segunda-feira, 20 de agosto de 2018

A observadora sendo observada


Uma sacada no alto de um prédio é sempre um local ideal e seguro para observar a cidade e as pessoas sem ser importunado, a não ser que lá de baixo existam certos seres com máquinas na mão que também têm o hábito de observar tudo ao seu redor. Esses seres são chamados de fotógrafos.
Então para a famosa pergunta: "Who watches the watchmen?", a resposta provavelmente seria: "a photographer".

Foto feita na rua Riachuelo no centro da cidade.

domingo, 19 de agosto de 2018

A cidade como suporte







Por onde se circula por Curitiba, centro ou bairro, as paredes de casas, prédios (públicos ou não) e monumentos se tornam suporte para todo tipo de manifestação, artística ou de protesto, com ou sem autorização e jamais serão uma unanimidade. Há quem ame e também os que odeiam, cumprindo assim a função às quais essas intervenções se destinam.

Penso que sua existência e até a sua ausência sempre representarão o momento pelo qual atravessa a sociedade na qual está inserira, seja isso bom ou não.

sábado, 18 de agosto de 2018

Diante do Belvedere incendiado




Diante do Belvedere incendiado e sob os olhos do Museu Paranaense, o artista pratica seus malabares. Não sei se o malabarista pratica por esporte ou ganha dinheiro por aí se apresentando.

O Belvedere está todo cercado por um tapume bem bacana que conta sua história e mostra várias imagens dele ao longo do tempo. O projeto quando pronto ficará muito bonito. Espero que não fique eternamente nesse estado.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Ora pombas!!



Estava ali pelo Largo da Ordem fotografando mais uma vez o belo casario da região, quando observei essa fotógrafa se aproximando do histórico bebedor que hoje serve aos pombos para, pensava eu, registrar a presença dos pássaros bebendo água, onde antigamente eram os cavalos dos colonos que matavam sua sede, depois de uma longa caminhada desde as colônias da periferia da cidade.

Fui me aproximando sorrateiro para fotografar a fotógrafa fotografando os pombos, quando num brusco movimento dela, as aves decolaram e percebi que na verdade ela queria fotografar a Casa Vermelha refletida no espelho d'água. Me afastei para não atrapalhar o momento criativo.