domingo, 19 de maio de 2019

Belvedere quase pronto



Ontem estive no Museu Paranaense e ao estacionar vi que o restauro do Belvedere está indo muito bem, inclusive com a nova cor já definida. Creio que em breve ele voltará para a cidade, dessa vez sob os cuidados da APL e com um café para movimentar a casa, que espero, seja protegida de vândalos.

sábado, 18 de maio de 2019

O centro a partir do São Francisco


Uma vista do centro a partir do prédio do mural do Poty na Travessa Nestor de Castro. Em primeiro plano um lindo prédio que começa na rua José Bonifácio. Ao fundo, vários prédios do centro, tendo o antigo Hotel Eduardo VII como destaque.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Muitas Águas Furtadas




Ali na rua Pres. Carlos Cavalcanti quase no Passeio Público, existe esse antigo casarão que foi espremido entre prédios. Discreto, mas bem bonito em minha opinião, ele tem no telhado quatro "Águas Furtadas" que devem proporcionar iluminação e ventilação para um ou mais cômodos num piso superior. Com uma bela repaginada, seria muito bacana trabalhar diante de uma dessas janelinhas, vendo a vida passar lá em baixo.

Eu havia inicialmente chamado essas aberturas no telhado de Mansarda, mas os amigos Marialba e Key Imaguire gentilmente corrigiram a informação, a ambos, muito obrigado. É sempre bom falar com quem sabe! Seguem as informações para quem, como eu, desconhecia tecnicamente essas nomenclaturas.

Água furtada é um sub-telhado que furta águas do telhado principal;
Camarinha é um volume que sai do telhado, como no caso da casa do IPHAN, há mais de um tipo de camarinha;
Mansarda é uma cobertura que muda de inclinação para aumentar a usabilidade do sótão, evitar o telhado chegando no nível do piso ou forro do nível de cima. Em Curitiba, só há duas, ao que eu saiba: na esquina da Saldanha Marinho com Ébano Pereira e na Praça João Cândido, bem ao lado das ruínas, uma esquina que foi restaurante e me parece que está em obras agora.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Leões alados



Quem já passou pela rua Riachuelo provavelmente já deve ter notado um pequeno prédio quase na esquina com a Carlos Cavalcanti que tem como adorno quatro leões alados.

O Leão Alado pode estar associado à uma profecia referente ao período Neo-Babilônico e à Nabucodonosor, mas puxando a sardinha para mais perto de Curitiba, o Leão Alado pode ser aquele que representa o Vêneto (região de onde imigraram grande parte dos italianos que vieram para Curitiba) e São Marcos, para o qual num sonho um anjo nessa forma de leão com asas disse que em Veneza ele descansaria, motivo pelo qual, supostamente seus restos mortais foram "retirados" de Alexandria no Egito e transportados para Veneza. São Marcos e Veneza são portanto, muito ligados e o leão com asas representa a ambos.

Na primeira foto vemos além de um dos leões alados, o Solar do Barão, onde a exposição "Volta ao Centro Histórico em 80 dias" seguem em cartaz! Se não viu ainda, corre lá e aproveite para do alto do Cine Passeio, dar um tchau para os leões alados.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Outro ponto de vista da Igreja da Ordem


Uma foto da Igreja da Ordem de um ponto de vista um pouco mais alto, com o bebedouro bem no centro do Largo da Ordem.

A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas, mais conhecida simplesmente como Igreja da Ordem, foi construída pelos portugueses em 1737 e é a igreja mais antiga de Curitiba. Originalmente, era a Igreja de Nossa Senhora do Terço. O nome atual foi dado com a chegada a Ordem de São Francisco em Curitiba, em 1746.

Abrigou um convento franciscano de 1752 a 1783 e, no século 19, foi a paróquia dos imigrantes poloneses. Por volta de 1834, uma parte da igreja desmoronou e só foi completamente restaurada em 1880, com a visita do imperador D. Pedro II. A torre da igreja e a instalação dos sinos foi concluída em 1883. Nessa época, a igreja era frequentada, principalmente, por imigrantes alemães. A igreja é tombada desde 1965. Durante as reformas de 1993, foi encontrado um opúsculo entre as paredes da Igreja. Este documento fornece dados preciosos sobre a história da igreja.

