segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

2018 - um balanço




Esse ano de 2018 para mim ficará marcado como um ano de grandes mudanças, de belos acontecimentos, muitas oportunidades e a companhia de antigas e novas amizades.

A principal mudança/virada de página foi deixar (definitivamente ou não, só o tempo dirá) uma carreira bem sucedida como engenheiro de telecom de 28 anos. O início de uma caminhada muito prazeirosa em gastronomia que servirá de base para projetos futuros. A continuidade de uma carreira/paixão paralela como fotógrafo de quase 10 anos, tendo o blog Circulando por Curitiba como ponto focal. Duas exposições das minhas casinhas de madeira, especialmente no IPHAN, onde inaugurei o novo espaço expositivo e onde permanecerá até maio/19. O lançamento do meu livro Saudade do Ninho, o projeto mais pessoal que se transformou em livro e que levou poesia para muitas pessoas, com lindos retornos de várias pessoas, inclusive de um CMEI do Sítio Cercado, onde um grupinho apaixonante de crianças me levou para uma caminhadinha fotográfica. O convite para acompanhar um projeto que está desenhando/fotografando o centro histórico de Curitiba na companhia de bons amigos. A continuidade da participação nos grupos USK Curitiba e Croquis Urbanos, onde cada vez mais se solidificam amizades, enquanto circulamos por Curitiba. Um workshop com o grande fotógrafo Walter Firmo, com viagem fotográfica para Antonina. E principalmente, a presença de queridos amigos (novos e de sempre) e família, que dá sentido leveza à tudo.

Em 2018 fiz (até agora) perto de 7.500 imagens, resumidas nos três mosaicos que publico hoje.

Enfim, só posso agradecer à tudo e à todos por esse ano fantástico, esperando as novas aventuras que o novo ano trará.

Feliz 2019 para todos nós!

domingo, 30 de dezembro de 2018

Mercearia Fantinato





O último encontro do ano de 2018 do USK Curitiba foi na Mercearia Fantinato, um bar e restaurante que funciona numa casa na Rua Mateus Leme. A edificação tem aquela carinha de mercearia como algumas que existem em Curitiba, com suas portas diretamente na calçada. Baseado no nome e na data na placa na fachada, a Fantinato é de 1953 e deve ter sido uma mercearia até transformar-se num bar. Nada sei sobre sua história, mas sei que hoje o ambiente é muito descontraído, decorado com objetos antigos, com comida de qualidade, tendo a carne de onça sempre citada como uma das melhores da cidade.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Panorâmica do Painel da Praça 19 de Dezembro


No dia 19 de Dezembro, dia da emancipação política do Paraná, estive na praça homônima com outros três amigos para registrar na forma de desenhos e fotos, os elementos e personagens (vivos ou não) que circularam por esse conhecido logradouro nesse dia. Enquanto um deles, Fabiano Vianna,  fazia uma "live" do local, fiz uma panorâmica do painel incluindo ele, que parece ter saído de um desenho dele mesmo, o que seria um paradoxo.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Uma casinha de madeira verde e amarela





Não sei se foi por causa da Copa do Mundo, mas creio que a bandeira do Brasil foi a inspiração para a definição das cores dessa casinha de madeira no Umbará. No alto de um morrinho, ela se destaca nessa rua que fica entre a Nicolla Pellanda e a Estrada do Ganchinho, não muito longe da entrada para o Parque Lago Azul.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Algumas casas das Mercês







Há algumas semanas estive no bairro Mercês acompanhando o pessoal do Croquis Urbanos para desenhar algumas belas casas que lá ainda existem e espero que existam por muito tempo ainda. Hoje publico as casas que foram desenhadas e mais algumas nas imediações da rua Mamoré.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Antiga residência da Família Segala



Na década de 1940, Ângelo Segala com muito trabalho transformou a propriedade herdade pela sua esposa Luiza Micheleto de seu pai Antônio Micheleto, num local de referência para os moradores do Umbará/Ganchinho e de muitos curitibanos onde hoje é o Parque Lago Azul.

A casa sede da propriedade (cor de jerimum, como diz uma amiga), que possui uma grande varanda e de cujo sótão certamente a família tinha uma bela vista do lago, foi restaurada e hoje é um bistrô dentro desse belo parque municipal inaugurado em 2008.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Feliz Natal



No Parque Lago Azul no Umbará, encontrei esse presépio na casinha onde há uma roda d'água. Imagens muito úteis para me desejo à todos vocês de um ótimo Natal!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Casinha de madeira na Nicola Pellanda


O Umbará é tão diferente que circular por esse bairro bem ao sul de Curitiba tem-se a impressão que viajamos para outra cidade. Pena que muitas das suas casinhas de madeira tombaram e continuam tombando.

Essa na Nicola Pellanda, principal rua do bairro, continua muito bem cuidada. O seu entorno e o fundo da imagem que publico hoje, reforça aquela sensação de que estamos muito longe da capital.

domingo, 23 de dezembro de 2018

Uma visita guiada pelo Ganchinho e Umbará



Quando lancei meu livro das casinhas de madeira, conheci o Luiz Simões da Editora InVerso, que papo vai, papo vem, descobri que mora no Ganchinho. Combinamos de um dia ele me receber para uma visita guiada pela região dele, onde sua família mora há décadas.

