sábado, 30 de junho de 2018

O Memorial de Curitiba cheio de gente, dança e luz




Domingo passado no palco do Memorial de Curitiba estava acontecendo um festival de dança. Lá de cima o que mais me impressionou foi o palco ocupado, o público que se aglomerou diante dos grupos que se apresentavam, toda a plasticidade do Memorial e de quebra, uma linda luz que deixou isso tudo ainda mais especial.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Uma radiola como a do meu pai




A primeira foto eu fiz no interior de uma das casinhas de madeira que estará no livro, que é maravilhosa e cuja história me comove toda vez que leio o texto de um dos netos de quem a construiu e que fará parte do projeto Saudade do Ninho.

Somente muito recentemente ao rever a foto, eu notei junto à parede uma radiola Standard Eletric (modelo 6053), fabricada no Rio de Janeiro, que é idêntica à uma que meu pai tinha desde o tempo que morávamos no norte do Paraná e que por muito tempo, mesmo após a mudança para Curitiba, foi onde tocávamos os nossos vinis. Esse móvel que hoje está comigo tem um valor sentimental imenso e após restauro, está do jeito que mostro nas outras fotos.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Mãe e filhos no Memorial


Estive no último domingo no Memorial de Curitiba e muita coisa estava acontecendo. Festival de dança, exposições sobre a Catedral e uma linda de fotografias da Serra do Mar por Lucas Pontes e encontro do Croquis Urbanos.

Mas mesmo num dia sem muitas atrações, o Memorial por si só já é um evento sempre digno de visita, quer pela vista fantástica que se tem da cidade ou pela plasticidade do local.

Circulando por lá, vi uma mãe e suas duas lindas crianças sentadas num banco junto à escada em espiral que leva ao mirante. Até fotografei a cena de cima da escada, mas ao descer um andar e olhando para cima, vi através do vidro a mesma cena em contraluz e registrei. Particularmente, gostei mais dessa.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Um telhado desdentado


"Vez ou outra esta casa passa
pela janela do ônibus ligeiríssimo.
Passa de relance e fica para trás,
não sei onde, não sei quando.
Decrépita, alguns lambrequins faltam no beiral.
A casinha sorri seu sorriso banguela
para o curitibano expresso."
(Radamés Manosso - no livro Saudade do Ninho)

terça-feira, 26 de junho de 2018

Feira de inverno da Praça Osório 2018




O inverno chegou (manso ainda) em Curitiba e com ele a tradicional e muito curtida feira de inverno da Praça Osório. Nos períodos em que a feira está instalada, a praça ganha vida o dia todo e torna-se um ponto muito apreciado para lanches, almoço e janta. A feira de inverno oferece o bônus de nessa época poder vender pinhão cozido e quentão. A feira vai até 14/07.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Uma casinha azul nas Mercês





No último sábado estive com o pessoal do USK Curitiba na Praça Divina Pastora para desenhar uma casa de tijolinhos que fica na Manoel Ribas. Lembrei que durante uma das caminhadas observacionais passamos por algumas lindas casinhas de madeira logo no início do passeio e seguindo pela rua Paulo Martins, logo encontrei duas delas.

Essa casinha azul continua muito bonita, implantada num grande terreno bem arborizado. Olhando de frente parece ser pequena, mas a foto de lado mostra que a casa é grande, banhada pelo sol de todos os lados.

domingo, 24 de junho de 2018

Que histórias uma casa encerra?


Possivelmente há pessoas que passam diante de uma casa antiga e não a notem. Há outros que passam por essa mesma casa antiga e pensem que ela é bonita, ou que é feia, ou que é velha e deveria dar lugar a algo mais moderno,

Mas há os que, como eu, quando diante de uma casa antiga e vendo seu estilo, seus detalhes, seus entalhes, passe a pensar que histórias essa casa testemunhou, quais imensas alegrias e enormes tristezas abrigou.

As vidas que enchem de história uma casa nunca são banais, já que essas pessoas viveram a cidade, interagiram com a comunidade e de forma pequena ou grande, realizaram feitos que construíram a identidade de uma cidade inteira.

