quarta-feira, 31 de maio de 2017

Circulando por Itaiópolis - Residência Alexandre Narloch









Quando estivemos no bairro Alto Paraguaçu em Itaiópolis, que é tombado (isso mesmo, o bairro todo) pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, tive a grata oportunidade de entrar numa das lindas casinhas de madeira do bairro.

Na casa, construída por Alexandre Narloch (1893 - 1942) na década de 1920, mora sua filha, Dona Zenita, a nona filha de Alexandre, que imigrou da Prússia.

Na sala principal, cujas paredes de madeira recebem incríveis pinturas que não se repetem, funcionou por muito tempo um restaurante de comida típica polonesa.

Dona Zenita que devido à idade já não tem condições de tocar o restaurante, teve oportunidade de morar nos Estados Unidos, mas declinou porque certamente lá não teria a incrível paisagem que pode desfrutar da mesa da sua cozinha.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Casinhas de madeira das Mercês



Fotografei no bairro das Mercês essa linda casinha de madeira, que na capelinha, parece ter uma santinha a guardar a casa. As cores verde e vermelha nas escada de entrada e no muro tinham uma razão de ser, mas acabei cortando a propaganda no muro e não me lembro mais do que se tratava (acho que era um curso de idiomas).

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Circulando por Itaiópolis - USK Curitiba na estrada








Fomos convidados pela Fundação Cultural de Itaiópolis, para visitar e registrar a cidade de Itaiópolis, norte de Santa Catarina, no último final de semana.

Abro esse parêntesis ao sair de Curitiba como tema central das publicações aqui no meu blog, mas tenho fortes razões para isso. Primeiramente, Itaiópolis assim como Curitiba, tem forte influência da imigração polonesa. Além disso, o pai de minha esposa nasceu em Itaiópolis, onde há ainda pessoas da sua família, a casa onde nasceu e inclusive uma rua que leva seu nome. E mais além disso ainda, o que encontramos por lá é muito familiar, como se poderia de fato estarmos em Curitiba.

Por onde passamos, Casa da Cultura, Moinho Koll, Casa Polaski, Alto Paraguaçu, fomos recebidos com muito carinho e alegria. Fica a vontade de voltar para mais uma bodega na Casa Polaski, onde as sopas e o pierogi são sensacionais, acompanhados com música e dança do grupo folclórico.

Voltarei com outras postagens dos lugares que registrei, porque algo tão bonito precisa ser mostrado.

domingo, 28 de maio de 2017

Um sapatinho sem um pezinho


Dentro do tubo do Centro Cívico, logo na entrada via-se pendurado esse pequeno sapatinho sem dono, quem sabe esperando que uma o encontrasse e esse voltasse a aquecer novamente um pezinho.

sábado, 27 de maio de 2017

A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná



Construído para compor o Centro Cívico da capital paranaense, o Palácio 19 de Dezembro foi erguido com o objetivo de abrigar a sede da Assembleia Legislativa do Paraná, em fevereiro de 1963.
Projeto pelo arquiteto Olavo Redig de Campos, a obra obedeceu o estilo modernista escolhido pelo então governador Bento Munhoz da Rocha Neto para o Centro Cívico. Em 29 de janeiro de 1975 o prédio do Plenário foi inaugurado. Fonte: Site da Alep.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Um outro ângulo do Eduardo VII



Estamos todos acostumados com a vista do Ed. Eduardo VII a partir da Praça Tiradentes, que é sem dúvida, o ponto de vista mais bonito desse prédio icônico de Curitiba. Mas é interessante também observar o prédio de outra posição, nesse caso da Rua XV, num dia de sol e céu limpo, criando fortes contrastes.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Um grande painel do grande Rogério Dias



Esse painel imenso que fica na rotatória da Marechal Hermes e Dep. Mario de Barros é de autoria de Rogério Dias, um artista maiúsculo que vive em Curitiba e que há décadas nos encanta principalmente com seus passarinhos.

O painel cujo título é "Rio Iguaçú" foi encomendado em 1994 pelo então prefeito Rafael Greca para homenagear o descobridor das “Cataratas do Iguaçu”, Dom Alvar Nuñes Cabeza de Vaca, e o Rio Iguaçu, cuja história, é um registro de luta pela integração do Estado do Paraná. O Painel de 50 metros, retrata o Rio desde a sua nascente, até a sua foz, com sua fauna e flora, sua história, suas lendas e personagens.

A foto que publico do Rogério foi feita num dos encontros do Urban Sketchers Curitiba, quando ele ficou ali junto ao grupo contando histórias, desenhando e sendo desenhado.

Rogério José de Moura e Dias (Jacarezinho, PR, 1945) é pintor, desenhista, gravador, escultor, design gráfico, cartunista, ator, ilustrador, cenógrafo, publicitário.

