quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Sombra e água fresca


Ouvi numa rádio ontem que essa onda de calor conseguiu algo pouco comum: tirar os curitibanos de casa. A rádio certamente fez essa introdução apenas para chamar a atenção para os eventos musicais ao ar livre que vão acontecer na cidade, mas é fato que o tempo com pouca chuva e muito sol é um incentivo para buscar locais ao ar livre como esse casal que fotografei no belo bosque do Parque Lagoa Azul no Umbará.
Ainda sobre o calor, ontem foi o dia mais quente em Curitiba já registrado pelo Simepar: 36 graus! Uma tortura para quem é acostumado à viver na capital mais fria do Brasil. Portanto a dica para esse dias é sombra e muita água fresca!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Uma casinha de madeira na Bortolo Pelanda







Uma amiga que é professora de artes no Umbará ao saber que iríamos almoçar na Nicola Pelanda, comentou que não muito longe do restaurante havia uma linda casinha de madeira que certamente eu gostaria de fotografar e assim que a vi, concordei! É realmente muito linda, cercada de verde e com detalhes incríveis como o desenho da varanda, o desenho das janelas, as cortinas e suas roseiras. Um achado que somente quem mora ou passa muito por ali poderia notar e me contar.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

A cabeleira da rua dos chorões 4


Depois de uma pausa no trajeto no qual encontro esse grafite (férias), ontem fiz essa foto a partir do meu celular. O verão fez bem à trepadeira, que está ocupando grande parte da parede com suas folhas. Logo começaremos a ver o caminho inverso. 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Do mirante do Bosque Alemão


Comentei com um amigo que o Bosque Alemão é um dos meus parques favoritos em Curitiba. Há coisas incríveis lá tais como o Oratório de Bach (uma igreja original que foi transladada da Silva Jardim para o bosque), o caminho de João e Maria (Hänsel und Gretel), a Casa da Bruxa onde acontece contação de histórias, a réplica da fachada da Casa Mila, o delicioso café e a Torre dos Filósofos, de onde se tem uma vista fantástica de Curitiba, cuja panorâmica eu publico hoje.

domingo, 27 de janeiro de 2019

O Palhaço


De dentro do carro vi num ponto de taxi na esquina da Avenida Batel com a Des. Motta esse palhaço. Ele parecia cansado, tipo fim de expediente, mas notou meu olhar e meu celular apontado para ele. Imediatamente passou a fazer graça, no caso, de graça. Fiz então, essa sequência de imagens.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Ensaios no Parque Lago Azul








É muito comum nos parques de Curitiba (menos no Bosque do Papa onde tem uma maluca que se considera a dona do pedaço) pessoas fazendo ensaios de todo tipo, mas nunca vi a quantidade de pessoas fotografando como vi no Parque Lago Azul no Umbará. Encontrei grávidas, noivos, crianças e meninas de 15 anos. A variedade de cenários que se encontra no parque certamente favorece esses ensaios, o que proporciona bons flagrantes como os que publico hoje.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Desenhando na praça


Enquanto muitos dormem nas praças de Curitiba, outros desenham Curitiba nas praças, como foi o caso desse jovem e talentoso artista na Praça Santos Andrade, que registrou em traços pessoas (reais e imaginárias) e elementos dessa praça cercada de cultura, tendo a UFPR de um lado e Teatro Guaíra do outro.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Dormindo na Praça



Sob os olhos da "Águia de Haia" na Praça Santos Andrade, o rapaz dormia, aliás, pessoas dormindo sob monumentos e árvores nas praças de Curitiba é algo tão comum quanto pinhão no inverno. Tempos difíceis.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Enquanto você espera...