Se ainda não o fez e puder, apoie o projeto para edição do livro Saudade do Ninho, e ajude a preservar para futuras gerações, pelo menos visualmente, um pouco das histórias de nossa Curitiba que o tempo se encarregará de calar. Para detalhes e apoio ao projeto, siga para www.catarse.me/saudadedoninho.

sábado, 23 de junho de 2018

Um fogão à lenha


Quem já teve em casa ou na casa de um parente um fogão à lenha, sabe o quanto é bom num dia de inverno sentar junto ao seu calor de lenha em chamas para um café, com panelas no fogo cozinhando algo aconchegante para o almoço. O cheiro da lenha queimando perfuma a comida, a casa e escurece o fundo das panelas. Colocar mais lenha para queimar é quase uma terapia por conta das chamas que quase hipnotiza.

"O fogão de lenha é lugar de saudade. Porque os fogões de lenha, eles mesmos, são fantasmas de um mundo que não mais existe. (Rubem Alves)."

Já apoiou o projeto Saudade do Ninho? Conheça e apoie em www.catarse.me/saudadedoninho

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Ora direis, ler a madeira? Certo perdeste o senso...


Já se vão algumas décadas desde que cheguei à Curitiba vindo do norte do Paraná. Aqui nunca mais morei numa casa de madeira, mas na minha cidade natal (Mandaguari), morava numa casinha de madeira nos fundos da farmácia do meu pai.

A nossa casinha não tinha qualquer adorno ou volumes que se destacavam do corpo principal como dessa casinha que fotografei (se não me engano) no Campina do Siqueira, mas a madeira dela assim como dessa, não era pintada ou a pintura já se perdera pela ação do tempo. O interessante da madeira nessa condição é que você parece conseguir "ler" melhor o que natureza ou o tempo escreveu nas tábuas e assim, soltar a imaginação nessa leitura.

Lembrando que a campanha no Catarse para compra antecipada do livro Saudade do Ninho vai muito bem e já chegamos a quase 40% da meta! Quer apoiar? Siga para www.catarse.me/saudadedoninho

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Tipicamente nosso


Duas coisas tipicamente nossas, do sul, mas de tão comum na nossa cidade poderíamos dizer que são expressões curitibanas apesar de hoje reduzidas e ameaçadas de extinção: a araucária e a casa feita da madeira da araucária.

Se fisicamente elas tendem a sumir, pelo menos em imagens podemos preservá-las, por isso mais uma vez convido vocês para apoiar o projeto SAUDADE DO NINHO, um livro que reunirá 150 imagens de mais de 100 casinhas de madeira de Curitiba (com algumas escapadas para a RMC).

A compra antecipada pelo site do Catarse (www.catarse.me/saudadedoninho) lhe garantirá um presente especial além do livro.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

O "Balança mas não cai" num belo dia de sol


A implantação desse prédio foi um dos pivôs do enfraquecimento do Plano Agache, que previa o desenvolvimento urbanístico da cidade. Segundo relatos do arquiteto Lolô Cornelsen, a não construção desse edifício possibilitaria o alargamento da rua em generosos oitenta metros, tal medida em confluência com a Rua Carlos de Carvalho abriria palco para uma Times Square curitibana, uma saída pensada para o escoamento do tráfego de veículos num futuro não muito distante.

O prédio foi inaugurado no ano de 1944, época em que ainda predominavam as edificações de baixo gabarito. A construção foi um dos primeiros edifícios a se consolidar na área central, antes mesmo da Biblioteca Estadual, que só viria a se instalar na região dez anos depois.

Na esquina das ruas Cândido Lopes e Ébano Pereira, o edifício se põe em área movimentada em meio a um fluxo contínuo de carros, motos e ônibus que contornam o centro. Dessa forma, a rua se abre para os veículos e se estreita para os pedestres, tornando o lugar relativamente propício à acidentes. Algumas medidas como instalação de radares, regulamentação da velocidade e faixas de sinalização tentam humanizar o entorno.

O edifício foi uma obra da Construtora Gutierrez, Paula & Munhoz. É considerado de uma arquitetura ímpar, com volumetria em formato de cunha, amplas esquadrias, nove pavimentos estruturados em concreto armado servindo tipologias de uso misto, com acessos distintos para a parte residencial e comercial.

O ponto alto do prédio está presente na estética da fachada, um conjunto de esquadrias de ferro levemente inclinadas, emolduradas por ressaltos volumétricos azulados, as quais transmitem a sensação de estarem prestes a cair, motivo pelo qual recebeu o apelido peculiar de “balança, mas não cai”.

