terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Grafite não agrada a todos?


Recentemente vi uma postagem no Facebook de um amigo comentando sobre a atitude do Prefeito de São Paulo de cobrir grafites e pelos comentários percebi que ao contrário do que eu pensava, a arte do grafite não agrada à todos, ao ponto de muitas pessoas manifestarem que preferem um muro ou parede cinza a terem a "imposição" da arte de uma pessoa.

Pensando um pouco, o assunto pode realmente ser um pouco complicado. A maior parte dos grafites que vejo eu gosto bastante. Vejo por exemplo esse da foto de hoje e além da qualidade de execução, ele me lembra um filme que gosto muito, um personagem marcante, o carpete do hotel onde se passa a historia e a frase repetidamente datilografada por Jack no filme. Acho muito melhor observar esse grafite e ter essas recordações todas à olhar para uma parede vazia.

Por outro lado, olho algumas coisas (como por exemplo, o que foi feito na Casa Edith) e também preferiria que a simples pintura original do prédio tivesse sido preservada.

Como julgar o que é bom ou não simplesmente baseando-se em seu gosto pessoal ou sua bagagem cultural?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Prédios do Alto da XV


Morei no Alto da XV nos anos 90 e o que prevalecia nessa região eram casas (muitas de madeira), alguns prédios baixinhos (como esse da foto na rua Sete de Abril) e raros prédios mais altos como o Conjunto Cosmos na Souza Naves.
As casas na última década começaram a dar lugar para prédios com menos de dez andares e assim, lentamente esse bairro vai mudando, mesmo que lentamente, o seu perfil de ocupação. Mesmo assim, continua a ser um dos meus bairros favoritos em Curitiba.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Paróquia Santo Antônio de Orleans







As origens do bairro são da antiga "colonia Orleans", fundada pelo presidente provincial Adolfo Lamenha Lins em 1875 com cerca de 30 famílias de imigrantes poloneses. Foi, originalmente, batizado de distrito de Nova Polônia.

A denominação seguinte (e que permanece na atualidade) é uma homenagem feita ao Conde d'Eu, marido da Princesa Isabel e também conhecido como "Conde de Orleans", e foi efetivada durante uma visita de Dom Pedro II ao local em 1880. Na ocasião, o imperador prometeu os sinos e uma imagem de Santo Antonio para a "Igreja de Santo Antonio". Os sinos permanecem até os dias atuais. A imagem do santo que havia desaparecido, retornou à alguns anos à paróquia e hoje restaurada lá se encontra. (Fonte: Wikipedia).

As fotos de hoje são da Paróquia de Santo Antônio de Orleans. O local conta com várias edificações com óbvio destaque para a igreja que estava recebendo manutenção quando lá entrei.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Casas de madeira (disfarçadas ou não) no Campina do Siqueira




Quando fotografei uma linda casinha de madeira amarela na rua Lourenço Gbur no Campina do Siqueira (aquela com uma feira ambulante na frente), conversei com duas pessoas que moram na rua sobre a casa, que segundo me informaram teria 50 anos. Disseram ainda que as casas de madeira mais antigas da rua eram as duas que parecem ser de alvenaria, mas que na verdade são de madeira e que essas teriam perto de 80 anos.
No conjunto de livros A Casa de Araucária, procurei novamente no volume "A casa de madeira - um saber popular" de Fábio Domingos Batista a informação de um produto que revestia (ou travestia) as casas de madeira. Trata-se do Erkulit, que são placas de fibras de madeira mineralizada que eram pregadas sobre as mata-juntas das casas, que podiam receber reboco e calfino, transformando rapidamente uma casa de madeira em aparentemente numa casa de alvenaria.
O auge dessa transformação das casas de madeira aconteceu nas décadas de 1960 - 1970, quando as casas de madeira ainda eram consideradas um sinal de falta de modernidade e de condições financeiras.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Um bigodão


Leminski além de grande poeta, virou também ícone. Circulando por Curitiba você o encontrará na forma de poemas pelos muros, na forma de grafites (autorizados ou não) também em muros e paredes de casas, lojas e prédios oficiais.
A placa da foto de hoje encontrei numa árvores do Parque Gomm, combinando seus tons com a árvore que lhe serve de suporte.

não discuto
com o destino
o que pintar
eu assino


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O Teatro Guaíra, a UFPR e os médicos






Do alto da Galeria Andrade fiz algumas fotos da Praça Santos Andrade, de onde pude ter novos pontos de vista do Guaíra e da UFPR, revelando alguns detalhes que normalmente não se percebe simplesmente passando por lá.