Fonte: http://www.curitiba-parana.net/patrimonio/igreja-ordem.htm

terça-feira, 14 de maio de 2019

E o antigo Hotel Tassi continua escorado


Quem passa pela região da Av. Sete de Setembro perto da Praça Eufrásio Correia certamente já viu essa bela edificação com muitas escoras e pode ser que alguns pensaram: "Que bom que vão restaurar um prédio tão bonito e certamente histórico". Depois de anos e anos passando por ali e vendo que nada acontece, fica apenas a impressão de que essa quase ruína urbana jamais será restaurada.

A história do Hotel Tassi começou no dia 23/10/1888, quando no porto de Gênova na Itália, com destino ao Brasil, conheceram-se a família Puglia e Angelo Tassi, que tinha como objetivo a cidade de São Paulo, mas que por acontecimentos durante a viagem (morte do patriarca dos Puglia e sua paixão pela filha mais velha deles), muda seu destino ao decidir por acompanhar a família Puglia à Curitiba. Em 01/10/1889, Angelo Tassi casa-se com Angela Puglia. Compram um terreno de esquina com as ruas da Liberdade (hoje Barão do Rio Branco) e Sete de Setembro, defronte ao prédio da Estação Ferroviária e da futura Praça Eufrásio Correia. Nesse terreno inicialmente constroem uma casa e na frente, abrem uma pequena venda, muito freqüentada pelos viajantes e carroceiros que na região estacionavam. Dos petiscos, passam a fornecer comida e logo, pessoas passaram a pedir pouso. Em 1900 ampliam o prédio e abrem o Hotel Estrada de Ferro, muito conhecido pela comida italiana de Dona Angela. Novas reformas e ampliações depois, muda seu nome para Hotel Tassi, que se tornou na época, o cartão de visitas de Curitiba, juntamente com a Praça, sendo participante e testemunha dos acontecimentos da cidade.

Angelo e Angela tiveram sete filhos e na década de 1920 mudaram-se para sua chácara no Cabral e seus filhos passaram a administrar o hotel. Em 09/02/1933 morre Angela Tassi. Por conta da diminuição da importância da Estação Ferroviária devido às estradas de rodagem, a região da Praça Eufrásio Correia começa entrar em decadência. Em 1942 o hotel é alugado e passa a ser conhecido como Hotel Continental. Em 18/03/1951, morre Angelo Tassi com quase 90 anos. Na década de 1960 os herdeiros vendem a propriedade e o casarão encontra-se fechado desde então. Por anos permaneceu abandonado, em ruínas e depois, escorado para não entrar em colapso, situação na qual se encontra até hoje.

As informações que publico hoje foram obtidas do livro “Hotel Tassi – O Antigo Hotel da Estação” de Elisabete Tassi Teixeira.

Não sei os motivos pelos quais essa edificação não é efetivamente restaurada e nem quem seriam os atuais proprietários.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Visão dupla?


Fotografando na Praça Tiradentes, nessa imagem tudo veio em dobro: dois taxis, dois postes e duas meninas idênticas! Há coisas que o só o Centro pode proporcionar.

domingo, 12 de maio de 2019

Dia das mães

Na aquarela feita a partir de uma foto de quase 20 anos atrás, meu filho de mãos dadas aprendia a tomar cuidado ao atravessar a rua. Assim são as mães, conduzindo e ensinando os filhos a superar os obstáculos da vida. Feliz dia das mães.

sábado, 11 de maio de 2019

Uma UIP na Comendador Araújo




Próximo da esquina da Comendador Araújo com a Coronel Dulcídio existe essa UIP muito bonita que fica parcialmente oculta na calçada por um muro e que não contém qualquer indicação de que seja ocupada regularmente. Soube que eventualmente a casa é aberta para eventos fechados. Achei curioso a decoração descontraída com garrafas e garrafões pendurados numa árvore e numa estrutura junto ao muro. Não conheço, infelizmente,  a história desse casarão.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Passando pela Praça Himeji





