sábado, 25 de maio de 2013

Circulando por Curitiba - Ano 4

Hoje o Circulando por Curitiba completa quatro anos de vida e de ininterruptas postagens diárias. Continuo a descobrir Curitiba e tenho certeza que sempre existirá uma nova vista, uma nova casa e mais uma pessoa para se registrar.
Apenas para ilustrar o post, publico hoje uma seleção de algumas das minhas imagens favoritas que em algum momento já apareceram aqui.
Ontem, casualmente, peguei para ler a melhor publicação sobre fotografia que conheço, a revista ZUM do Instituto Moreira Sales. Nessa quarta edição encontrei um texto fabuloso sobre o ato de fotografar.
O texto, de Wim Wenders, publicado no livro Once (D.A.P. e Schirmer/Mosel, 2001), foi traduzido do inglês por José Geraldo Couto.

De inicio, Wenders diz que fotografar é um ato em duas direções: para frente e para trás. Portanto, toda fotografia torna-se uma imagem dupla. A primeira vista o que se vê é o objeto fotografado, mas escondido ou menos visível, encontraremos a imagem do fotógrafo em ação e a sua atitude diante da imagem capturada
O autor diz que esse fenômeno pode ser descrito por uma palavra alemã: Einstellung, que significa a atitude com que alguém aborda alguma coisa ou o modo com que esse alguém entra em sintonia e absorve a coisa.  Essa mesma palavra, Einstellung, é também um termo de fotografia e cinema, que significa tanto o take quanto o modo como a câmera é ajustada. Assim em alemão, uma mesma palavra define tanto a atitude como a imagem produzida.
Define-se a câmera como um olho com a capacidade de olhar para a frente e para trás simultaneamente. Para a frente, esse olho “tira uma foto” e para trás, registra a mente do fotografo e o seu desejo pela imagem capturada.
O texto segue magnificamente falando da singularidade de cada momento fotografado, de como cada fotografia inicia uma história, tanto que cada foto deveria ser precedida da conhecida frase “Era uma vez...”
Esse texto foi revelador para mim, pois conseguiu traduzir em palavras o que sinto ao fazer as minhas fotos e ao observá-las depois. Cada foto contém não apenas uma imagem, mas também uma história e um pouco de mim mesmo.
Espero continuar a contar com a companhia de vocês nessa que tem sido uma bela jornada. 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

O Brasil de Marc Ferrez



O Museu Oscar Niemeyer (MON) inaugurou no dia 4 de abril, a exposição “O Brasil de Marc Ferrez - fotografias do acervo do Instituto Moreira Salles”. O conjunto da obra de Marc Ferrez (1843-1923) - considerado o mais importante fotógrafo brasileiro do século 19 - está reunida no Instituto Moreira Salles e possui milhares de imagens distintas que percorre todo o período de atividade do fotógrafo, incluindo originais de sua primeira fase de atuação, de 1867 a 1873.
A mostra no MON resgata 75 destas fotografias realizadas por Ferrez entre 1860 e 1920. Dentre os diversos trabalhos para a documentação de ferrovias, destacam-se as da estrada de ferro Paranaguá-Curitiba, cuja construção teve início em maio de 1880, com a presença do imperador Dom Pedro II.
Cerca de metade da produção fotográfica de Ferrez foi realizada na cidade do Rio de Janeiro e no seu entorno, e a outra parte nas diversas regiões do Brasil, seja como fotógrafo da Comissão Geológica do Império em meados dos anos 1870 ou como principal fotógrafo das construções ferroviárias no Brasil, em especial nos anos de 1880 e 1890, configurando assim um grande panorama da paisagem brasileira do período.
O curador da exposição, Sergio Burgi, diz que Ferrez foi o “único no Brasil do século 19 a fazer de seu trabalho documental e de paisagem uma atividade exclusiva e rentável durante mais de 50 anos. As imagens de natureza de Ferrez, em conjunto, compõem um poderoso mosaico das riquezas e dos potenciais naturais do país, sejam as paisagens marinhas realizadas na Baía de Guanabara ou em outros locais da costa atlântica brasileira, como Imbituba em Santa Catarina, sejam as de serras, montanhas, matas e cachoeiras em torno da cidade do Rio de Janeiro ou no interior de Minas Gerais e em outras províncias”. A mostra fica em cartaz no MON até 7 de julho de 2013.
Fonte: www.museuoscarniemeyer.org.br/

quinta-feira, 23 de maio de 2013

A Magia de Escher

 




O Museu Oscar Niemeyer (MON) recebeu desde o dia 11 de abril, a mais completa exposição já realizada no Brasil dedicada ao artista gráfico holandês Maurits Cornelis Escher (1898 – 1972). A mostra “A magia de Escher” reúne 85 obras, entre gravuras originais, desenhos e fac-símiles, incluindo todos os trabalhos mais conhecidos do artista. O acervo da coleção da Fundação Escher na Holanda estará distribuído nas salas 1 e 2 do museu até o dia 11 de agosto. O horário para ver a exposição “A magia de Escher” será estendido até as 20 horas, de terça a sexta-feira. Devido ao controle de temperatura e umidade das salas para que não haja nenhum dano às obras, o acesso do público será controlado por senha.
A exposição permite que o público passe por uma série de experiências que desvendam os efeitos óticos e de espelhamento que Escher utilizava em seus trabalhos. Experiências como olhar por uma janela de uma casa e ver tudo em ordem e, em seguida, ver tudo flutuando por outra janela, ou ainda assistir um filme em 3D, que possibilitará um passeio por dentro das obras do artista. A expografia ainda apresentará animações de algumas das gravuras de Escher.
Para saber mais sobre a vida e obra de Escher, siga lendo.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Parques e Bosques Urbanos de Curitiba



No mesmo dia da Vinada Cultural, aconteceu no Passeio Público, com a presença do prefeito Gustavo Fruet, o lançamento do livro “Parques e Bosques Urbanos de Curitiba”. Aproveitei para comprar o meu exemplar e conseguir um autógrafo da autora, a arquiteta e paisagista paulista Cecília Giuliano, cujas viagens para Curitiba a fez ficar encantada com logradouros públicos, destinados ao bem estar dos seus moradores, verdadeiros  convites ao lazer junto à natureza.
O livro conta a história e apresenta fotos de 23 parques e bosques de Curitiba, muitos conhecidos como o Passeio Público, Barigui, São Lourenço, Bosque do Papa e outros nem tanto, como o Parque Cambuí, Parque dos Tropeiros, Parque Lago Azul. O livro certamente será um belo guia para novas jornadas fotográficas pela nossa Curitiba.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Grupo de caminhadas observacionais - Vista Alegre - Casas de madeira 3








Finalizo hoje as fotos da caminhada pelo Vista Alegre com o último grupo de lindas casas de madeira. Mesmo considerando que os dias das casas de madeira em Curitiba estão contados, pela quantidade delas que ainda encontramos por toda cidade, acho que conviveremos com essas casas um bom tempo ainda.