A última foto não foi feita no mesmo dia, mas no dia de hoje ela é bem relevante. Trata-se da foto que fiz da turma de formandos do curso de medicina, cuja colação de grau acontecerá no dia de hoje no Teatro Guaíra. A foto é especial porque ela foi utilizada na capa do convite dessa turma e ainda mais especial porque dentre os formandos está a minha filha!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Um muro de belas fotos


Não passo com tanta freqüência pelos muros do Clube Operário no Bairro São Francisco, mas sempre que passo, aproveito para ver a exposição de fotos que sempre se encontra por lá.
Dessa vez não foi diferente. Belíssimas fotos foram fixadas e uma em especial prendeu minha atenção: duas pessoas correndo de mãos dadas na chuva na (creio) Monsenhor Celso, e não foi surpresa descobrir que trata-se de mais um click genial do Daniel Castellano (que nessa semana abre uma exposição no Café Quintana).

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Um mundo por trás de uma janelinha




Na avenida Jaime Reis há um antigo imóvel grafitado, cujas aberturas foram lacradas e por isso não se poderia ver o que há lá dentro.
Na velha parede há um pequeno buraco pelo qual a câmera não passa, mas encostando a lente bem junto à abertura, a fotografia revela um pouco do sobrou desse prédio, hoje sem chão e sem teto, já meio tomado por uma vegetação que cresce confinada. Quem sabe quais histórias essas paredes poderiam nos contar.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Encontro 200 do Croquis Urbanos no Parque Gomm




Ontem no Parque Gomm aconteceu o encontro de número 200 do Croquis Urbanos de Curitiba. Já são quase 4 anos de encontros semanais, registrando a cidade de Curitiba pelos olhares de pessoas que têm em comum o amor por essa cidade.
Crianças, famílias, antigos e novos croquiseiros passaram uma manhã muito agradável nesse local que nasceu graças à luta de pessoas que entendem que a história da cidade deve ser preservada e mais ainda, à disposição de seus moradores.
Como era de se esperar, a Casa Gomm foi a grande protagonista dos desenhos produzidos.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Urban Sketchers Curitiba e a Capela do Cascatinha







Quando fiz a postagem sobre a Capela São Judas Tadeu ou Capela da Cascatinha como alguns a denominam, o Urban Sketchers Curitiba logo identificou essa Unidade de Interesse de Preservação (que pode um dia via a ser tombada pela lei municipal) como um local ideal para um dos encontros semanais e assim o foi na tarde de ontem.
Butucas à parte, o tempo colaborou pudemos tranquilamente ocupar o entorno da capela para registra-la na forma de belos desenhos. Infelizmente não conseguimos acesso para conhecer o seu interior.
Apenas como curiosidade, a construção da capela foi liderada por Pedro Vendramin, com madeira doada por Ângelo Vendramin (pai do seu Joel, atual proprietário da Carpintaria São Judas Tadeu). A rua onde a capela foi construída chama-se Ângelo Vendramin, projetista e construtor de origem (ou descendência italiana) que projetou e construiu por exemplo o Solar do Barão.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Yoga no Parque



Domingo passado entre as Ruínas de São Francisco e o Belevedere (novamente todo pichado) fiz essas duas fotos do pessoal do Yoga no Parque.

Segundo informações no site do grupo, o Yoga no Parque nasceu com o objetivo de compartilhar a sabedoria do Yoga e é hoje o maior movimento gratuito de práticas de Yoga no Brasil. Tem como missão promover o Yoga e dar acesso ao bem estar através de atividades integrativas contribuindo para o desenvolvimento sustentável.

