quinta-feira, 24 de maio de 2018

Onde havia um colégio


No número 126 da rua Riachuelo no cento de Curitiba há um prédio abandonado do qual resta apenas a casca, em cuja fachada ainda se encontra fixada uma placa onde se lê "Colégio Metropolitano".

Na internet não encontrei informações se esse colégio ainda existe em Curitiba, mas numa matéria li que em 2015 o teto desse prédio, que já estava abandonado, ruiu e nessa época o colégio já não funcionava mais nesse endereço. Três anos se passaram e o estado de abandono persiste.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Brincando no gramado


A Praça Guido Viaro no Prado Velho onde fica o Teatro Paiol, tem ao seu redor um enorme gramado que seria convidativo à atividades recreativas ou um simples descanso, mas os únicos que apareceram fora os desenhistas que lá estavam para registrar o teatro, foram esses dois cães que curtiram um pouco o gramadão antes de seguirem caminho.

Ouvi de várias pessoas que ficar naquela região à passeio é arriscado e que somente num grupo numeroso como o nosso se pode ficar um pouco mais tranquilo. Triste!

terça-feira, 22 de maio de 2018

Guaraúna















Essa belíssima casa que fica na Rua Deputado Nilson Ribas, no Seminário, hoje abriga uma loja de revestimentos chamada Guaraúna, administrada por Ester Isfer.

A casa foi construída em 1947 pelo Sr. Antonio Manoel Isfer (Marum). Pelo que li no site da Federação Espírita do Paraná, o Sr. Marum foi sócio de seu irmão Abibe Isfer de uma cerâmica ou olaria na região. Muitas das peças produzidas foram utilizadas na construção da casa.

O Sr. Abibe Isfer casou-se com Ana Elvira Moletta. Tiveram sete filhos, dentre eles Lício Isfer, pai de Ester.

Lício Isfer é proprietário de uma fazenda adquirida em 1966 no município de Palmeira, cujo nome é Fazenda Guarauna, onde nos últimos 30 anos vem desenvolvendo um consistente trabalho de melhoria genética, resultando no que hoje se chama a Moderna Raça Caracu ou Novo Caracu. A fazenda recebeu esse nome por ser margeada pelo Rio Guaraúna, que na língua Tupi-Guarani, quer dizer “garça escura”. Acredito que a loja de Curitiba recebeu o mesmo nome em alusão à fazenda.

Uma parte da história da casa me foi contada pelo Sr. Amador Nazaré, que com sua esposa Francelina, são hoje os caseiros da propriedade. Seu Amador há mais de 30 anos trabalha com a família Isfer, sendo trazido de Presidente Prudente pelo Sr. Lício. Ele, do alto dos seus 80 anos, ainda tem grande disposição para coletar os galhos que as belas araucárias espalham pela propriedade e para cuidar das árvores frutíferas como uma linda jaboticabeira (que esse ano não produziu), uma abacateiro que ele mesmo plantou há décadas, um pé de mimosa (que está carregado) e outras árvores.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Croquis Urbanos no Campina do Siqueira





Ontem estive com o Croquis Urbanos no Campina do Siqueira para desenhar e fotografar uma casa que hoje é sede de uma empresa de revestimentos, mas que um dia foi a casa sede de uma chácara onde existia uma olaria. A história dessa casa eu espero descobrir mais detalhes nos próximos dias. Por hora, seguem as fotos do encontro do Croquis.

domingo, 20 de maio de 2018

O tempo e uma casa de madeira




Essa casa de madeira fica rua Dr. Reynaldo Machado com a Chile no bairro Prado Velho.

As duas primeiras fotos eu fiz há poucos dias e a terceira foi feita em 2012. Me parece que os seis anos que separam as duas tomadas, apenas mostram a degradação que uma casa de madeira é submetida se não recebe de seu proprietário constantes cuidados como pintura e substituição de tábuas danificadas.

sábado, 19 de maio de 2018

Em demolição?


Fotografei essa casa em processo de demolição (pensou eu) na Alameda Augusto Stellfeld, perto do cruzamento com a Angelo Sampaio, região valorizada e com poucos terrenos disponíveis.

