quarta-feira, 24 de maio de 2017

Casinhas do início da Padre Anchieta 2




Mais uma casinha no início da Rua Padre Anchieta, que forma uma espécie de pequena aldeia povoada por irredutíveis curitibanos que ainda resistem ao invasor, a especulação imobiliária que já está na esquina.
Essa linda casinha em alvenaria, tem um belo jardim com muitas flores, uma varanda com acesso em arco tipo missões espanholas e com um belo ornamento metálico. Que persista por muitos anos ainda.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Edifício Affonso Alves de Camargo


Caso não conheça esse prédio, não acredite na foto. Forcei a perspectiva, o que fez com que o prédio, que é um paralelepípedo, parecesse a proa de um barco de vidro.
Esse prédio, cujo nome é Affonso Alves de Camargo (ocupado pelo Ministério Público do Paraná), é irmão gêmeo do vizinho, de nome Caetano Munhoz da Rocha (ocupado pela Secretaria de Estado da Segurança). O projeto, de 1977,  é de autoria de Luiz Forte Netto, Orlando Bussarello e Dilva Slomp Bussarello.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O Centro Cívico sob o olhar do Ministério Público do PR










Fui convidado pelo Ministério Público do Paraná para dar um workshop sobre fotografia para seus funcionários na sede do Centro Cívico. Na sexta-feira (19) falei um pouco sobre a história da fotografia, sobre técnicas fotográficas e mostrei uma série de fotografias que admiro.
No dia seguinte, sábado (20), fizemos uma caminhada pelo Centro Cívico (antes da chegada da Marcha para Jesus) e lá a proposta para cada um era a de executar apenas doze fotos ao longo do percurso, buscando aplicar as técnicas que abordamos e principalmente, exercitando o olhar.
Dessas doze fotos, cada um selecionará quatro imagens, que serão visualizadas no nosso próximo encontro.
Foi muito bom conversar com o pessoal do MP-PR sobre um tema que gosto demais, aliás, dois: fotografia e Curitiba, caminhar com eles por uma região importante da cidade e conhecer muita gente bacana.

domingo, 21 de maio de 2017

Uma casa das antigas





Ontem nos reunimos com o Urban Sketchers Curitiba num casarão que fica na Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 658, onde hoje funciona um restaurante chamado Famiglia Originale. Li e ouvi de uma pessoa da administração, que a casa já fora um pensionato feminino, que na internet achei com o nome Pensionato Familiar Feminino Dona Mirian II.
A casa, talvez pelas curvas, me lembrou aquela que Frederico Kirchgässner projetou para seu irmão Bernardo em 1936. Se quiser conhecer essa outra casa, veja a postagem aqui.
A quantidade de pessoas que apareceu para desenhar foi surpreendente e a gentileza do pessoal da casa foi grande, com direito a um chope bem geladinho.

sábado, 20 de maio de 2017

Aos pares


No Terminal do Guadalupe para onde se olha tem algo acontecendo. Nessa foto registrei dois pares: duas bicicletas esperando seus ciclistas e um casalzinho namorando enquanto seu ônibus não vem.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Sob o sol de um dia frio



Já ouvi que Curitiba fica particularmente bonita nas manhãs ensolaradas de frio. Tenho que concordar. Quando fiz essas fotos, numa manhã muito fria, o sol incidia frontalmente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná na Praça Santos Andrade. A luz muito dura, lançava sombras, criava fortes contrastes e revelava detalhes que passando rápido não se presta muita atenção.
Ontem publiquei uma foto de uma porta que não oferecia qualquer saída. Hoje publico fotos do que eu considero a única saída para esse país: a educação, não apenas superior, mas também de base.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Sem saída?



Ontem mais um tsunami de fatos que atestam que a nossa (falta de) classe política precisa mudar. Fico pensando se há uma saída que traga segurança e serenidade necessária para atravessarmos mais essa crise na república.

Essa estranha porta foi fotografada por mim nos fundos do Palacete do Batel.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Denise Roman na Fundação Cultural de Curitiba



Estive recentemente na Fundação Cultural de Curitiba para uma reunião com várias pessoas para tratar da reforma da Biblioteca Franco Giglio. Na saída não pude deixar de notar na sala do presidente da FCC um grande painel (estimaria uns 60 x 250 cm) incrível da Denise Roman no qual dentre seus personagens fantásticos, podemos reconhecer ícones de Curitiba como o Bosque do Papa, o Paiol, o Centro de Criatividade e o Moinho Rebouças. Solicitei autorização para fazer a foto, ao que fui gentilmente atendido.

