado pela Revista Vogue nos anos setenta um dos cinco melhores estilistas do Brasil e na década de oitenta pela Revista Claudia um dos melhores estilistas do sul do Brasil.

A família do Sr. Eleuther foi testemunha e protagonista da história da nossa cidade, do nosso estado e também do Brasil. Faz parte da sua família ilustres nomes como os do
Visconde de Nácar, Barão do Cerro Azul, o romancista José de Alencar, senador Alencar Guimarães e José Martiniano de Alencar, senador do Ceará que participou da articulação pela maioridade de D. Pedro II aos 14 anos de idade.

Humildemente presto essa sincera homenagem a esse grande homem. Seu legado permanecerá para sempre nas memórias e materializado nos vestidos e fotos das mulheres lindamente vestidas por ele.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Um pouco sobre a casinha de madeira do Batel






No começo desse mês estive nessa bela casinha de madeira no Batel e lá, pude conversar com o Sr. João Antônio Kaviski, filho de Antônio Kaviski e Vitalina Maganhoto, descendente de poloneses e italianos.

Seu pai, Antônio, construiu a casa em 1937, onde viveu por toda sua vida com seus três filhos, sendo João o mais novo.

Seu avô, Pedro Kaviski, tinha uma olaria na região do Barigui e segundo me disse o Sr. João, essa olaria foi uma das que forneceu tijolos para a construção do prédio histórico da UFPR da Santos Andrade, levados ao centro de Curitiba com muita dificuldade por carroças.

O local onde a casa foi construída em 1937 não tinha ruas, a última era que mais tarde tornou-se a Rua Francisco Rocha, sendo portanto uma região rural.

A casa tomada por cupins, sofre para manter-se em pé e apesar do evidente amor e emoção que seu João refere-se à casa e à história da família, percebe-se que o tempo dessa linda casinha, que serviu bravamente ao seu propósito de abrigar e ver crescer uma família, está chegando ao fim.

A história da família Kaviski, como a de muitas outras famílias, se entrelaça com a história de Curitiba e é sempre uma grande, grande honra para mim poder registrar e contar um pouquinho dessas histórias.

A última foto quase passa por uma foto antiga, mas foi feita no mesmo dia das outras. O carro, também da família, é de 1947.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Pausa para um descanso ou oração

A Catedral de Curitiba na Praça Tiradentes é uma espécie de porto seguro ou oásis de tranquilidade para quem quer dar um tempo da confusão na qual o centro da cidade é mergulhada a maior parte do dia.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O prédio do relógio verde




Passando pela Rua Riachuelo, na esquina com a Travessa Tobias de Macedo, há um prédio que sempre chama muito a minha atenção. Trata-se de um prédio amarelo estreito com dois andares, em cuja fachada há um relógio verde que parece não funcionar há muito tempo. Na loja do térreo, hoje ocupada por um brechó, funcionou um dia a Relojoaria e Joalheria Raeder. Para saber a história desse estabelecimento, siga esse link

A entrada para os pavimentos superiores é feita pela Tobias de Macedo e olhando o prédio de cima, seu formato em cunha impressiona ainda mais.

Lá de cima também, pude flagrar na sacada junto ao relógio verde, uma de suas moradoras, que deve ter muito o que observar de lá, considerando o intenso comercio de dia e a movimentação da São Francisco à noite, com toda a diversidade de figuras que devem desfilar por ali o dia todo.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Há 90 anos naquela esquina



Inserido e quase escondido entre prédios mais altos e mais novos na esquina da Rua XV de Novembro e a Barão do Rio Branco, esse belo prédio de dois andares já assistiu quase um século de mudanças que aconteceram em Curitiba desde 1926, data que está grafada no topo.

Caminhando ao redor do prédio, não entendi muito bem como ele é ocupado. Não há uma entrada principal, aparentemente pelo menos, o que me leva a crer que cada unidade comercial tenha acesso aos andares superiores.

As sacadas certamente devem ter oferecido aos seus ocupantes belos momentos de contemplação, seja da paisagem ou da movimentação luxuosa causada pelas festas que a antiga sede do Clube Curitibano do outro lado da rua promovia, quando lá permaneceu de 1950 à 1968.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Vista panorâmica do Terraço da Galeria Andrade e o Croquis Urbanos Curitiba





Nada como ter amigos estrategicamente morando em pontos especiais da cidade. Ontem tivemos o privilégio de termos acesso ao terraço dos prédios da Galeria Andrade, de onde a partir do 19 andar, o encontro do Croquis Urbanos aconteceu e de onde, obviamente eu fiz várias e várias fotos que irei publicando com o tempo. 
O bacana do terraço é que ele proporciona praticamente uma vista 360° da cidade e assim de um lado em primeiro plano temos o Paço da Liberdade e do outro lado, a UFPR e o Teatro Guaíra.



domingo, 13 de novembro de 2016

A Casa de Pedra e o USK Curitiba



Ontem durante uma tarde gelada, digna de inverno, mesmo sendo primavera, o USK Curitiba esteve na Casa de Pedra, onde funcionam as galerias Simões de Assis e SIM, um lugar extraordinário na esquina das ruas D. Pedro II e Presidente Taunay.
Mesmo com os dedos congelados, a beleza do lugar garantiu belos desenhos e a atenção de quem passava pela calçada e não resistiam a uma espiada no que estava acontecendo.

sábado, 12 de novembro de 2016

Casas de madeira do Seminário e Campina do Siqueira 2





Hoje um pequeno grupo de casinhas de madeira que fotografei durante a última caminhada observacional pelos bairros do Campina do Siqueira e Seminário. Na última foto, são casas de madeira dentro de uma (creio eu) madeireira.