Ontem estivemos no Solar do Barão medindo salas e paredes, onde no final de março acontecerá a abertura da exposição "Volta ao Centro Histórico em 80 dias", com desenhos feitos pelos inoxidáveis Fabiano Vianna, Raro de Oliveira e Simon Taylor e fotos desse que vos escreve mostrando como essa viagem aconteceu. Só sei que foi e será muito bonito!! Curitiba preservada nos traços desses caras que moram e amam a nossa cidade.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

O Torto







Arlindo Ventura, o Magrão, pegou um bar que já funcionava há décadas para em 2003 redecorar todo o ambiente em homenagem ao jogador de futebol Garrincha e criar “O Torto”. Se há um bar que possa ser considerado um ícone da noite de Curitiba, esse bar é "O Torto".

O espaço é pequeno (poucas mesas, um balcão, uma mesa de sinuca que ocupa boa parte da área do salão), mas a paixão das pessoas que frequentam o bar é enorme.

O Torto abre sempre as 17:00 e fecha, sem choro nem vela, à meia noite. Aliás, a rua é a extensão do bar e certamente o seu maior charme. Nas calçadas, em pé ou sentados no meio fio, é onde seus clientes se aglomeram alegremente para beber, conversar e ser feliz.

O bar sempre teve a postura de tentar viver em harmonia com a vizinhança. Na página do FB do bar, o Magrão comentou numa postagem de 2013 que “em dez anos de funcionamento, O Torto Bar jamais teve seu nome envolvido em uma ocorrência policial. Em relação aos vizinhos, adotamos uma posição de respeito e entendimento, buscando sempre o diálogo. Fechamos o bar impreterivelmente à meia-noite e aconselhamos os demais bares a fazerem o mesmo. Após o expediente, recolhemos todo o lixo da rua e, em diversas ocasiões, acionamos a Guarda Municipal para denunciar a ação de pichadores.”

De 2009 até 2013 aconteceu por iniciativa do Torno a Quadra Cultural, um evento que fechava as ruas das imediações da Paula Gomes e que reunia milhares de pessoas, com palco e muita música. Por ali já passaram nomes como Irmãs Galvão, Odair José, Germano Mathias, Jerry Adriani, Dona Ivone Lara e Rolando Boldrin.
  
Em 2014 a Comissão de Análise de Grandes Eventos (Cage) que reúne Bombeiros, PM e Secretarias Municipais, indeferiu, por alegadas razões de segurança, o pedido para realização da Quadra Cultural.

Lá em 2013 o Magrão disse que “a ocupação das ruas com pessoas e cultura é a maior contribuição que podemos dar ao nosso bairro. Vizinhos nos relatam que, quando O Torto está aberto, a Paula Gomes se torna mais segura. Inegavelmente, as ruas mal iluminadas do São Francisco ainda abrigam o consumo e o tráfico de drogas, mas é certo que o caminho para vencê-los não passa pelo esvaziamento das calçadas ou pelo fechamento dos bares, muito menos pelo banimento da Quadra Cultural”.

Também acredito que ocupar com responsabilidade e segurança ruas e prédios é a melhor forma de preservar o bem público e melhorar a segurança. Prédios vazios e ruas abandonadas e escuras é um convite ao crime.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O Parque Lago Azul no Umbará






Ao se casar com Luiza Micheleto, Ângelo Segala não supunha que a área de grande declividade, por ela herdada do pai, Antônio Micheleto, seria transformada pelo esforço do seu trabalho. Na época, nas terras da família, plantava-se de tudo um pouco: milho, feijão, batata e até um parreiral para a produção caseira de vinho. No entanto, para mover o moinho que tencionava construir, Ângelo precisou represar o rio Ponta Grossa, que servia de limite à propriedade. Trabalho exaustivo, pois, para locais mais altos do terreno, foi retirado, com carrinho de mão, o material necessário para formar o lago.