Conheço o trabalho da Denise Roman desde a época de faculdade e desde então, sou um grande admirador da sua arte, tendo em minha casa várias de suas gravuras.

Sobre a Denise encontrei o que segue no site da Secretaria da Educação do Paraná:

Denise Roman é natural de Curitiba, formou-se pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná em 1984 e realiza cursos de especialização em técnicas de gravuras com vários artistas desde 1979. Orientadora da Oficina de Litografia do Liceu de Artes e Ofícios, projeto da Prefeitura Municipal de Curitiba, Secretaria da Criança e Projeto Piá, de 1995 a 1996.

Atualmente é orientadora de Litografia e Gravura em Metal no Museu da Gravura Cidade de Curitiba. Suas obras se caracterizam pela delicadeza de seus traços e pelo requinte de detalhes.

Seus trabalhos foram vistos em exposições nacionais e internacionais, coletivas, mostras oficiais e individuais no Brasil e em países como Suíça, Japão, Estados Unidos, Espanha e França.

Suas obras retratam uma realidade narrativa observada em instantes mágicos comparados a epifanias de contexto gráfico, nos quais a gravadora recria na atmosfera própria da gravura todo um simbolismo proveniente da imaginação. Seus tipos característicos, seus personagens – num primeiro momento – parecem para os observadores figuras saídas dos contos de fadas. Entretanto, no lirismo cativante de sua linguagem estético-artística, Denise Roman trabalha com elementos tipicamente locais.

Explicando melhor o termo “local”, ele é empregado para designar uma mitologia individual criada pela artista que vê poesia em qualquer lugar e logo passa a trabalhar e compor personagens fantásticos para nos mostrar o que pode estar ali escondido.

A artista também elaborou diversas cenografias teatrais. Outra de suas atividades é o desenho em grandes dimensões com que decorou vários espaços na cidade. Voltando à gravura e em contraste com as grandes obras, outra de suas características é a paixão da artista para a miniaturização.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Casinhas do início da Padre Anchieta - 1


Quando se fala na Avenida Padre Anchieta logo se pensa na avenida com a canaleta de ônibus e o paredão de prédios de ambos os lados. Mas há um trecho bem diferente, próximo à Praça 29 de Março onde há casas baixas e algumas de madeira, como essa que publico hoje com um belo pé de rosas na frente.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Cresce o grande templo diante da FCC


O grande templo que se ergueu sobre os escombros da antiga fábrica da Matte Leão no bairro Rebouças tem sua construção andando a passos largos. As abóbadas douradas estão lá reluzentes e o heliporto onde chegará o grande líder e subirá o dinheiro arrecadado, está pronto.

Ainda hoje acho meio que deboche essa construção diante da Fundação Cultural de Curitiba. Não recrimino a empresa que vendeu o prédio/terreno e nem a outra empresa que agora ergue seu prédio, ambas estavam defendendo seus interesses.

Mas ainda considero estranha a postura das pessoas e órgãos públicos que autorizaram a demolição da histórica edificação e aprovaram esse projeto, cuja arquitetura não guarda qualquer relação com a cidade.

Pensando na preservação da memória da cidade, não se poderia ter autorizado isso tudo. De outro ponto de vista, geração de empregos e arrecadação de impostos, também não, uma vez que as igrejas no Brasil são isentas de pagar impostos das fortunas que arrecadam e não se pode também dizer que haverá uma grande geração de postos de trabalho quando o templo estiver concluído.

Enfim, apenas conjecturas pois acredito que nunca conheceremos os bastidores das negociações que foram conduzidas para chegar no ponto que chegou.

domingo, 14 de maio de 2017

Nosso primeiro ano sem Maria


Maria, que meu pai chamava de Aparecida, foi mãe de seis, avó de dezesseis e (até aqui) bisavó de quinze. Eu, quando já não mais morava com meus pais no Edifício Asa, com frequência ia à casa deles pela manhã para tomar café e após nos despedirmos e fechar a porta de saída, sabia e já esperava que minha mãe abrisse a porta e de lá dissesse: "Que Deus abençoe você e toda sua família". Abençoados fomos nós que tivemos uma mãe como ela.