Texto do arquiteto Guilherme de Macedo para o livro "Prédios de Curitiba".

terça-feira, 19 de junho de 2018

Catarse pelas casinhas de madeira de Curitiba


Fotografo as casinhas de madeira de Curitiba há mais de 9 anos e ao longo desse tempo a idéia de um livro dedicado à elas foi amadurecendo.

Em 2016 reuni todas as fotos que já havia feito das casinhas e entrei num programa de acompanhamento de projetos fotográficos, onde uma amiga e brilhante fotógrafa me ajudou a selecionar as imagens que iriam compor o livro e a definir o fluxo dessas imagens ao longo das suas páginas.

Outro amigo fez o projeto gráfico e estava praticamente pronto o projeto do livro Saudade do Ninho.

Tentei viabilizar a edição do livro de várias formas até que há muito pouco tempo apresentei o projeto para a Editora InVerso, que acreditando na ideia, publicará o livro.

Os recursos para edição do livro estão praticamente garantidos, tanto que a data do lançamento já está definida: 21/07/2018.

Parte dos recursos para a publicação foram/estão sendo levantados por mim, por isso estou lançando uma campanha no site de financiamento coletivo CATARSE para incentivar a compra antecipada do livro e em retribuição, além de garantir um exemplar, quem comprar o livro pelo Catarse até o dia 20/07/2018 receberá um presente especial.

Para apoiar esse projeto no CATARSE, sigam para link www.catarse.me/saudadedoninho e faça parte desse sonho que pretende preservar uma doce passagem da história de Curitiba.

Conto com vocês!

Um pouco sobre o CATARSE.

O Catarse é a primeira plataforma de financiamento coletivo para projetos criativos no Brasil, entrando no ar em 17 de janeiro de 2011. O manifesto de fundação diz que o site nasce de uma dor: ver gente brilhante com projetos engavetados.

Projetos dos mais simples aos mais requintados, dos mais lúcidos aos mais extravagantes, dos pequenos aos megalomaníacos, não saíam do papel por falta de recursos, por não terem sido autorizados pelos editais do governo ou por não terem patrocínio.

O Catarse veio para mudar esse cenário. Mostrar que é possível, com a união das pessoas, abrir novas vias para realizar projetos.

O Catarse não é uma loja. O Catarse é palco para uma comunidade de apoiadores e realizadores que transformam projetos em realidade. Aqui, pessoas constroem relações de confiança baseadas no desejo mútuo de fazer projetos acontecerem.

Desde que entrou no ar, 502.736 pessoas já apoiaram pelo menos um projeto no Catarse, R$ 81 milhões já foram direcionados a projetos publicados no Catarse e 7.490
projetos já foram financiados nessa plataforma.

Trata-se, portanto, de um site tremendamente sério, confiável e seguro.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Saudade do Ninho - um livro sobre as casinhas de madeira de Curitiba




Hoje vou falar com muita alegria sobre o meu livro "SAUDADE DO NINHO - a cidade de madeira que existe dentro de Curitiba", que será lançado no dia 21/07/2018 pela Editora InVerso.

Amanhã lançarei uma campanha no CATARSE para compra antecipada do livro, que garantirá além de um exemplar do livro, recompensas prá lá de especiais.

Quando comecei o meu blog há mais de nove anos, sempre fotografando a minha passagem pela cidade de Curitiba, vários temas foram recorrentes e um deles acabou virando uma série pela qual tenho muito carinho: as casinhas de madeira.

Assim que publiquei a primeira das casinhas, várias pessoas fizeram comentários do quanto elas traziam bons sentimentos e boas lembranças, sempre relacionadas a família, tranquilidade, segurança, enfim um sentimento bom de nostalgia e li uma vez que nostalgia na raiz da palavra pode ser lida como SAUDADE DO NINHO.

Uma amiga sugeriu que eu fizesse uma série dedicada às casinhas de madeira e desde então, sempre atento à Curitiba de madeira que se esconde na Curitiba de concreto, juntei uma grande quantidade de fotos dessas casinhas que um dia dominaram a paisagem da nossa capital, mas que hoje lentamente estão desaparecendo quer pela especulação imobiliária, pela falta de qualquer política de proteção ou pela falta de manutenção.

Parte do conjunto das fotos dessas casinhas ao longo desses quase 10 anos, virou o projeto de um livro, que pelas mãos da Editora InVerso se tornará realidade no dia 21/07/2018.