Acho a cena melancólica, pois uma casa que um dia já foi ocupada, guarda histórias de pessoas que um dia ansiaram pela sua construção, definiram planta, acabamentos, móveis e nela viveram suas vidas. A casa nesse momento parece um ponto final em um capítulo, para em breve quem sabe, abrir outros.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Uma palavra nova


Aprendi uma palavra nova esses dias: gentrificação. Vi essa palavra num post que fiz de uma casinha de madeira verdinha da Itupava e num artigo compartilhado por uma amiga virtual, no qual o tema é mais explorado, associado à rua São Francisco e ao fechamento de mais um estabelecimento.

Para quem como eu não sabia, gentrificação é uma palavra aportuguesada do termo inglês gentrification que deriva de gentry que significa "pessoa de boa posição social" ou "bem nascido". A palavra foi cunhada para definir um fenômeno no qual uma determinada região urbana degradada (violência, infra precária, abandono) recebe investimento público e privado, tornando essa região  valorizada de tal forma que os o aumento do preço dos imóveis e custos dos serviços termina por expulsar os moradores originais pois esses não tem mais grana para bancar a vida no local, sendo substituídos pela "gentry people". Esse fenômeno aconteceu em vários lugares do mundo, tendo Nova York como fonte de vários exemplos.

O artigo que me referi acima comenta uma declaração do proprietário do bar que fechou (ou está para fechar) na qual atribui o fechamento do estabelecimento à vitória dos adolescentes pardos da periferia que passaram a frequentar a São Francisco e que uma "gentil gentrificação" que o bar tentou instituir foi derrotada. Me parece de fato que se o comentário do bar foi esse, foi bastante infeliz. Nunca frequentei a noite da São Francisco, mas as pessoas que conheço e que deixaram de frequentar dizem que assim o fizeram por causa do tráfico e da violência que voltou a fazer parte da rotina da rua, simples e triste assim.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Talvez bêbado e equilibrista


Fotografei essa figura na Rua Riachuelo. Ele passou com um andar vacilante, meio que fazendo uma dança sem corda bamba ou sombrinha, equilibrando no boné uma beberagem. A quem passava, fazia irreverências mil.

A cada passo na linha imaginária da calçada, passava a impressão de que poderia cair e se machucar. Mas seguiu feliz cantando e dançando sua dança desajeitada, como se soubesse que o show de todo artista tem que continuar.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Uma casinha de madeira da Itupava



A rua Itupava é hoje um polo gastronômico e de bares bastante frequentado durante todas a semana, uma característica que podemos dizer que é bastante recente. Na região apenas o Beto Batata e os empreendimentos do Délio Canabrava serviam à esse propósito. Hoje há diversos estabelecimentos e alguns com as mesmas características da Vicente Machado, Shopping Hauer e Trajano.

Mas para lembrar o que era essa rua, algumas casas ainda timidamente resistem à agitação, como essa simpática casinha de madeira bem verdinha, que o tempo obrigou a fazer crescer uma grade muito perto da sua fachada, fotografada por mim numa manhã de sol. Tomara que resista muito tempo ainda, mesmo quem sabe, recebendo mais algum tipo de restaurante.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Teatro na Santos Andrade


O Festival de Teatro de Curitiba já havia terminado quando fiz essa foto de um pequeno grupo de teatro num palco improvisado apresentando-se diante de uma pequena platéia que acomodou-se nas escadarias da UFPR. A cena mostra além das pessoas prestando atenção ao espetáculo, aqueles que simplesmente seguem sua vida como se nada estivesse acontecendo, como o gari que cutuca algo entre os petit pavés.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Teatro Paiol












Devido a uma grande explosão na velha estação ferroviária que deixou vítimas fatais, o então comandante do exército determinou a mudança do paiol de pólvora para o Bacacheri. Com a expansão da cidade, prefeitura e exercito chegaram a um acordo pelo qual em 1906 os inflamáveis teriam seu próprio depósito, uma Paiol de Pólvoras, construído na praça Guido Viaro, mantendo essa função até 1917.  O seu formato circular foi planejado para minimizar o risco de explosões, expelindo os materiais pela parte superior e não pelos lados.