Autodidata, quando criança, convive com Sigaud (1899-1979), por ocasião da pintura dos painéis da Catedral de Jacarezinho.

Em 1965 participa de oficina de gravura orientada por Calderari, e tem uma de suas primeiras gravuras selecionadas para o Salão de Artes Cidade de Curitiba. No ano seguinte trabalha como design gráfico, fotografia e stands.

A partir de 1969, colabora com diversas agências de publicidade.

Em 1977 realiza a sua primeira exposição individual, utilizando-se de papel de embrulho em colagens, que sugerem vôos de pássaros.  Já Com Rettamozo e Solda no “Informativo de Arte”, editado em 1978, pela Galeria Acaiaca.

Em 1981 executa para a agência  Múltipla, os bonecos da premiada campanha “Papai Noel Cor de Rosa”, sendo em seguida contratado como diretor de arte.

Nos anos 80  trabalha como ilustrador do Correio Brasiliense (1983) e Correio de Notícias, (1984 e 1985). Em 1986 retorna a Brasília onde trabalha com Reynaldo Jardim na Fundação Cultural do Distrito Federal.

Ainda na década de 80, começa a retratar naturezas mortas, sempre associadas a pássaros. Os pássaros passam a ser tema recorrente em sua obra, até se tornarem o elemento central.

Em 1993 cria o painel “300 gralhas para Curitiba” em homenagem aos 300 anos da cidade.

Em 1994 executa para a Prefeitura Municipal de Curitiba, projeto para um painel de azulejos de 50 metros sobre o “Rio Iguaçu”, que foi inaugurado em 1996 ao lado do Palácio do Governo.
Fonte: http://www.rogeriodias.com/Portugues/

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Casinhas do início da Padre Anchieta 2




Mais uma casinha no início da Rua Padre Anchieta, que forma uma espécie de pequena aldeia povoada por irredutíveis curitibanos que ainda resistem ao invasor, a especulação imobiliária que já está na esquina.
Essa linda casinha em alvenaria, tem um belo jardim com muitas flores, uma varanda com acesso em arco tipo missões espanholas e com um belo ornamento metálico. Que persista por muitos anos ainda.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Edifício Affonso Alves de Camargo


Caso não conheça esse prédio, não acredite na foto. Forcei a perspectiva, o que fez com que o prédio, que é um paralelepípedo, parecesse a proa de um barco de vidro.
Esse prédio, cujo nome é Affonso Alves de Camargo (ocupado pelo Ministério Público do Paraná), é irmão gêmeo do vizinho, de nome Caetano Munhoz da Rocha (ocupado pela Secretaria de Estado da Segurança). O projeto, de 1977,  é de autoria de Luiz Forte Netto, Orlando Bussarello e Dilva Slomp Bussarello.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O Centro Cívico sob o olhar do Ministério Público do PR










Fui convidado pelo Ministério Público do Paraná para dar um workshop sobre fotografia para seus funcionários na sede do Centro Cívico. Na sexta-feira (19) falei um pouco sobre a história da fotografia, sobre técnicas fotográficas e mostrei uma série de fotografias que admiro.
No dia seguinte, sábado (20), fizemos uma caminhada pelo Centro Cívico (antes da chegada da Marcha para Jesus) e lá a proposta para cada um era a de executar apenas doze fotos ao longo do percurso, buscando aplicar as técnicas que abordamos e principalmente, exercitando o olhar.
Dessas doze fotos, cada um selecionará quatro imagens, que serão visualizadas no nosso próximo encontro.
Foi muito bom conversar com o pessoal do MP-PR sobre um tema que gosto demais, aliás, dois: fotografia e Curitiba, caminhar com eles por uma região importante da cidade e conhecer muita gente bacana.

domingo, 21 de maio de 2017

Uma casa das antigas





Ontem nos reunimos com o Urban Sketchers Curitiba num casarão que fica na Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 658, onde hoje funciona um restaurante chamado Famiglia Originale. Li e ouvi de uma pessoa da administração, que a casa já fora um pensionato feminino, que na internet achei com o nome Pensionato Familiar Feminino Dona Mirian II.
A casa, talvez pelas curvas, me lembrou aquela que Frederico Kirchgässner projetou para seu irmão Bernardo em 1936. Se quiser conhecer essa outra casa, veja a postagem aqui.
A quantidade de pessoas que apareceu para desenhar foi surpreendente e a gentileza do pessoal da casa foi grande, com direito a um chope bem geladinho.

sábado, 20 de maio de 2017

Aos pares


No Terminal do Guadalupe para onde se olha tem algo acontecendo. Nessa foto registrei dois pares: duas bicicletas esperando seus ciclistas e um casalzinho namorando enquanto seu ônibus não vem.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Sob o sol de um dia frio



Já ouvi que Curitiba fica particularmente bonita nas manhãs ensolaradas de frio. Tenho que concordar. Quando fiz essas fotos, numa manhã muito fria, o sol incidia frontalmente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná na Praça Santos Andrade. A luz muito dura, lançava sombras, criava fortes contrastes e revelava detalhes que passando rápido não se presta muita atenção.
Ontem publiquei uma foto de uma porta que não oferecia qualquer saída. Hoje publico fotos do que eu considero a única saída para esse país: a educação, não apenas superior, mas também de base.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Sem saída?