O livro, um registro inédito e urgente das casinhas de madeira de Curitiba, terá 200 páginas com 150 fotos de mais de 100 casinhas diferentes de Curitiba, acompanhadas de 8 textos incríveis que falam da importância histórica dessas casinhas para nossa cidade, mas principalmente falam da relação afetiva que muitas pessoas têm com elas. Além das fotos e textos, 5 aquarelas e desenhos foram especialmente produzidas para fazer parte desse projeto, resultando num livro lindo que é extremamente relevante por ajudar a preservar a memória da cidade de madeira que Curitiba um dia já foi.

O livro será lançado num local super especial, o DOCE DE CIDRA no bairro Água Verde, a primeira casinha de madeira que publiquei no meu blog, que estará no livro tendo sua linda história contada em primeira pessoa pela neta da Dona Ana, a doce dona dessa linda casinha.

Segue link para a campanha do CATARSE, onde você encontrará os detalhes desse projeto e onde poderá fazer a compra antecipada do livro. Lembrando que apenas quem fizer a compra antecipada no CATARSE receberá recompensas especiais como fotos autografadas, prints das aquarelas do livro e aquarelas originais.

Então não perca tempo! Siga para www.catarse.me/saudadedoninho

domingo, 17 de junho de 2018

Edifício Rosa Ângela Perrone


No ano de 1950, brota no Centro um gigante com notáveis quinze andares, elemento estranho aos casarões de dois pisos que marcam os arredores de uma região considerada uma das mais antigas da cidade.

O edifício foi implantado na esquina de duas ruas históricas, a São Francisco e a Riachuelo. Fica ao lado de pontos tradicionais como o Restaurante São Francisco, fundado em 1955 e que permanece no local servindo a famosa rabada à moda da casa até os dias de hoje, e o Nonna Giovanna, restaurante de massas e carnes conhecido pelo saboroso filé à parmegiana, presente na rua desde 1986.

A Rua São Francisco, curiosamente, já foi conhecida como Rua do Fogo. Algumas teorias afirmam que esse nome foi dado por conta de senhoras que comandavam a cafetinagem ocupando vários casarões pelas redondezas. Já uma outra teoria diz que o nome foi dado devido a um grande forno existente em uma ferraria que funcionava por ali.

O edifício está próximo a espaços públicos bem conhecidos da cidade, como o Largo da Ordem, que recebe a tradicional "feirinha" aos domingos, e a Praça Generoso Marques, endereço que abriga o espaço cultural SESC Paço da Liberdade.

Segundo relatos de moradores, nos tempos antigos era possível usufruir de uma bela vista para a Serra do Mar, mas que acabou impedida pela verticalização da cidade. O uso residencial, no entanto, liberou o seu pavimento térreo para o uso de lojas comerciais, atualmente ocupadas por um salão de cabeleireiros e por um brechó, comércio comum pela redondeza, assim como lojas de móveis antigos.

Na concepção estética do edifício, o arquiteto Romeu Paulo da Costa fez uso de uma linha simplificada remetendo ao estilo art déco, aproveitando-se do lote do terreno para a conformação da volumetria. Na fachada, balcões percorrem as duas laterais do edifício, evidenciando o ritmo dos pavimentos intercalados com esquadrias pontuais construídas em madeira. Apesar da altura imponente, o prédio possui um acesso tímido com uma portada revestida em pedras de granito.

Texto do arquiteto Guilherme de Macedo para o livro Prédios de Curitiba, disponível no site do Lona Arquitetos.

sábado, 16 de junho de 2018

Todas as cores



Estava ali no Passeio Público fotografando a galera do USK Curitiba e num momento em que buscava uma moldura para o pessoal do outro lado da rua, um grupo de jovens vinha passando com cabelos e roupas colorias.

Uma das meninas vendo que eu iria fotografar colocou-se na direção da lente. Obviamente percebi que ela faria isso e fiz questão de fazer a foto dela toda felizona mostrando uma bela bolsa mega colorida. Ele riu achando que tinha feito uma peraltice e eu vendo que ela ficara fora de foco, pedi se poderia fotografá-la novamente, motivo da segunda foto.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

O painel do Poty e o obelisco


Recentemente o conjunto de monumentos da Praça 19 de Dezembro passou felizmente por um processo de "despixo" e até o momento tudo continua limpinho.