Depois de ter sido um armazém de pólvora, serviu de local para guarda de documentos da prefeitura e materiais municipais. Anos mais tarde virou uma usina de asfalto.

Com projeto do arquiteto Abraão Assad, o Paiol foi inaugurado como teatro de arena com 225 lugares numa segunda-feira no dia 27 de dezembro de 1971, com um show de Vinicius de Moraes, Toquinho, Marilia Mendonça e do Trio Mocotó.

Outros grandes nomes da musica e do teatro fizeram shows no Teatro Paiol entre eles, Elis Regina, Marilia Pêra, Trio  Mocotó, Hugo Cardoso, Olivia Byington, Trio Quintina, Gonzaguinha, Zezé Motta, Djavan, Nana Caymmi, Hermeto Paschoal, Alaíde Costa, Leni Andrade, Elza Soares, Zizi Possi, Cida Moreira, Fátima Guedes e muitos outros.

Jaime Lerner, prefeito de Curitiba na época e quem deu vida ao projeto de transformar o antigo paiol de pólvoras em teatro escreveu: “O teatro é, nas suas variadas formas, a mais personalizada dentre as manifestações artísticas do homem”.

Mesmo tendo se tornado símbolo da Fundação Cultural de Curitiba, presente na logomarca da instituição, o teatro passou por várias reformas ao longo da sua história e por inúmeras vezes esteve por um triz de ser esquecido..

Em agosto/2017 o Paiol foi fechado para reforma, incluindo obras de acessibilidade, substituição de calhas, adequação da iluminação e outras ações. A reforma contou com a consultoria técnica do arquiteto Abrão Assad - responsável pelo projeto do teatro -, projeto de readequação elaborado pelo Instituto de Pesquisa Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e gestão do Instituto Curitiba de Cultura e Arte.

O Paiol foi reaberto no final de janeiro/2018 para receber eventos 35ª Oficina de Música de Curitiba. Em março recebeu espetáculos do Festival de Teatro de Curitiba. Atualmente retomou sua programação permanente, com destaques, segundo antecipa a FCC, para o Música no Paiol, Paiol Literário, Paiol Digital e Terças Brasileiras, além da agenda aberta a produtores independentes para uso do espaço.

O Teatro Paiol está localizado no Largo Professor Guido Viaro s/nº, no bairro Prado Velho.

Fontes: Fundação Cultural de Curitiba, Wikipedia, Gazeta do Povo

domingo, 13 de maio de 2018

Teatro Paiol e o USK Curitiba





Ontem numa linda tarde de sábado de sol, os USK Curitiba reuniu-se no Teatro Paiol para o encontro semanal. O Teatro estava aberto e pude pela primeira vez fotografar seu interior, fotos que mostrarei em postagem específica sobre o teatro.

Estar em grupo nessa região parece ser mais adequado do ponto de vista de segurança, já que não raro se ouve histórias de violência nessa região, mas nosso encontro aconteceu sem problemas.

sábado, 12 de maio de 2018

Arte de rua


Nem sei em qual rua de Curitiba fiz essa foto. O que, parado no trânsito ou num semáforo, teria capturado minha atenção? Seria aquele pai (creio eu) de mãos dadas com seu filho? Ou aquela minhoca com chapéu? Talvez a lixeira bem surrada em primeiro plano? Ou ainda a madona muito branca com um menino Jesus negro nos braços? Acho mesmo que foi isso tudo junto!

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Lanche no Paço


Já fotografei o Paço várias vezes, mas fica complicado resistir a mais um registro num dia de sol fantástico como esse. De quebra, soube depois da foto que essas pessoas em filha na Praça Generoso Marques estavam recebendo cachorro quente e bebida de graça, numa boa ação de um grupo que não sei qual é ainda.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Na passarela


Já havia comentado em outro post que basta parar na região da Riachuelo para ver um desfile de pessoas de todo tipo, figuras interessantes, engraçadas, simpáticas, sisudas e também, elegantes como essa senhora que desfilou mais de uma vez para nós e distribuiu lindos sorrisos.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Lançamento do Projeto Arquivo da UTFPR


A Professora Doutora Giceli Portela do Laboratório de Restauro da UTFPR me convidou para o lançamento do PROJETO ARQUIVO. Solicitei algumas informações sobre o projeto e gentilmente ela me enviou o texto que reproduzo à seguir:

O Patrimônio Edificado é um objeto de estudo muito rico: evoca as mais variadas sensações a quem se aproxima: nostalgia, afeto, memórias, curiosidade. Neste sentido, como uma maneira de afetar o arquiteto em formação, propusemos a aproximação destes objetos como fonte inesgotável de pesquisa onde ao nos depararmos com estes arquivos construídos, mergulhamos nos seus conteúdos, históricos, visuais, memoriais.