Ontem mais um tsunami de fatos que atestam que a nossa (falta de) classe política precisa mudar. Fico pensando se há uma saída que traga segurança e serenidade necessária para atravessarmos mais essa crise na república.

Essa estranha porta foi fotografada por mim nos fundos do Palacete do Batel.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Denise Roman na Fundação Cultural de Curitiba



Estive recentemente na Fundação Cultural de Curitiba para uma reunião com várias pessoas para tratar da reforma da Biblioteca Franco Giglio. Na saída não pude deixar de notar na sala do presidente da FCC um grande painel (estimaria uns 60 x 250 cm) incrível da Denise Roman no qual dentre seus personagens fantásticos, podemos reconhecer ícones de Curitiba como o Bosque do Papa, o Paiol, o Centro de Criatividade e o Moinho Rebouças. Solicitei autorização para fazer a foto, ao que fui gentilmente atendido.

Conheço o trabalho da Denise Roman desde a época de faculdade e desde então, sou um grande admirador da sua arte, tendo em minha casa várias de suas gravuras.

Sobre a Denise encontrei o que segue no site da Secretaria da Educação do Paraná:

Denise Roman é natural de Curitiba, formou-se pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná em 1984 e realiza cursos de especialização em técnicas de gravuras com vários artistas desde 1979. Orientadora da Oficina de Litografia do Liceu de Artes e Ofícios, projeto da Prefeitura Municipal de Curitiba, Secretaria da Criança e Projeto Piá, de 1995 a 1996.

Atualmente é orientadora de Litografia e Gravura em Metal no Museu da Gravura Cidade de Curitiba. Suas obras se caracterizam pela delicadeza de seus traços e pelo requinte de detalhes.

Seus trabalhos foram vistos em exposições nacionais e internacionais, coletivas, mostras oficiais e individuais no Brasil e em países como Suíça, Japão, Estados Unidos, Espanha e França.

Suas obras retratam uma realidade narrativa observada em instantes mágicos comparados a epifanias de contexto gráfico, nos quais a gravadora recria na atmosfera própria da gravura todo um simbolismo proveniente da imaginação. Seus tipos característicos, seus personagens – num primeiro momento – parecem para os observadores figuras saídas dos contos de fadas. Entretanto, no lirismo cativante de sua linguagem estético-artística, Denise Roman trabalha com elementos tipicamente locais.

Explicando melhor o termo “local”, ele é empregado para designar uma mitologia individual criada pela artista que vê poesia em qualquer lugar e logo passa a trabalhar e compor personagens fantásticos para nos mostrar o que pode estar ali escondido.

A artista também elaborou diversas cenografias teatrais. Outra de suas atividades é o desenho em grandes dimensões com que decorou vários espaços na cidade. Voltando à gravura e em contraste com as grandes obras, outra de suas características é a paixão da artista para a miniaturização.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Casinhas do início da Padre Anchieta - 1


Quando se fala na Avenida Padre Anchieta logo se pensa na avenida com a canaleta de ônibus e o paredão de prédios de ambos os lados. Mas há um trecho bem diferente, próximo à Praça 29 de Março onde há casas baixas e algumas de madeira, como essa que publico hoje com um belo pé de rosas na frente.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Cresce o grande templo diante da FCC


O grande templo que se ergueu sobre os escombros da antiga fábrica da Matte Leão no bairro Rebouças tem sua construção andando a passos largos. As abóbadas douradas estão lá reluzentes e o heliporto onde chegará o grande líder e subirá o dinheiro arrecadado, está pronto.

Ainda hoje acho meio que deboche essa construção diante da Fundação Cultural de Curitiba. Não recrimino a empresa que vendeu o prédio/terreno e nem a outra empresa que agora ergue seu prédio, ambas estavam defendendo seus interesses.

Mas ainda considero estranha a postura das pessoas e órgãos públicos que autorizaram a demolição da histórica edificação e aprovaram esse projeto, cuja arquitetura não guarda qualquer relação com a cidade.

Pensando na preservação da memória da cidade, não se poderia ter autorizado isso tudo. De outro ponto de vista, geração de empregos e arrecadação de impostos, também não, uma vez que as igrejas no Brasil são isentas de pagar impostos das fortunas que arrecadam e não se pode também dizer que haverá uma grande geração de postos de trabalho quando o templo estiver concluído.

Enfim, apenas conjecturas pois acredito que nunca conheceremos os bastidores das negociações que foram conduzidas para chegar no ponto que chegou.