sexta-feira, 30 de novembro de 2018

... a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça



No novo hall da Biblioteca Pública do Paraná, além de um café, há uma parece com um desenho de uma amigo, André Coelho, no qual se lê parte de texto Guimarães Rosa extraído de "Grande Sertão Veredas", que reproduzo um pouco ampliado abaixo:

"Porque a cabeça da gente é uma só, e as coisas que há e que estão para haver são demais de muitas, muito maiores diferentes, e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça, para o total. Todos os sucedidos acontecendo, o sentir forte da gente - o que produz os ventos. Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura". João Guimarães Rosa.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Confeitaria das Famílias de dentro e de cima



De um salão de chás no fundo da Confeitaria das Famílias fiz essas fotos internas, mostrando principalmente o balcão que guardam as delícias da confeitaria que desde 1945 adoçam as vidas de gerações quem passam pelas suas portas na rua XV de Novembro e tem como uma espécie de troféu, a criação de uma das tortas mais famosas do Brasil, a Martha Rocha, inventada pelo Confeiteiro espanhol Jesus Tezardo, marido de Dair da Costa Tezardo, que na época do concurso de Miss Universo, ficou aborrecida porque Martha Rocha perder por alguns centímetros à mais nos quadris. Sorte a nossa que ganhamos alguns centímetros de circunferência abdominal.
Dizem que o lugar não é o mesmo, que anda meio caído, mas quem não anda num pais carente de mais educação, segurança e emprego como o nosso. Mas a Confeitaria das Famílias tem o grande mérito de perseverar apesar dos pesares e mantendo com dignidade a sua doce história.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Uma luz dura sobre a Igreja do Rosário


Nesse dia de céu parcialmente nublado, o sol incidia muito forte na lateral da Igreja do Rosário, provocando uma diferença enorme de iluminação entre as fachadas, o que chamamos na fotografia de "luz dura".

Falando um pouco da igreja, a Igreja Nossa Senhora do Rosário - Santuário das Almas carrega a história de sua antecessora, a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de São Benedito, de 1737. É uma construção de 1846, em estilo barroco, e foi construída no mesmo local da antiga Igreja, demolida em 1931.

Erguida por escravos e a eles destinada, a antiga construção acabou servindo de igreja matriz de Curitiba durante 18 anos, enquanto a Catedral Nossa Senhora da Luz era construída. Depois da abolição dos escravos, o santuário passou a ser conhecido como "Igreja dos Mortos". Instalado no trajeto para o Cemitério Municipal, o local era a escolha preferida da comunidade para a realização das missas de corpo presente.

Considerando a tradição foi que dom Pedro Fedalto, em seu segundo ano como arcebispo de Curitiba, determinou que a igreja também fosse chamada de Santuário das Almas. Seu interior abriga azulejos portugueses, com os Passos da Paixão, e o túmulo do Monsenhor Celso, antigo pároco de Curitiba, falecido em 1931. Fontes: Fundação Cultural de Curitiba e Gazeta do Povo

terça-feira, 27 de novembro de 2018

No chão da São Francisco


Fiz essa foto colocando a câmera nos paralelepípedos da rua São Francisco, imaginando que sejam os mesmos que servem de pavimento há muitos anos.

A antiga Rua do Fogo faz parte do primeiro arruamento de Curitiba. Ela se desenvolveu próximo ao marco zero da cidade, que fica em frente à Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Luz, na Praça Tiradentes. Fazia ligação da Rua da Carioca – ou da Fonte – (atual Riachuelo) com o Alto de São Francisco, chegou a ligar três igrejas: a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas (1737), a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de São Benedito (1737) e a Igreja de São Francisco das Chagas (1808).

O nome Rua do Fogo tem duas versões de explicação, uma se deve à presença forte de senhoras que usavam as pensões nas proximidades para ganhar a vida fazendo programas e a outra se dá por causa da fornalha de um ferreiro.