O painel de Poty Lazzarotto em azulejos, representando a evolução política do Estado, mostra a época do garimpo, do tropeirismo, o comércio por terra e via fluvial, o ciclo da madeira (parece) e bem a direita do painel, traz a figura de Zacarias de Góis e Vasconcelos, primeiro presidente da província do Paraná que instalou a Assembléia, inaugurou a sede do governo e dentre outras obras importantes, ordenou a construção da Estrada da Graciosa.

O painel faz parte do conjunto escultural que representam a data da Emancipação Política do Paraná em 19 de dezembro de 1853, que dá o nome da Praça. O obelisco foi erigido em comemoração ao Centenário desta data em 1953.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Quase abocanhado


Esse senhor estava caminhando calmamente perto do Passeio Público, na rua Presidente Faria em direção à Praça 19 de Dezembro, quando do nada um orelhão de número 14 tentou dar um bote e quase o abocanhou.  Foi apenas um susto, ele está bem e seguiu seu caminho.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Antes que o outono acabe



Não fui na canaleta fazer a mais nova famosa foto do outono curitibano, mas passo com relativa frequência no final da João Gualberto pela Praça Gibran Khalil Gibran onde fica o Memorial Árabe e junto dele, três plátanos que no outono ganham essa cor para combinar com o memorial.

Acho que demorei um pouco demais para fazer a foto já que o outono está perto do fim, assim como as folhas dessas belas árvores, mas ainda dá tempo para um hai kai de outono:

Uma borboleta amarela?
Ou uma folha seca
Que se desprendeu e não quis pousar?  
(Mario Quintana)

terça-feira, 12 de junho de 2018

Feliz dia dos namorados


Esse simpático casal de mãos dadas eu fotografei na esquina da Riachuelo com Tobias de Macedo. Provavelmente eles são namorados há mais tempo, mas nesse ano eu e meu amor completaremos respeitáveis 27 anos de namoro e assim como o simpático casal da Riachuelo, também continuamos a andar de mãos dadas. Feliz dia dos namorados!

Uma querida amiga reconheceu o senhor da foto e me passou algumas informações que são tão interessantes que resolvi atualizar a postagem.

O nome dele é Luiz e a senhorinha que está com ele é sua quarta esposa, com quem está há 7 anos. A família da minha amiga o conheceu e sua terceira esposa quando moravam num prédio na esquina da Tibagi com a XV de Novembro. Parece que ele gosta muito de frequentar bailes. Atualmente moram no Edifício Santos Andrade, mais conhecido como GBOEX.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

USK Curitiba e o Portal do Passeio Público





No sábado um grupo numeroso de Urban Sketchers postou-se diante do portal do Passeio Público para registrar mais esse ícone curitibano. A região é um movimento de pessoas e veículos constante, mas aquele pessoal sentado no chão ou em banquinhos chamou a atenção de muita gente.

Apenas um questionamento ficou no ar: porque afinal alguém escolheu aquele triângulo fazendo papel da letra "P" no portal?

domingo, 10 de junho de 2018

9 anos do Circulando por Curitiba e o Portal do Passeio Público








Andei meio distraído nessas últimas semanas e nem me dei conta que no último dia 25/05/18 o Circulando por Curitiba completou 9 anos de existência, já caminhando pelo ano 10.

Na postagem do dia 25/05/2009, do alto do nosso "double decker bus" da linha turismo, num belo dia de sol, eu fotografei o portal do Passeio Público e comentei que sendo esse possivelmente o portal mais conhecido da cidade, nada mais justo que abrir o blog com essa imagem de Curitiba.

Em 1913 os famosos portais do Passeio Público foram construídos e seu desenho foi claramente "inspirado" no portal do Cemitério dos Cães de Asnières, localizado a noroeste da cidade de Paris, na margem esquerda do Sena. A réplica curitibana foi idealizada pelo arquiteto alemão radicado em Curitiba, Frederico Kirchgässner. Esta obra foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná no ano de 1974.

Ontem o arquiteto, participante do USK Curitiba e ex-professor dos cursos de arquitetura da PUC e UFPR comentou algo que nunca ouvira antes. Disse ele que na década de 60 um dado prefeito de Curitiba achou que aquele negócio de réplica de portal de cemitério de cães não tava com nada e mandou derrubar os dois portais, instalando no lugar portais mais modernos, num jogo de pirâmides normais e invertidas. Na década de 70 o então prefeito Jaime Lerner mandou derrubar esses portais modernosos e mandou reconstruir réplicas dos portais originais. Procurei na internet fotos desses tais portais piramidais e não encontrei.

sábado, 9 de junho de 2018

Antigo prédio da Ferragens Hauer restaurado






Há quatro anos fiz uma postagem informando que felizmente a antiga sede das Ferragens Hauer finalmente iniciara sua restauração, depois de um incêndio, invasões, brigas entre seguradora, poder público e família.

