quinta-feira, 30 de novembro de 2017

De uma janela do Paço da Liberdade






Quem não tem drone tem que subir escada. Do segundo andar do Paço da Liberdade, enquanto esperava o início do bate papo super bacana entre arquitetos sobre Curitiba, da janela fui fotografando algumas pessoas que passavam lá embaixo. Em pouquíssimo tempo fotografei figuras e situações bem interessantes, imagine o que pegaria se pudesse ficar ali por horas.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Croquis Urbanos num antigo templo maçônico





O prédio onde um dia foi o quarto templo da Loja Maçônica Sol do Oriente, inaugurado em 15/07/1952, depois de ter passado pela Vicente Machado, Emiliano Perneta e Lourenço Pinto, foi no último domingo o local do encontro semanal do Croquis Urbanos Curitiba.

Nesse local a loja permaneceu até 1962 e depois, passou pela João Gualberto, Visconde do Rio Branco e atualmente (assim parece), está na Brigadeiro Franco no bairro do Parolin.

O prédio da antiga sede fica na rua Portugal, 350 (com a Inácio Lustosa) e não sei dizer se atualmente serve à algum propósito.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Na corda bamba




A primeira foto de hoje evidentemente não é minha. Ela está no hall do Edifício Marumby na Praça Santos Andrade, sem identificação do autor, feita em 1950, na qual mostra um inacreditável maluco numa corda bamba caminhando desde o Edifício Marumby até a outra ponta que não imaginava qual era, até conversar com um amigo (Fernando Popp) que sabe muito da cidade e que me disse que o Edifício Copacabana (última foto) na Rua Amintas de Barros, considerando a data da foto, provavelmente era a outra ponta da corda.

Uma tia muito querida já morou nesse prédio, onde os apartamentos são muito grandes, de pé-direito alto e que na época tinha uma característica para mim marcante: o elevador tinha uma porta pantográfica que ao chegar no andar desejado, deveria ser aberta manualmente. Outro ponto marcante desse prédio é que de sua sacada pode-se observar o teto curvo do Guairão exatamente de lado e de cima (no caso do apartamento da minha tia). Pena que na época em que frequentava esse prédio eu era ainda um piá recém chegado do interior e que não tinha ainda uma câmera para registrar a vista a partir do Edifício Copacabana.

Não tenho informações sobre o Edifício Copacabana, portanto não sei quem o projetou e qual seria o ano de sua constrição. Na outra ponta da corda, posso dizer que o Edifício Marumby foi inaugurado em 1948, sendo o primeiro arranha-céu da cidade com uso exclusivamente residencial, que recebeu o mesmo nome de um conjunto de montanhas e foi por muito tempo considerado ponto culminante do Estado do Paraná. O Marumby foi levantado pela Construtora Gutierrez, Paula & Munhoz com projeto do arquiteto Romeu Paulo da Costa.

Graças a mais um comentário sempre oportuno de um leitor desse blog, WPosnik, no qual ele levanta a possibilidade do equilibrista da primeira foto se um dos integrantes de um grupo de malabaristas alemães chamado "Zugspitz Artisten". Fazendo uma breve pesquisa na internet com esse nome, encontrei uma matéria na Gazeta do Povo do saudoso Cid Destefani, maior colecionador de imagens históricas de Curitiba que se tem notícia, do dia 13/08/2011 (siga esse link para a matéria da Gazeta). Nessa matéria, Cid Destefani fala da amizade que tinha com Manfredo Schiebler na antiga Escola Americana que ficava na Vicente Machado.

Ambos, Cid e Manfredo, eram grandes entusiastas da fotografia. No estúdio do tio de Mandredo, Ewaldo Schiebler, deram seus primeiros passos na arte de revelar fotos. Mais a frente na matéria, Cid comenta que bem mais tarde quando ele já era repórter fotográfico da Gazeta, Manfredo entregou aos seus cuidados uma espetacular coletânea de negativos que seu tio Ewaldo fotografara.