O nome São Francisco vem de São Francisco de Assis. Foi uma rua comercial muito movimentada na segunda metade do século XIX e na primeira metade do século XX. Lá estavam a fábrica e loja de tecidos dos Hofmann, Funerária São Francisco, Hospital São Francisco, Casa de Ignácio de Paula França ( hoje Solar do Rosário) e outros. Fonte: Rede Teia

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Árvore de Natal da Rua das Flores


Revisitando um enfeite natalilo que no passado já foi utilizada em Curitiba (uma estrutura de metal com vasos de flores encaixados), na rua das Flores entre a Marechal Floriano e Muricy foi implantada uma grande árvore de natal que marca a paisagem e tem aparecido bastante nas selfies de quem por ela passa.

domingo, 25 de novembro de 2018

Balões


Esse vendedor de balões eu fotografei na Praça Zacarias recentemente. Lembro de quando meus filhos eram pequenos (faz tempo isso) e esses aglomerados de balões eram sempre motivo de fascínio para as crianças e ao que parece, ainda é, mudando apenas os personagens.

sábado, 24 de novembro de 2018

Casinha de madeira azul e lambrequins brancos







Uma atenta amiga do que é belo, me disse que eu tinha que fotografar uma casinha de madeira em Santa Felicidade, daquelas que não se exibem muito por estarem distantes da rua, semi-ocultas por um muro e numa rua que normalmente é trafegada por quem mora no bairro.

Quando ela me mostrou a foto da cerca da casa, vazada por rodas de carroça, vi que a ida à Santa era inevitável e lá fui. Apesar do muro alto e dos protestos de um simpático labrador, fiz algumas fotos à partir da cerca e aqui as publico. Como podem ver, trata-se daquelas casinhas que merecem virar cartão postal de Curitiba por reunir todos os elementos caros para quem aqui mora: casa de madeira, varanda, lambrequins, sótão habitável e araucárias.

Se quiser levar para casa algumas dessas casinhas e quem sabe presentear uma pessoa querida, hoje (24/11) estarei na Loja do MON - Museu Oscar Niemeyer autografando o livro das casinhas de madeira de Curitiba "Saudade do Ninho", das 11h às 13h.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

O simples e o sofisticado



No mesmo bairro (Hugo Lange), casinhas de madeira, mas em situações distintas.

As duas da primeira foto espremem-se num terreno que mal as comporta e ficam numa rua que nem calçada tem. Percebe-se também que manutenção delas deve ser feita com alguma dificuldade.

Já a casa da segunda imagem fica numa via calçada, com um belo quintal, jardim bem cuidado, com direito até a uma luminária daquelas da rua XV. Nesse a manutenção é impecável em todos os sentidos.

E lembrando, amanhã estarei na Loja do MON das 11 as 13h para autografar o meu livro sobre as casinhas de madeira de Curitiba "Saudade do Ninho". Espero por vocês.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

MON 16 anos e o Saudade no Ninho



Hoje o MON - Museu Oscar Niemeyer completa 16 anos e a programação nesse mês está especial e pode ser conferido no site do MON.

O MON é hoje um dos principais cartões postais de Curitiba, sendo um dos principais museus do Brasil. O museu, inaugurado em 2002, que nasceu como um prédio administrativo e que teve seu famoso anexo (o OLHO) construído em apenas 6 meses, recebe 360.000 visitantes por ano e dentre esses, 200 alunos por dia o ano todo.

Além das exposições, o entorno é um enorme atrativo para toda a cidade que se espalham debaixo da sua laje e pelos seus gramados.

E nesse próximos sábado (24/11) das 11:00 às 13:00h, o MON me recebe na sua linda loja e eu espero vocês para uma manhã de autógrafos do livro Saudade do Ninho, junto com a amiga Elizabeth Titton que autografará seu livro ReConto.