O prédio cujo restauro terminou há poucos meses, fica exatamente no encontro da Rua José Bonifácio e Trav. Padre Júlio de Campos, foi inaugurada em 1898 e era considerada um dos mais significativos exemplares da arquitetura de influência alemã em Curitiba.

O prédio é uma Unidade de Interesse de Preservação e foi alugado pela Defensoria Pública do Paraná, o que certamente garantirá enquanto permanecer ocupado a sua preservação.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

O Palacete da Monsenhor Celso sob o sol.


Esse prédio já é lindo por si só, mas numa dia de sol com um céu azul de moldura e com sombras e luzes destacando seus belos detalhes então, o cenário fica digno de mais uma foto.

De cara para a Praça Tiradentes, tendo uma das fachadas voltada para a rua Monsenhor Celso, esse palacete foi construído em 1900 e segundo uma matéria que li na Gazeta, já pertenceu à Família Hauer. Desde que cheguei em Curitiba, o prédio já foi ocupado por algumas lojas de vestuário.

Quanto à rua, o livro de Valério Hoerner Júnior, "Ruas e Histórias de Curitiba" de 2002, nos conta que o primeiro nome da atual Rua Monsenhor Celso foi Rua Formosa. Na década de 30 a rua assumiu o nome atual em homenagem ao vigário muito querido na capital, Monsenhor Celso Ityberê da Cunha. Nessa rua, prevaleciam moradias, mas marcaram época a Alfaiataria Bom Marché, a Chapelaria Elegante e o luxuoso Club Curitibano, num prédio que existe até hoje na esquina com a Rua XV.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Go now


So, here we are
We've got another chance for life
Go on be wrong
Cause tomorrow you'll be right
Don't sit around and talk it over
You're running outta time
Just face ahead
No going back now

You've come so far
Now see, you're cutting all the ties
You're right, go on
Keep running for your life
Made up your mind, no going back now
You're fighting on and on and on
For what you know it's true
Now say, "go on and on and on
Do all that you can do"

Hey,
We're never gonna go if we don't go now
You're never gonna know if you don't find out
You're never gonna grow if you don't grow now
You're never going back, never turning around
You're never gonna go if you don't go now

(from "Sing Street" soundtrack)

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Museu Botânico Municipal de Curitiba







No último domingo estive com amigos no Jardim Botânico e devido ao tempo e meu estado semi-gripal, fiquem apenas no Museu Botânico e sua passarela. Mesmo assim, como podem ver, consegue-se belas fotos.

Fundado em 28 de junho de 1965, o Museu Botânico Municipal (MBM) é administrado pelo Departamento de Produção Vegetal da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Localizado desde 1992 no Jardim Botânico, teve sua origem a partir da coleção particular de 18 mil exsicatas (plantas secas, tratadas e fixadas em cartolina, identificadas e preservadas) doada ao Município pelo botânico curitibano Dr. Honoris Causa Gerdt Guenther Hatschbach.

Tem por objetivo ser fonte de pesquisa científica e de divulgação da flora brasileira, e para tanto, possui um Centro de Informação Botânica e um Herbário com aproximadamente 400 mil exsicatas do Brasil e exterior.

O acervo do MBM é composto por 320.000 amostras, sendo considerado um dos maiores herbários do país e o maior da flora sul brasileira. É um acervo científico devidamente catalogado e identificado pelos mais conceituados especialistas, tendo como público alvo estudantes e pesquisadores das áreas botânicas e afins. Apresenta um programa de permuta de duplicatas de material botânico, mantendo intercâmbio com 207 instituições congêneres, sendo 53 brasileiras e 154 internacionais. Anualmente o acervo é incrementado em cerca de 15.000 novos espécimes.

Os pesquisadores do Museu Botânico Municipal ministram cursos e palestras para grupos específicos sobre assuntos relacionados à Botânica, conforme programação.

O Decreto Municipal 170/2015 regulamenta o uso de suas dependências.