Hoje minha irmã mandou um texto de Madre Teresa que diz:

"Ensinarás a voar... Mas não voarão o teu voo. Ensinarás a sonhar... Mas não sonharão o teu sonho. Ensinarás a viver... Mas não viverão a tua vida. Ensinarás a cantar... Mas não cantarão a tua canção. Ensinarás a pensar... Mas não pensarão como ti. Porém, saberás que em cada vez que voarem, sonharem, viverem, cantarem e pensarem... estará a semente do caminho ensinado e aprendido!"

Feliz dia das mães.

sábado, 13 de maio de 2017

Voando na Praça 29 de Março




Em recente passagem pela Praça 29 de Março nas Mercês, tinha percebido um grupo de pessoas praticando parkour e nessa última, parei um pouquinho para fotografar esses dois rapazes.

Desenvolvido como um método de treinamento que permite ao indivíduo, ultrapassar de forma rápida, eficiente e segura quaisquer obstáculos utilizando somente as habilidades e capacidades do corpo humano, o Parkour foi desenvolvido inicialmente na França em meados do final dos anos de 1980. O termo é proveniente de uma adaptação da palavra original 'parcours' e foi sugerido por um amigo de David Belle, o qual por sua vez, junto com alguns amigos de adolescência, é considerado como fundador do Parkour. Ainda, o termo 'parcours' tem relação com o 'Parcours du combattant', mais conhecido como a pista de obstáculos do pentatlo militar. A modalidade tem diversas influências de práticas corporais e dentre estas, destacam-se as ginásticas e o Método Natural de Educação Física de Georges Hébert, também conhecido como 'Métode Naturelle', o qual também se utilizava de habilidades e capacidades corporais para superar obstáculos e desafios tanto em ambientes urbanos como quantos naturais. A modalidade pode ser praticada tanto individualmente quanto em grupo.  (Fonte: Wikipedia)

sexta-feira, 12 de maio de 2017

O grafite e a árvore da FCC


Estive recentemente na Fundação Cultural de Curitiba no Moinho Rebouças para uma reunião e vi de perto pela primeira vez o novo e lindo grafite que foi feito na parede externa da rua Engenheiros Rebouças.
O grafite é assinado po Café e D3LL e esse casa lindamente com a árvore plantada na calçada que por si só já é uma escultura.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Painéis de Poty Lazzarotto no Michelangelo









Se você for atento e circula pelo bairro Cabral, talvez já tenha passado na frente de um prédio chamado Michelangelo, em homenagem ao famoso pintor e escultor italiano, e talvez tenha notado um belo mural feito em concreto feito pelo Poty Lazzarotto no gramado em frente ao prédio.
O que a maioria das pessoas não devem saber é que no hall de entrada, ao redor do fosso do elevador no trecho entre o térreo e o mezanino, há outros seis painéis em azulejos desenhados pelo nosso grande artista.
Eu tive o prazer de ter acesso ao local para registrar esses lindos painéis e posso hoje compartilhar aqui com vocês.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Um pouco da história da Villa Campo Largo




Nada como falar com quem sabe (e muito) sobre a cidade. Perguntei ao Marcelo Sutil, da Diretoria do Patrimônio Cultural da Prefeitura de Curitiba, se ele teria alguma informação sobre a Villa Campo Largo e como ele me retornou um material precioso, faço mais essa postagem sobre o belíssimo casarão, que está num estado de conservação que começa a beirar o crítico, para contar um pouco da sua história.

O texto a seguir foi retirado do documento enviado à mim pelo Marcelo Sutil, sendo esse de autoria da  historiadora Maria Luiza Gonçalves Baracho da Fundação Cultural de Curitiba. Agradeço à ambos pelas informações.

A imponente casa, denominada Vila Campo Largo, sobressai na paisagem desde a época de sua construção.

Segundo planta aprovada pela então Directoria de Obras e Viação, em 4 de agosto de 1929, com conclusão até 20 de agosto de 1931, tratava-se de um projeto de residência para o Sr. Lucas Sovierzoski. Ele e a esposa ocuparam o imóvel até o final da vida, sendo que o mesmo permaneceu com a filha, única herdeira, até aproximadamente 1970, época de seu falecimento.