Venha então celebrar os 16 anos do MON, visite suas belíssimas exposições e me encontre para levar para casa o meu livro das casinhas de madeira de Curitiba para você ou quem sabe, como um belo presente de natal.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Uma paradinha para curtir um som


Ontem no final da tarde estava com amigos numa das mesas do Bar Triângulo e exatamente à nossa frente, um casal de músicos davam um pequeno show para os transeuntes, inclusive para um gari que deu uma rápida paradinha na sua atividade para conferir uma música e logo seguiu seu caminho.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Em restauro


Essa importante casa de madeira, que certamente alguns saberão qual é só de olhar a foto, está em fase final de restauro e em breve terá uma nova e belíssima função, para sorte de todos os que moram em Curitiba. Logo contarei sobre um evento bem bacana que vai acontecer nesse local no mês que vem.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

O Casarão Scandelari





"“Nina, não deixe as paredes caírem”. Angela, chamada por todos de Nina, já tinha entendido o recado de seu pai, João Scandelari, mas ele continuava repetindo o alerta. Até que ela acordou. Aquilo não passara de um sonho — seu pai havia falecido semanas antes. Após sua morte, o terreno de 24 alqueires em que o imigrante italiano construiu seu casarão no Barreirinha, em Curitiba, foi dividido em lotes para seus herdeiros. Cada um iria vender a sua parte, inclusive a que comportava a casa, que seria demolida pelo novo proprietário. Mas depois do sonho, justamente na noite que antecedeu a venda, Nina tomou uma decisão: iria ficar com o lote do casarão e preservar o imóvel que representava a história de sua família na capital paranaense.

Décadas se passaram após o sonho de Nina, e o casarão da família Scandelari continua intacto na Avenida Anita Garibaldi. Do endereço mudou apenas o número ao longo do tempo: de 5054 para 5094. O imóvel, que é hoje uma unidade de interesse e preservação da cidade, foi construído por volta de 1883, data que foi encontrada gravada em uma viga do sótão. O aspecto externo permanece fiel à concepção original. De acordo com estudos de preservação realizados em 1978 pela Casa Romário Martins, da Fundação Cultural de Curitiba, o próprio João Scandelari construiu a casa com a ajuda de mais dois homens. Daquele imóvel fez o lar de sua família e fonte de renda: na entrada criou a Casa Scandelari, armazém de secos e molhados que existiu até o início da década de 1970."

Trecho extraído da matéria por "Stephanie D’Ornelas", para o Caderno Haus da Gazeta do Povo. Leia mais aqui. Copyright © 2018, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

A matéria da Gazeta foi o motivo que levou o USK Curitiba à Barreirinha no último sábado para registrar esse belo casarão na avenida Anita Garibaldi, que naquele trecho é perigosa pela velocidade dos carros em ambas as direções.

domingo, 18 de novembro de 2018

Uma série na São Francisco


Na última sexta-feira estive na rua São Francisco acompanhando os amigos do projeto "Volta ao Centro Histórico em 80 dias". Depois de registrar as atividades e a rua, sentei em frente ao Restaurante Mikado e observei bem em frente duas portas de metal pichadas, com destaque para uma caixa de energia verde com suas perninhas amarelas.

Durante pouco mais de 30 minutos fiquei registrando o mesmo fundo, tendo como variante as pessoas que passavam aleatoriamente pelo cenário. Diferentes pessoas, diferentes propósitos, diferentes histórias, pisando o mesmo terreno, como se suas histórias em lapsos temporais diferentes se cruzassem.

sábado, 17 de novembro de 2018

Hoje no MON














Aproveitamos o feriado para visitar as exposições que estão nesse momento acontecendo no MON e para mim é sempre um prazer circular que grande variedade de temas e técnicas que ocupam salas e corredores desse grande museu. Aproveite o final de semana, veja as exposições, se estique na grama, veja o pessoal ensaiando suas coreografias, tome um café, visita a loja e aprecie a arquitetura.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Segurando a barra!


