segunda-feira, 26 de junho de 2017

O Edifício Anita e o Usk Curitiba




No último sábado o USK Curitiba voltou ao Edifício Anita como uma das atrações do Artéria, uma feira de design autoral.

Como o prédio estava muito lotado, o pessoal do USK acabou optando por desenhar o prédio e não a partir do prédio, como fizeram duas pessoas apenas.

Algumas gostam muito desse predinho com uma casa brotada em cima dele e sei que há quem ache um horror, mas convenhamos que trata-se de um prédio marcante na paisagem urbana de Curitiba e nessa esquina espero que permaneça por muito e muito tempo.

domingo, 25 de junho de 2017

Um teatro mambembe numa caixa







Ontem e hoje acontece o Artéria, uma feira de design autora no Edifício Anita. Tem muita coisa bacana à exposição e à venda por lá, música, bebidas, comida e muita gente bacana circulando nesse prédio especial no Centro de Curitiba.

No terraço (onde aquela casa pousou), tem uma feira, sofás e um pequeno espetáculo de circo mambembe, que acontece dentro de uma caixa, onde a artista manipula pequenos bonecos em pequenos cenários, para um único espectador que tudo vê através de uma lente, como uma câmera ao contrário.

A pequena história começa com uma diva do rádio cantando a história de uma costureira que ganha o mundo após ganhar na loteria. Delicado e simpático! Ao final, paga-se o quanto quiser.

sábado, 24 de junho de 2017

O pequeno cânion da Voluntários da Pátria


A pedido de um amigo fiz essa foto bem no meio da rua Voluntários da Pátria, quase na esquina com a Al. Dr. Carlos de Carvalho, tendo à direita o Edifício Asa e à esquerda o Edifício Villanova.

Mirando a câmera mais para o alto, num belo dia de sol e céu limpo, consegui essa sensação de gigantes criando um corredor, apontando para a faixa azul entre eles.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Casinhas do início da Padre Anchieta -4




Essa é mais uma das casinhas da rua Padre Anchieta no trecho próximo à Praça 29 de Março. Ela não é de madeira mas passa aquela sensação de casinha de vó do mesmo jeito e os muitos detalhes encantadores apenas reforçam essa idéia, com delicadas flores do jardim, uma cortina rendada na janela, o telhado, os pilares em espiral e as janelas de madeira, isso tudo absolutamente impecável em termos de conservação, enfim, uma Curitiba que merecia existir para sempre.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Domingo no parque




Fiz há tempos uma exposição na FNAC cujo título era "Será que vai dar parque?". O título seria uma referência ao fato de Curitiba ter nos seus parques uma alternativa em termos de lazer coletivo às praias, substituindo assim a pergunta que se faz nas cidades litorâneas (Será que vai dar praia?).

No último domingo tive a oportunidade de estar em uma das nossas praias, digo, em um dos nossos parques, no caso o São Lourenço. É bonito de ver como as pessoas ocupam o parque com suas famílias para brincar com os filhos e caminhar ao redor do lago, em grupos de amigos para simplesmente curtir a companhia uns dos outros, casais para namorar ou sozinho mesmo, como o ciclista da primeira foto fazendo fotossíntese.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Um vagão sob o sol





Estive no último sábado no Cartório do Cajuru. Como o sol estava brilhando, dei uma escapada e fui fotografar o Vagão Armisticio mais uma vez.

Um amigo certa vez disse que o Vagão do Armistício é a Capela Sistina de Curitiba. Guardadas todas as proporções, acho muito simpática essa ideia. A arquitetura de madeira foi (e ainda é) muito relevante para a história de Curitiba e no teto dessa pequena casinha, que a maioria das pessoas que passam pelo cartório não percebem, estão os desenhos do Poty que contam a história da suas família e as situações que vivenciou quando ali morava toda sua família.

Caso alguém não saiba porque essa casinha chama-se Vagão do Armistício e porque ela seria a Capela Sistina de Curitiba, veja o outro post que fiz nesse link.