Em 2014 foi fundada a Associação Yoga no Parque, entidade sem fins lucrativos, que organiza o projeto e representa os professores junto à sociedade.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Recortes na Boca Maldita




Num espaço tão pequeno como a Av. Luiz Xavier que abriga a Boca Maldita temos tanto a observar e registrar. Hoje apresento três recortes.
O primeiro destaca as nossas luminárias, tendo ao fundo o Moreira Garcez e outros prédios importantes da Praça Osório.
O segundo mostra uma das faces do icônico Tijucas, tendo ao lado o prédio atualmente ocupado pela Pernambucanas (um dia já foi Mesbla).
E o terceiro que dá um zoom na escultura símbolo da Boca Maldita, que um dia já teve dentes, mas como a idade chega para todos, hoje está banguela.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Ô de casa!!!




Depois de fotografar o Parque Gomm no Batel, resolvi circular pelo bairro e adjacências em busca de algo para fotografar.

Passando por uma pequena rua no Campina do Siqueira chamada Lourenço Gbur, me deparei com uma bela casinha de madeira amarela e estacionei para registra-la.
A casinha é de fato uma belezura, como podem ver na primeira foto, com seus telhados criando belos desenhos ou sua escada e varanda de vermelhão, cravejados de cacos de azulejos, algo que remete à minha infância. Um lindo bouganville rosa completa o cenário na entrada da casa.

Mas o que mais achei bacana nessa parada foi um pequeno caminhão em cuja carroceria encontrei uma pequena feira, que segundo seu proprietário, desloca-se de bairro em bairro e de casa em casa oferecendo seus belos produtos.
De produção própria eu acabei comprando uma cuca e um vidro de pepinos em conserva, uma delícia!
Enfim, uma cena de uma Curitiba que só pode mesmo existir em locais mais distantes do centro.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O Parque Gomm









Ontem fui conhecer o Parque Gomm, que junto à Casa e o Bosque Gomm representam uma unidade tombada (unidade dividida em três, ressalve-se) pelo patrimônio histórico do estado.

Quem não conhece toda a história que envolveu essa área, ficará positivamente impressionado pelo parque, uma vez que ele é bem bonitinho.

O parque é resultado do "até que ponto" o poder público pode recuar em favor de um movimento que queria a preservação do bosque, integrado à casa e ao parque e isso tudo, à disposição da população.

No momento apenas o parque (que é bem bonitinho) está entregue à população, tendo uma rua disfarçada como espinha dorsal.

Quem sabe um dia a grade que separa a casa do parque seja removida e essa venha a ter uma ocupação diferente da que tem hoje, de forma que permita o acesso de todos à esse ícone da nossa arquitetura e quem sabe a cinta liga que estrangula o bosque também seja removida e assim finalmente poderemos voltar a nos referir ao bosque, casa e parque como uma unidade.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Capela São Judas Tadeu




No tradicional bairro da Cascatinha, num recanto bucólico e aconchegante, numa elevação cercada de coqueiros, cedros e azaléas, localiza-se a Capela São Judas Tadeu.

A capela existe desde 1956, quando em julho daquele ano, o Sr. Pedro Trevisan, morador do bairro, (já falecido), manifestou ao então pároco de Santa Felicidade, padre Maximiliano Sanavio, a ideia de se construir uma pequena igreja no bairro, conforme desejo do próprio pároco, já manifestado anteriormente.

Escolheu-se o local, uma pequena elevação, com uma bela vista para a rua Manoel Ribas. Contataram os donos do terreno, os irmãos Ernesto e Isidoro Durigan, que, movidos pelo espírito cristão, imediatamente apoiaram a ideia e cederam o terreno.
O capitão Antônio Pedri, morador do bairro, ultimou os preparativos junto à Prefeitura de Curitiba, legalizando-se a doação.

Toda a comunidade do bairro, e também de Santa Felicidade, movimentaram-se para dar início à construção. Todos ajudaram com o que dispunham, com a maior boa vontade, muitos doando pinheiros para fazer o vigamento.