Pois bem, nessa mesma matéria há uma foto que só posso deduzir ser de Ewaldo Schiebler, na qual se lê a seguinte legenda: "No início da década de 1950, os equilibristas alemães – conhecidos como Zugspitz Artisten – se apresentaram pela primeira vez em Curitiba, na Praça Santos Andrade".

Quero então acreditar que a primeira foto do post de hoje é de autoria de Ewaldo Schiebler feita na Santos Andrade em 1950, registrando a travessia de um dos malabaristas do grupo alemão Zugspitz Artisten.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Aquarelistas de Antonina





Um casal de amigos nos convidou para passar o sábado em Antonina para um dia de arte, convivência com a natureza, boa comida e grande companhia.
Passamos a manhã na marina, almoçamos moqueca, peixe com molho, camarão na moranga e o melhor barreado do mundo na casa da Dona Lita e a tarde ficamos ali na região do trapiche.
Todos sabem o quanto amo Curitiba, mas é muito bom dar uma pausa de cidade grande num lugar tão bacana quanto Antonina.

domingo, 26 de novembro de 2017

Panorâmicas de Antonina




Ontem estivemos em Antonina no litoral do Paraná para acompanhar um grupo de aquarelistas. O dia foi extremamente agradável, com ótimo clima (sol, sem estar muito quente), pessoal muito bacana e um almoço de se comer ajoelhado.
Ao longo do dia, algumas fotos, tais como essas três panorâmicas tendo a baia de Antonina como protagonista.

sábado, 25 de novembro de 2017

Um dia comum em Curitiba


Dia desses na esquina da Ébano Pereira com a Cândido Lopes, parado no semáforo, fiz essa foto em direção ao Palácio Avenida. No momento caia uma chuva de proporções bíblicas e de alguma forma achei aquilo tudo muito bonito e familiar. Fica a foto como registro dessa Curitiba que vivo e amo.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Um Guapuruvu em busca da luz


O pobre do Guapuruvu (schizolobium parahyba), uma das árvores imunes de corte de Curitiba, que fica na rua Amintas de Barros ao lado do Teatro Guaira pode estar emparedado, tentando superar as muralhas em direção ao pouco céu que lhe resta, mas sua presença faz toda diferença naquele ponto, amenizando a paisagem e oferecendo uma bela sombra em dias de muito calor.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Sendo simples no Jardim Social






Há mais de sessenta anos atrás, quando as regiões onde são hoje o Jardim Social e Bacacheri eram consideradas regiões rurais muito longe do centro de Curitiba, essa casa e sua vizinha foram construídas.

A região passou por grandes transformações, viu suas ruas de terra ganharem asfalto, suas carroças substituídas por belos carros, suas casas e comércios simples tombarem para no seu lugar surgirem  mansões e grandes mercados e suas árvores sufocarem até tombarem.

Algumas poucas e velhas casinhas seguem teimosamente em pé, já meio capengas, com suas tábuas meio comidas pelo tempo e pelo cupins, com seus telhados sujos pela poluição e meio banguelas, observando a vida passar rapidamente pelos seus muros baixinhos, talvez por não muito mais tempo.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

15 anos


Hoje um dos locais mais queridos dos que moram e visitam Curitiba, o MON, está fazendo 15 anos de existência como museu, já que o prédio existe desde 1978 e já foi escola e secretaria de estado da educação. Em 2002 a alteração do espaço para um museu foi anunciado, o anexo (o Olho) foi construído e no final do mesmo ano o Museu Oscar Niemeyer foi inaugurado.
Ao longo do dia várias atividades irão acontecer, com horário extendido até as 21:00. Pretendo no final do dia ir ao MON para registrar algumas dessas atividades.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Ângulos do Solar do Barão







Não sei como seria morar numa casa tão grande quanto o Solar do Barão, mas certamente deve ter sido muito bom enquanto durou, dado o trágico fim do Barão do Cerro Azul e o confisco de sua casa.