Para os reparos do elevado que cedeu dois metros na Marginal Pinheiros em São Paulo, podemos sugerir o uso da curitibana estrutura que já esteve psicodelicamente espalhada por toda a rua das Flores, com sua bela cobertura em acrílico roxo, projetada pelo arquiteto Abrão Assad. Esse exemplar no Museu Oscar Niemeyer valentemente suporta a pesada laje do museu, com elegância e beleza.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Poleiros urbanos



Em Curitiba (e em qualquer lugar do mundo) o mobiliário urbano serve de poleiro para as pombas. Nas fotos de hoje fazem esse papel uma luminária e o busto de Zacarias de Góis e Vasconcellos que ficam na praça que leva o nome do primeiro presidente da província do Paraná.

No site da Revista Exame encontrei a definição da palavra "poleiro". Em pesquisa, Cláudio Moreno apresenta a história do termo poleiro: “…todas as línguas românicas utilizam um derivado do Latim pullus, “filhote”: o Francês tem poule, o Italiano tem pollo, o Espanhol tem pollo. O Português primitivo também teve polho, mais tarde polo (/ô/); no entanto, por razões até hoje obscuras, nosso idioma foi aos poucos abandonando esta palavra e substituindo-a por frângão, forma antiga que evoluiu para o nosso frango, reservando o pouco conhecido polo para designar o filhote do falcão.”

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Uma lotação ... de flores!


Na Praça Zacarias no Centro de Curitiba, no último sábado encontrei essa kombi parada junto à floricultura da praça, lotada de flores até no teto (literalmente). Sem dúvida uma simpática imagem para alegrar  e colorir o dia.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

A águia bicéfala



Para quem nunca reparou, na Praça Zacarias pousada no Edifício Acácia está a Águia Bicéfala, um símbolo da maçonaria que vem lá dos longínquos 1756, quando foi criado um certo supremo conselho dos imperadores do oriente e do ocidente, adotando o inusitado ser alado como símbolo, assim como um dia foi do império romano (que também dividia-se em dois) e a águia de duas cabeças representava isso, um mesmo corpo de olho nos dois lados do império.

A águia da Praça Zacarias não nasceu com o Edifício Acácia (que também é um símbolo maçônico), ela já existia naquele lugar, onde um dia um tempo encimado pela águia foi demolido para dar lugar ao atual edifício, onde existiu (ou existe, não sei dizer) uma loja maçônica.

No dia 24/06/1961foi lavrada uma ata, contendo as assinaturas dos presentes, que juntamente com outros documentos, livros maçônicos, jornais do dia, selos, moedas e um pequeno ramo de acácia, foram colocados numa urna, hermeticamente fechada e depositada junto a Pedra Fundamental do edifício e lá deve permanecer até hoje.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Uma panorâmica a partir da Praça Zacarias


No ponto onde a Avenida Marechal Deodoro encontra a Des. Westphalen e a Emiliano Perneta, fiz essa panorâmica na qual os destaques são o Edifício Pedro Demeterco (na esquina com a Muricy) e o MAC - Museu de Arte Contemporânea do Paraná.

domingo, 11 de novembro de 2018

Dois casarões da Rua do Rosário



Esses dois casarões ficam na rua do Rosário, contíguos ao Palacete Wolf (que recebeu uma pintura anti pichação estranhíssima). Um deles é uma pousada e o outro parece desocupado. Certamente carregam muitas histórias de vidas que passaram por ele, que hoje nos cabe apenas imaginar.

Finalmente a primavera trouxe as folhas


Passando mais uma vez pelo grafite cuja cabeleira depende do nascer das folhas de uma hera, percebe-se que a primavera tardiamente e finalmente está trazendo o verde necessário para completar a obra. Vou seguir registrando a transformação.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

O grafite e as pessoas








Ontem fiquei um bom tempo parado na rua Emiliano Perneta bem de frente à abandonada e em risco antiga sede da EMBAP. Exatamente ao lado há um grafite do qual fiz várias fotos. O que muda de uma foto para outra são as pessoas interessantes que passavam por ele e assim, cada foto conta uma história diferente, não "diretamente de Colombo", mas do centro de Curitiba.