Único da região nos idos de 1940, o moinho dos Segalas atraía muitos moradores da vizinhança. Vinham trocar milho por fubá. No moinho, também se produzia a energia elétrica que abastecia a família. Um sistema de dínamos, inventado pelo próprio Ângelo, carregava baterias, permitindo o uso de lâmpadas de 12 volts, que permaneciam o dia inteiro acesas numa época em que não havia luz elétrica no Umbará. Além dessa melhoria, pequenos prazeres, como ouvir rádio passaram a fazer parte do cotidiano. Parentes e conhecidos, sabendo disso, também começaram a levar baterias para carregar.

Graças ao uso do moinho, muitos conheceram a propriedade e, encantados com o local, pediam para retornar a passeio. Aos poucos, o lago, construído por Ângelo Segala para mover o moinho, passou a ser reconhecido como um local aprazível onde todos eram bem recebidos.

Ângelo não imaginou quando fez o lago que o local, anos depois, se tornaria um dos recantos de lazer dos mais aprazíveis. Na época, poucas eram as áreas para atividades ao ar livre existentes em Curitiba. Semelhante ao Lago Azul, somente o Tanque do Bacacheri, no outro extremo da cidade.

Antes mesmo de ser oficialmente batizado, no começo dos anos de 1960, o lago já atraia muita gente. Os proprietários nunca impediram o acesso. Foi quando Ângelo Segala recebeu, de um homem que se dizia empresário, proposta de sociedade para abrir o imóvel como área para lazer. A denominação Lago Azul é desse tempo. Era assim que o empresário veiculava anúncios nas rádios, que atraíam levas de visitantes.

A sociedade não foi pra frente, mas o nome e o sucesso do empreendimento permaneceram. Até um comércio para bebidas foi instalado pelos Segalas para atender às centenas de pessoas que, semanalmente, lotavam as margens do lago. A popularidade foi tal, que uma linha de ônibus especial foi criada para, nos fins de semana, fazer o trajeto Praça Rui Barbosa - Lago Azul. Além daqueles que procuravam pelo lazer, o local também recebia grupos que realizavam batizados coletivos e o Exército, que utilizava a propriedade para treinamento, pois a amplidão do parque era propícia para atividades diversas.

O Lago Azul transformou-se na praia dos curitibanos. O encontro entre amigos e familiares para um churrasco, um jogo de futebol ou brincadeiras à beira d’água, e recreações como nado, pesca, remo, tornaram-se prática corriqueira até meados da década de 1990.
A ideia de transformar a propriedade da família Segala num parque municipal veio desde meados da década de 1990, época em que, devido à poluição do rio Ponta Grossa, a procura pelo lago decresceu. Desde então, esta era uma reivindicação da comunidade, principalmente dos antigos frequentadores, que gostariam de ver preservado esse lugar de boas recordações.

A propriedade foi adquirida pelo município de Curitiba no ano de 2007, que após reformas e restauros, passou a funcionar como parque em 2009. Com uma área de 128.500 metros quadrados, o parque teve toda sua estrutura revitalizada. A casa da família, bem como o paiol e o moinho, foram recuperados, mantendo-se, assim, a organização original da propriedade. Além disso, novos equipamentos foram instalados, como estacionamento, pista para caminhada, pontes em madeira, decks, trapiche, mirante, churrasqueiras, canchas esportivas, uma praça d’água formada por um piso de cimento com pedriscos no fundo e o parque orgânico, espaço gramado com relevos para as crianças brincarem.

De acordo com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, o parque é frequentado por mais de 10 mil pessoas nos fins de semana, mas é na memória dos moradores do Umbará e Ganchinho que o parque ocupa um espaço afetivo importante, como na do meu anfitrião na visita ao Umbará/Ganchinho, Antônio Oliveira, que me contou que quando era estudante e por algum motivo não tinha aula, ao invés de ir direto para casa para ajudar o pai na roça, parava com amigos na propriedade do Seu Ângelo Segala para nadar no lago, tendo a cumplicidade do Seu Ângelo, que nunca entregou os piás para os pais.