Considero um tesouro que deve ser preservado e tratado com muito carinho.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Casas de madeira da Reinaldino de Quadros - 2



Essa é mais uma casinha de madeira do Alto da XV, na rua Reinaldino Schaffemberg de Quadros.

Achei sensacional os detalhes com jeito modernista da casa, num belo trabalho com curvas e linhas que se combinam formando belos desenhos.

Essa casa é mais um belíssimo exemplar da arquitetura de madeira de Curitiba e pelo cuidado que se vê, imagino que irá permanecer por muito tempo ainda como um descanso para os olhos dos que passam sem pressa pelo local.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Croquis Urbanos num requiem para a Casa Erbo Stenzel









Ontem o grupo Croquis Urbanos Curitiba esteve no Parque São Lourenço para realizar uma espécie de "cerimônia de corpo ausente" para a Casa Erbo Stenzel, realizando pela primeira vez um encontro para desenhar a ausência.

Desenharam a falta da casa e deixaram no local um varal com desenhos que foram feitos em outros encontros.

A última foto dá bem a noção da falta que a casa faz no local, quando uma menina lamentava o fim da casa e comentava o quanto ela era bonita.

domingo, 18 de junho de 2017

O USK e a Libélula





Ontem fomos desenhar uma casa belíssima casa na Avenida João Gualberto que ficou um bom tempo em reforma e hoje está ocupada por um brechó de nome libélulas.

Falando com um amigo que sabe muito da cidade, Fernando Popp, disse ele que a casa de 1912 seria originalmente da família Iwersen, que ao lado possuía uma das lojas de materiais de pintura.

sábado, 17 de junho de 2017

Em plena carga


Estava parado no semáforo da rua André de Barros com a João Negrão, quando num instante vi o rapaz tomado de tédio sentado na calçada e um senhor a caminho de entrar no quadro empurrando um carrinho e pensei: "Lá vem uma boa foto".

Tão rápido quanto pude (o que no meu caso não quer dizer muita coisa), saquei a câmera e mesmo com o senhor um pouco fora da posição que gostaria, fiz a foto com o sinal abrindo e tudo meio fora de foco mesmo.

Olhando a imagem mais tarde, me diverti com a quantidade de informações que podemos ler dela. Um senhor já mais velho empurrando um carrinho e atrás dele a palavra "Carga". Ao fundo, um jovem bem mais forte sentado com um ar de que para ele a "Carga" era o dia que não passava. Mais ao fundo, a modelo da foto com aquela expressão de "aff!" para isso tudo (inclusive eu).

Fotos como essa considero um presente que o cotidiano nos entrega quando menos se espera, basta estar atento e com uma câmera na mão.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Ressignificando o que não era insignificante





Ontem quando fui fotografar o que sobrou da Casa Erbo Stenzel, encontrei o Helio Leites por lá também, circulando entre escombros, telhas quebradas, tijolos revirados e madeira queimada.

O Helio é um reconhecido significador de insignificâncias, apelido cunhado por Paulo Leminski há muitos anos. Lá nos escombros, munido de um alicatinho, olhos atentos e o bom humor ácido de sempre, conversava com todos, pegava um gravetinho aqui, um preguinho ali, certamente para mais tarde tentar ressignificar o que um dia já foi muito significativo.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Era uma vez...













Era uma vez uma casinha de madeira cor-de-rosa onde viveu um importante artista que esculpiu homens e mulheres nuas que adornam a praça do centenário, que um dia foi retirada de onde nasceu para ser instalada sob belas árvores num lindo parque, onde poderia observar crianças brincando, pessoas caminhando e o vai e vem de artistas.

Ela (a casinha de madeira) deveria abrigar o acervo do importante artista e mostra-lo orgulhosa aos que nela pisassem. Mas há mais de oito anos ela estava fechada, quase vazia e entregue à umidade e provavelmente aos cupins.

Ontem o fogo deu um triste fim à casinha e um trator às pressas, derrubou e quebrou o que restava. 
Hoje alguns valentes tentavam separar o pouco que restou da linda casinha de madeira cor-de-rosa, agora mais cinza do que rosa.