sábado, 23 de julho de 2016

E o corvo disse: Oh, never môr.

Do mirante do Memorial de Curitiba dei um zoom para registrar uma das torres da Catedral e a torre do relógio do Paço da Liberdade numa única cena.

Olhando a foto mais tarde, percebi uma estranha figura no topo de uma das micro torres da Catedral. Aproximando ainda mais a imagem, vi que tratava-se de uma grande ave, possivelmente um urubu, tranquilamente pousado, observando a cidade do seu privilegiado ponto de vista.

A cena da grande ave negra em seu observatório me lembrou do saudoso jornal "Nicolau".

Na página 12 da edição de número 4 do Ano I, há uma tradução do poema "O Corvo" de Edgar Allan Poe, cometida por Reynaldo Jardim e Marilú Silveira, com ilustrações do gigante Poty, encomendada por Valêncio Xavier.

Na introdução Valêncio Xavier comenta que trata-se disparadamente da melhor transcriação de um poema de Poe já feita em língua portuguesa, superando grandes nomes como Fernando Pessoa e Machado de Assis.

Segue um trechinho apenas para atiçar sua curiosidade e fazê-lo buscar na íntegra esse texto fabuloso. Agradeçam o nosso sombrio personagem da foto de hoje pela lembrança.

Está gelado este dezembro.
Cada brasa morrendo na lareira
joga sombras fantásticas no chão,
Meu Deus, porque não amanhece logo!
Não há livro capaz de abafar essa louca aflição.
Ah, Leonor, Leonor.
Ah, perdida Leonor.
Pura, radiante e virgem e rara que os anjos no céu
chamam Leonor.
E aqui para sempre já não pode mais ser chamada.
...
Diga, Corvo, de verdade, eu imploro, existe, em qualquer lugar do mundo, algum bálsamo, alguma coisa que possa cortar a minha dor, acabar com a saudade de Leonor?
E o corvo: - Never môr.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Até parece uma rua de um bairro distante do Centro!








Fotografei essa série de casas na rua Pasteur entre a Silva Jardim e a Iguaçu, uma região da cidade com tráfego intenso durante boa parte do dia.
Não fosse essa informação que acabei de passar, a simplicidade das casas facilmente passaria a impressão de que essas casas estariam num bairro distante do centro da cidade, o que provavelmente era verdade na época em que elas foram construídas.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Oras pombas!

Fui ao Paço da Liberdade fotografar o prédio por dentro e por fora. Enquanto circundava o prédio, muitas pessoas estavam sentadas na Praça Generoso Marques.
Reparei no senhor da foto de hoje, coberto por pombos. As simpáticas aves (que infelizmente não são muito salubres) pousavam tranquilamente em várias partes de seu corpo e ele, eventualmente falava com as aves e por vezes, parecia estar tentando adestrar uma ou outra.
A razão da atração estava na mão dele, onde parecia guardar algum tipo de alimento que oferecia aos pássaros de vez em quando.
Pelo menos as aves não parecem carimbar a sua roupa.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Que bela vista de Curitiba!

Ontem estive no Memorial de Curitiba para ver a exposição de duas amigas fotógrafas e também para fazer algumas fotos a partir do mirante de alguns prédios do centro, para um projeto do qual estou fazendo parte.
Não há como não se encantar com as diversas vistas que o topo do mirante do Memorial proporciona e que um dia de quase céu de brigadeiro intensifica. Gosto muito dessa cidade (apesar dos pesares).