O Sr. Alfredo Vendramim, dono da Carpintaria São Judas Tadeu, doou toda a madeira para fazer a capela; foram contratados os serviços de carpintaria do Sr. Gumercindo Benato e do falecido Venuto Culpi; os irmãos Roberto, Félix e Sigismundo Jocoski contribuíram com o seu trabalho de pedreiros; o Sr. Vicente Costa fez a instalação elétrica; os bancos foram doados por várias famílias da comunidade; enfim, todos deram sua parcela de colaboração, seja com dias de trabalho, com outras doações pertinentes, e com palavras de incentivo e orações para que o projeto fosse executado com a maior rapidez possível.

Conforme palavras do Sr. Pedro Trevisan, desde a ideia inicial, até a conclusão da obra, passaram-se somente pouco mais de três meses, o que comprova a determinação e religiosidade deste povo, herdados de seus antepassados vindos da Itália, que sempre mantiveram a devoção à religião, o amor ao trabalho e o espírito de fraternidade como principais objetivos de suas vidas.

Em pouco tempo a igrejinha já estava pronta para ser coberta: “Foi uma verdadeira festa o dia de se colocarem as telhas, havia mais de sessenta pessoas trabalhando”, segundo depoimento do Sr. João Raimundo Costa e conforme atestam históricas fotografias do evento.

Assim, num domingo, dia 28 de outubro de 1956, dia de São Judas Tadeu, inaugurava-se a capela com a primeira missa celebrada pelo padre Maximiliano Sanavio, e participação de toda a comunidade da Cascatinha e moradores de Santa Felicidade.

A capela mantém a mesma aparência original, desde que foi construída, graças à cuidadosa manutenção que sempre mereceu das variadas comissões que trabalharam ao longo destes anos. Inclusive, devido à sua aparência simples, mas de arquitetura originalíssima e romântica, recentemente recebemos informações de setores ligados à Prefeitura Municipal de Curitiba, quanto ao desejo de num futuro próximo a capela seja "tombada” como patrimônio histórico de Curitiba.

Atualmente, várias benfeitorias foram acopladas ao patrimônio da capela: uma cancha de esportes para atender à juventude do bairro, como também aos alunos da vizinha Escola Ângelo Trevisan. A cancha também serve como ponto de encontro de lazer para os “nonos” do bairro, que se reúnem todo final de semana para jogar tradicionais jogos de cartas de herança italiana, como o “cinqüilio”, o “treis-sete”, o “truco”... e procuram passar para os mais jovens estas saudáveis tradições italianas.

Recentemente também foi construída uma cancha de bocha, que também serve como lazer para os frequentadores do ambiente.

A comunidade também é muito conhecida em Santa Felicidade pelos já famosos “almoços italianos”, que são promovidos trimestralmente no barracão de festas, e que alcançaram fama graças à comida de excelente qualidade e ao extraordinário atendimento do povo do bairro, sempre alegres, solícitos e simpáticos com todos os que visitam a comunidade.

Assim nasceu e assim vive um dos recantos mais acolhedores de Santa Felicidade: a comunidade da Capela São Judas Tadeu, na Cascatinha.

Texto de Cláudio Parise – 18/02/2015 encontrado no site da paróquia.

A capela na rua Angelo Trevisan, 166 - Cascatinha.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Mitra da Arquidiocese e o Croquis Urbanos de Curitiba





Ontem nos encontramos na Mitra da Arquidiocese de Curitiba, na Av. Jaime Reis no São Francisco, para mais uma seção de desenhos, pintura e fotografias. Aberto o portão, pudemos contornar e fotografar o prédio, que é realmente muito bonito.

Concebido como residência episcopal, o prédio foi construído pelo arcebispo Dom João Francisco Braga e passou a ser utilizado em 1931.

Chamava-se Palácio Arquiepiscopal. Projetado em estilo eclético, é um exemplar dos casarões de época. É sede também da Cúria Metropolitana.