Já havia feito uma postagem sobre a Praça Himeji que fica no bairro das Mercês há 6 anos e percebi algumas mudanças e outras coisas que permanecem as mesmas. A pichação que havia na base do monumento não foi retirada, mas a fuligem e o tempo deu uma disfarçada. Evidentemente há manutenção na praça, já que o gramado está cuidado e o calçamento está integro. O monumento em si parece estar exatamente da mesma forma, mas na praça não continua não tendo qualquer explicação do que se trata (seria uma espécie de campanário budista?), não há indicação do porque a praça leva esse nome, de que Himeji é a cidade irmã de Curitiba no Japão desde 1984 e o que isso significa.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Cine Passeio em pleno funcionamento











O Cine Passeio inaugurou há pouco tempo (27/03/19) na esquina das ruas Riachuelo e Carlos Cavalcanti, Centro, e penso que já pode ser considerado uma atração turística e um pólo de entretenimento e cultura importante para Curitiba.
Os espaços do antigo quartel foram brilhantemente ocupados, entregando à população duas belas salas de cinema (os antigos cinemas de rua Ritz e Luz), um terraço com uma bela vista do entorno e onde acontecem eventos e exibição de filmes ao ar livre.

O complexo tem no subsolo uma área dedicada às ações de formação, que recebeu o nome de Espaço Valêncio Xavier, homenagem ao escritor, cineasta e criador da Cinemateca de Curitiba, falecido em 2008. Conta com uma sala multiuso (Estúdio Valêncio Xavier), com 110 lugares, também dotada de modernos equipamentos, com projetor móvel e tela retrátil.

No mesmo ambiente funcionará a Sala Video On Demand (VOD), que se refere ao consumo de conteúdo digital com escolha do usuário, como por exemplo Netflix e Amazon. Com tela 4K de 86 polegadas, o local possibilitará o acesso a diversos conteúdos digitais, com disponibilidade de 12 lugares.

No piso está instalada também a segunda unidade do Worktiba, primeiro coworking público do Brasil criado para atender a necessidade de pequenos e microempreendedores. Esta unidade terá como foco a economia criativa, o audiovisual e a inovação.

O segundo pavimento, onde também está a Sala Ritz, dispõe de uma área para cursos na área do audiovisual, com 90 lugares, que pode ser locada e utilizada por produtores independentes, parceiros estratégicos, com a Universidade Estadual do Paraná (Unespar), a Associação de Vídeo e Cinema do Paraná (Avec) e o Sindicato da Indústria do Audiovisual do Paraná, e também pelo público em geral.

E complementando isso tudo, no térreo funciona uma excelente cafeteria, que trabalha com produtos selecionados da região de Curitiba (cafés, vinhos, cervejas artesanais e ótimas opções de doces e salgados).

Com área de 2.597 m², o Cine Passeio ocupa uma edificação histórica, classificada como Unidade de Interesse Especial de Preservação (UIEP), que foi totalmente restaurada e adaptada para receber as atividades culturais dentro do programa Rosto da Cidade. Originalmente, o prédio foi construído em meados da década de 1930 para abrigar setores administrativos do Exército e assim funcionou até aproximadamente o final da década de 1990. Ele é de propriedade do município desde 2010, ano em que foi transferido para a Fundação Cultural de Curitiba.

Fonte: Fundação Cultural de Curitiba

quarta-feira, 8 de maio de 2019

O relógio digital da Rua das Flores


Apesar da aparência moderna, o relógio digital que fica na rua XV entre a Ébano Pereira e a Alameda Dr. Muricy, foi instalado na década de 70 (perto de 50 anos portanto), sendo um presente da Joalheria Boiko para a cidade de Curitiba e foi o primeiro equipamento urbano da cidade a mostrar hora e temperatura.
Não sei se os dados apresentados hoje em dia pelo velho relógio são precisos (se não for, merece manutenção) ou se os celulares atualmente suprem a necessidade desse tipo de informação para a maioria das pessoas, mas é fato que trata-se de um elemento que faz parte da paisagem de Curitiba, sendo um velho conhecido de muita gente. Merece respeito e cuidado.