Pois ontem foi esse dia e na casa sua casa, encontrei além do Luiz, sua mãe -  Miriam Leonila, seu pai - Luiz Antonio e seu irmão mais novo - Pedro. A casa deles já valeria a visita, pois além de uma casinha de madeira onde morava uma tia, há um bosque maravilhoso.

Dalí fomos à uma propriedade vizinha, onde moram tios e primos do Luiz. No local além de outra casinha linda de madeira, há um espaço fantástico enorme com direito à laguinho com tilápias, uma mina d'água e um galinheiro, onde o tio do Luiz (Tadeu), orgulhosamente mostrou como o galo dele curte ficar no alto da sua cabeça e como se estivesse numa torre de observação, fica lá com um olhar grave, sentindo o peso da responsabilidade sobre o galinheiro.

De lá circulamos por vários lugares, tendo sempre o Luiz Antônio como fonte de preciosas histórias das pessoas e da sua vida na região, onde trabalhou duro na roça desde pequeno e onde trabalha até hoje, criando juntamente com sua esposa Miriam, com muita dignidade seus dois filhos.

Com o tempo vou postando as casinhas e algumas histórias que eu conseguir das pessoas e dos bairros, cuja visita ontem me mostrou que preciso voltar mais vezes.

Agradeço ao Luiz, à Mirian Leonila, ao Luiz Antônio e ao Pedro pela acolhida e pelo tour. Sem duvida, uma honra e um privilégio.

sábado, 22 de dezembro de 2018

A Mulher e o Homem Nú












Estivemos na Praça 19 de dezembro por causa do projeto Volta ao Centro Histórico em 80 dias e permanecer por horas nesse espaço relativamente pequeno obriga ou permite que se busque mais pontos de vista de algo que já se viu e vê cotidianamente. Assim, fotografei as duas estátuas de ângulos e em detalhes que não havia experimentado ainda e tentei também ressaltar as curvas que o painel possui.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Uma Vila Urbana











Num local onde muitos se espantam por receber esse tipo de empreendimento, bem no centro na Avenida Marechal Deodoro onde aparentemente não haveria espaço, no local onde havia um estacionamento nasceu a Vila Urbana, uma vila predominantemente gastronômica com 52 operações bem variadas (pizza, hamburguer, indiana, koreana, havaiana, japonesa, alemã, venezuelana, churrasco e outras).

Para quem mora e trabalha no centro, trata-se de uma ótima opção de variação de cardápio no mesmo lugar. Fica na Rua Marechal Deodoro , 686. Tem estacionamento não conveniado (ridiculamente caro), abre diariamente das 10:00 às 22:00, mas nesses dias de calor intenso, há pontos em que ficar parado esperando ou comento é uma tortura.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Todos os prédios da Praça Zacarias








 



Hoje publico os prédios que circundam essa pequena praça do centro de Curitiba que normalmente é mais um local de passagem. Há alguns prédios importantes como o Pedro Demeterco, Edifício Acácia e o MAC - Museu de Arte Contemporânea.

A Praça Zacarias já foi conhecida como Largo da Ponte, onde se encontravam as ruas da Entrada (atual Emiliano Perneta), do Comércio (Mal. Deodoro) e a Ratcliff (Des. Westphalen). Mas que ponte era essa? Ali o rio Ivo corria feliz e caudaloso e sobre ele, existia uma ponte desde mais ou menos é a Dr. Murici até mais ou menos a Oliveira Belo.

O Largo da Ponte foi também um dos endereços do Mercado Municipal e por isso também era conhecido como Largo do Mercado. Esse apelido durou até o mercado ser transferido para onde é hoje a Praça Generoso Marques.

Com o tempo, o rio Ivo foi canalizado e a ponte deixou de existir. O largo foi calçado, recebeu jardinamento e um belo chafariz, construído na década de 1870, que servia para coleta de água pelos escravos ou agregados de famílias abastadas, que não dependiam do aguadeiro (ou pipeiro).

O chafariz, que coletava a água do campo da Cruz das Almas (onde é hoje a praça Rui Barbosa), foi proposta do engenheiro Antônio Rebouças Filho, na época ocupado pelos estudos do projeto da ferrovia Curitiba-Paranaguá (ele e seu irmão, homenageados hoje na cidade pela rua Engenheiros Rebouças). Os tubos vieram do Rio de Janeiro, as torneiras vieram da Europa e o poste sextavado fora feito por um artífice brasileiro. A obra foi concluída em 08 de setembro de 1871.

O chafariz do largo da Ponte foi um marco na história da cidade, representando uma melhoria de vida para a população, atingindo todas as classes sociais, permitindo até, o barateamento dos serviços dos aguadeiros.

O local passou a ser chamado largo do Chafariz, até receber o seu nome atual, praça Zacarias, em homenagem ao primeiro presidente da província independente de Curitiba, empossado em 19 de dezembro de 1853, Zacarias de Góes e Vasconcellos.

O chafariz continua no mesmo lugar, funcionando como pode ser visto nas fotos, mas hoje apenas para fins estéticos.

Nas placas fixadas pouco acima das torneiras, lê-se a inscrição: Engenheiro Antônio Rebouças.

Fonte: Livro "Ruas e histórias de Curitiba" de Valério Hoerner Júnior. Editora Artes e Textos. Curitiba, 2002