Fonte: Fundação Cultural de Curitiba e Luiz Antônio de Oliveira.

domingo, 20 de janeiro de 2019

USK Curitiba na casa do Seu Niquinho e Dona Júlia





Ontem o USK Curitiba esteve no Ganchinho para desenhar a casa do Seu Niquinho e Dona Júlia. Apesar do tempo maluco (muito sol, muita chuva), o lugar encantou à todos e a gentileza com que a família Oliveira nos recebeu será inesquecível, com direito à tenda com bebidas, melancia e quitutes fantásticos. Uma tarde para recordar.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Só a Arte Salva!




Ontem à noite estive com amigos nessa famosa esquina da boemia curitibana, para desenhar e fotografar o que acontecia. Em postagem futura conto mais sobre essa saída e esse lugar.

No muro a mensagem que diz que "Só a Arte Salva!", uma boa reflexão em tempos de decretos obscuros.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Concerto de música antiga na Capela da Glória






Ontem estive ao meio dia na recém restaurada Capela Nossa Senhora da Glória, na Avenida João Gualberto, para assistir parte de um dos concertos gratuitos da 36ª Oficina de Música de Curitiba. Ontem aconteceu um concerto dos professores de Música Antiga, Obras Italianas e Germânicas do século XVII. Na capela ainda terão outros concertos nos dias 19, 21 e 26.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

A Padaria América







Estive nessa semana na Padaria América da Rua Carlos Cavalcanti para encontrar os amigos Fabiano, Raro e Simon para dali irmos à Santos Andrade.

Antes de entrar na padaria, percebi uma fila na entrada o estacionamento, que se explicou rapidamente quando uma funcionária saiu de dentro do prédio com várias sacolas, distribuindo o que imagino fosse pão, para cada pessoa. Tomamos um belo café da manhã, levando para casa uma broa de centeio. No salão onde tomamos café, há várias fotos antigas e até a porta do primeiro forno a lenha da padaria da década de 1920.

A saga da família Engelhardt e da “Padaria América” no Brasil, iniciou-se em 1882, quando o alemão Friedrich Philipp Ludwig Eduard Engelhardt resolveu tentar a vida em outro continente.

Friedrich, era pedreiro e carpinteiro na Alemanha. Em 1885, foi um dos fundadores da “Sociedade Rio Branco” e da primeira cervejaria a vapor de Curitiba.

Foi Eduardo, seu filho, quem fundou a primeira Padaria América, em 1913. Nessa época, funcionava como um armazém de secos e molhados, o qual levava o mesmo nome na fachada. Localizava-se então, na esquina das ruas Alferes Poli com Sete de Setembro.

Em 1914, a “Padaria América” mudou-se para a esquina das ruas Paula Gomes e Trajano Reis. Foi quando adquiriu definitivamente o nome “Padaria América”, devido ao nome da rua aonde se localizava – Rua América – antigo nome da Rua Trajano Reis.

Seu Eduardo era casado com dona Elsa e, em 1917, nascia o filho Evaldo Ernesto Engelhardt, a quem seu Eduardo passou todo o conhecimento sobre a padaria e suas receitas.

Em 1928, a “Padaria América” se estabeleceu na esquina das ruas Trajano Reis e Presidente Carlos Cavalcanti, onde se encontra até os dias atuais.

Fonte e onde vocês poderão ler na íntegra essa bela história: site da Padaria América.

A Padaria América fica na Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 942 - São Francisco.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Strike a pose



Ontem estava na Praça Santos Andrade para mais um encontro do "Volta ao Centro Histórico em 80 dias", fotografando os amigos desenhando, a praça e logicamente as pessoas que passaram por lá.

Percebi várias pessoas fotografando a UFPR, muitas fazendo selfies e algumas posando para serem fotografadas, assim como essa menina de quem roubei duas fotos. Falei até com um ciclista de Belo Horizonte que me pediu para fazer uma foto dele, que está conhecendo Curitiba e gostando muito.