terça-feira, 7 de maio de 2019

O que não se vê da rua


Do alto do Cine Passeio fiz várias fotos, inclusive essa de hoje que mostra os fundos dos prédios vizinhos que ficam na Rua Riachuelo. Além dos fundos dos prédios, que não se vê normalmente, há um quintal e uma árvore que somente mais tarde percebi que o que eu imaginava ser o tronco dela, na verdade é um pilar sujo do muro.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

A Casa Lerner vista (parcialmente) de cima



Exatamente em frente ao Cine Passeio, que já podemos dizer que é um enorme sucesso em termos de ocupação de um prédio histórico que estava fechado há muito tempo, a Casa Lerner está coberta com um tapume com a informação de que será restaurado. Olhando de cima, fica evidente que uma ação de restauro era de fato urgente pois parece que o telhado já não existe mais, o que com o tempo acabaria comprometendo gravemente a casa toda. Espero que não demore muito.

domingo, 5 de maio de 2019

Dia de feirinha


Hoje é dia de feirinha no Largo da Ordem e lá você pode apreciar de perto e ao vivo o que se vê nessa foto: um lindo painel do grande Poty Lazzarotto, a rua José Bonifácio (que já foi a rua Fechada e é uma das mais antigas de Curitiba), a Casa Hauer restaurada, a Catedral Basílica e para os apreciadores da arquitetura modernista, o prédio Barão do Cerro Azul (projeto de Elgson Ribeiro Gomes). Aproveita o sol e os últimos dias quentes de Curitiba, "winter is coming...".

sábado, 4 de maio de 2019

A casinha de madeira do Batel


Essa casinha de madeira fica no Batel, tendo sido fotografada por mim em 2016. Na época ela já sofria para manter-se por conta dos cupins, situação que deve permanecer a mesma.

No começo desse mês estive nessa bela casinha de madeira no Batel e lá, pude conversar com o Sr. João Antônio Kaviski, filho de Antônio Kaviski e Vitalina Maganhoto, descendente de poloneses e italianos.

A casinha foi construída em 1937 por Antônio Kaviski, casado com Vitalina Maganhoto, onde viveram por toda sua vida com seus três filhos.

Antônio era filho de Pedro Kaviski, que possuia uma olaria na região do Barigui e segundo me disse em 2016 o Sr. João Kaviski, filho de Antônio, essa olaria foi uma das que forneceu tijolos para a construção do prédio histórico da UFPR da Santos Andrade, levados ao centro de Curitiba com muita dificuldade por carroças.

O local onde a casa foi construída em 1937 não tinha ruas, a última era que mais tarde tornou-se a Rua Francisco Rocha, sendo portanto uma região rural.

Essas casinhas de madeira deram abrigo para inúmeras famílias, cujas histórias se entrelaçam com a de Curitiba, seria importante que recebessem o reconhecimento que merecem.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Lave-me


Certamente limpar um monumento como o obelisco da Praça 19 de Dezembro não é coisa trivial, exige trabalhadores com treinamento em altura, rapel e um bom tempo para executar a atividade. Mas olhando a foto que fiz do terraço do Cine Passeio, fica evidente que já é um bom momento para fazer uma limpeza caprichada no obelisco, não acham?

Fiz essa foto faz duas semanas. Uma amiga postou uma imagem mostrando exatamente uma pessoa fazendo rapel e lavando o obelisco. Hoje passei pela praça e de fato está sem aquela mancha de fuligem. Excelente.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Tocando o barquinho


Um feriado bem na quarta-feira para mim fica tanto com cara de domingo que hoje cedo ao acordar, demorei para entender que não é segunda, para logo achar bom que o final de semana está logo ali.
Não é segunda mas segue a vida e vamos tocando o barquinho, como faziam essas pessoas fotografadas por mim no Largo da Ordem.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Uma doce luz



Num lugar na Água Verde que é um doce, estive recentemente para gravar uma conversa com uma repórter da TV Educativa. Ao entrar na casinha de madeira, dei de cara com essa cena que é praticamente um poema visual. Sorte a minha.