quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Uma casinha cor de rosa




Essa casinha de madeira cor de rosa eu encontrei caminhando nas Mercês. Apesar de razoavelmente bem cuidada, a casinha parece inabitada tendo inclusive as marcas do que parece um princípio de incêndio na varanda.
A casinha é elevada do chão por uma base de tijolos, com suas frestas para deixar circular o ar e assim protegendo a casa da humidade. Na varanda, uma treliça que já ví em várias casas que parece um suporte ideal para belas trepadeiras.Ao fundo, outra casa de madeira, essa uma meia-água, bem mais mal tratada pelo tempo.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Sede do Iphan restaurada e exposição Saudade do Ninho













A ampla casa de madeira que abriga a 10ª superintendência regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Paraná (Iphan) chama a atenção em meio aos prédios de ar contemporâneo do Juvevê. Inaugurada como sede do instituto em 1988, a edificação não foi originalmente construída ali, sendo trasladada para o local com o objetivo de manter viva parte da história arquitetônica de Curitiba.

Datada do início dos anos 1920, a construção foi inicialmente erguida em uma chácara localizada no bairro Portão, na esquina das ruas Guararapes com a Vital Brasil. A residência era a moradia da família do major Domingos Nascimento Sobrinho, delegado-chefe de vigilâncias e capturas, cargo que hoje equivale ao de secretário de Estado de Segurança Pública.

A preservação do exemplar de madeira–que remete ao legado da imigração europeia na capital – foi garantida pelo então superintendente do Iphan, José La Pastina Filho, que é arquiteto e especialista em restauro e preservação. Responsável por instalar a regional do instituo na capital no início dos anos 1980, ele viu a propriedade e não hesitou em adquiri-la para receber a sede. "Estava em uma viagem para a Lapa quando vi a casa. Conversei com os herdeiros e negociamos a compra da construção por um preço módico. Então, saí à luta para conseguir um terreno para instalá-la", lembra La Pastina.

Em contatos com a prefeitura, obteve a cessão de uso de três terrenos que haviam sido desapropriados para a canalização do Rio Juvevê, dois de frente para a Rua José de Alencar e um para a Rua Simão Bolívar. Como a legislação determinava o afastamento de oito metros da casa em relação ao eixo do rio, a solução foi instalar a construção em uma das laterais do lote. "Isso foi favorável, pois a posição valorizou o melhor ângulo da casa, além de demonstrar que ela não estava aqui antes", avalia.

A desmontagem e reconstrução do imóvel durou cerca de um ano e foi realizada pela técnica de levantamento métrico-arquitetônico, ou seja, todas as tábuas foram numeradas para que pudessem serem recolocadas em suas devidas posições. Dessa forma, a casa sofreu pouquíssimas modificações que a adaptaram para o uso institucional, sendo a mais representativa delas o acréscimo do andar de baixo, onde funcionava o arquivo, inserido para resolver o declive existente no terreno.

Com forte influência da imigração europeia, a arquitetura do imóvel dá destaque ao amplo sótão, às varandas e aos adornos em lambrequins – recortes pendentes feitos de madeira que circundam toda construção. Em cada cômodo também nota-se a presença de barras decorativas com motivos frutíferos, florais e geométricos, modismo da época da construção, que dão a sensação de rebaixar o teto de quatro metros de altura. "A casa é um dos exemplares mais evoluídos da arquitetura popular da madeira do Paraná", avalia La Pastina." Fonte: Gazeta do Povo

Desde 2014, o Iphan iniciou as obras de restauro e de ampliação da casa, que inclui a construção de um novo edifício anexo que abrigará seu acervo bibliográfico, fotográfico e audiovisual, além de salas de escritório para os setores técnico e administrativo. A casa contará também com duas salas para a realização de exposições e oficinas de educação patrimonial. Fonte: Iphan

Amanhã terei a honra de inaugurar essa nova vocação dessa linda casa, com a exposição de algumas das minhas fotos de casas de madeira que estão contidas no livro “Saudade do Ninho”, que estarei autografando durante a abertura da exposição.

Espero vocês amanhã à partir das 16:00h na sede do Iphan, que fica na rua José de Alencar, 1808 – Juvevê.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Uma quase casa de madeira nas Mercês



Essa casa super bem conservada no bairro das Mercês é mais uma daquelas que um dia foram inteiramente de madeira, mas que o código de posturas do município praticamente obrigou a construção de uma parede de alvenaria, evitando que a água da chuva caísse na calçada e nos transeuntes. A porta diretamente na calçada dá a impressão de uso comercial da casa.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Casinha de madeira nas Mercês


Estive ontem no bairro Mercês acompanhando o pessoal do Croquis Urbanos e além de fotografar o pessoal desenhando e as casas que desenhavam, fiz curtas caminhadas nas quadras ao redor do cruzamento da rua Tapajós com a Mamoré. Essa casinha muito simpática de madeira em destaque no alto de seu terreno, foi uma das que encontrei e publico hoje aqui.