O Solar é belíssimo com seus diferentes pisos, seus gradis, portas, janelas, enfim, uma enorme quantidade de lindos detalhes que sempre renderão novas descobertas, novos ângulos.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Uma breve conversa com o Zequinão








Enquanto acontecia o encontro do USK Curitiba na Mercearia Zequinão, tive a oportunidade de passar um tempo lá dentro e conversar um pouco com o Sr. Gabriel Zequinão ou Alceu ou Varanda. Ele nasceu na casa onde hoje mora e que era dos seus pais. Seu irmão e seu pai tiveram a ideia de abrir o pequeno armazém que até hoje ele cuida com grande dificuldade, uma vez que os grandes mercados praticamente acabaram com os pequenos comércios.
Contei para ele que moro mais adiante, onde hoje o bairro chama-se Bacacheri, mas que já foi um dia Planta Florestal e que disse ele, era conhecido há muito tempo como o bairro dos pobres. A hoje super movimentada Fagundes Varela, segundo ele, recebia tráfego apenas de carroças e quase tudo ali era desabitado.
Me mostrou a frondosa jabuticabeira que tem mais de 50 anos, que foi plantada pelo seu pai e que hoje atrai pássaros e pessoas que "pegam" os frutos e terminam por quebrar o pequeno muro de concreto. A jaboticabeira fica ao lado de belo pé de café.
Disse por fim que um grupo do bairro está se organizando para bancar uma nova pintura para a Mercearia, o que ele espera que aconteça nesse ano ainda. Tomara que sim.

domingo, 19 de novembro de 2017

USK Curitiba e o Zequinão




Ontem entre chuvas e estiagens, o USK Curitiba esteve no Jardim Social, perto de onde a Fagundes Varela cruza a Nossa Senhora da Luz, para desenhar a Mercearia do Zequinão.
Felizmente o Sr. Gabriel Zequinão manteve seu comércio aberto, recebendo com simpatia o grupo, contando histórias sobre o bairro e seu comércio.
Clientes e amigos logicamente acharam bastante curiosa a atuação do grupo, quebrando a rotina pacata do pequeno comércio que fica num cruzamento perigoso do Jardim Social por causa do excesso de tráfego de carros.

sábado, 18 de novembro de 2017

Busto de Lala Schneider retocado


A Praça Santos Andrade contém uma série de estátuas e bustos, onze segundo uma contagem da Gazeta do Povo, que homenageiam figuras ilustres como Santos Andrade, Santos Dumont, Professora Júlia Wanderley, Nilo Cairo e outros professores. Todas as estátuas estão voltadas para o prédio histórico da UFPR à exceção de uma, a da atriz Lala Schneider que está voltada logicamente para o Teatro Guaíra.

A escultura foi inaugurada em março de 2012. Feita em granito, foi esculpida pelos artistas Alfi Vivern e Maria Inés DI Bella. Quando inaugurada, ela apresentava um tom amarelado que destoava de todas as outras peças da praça. Nesses dias a fotografei novamente e além de um batom vermelho (clandestinamente aplicado), o tom amarelado cedeu lugar a outro esverdeado que me parece mais simpático.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Uma quase casinha de madeira renovada




Essa casa fica na rua Pref. Angelo Lopes no Hugo Lange e há bem pouco tempo teve a sua pintura renovada e o que já era muito bom, ficou excelente.
A casa é um típico exemplar de casas de madeira que um dia para poder existir em Curitiba, eram obrigadas a esconder-se atrás de uma parede de alvenaria devido a um código de posturas, Temos que admitir que nesse caso ficou bem bacana.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Circulando o Teatro Guaíra











No dia em que estava acompanhando o Croquis Urbanos nessa região, o dia estava tão bonito e ensolarado que resolvi circular o Teatro Guaíra registrando detalhes, vários ângulos e algumas panorâmicas. Não importa quantas vezes se passa pelo Guaíra, sempre será um prazer registrar essa nossa jóia e lembrar dos grandes shows e formaturas (inclusive a minha) que aconteceram nesse palco.