As edificações antigas compõem e contam por si só a história de um lugar, falam de pessoas e de seus hábitos; revelam tecnologias de um tempo, maneiras de se habitar e modificar a cidade: são testemunhos vivos, arquivos da memória, como livros em forma de construção, que podem ser abertos e lidos. 

 O projeto ARQUIVO – é uma iniciativa criada em grupo de pesquisa acadêmica ligado ao curso de arquitetura e Urbanismo da UTFPR, iniciado em 2009 que produz e sistematiza um inventario sobre o Patrimônio Histórico Arquitetônico construído na cidade de Curitiba, tendo como objetivo tornar acessível uma pesquisa completa das obras. Pois vamos entender aqui que são fragmentos de fontes justapostas que irão formar o conjunto de informações que se deseja saber ou a de instigar a curiosidade de quem observa: o que é? quem morou aqui? Como funcionava? Pra que serve? Como construíram? O que significam estes ornamentos?

Um dos mais puros objetivos deste trabalho é aguçar a sensibilidade, onde valorizar, registrar e informar as pessoas sobre o Patrimônio da Cidade é também uma forma de   educar e proteger as edificações, pois só se protege aquilo que se conhece. Acreditamos que o edifício atingido por este olhar, será de alguma forma reconhecido, protegido.

Como um serviço a ser levado a publico, a ideia é oferecer população de Curitiba, aos turistas, pesquisadores, curiosos, e às futuras gerações, um acesso ao passado construído por nós.

Esperamos com isso, que o Patrimônio construído das cidades seja reconhecido e visto, e tenha sua pesquisa disponível de fácil acesso para qualquer pessoa. Esperamos que o proprietário que abriu sua casa oferecendo-a como objeto de estudo acadêmico sinta-se valorizado por fazer parte deste projeto, e que sensibilize as pessoas em valorizar a memória das cidades. E que o jovem pesquisador encontre nesta causa um motivo a mais para amar a arquitetura.

O futuro deste projeto é conseguir aumentar cada vez mais esta fonte preciosa de pesquisa, que forma pessoas, ensina, sensibiliza e cuida.

Para saber mais sobre o projeto e como acessar o seu conteúdo, compareçam ao lançamento no próximo dia 16/05 às 10:00 na UTFPR, na Avenida Sete de Setembro, 3165.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Palácio Riachuelo



Um imóvel em ruínas passou – no ano de 1925 – à propriedade da família de José Hauer. Posteriormente foi vendido por Alexandre Hauer para Ângelo Guarinello. O mesmo revendeu a um próspero imigrante sírio que já possuía outros imóveis na região – Jorge Pacífico Fatuch.

O Sr. Fatuch acabou por demolir a edificação para construir ao término da década de 1920, o atual Palácio Riachuelo. A data de inauguração – 1929 – está inscrita no topo até os dias atuais. O projeto arquitetônico previu o andar térreo para lojas comerciais e os superiores como moradia em geral.

A rotina comercial teve como um dos destaques a presença das Casas Pernambucanas – que permaneceram de 1935 até o final da década de 40. Em 1946 a família Fatuch vendeu o local para a firma Feira de Retalhos. O dono do estabelecimento – Ernesto Alves Padilha – viria a alterar a denominação para Feira dos Tecidos. Outros tradicionais comércios curitibanos tiveram o Palácio Riachuelo como sede. Entre eles a Casa Hilu; Salão Recife; Hotel Castelo; entre outros.

Atualmente o Palácio Riachuelo – que fica na esquina da Rua Riachuelo com a São Francisco – abriga um pensionato e no térreo uma loja de móveis.
Fonte: Site Centro Histórico de Curitiba