Sem que hovessem herdeiros diretos, o imóvel passou a pertencer, em diferentes frações, a familiares dos ramos Sovierzoski e Guiraud, como atesta a documentação. A casa começou, então, a ser alugada, servindo para diferentes usos ao longo do tempo.

Ao longo de todas essas décadas, e ainda hoje, o imóvel compõe, com destaque, a paisagem da Avenida Iguaçu e da Praça Ouvidor Pardinho. Com seu porte e volumetria, suas linhas de influência inglesa, suas primorosas pinturas internas e da varanda, seu acabamento esmerado, desde a edificação o sobrado constituiu-se num marco da paisagem, importante elemento da memória afetiva dos curitibanos que viveram e vivem na região, e dos que por ali circulam diariamente.

Em fotografias do início dos anos 1930, ela já está presente e remete a uma época em que a expansão da cidade era direcionada para a região sul, com a melhoria e a implantação de largas avenidas e ruas, como a própria Iguaçu e a Nunes Machado. Na Iguaçu e imediações, além de energia elétrica, já havia água canalizada e os sanitários ficavam dentro das casas; comodidades que, no final dos anos 1920, já motivavam a construção de casas mais confortáveis, como a Vila Campo Largo. Aquela era também uma época de grandes quintais, resultantes de um arruamento planejado, o que propiciava o cultivo de belos jardins e de hortas bem cuidadas. Embora próxima a inúmeras fábricas que, desde o final do século 19 foram se instalando na região, os proprietários podiam usufruir da Praça Ouvidor Pardinho. Antigo Campo da Cruz, a praça propiciava uma paisagem marcada pela presença da Igreja do Imaculado Coração de Maria e seus prédios anexos; igreja cuja construção, iniciada em 1917, foi concluída no final dos anos 1920.

A denominação Vila Campo Largo, presente numa placa decorativa no alto da fachada, e que hoje, à primeira vista parece deslocada, na verdade indica um estilo de morar, quando a cidade se expandia para espaços considerados mais distantes da então área central. Trata-se de uma tipologia arquitetônica que, segundo o historiador Marcelo Saldanha Sutil, era “bastante comum na cidade entre as décadas de 1930 e 1950. Época em que se construíam as chamadas vilas, ou seja: residências espaçosas, em meio a lotes generosos e cercadas por jardins. Assobradadas ou não, foram comuns em bairros próximos ao centro, como Batel, Alto da Glória e Juvevê, e caracterizaram a paisagem destes lugares até há poucos anos”.

Esta, certamente foi uma das fortes razões que justificaram sua inserção e manutenção na listagem de Unidades de Interesse de Preservação do Município, além da  relevância de suas qualidades arquitetônicas. 

terça-feira, 9 de maio de 2017

O Castelo e o Palacete


De dentro do terreno do Palacete do Batel, fiz essa panorâmica que mostra o Castelo e o Palacete numa mesma tomada. Belos e restaurados, o Castelo é um famoso local de festas chiques e o Palacete, não sei que uso tem sido dado ou será dado à ele.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Croquis Urbanos e a Villa Campo Largo






Ontem o Croquis Urbanos realizou seu encontro diante de uma casa cujas fotos já havia publicado aqui no blog em 2011 e que na época, uma das fotos (postada hoje novamente) revelava que seu nome é Villa Campo Largo (como pintaram a casa, essa denominação foi perdida).
A casa é uma Unidade de Interesse de Preservação e a plaquinha no alto informa que trata-se de uma construção de 1930. Ainda nas paredes de entrada, algumas pinturas nas paredes e teto ainda permanecem.
Continuo não tendo informações sobre quem teria morado na casa. Caso alguém tenha sua história, peço que compartilhe.
A casa fica na esquina da Avenida Iguaçu com a rua Nunes Machado, diante da Praça Ouvidor Pardinho.

domingo, 7 de maio de 2017

Casinhas da Padre Anchieta e o USK Curitiba




Na primeira quadra da Padre Anchieta após a Praça 29 de Março no Bigorrilho existe uma sequencia de lindas casinhas baixas. Lá aconteceu ontem o encontro do Urban Sketchers Curitiba. Dia de sol, local tranquilo, tema nostálgico, enfim, uma tarde bem bacana registrando uma Curitiba que vai sendo apagada com o tempo.