terça-feira, 21 de agosto de 2018

Esperando


Estava conversando com uma amiga na porta da Galeria Andrade quando percebi esse senhor aproximar-se, com passos lentos e pensados, carregando uma sacolinha plástica numa mão e na outra, um guarda-chuva pois experiente que é, sabe que está em Curitiba e que o tempo pode mudar bruscamente.

Na esquina da Riachuelo com a Praça Generoso Marques, ele pára e observa. Não sei bem o que, já que não passavam carros. Depois de alguns segundos absorvido em seus pensamentos, segue seu passo lento e pensado em direção à Praça Tiradentes.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

A observadora sendo observada


Uma sacada no alto de um prédio é sempre um local ideal e seguro para observar a cidade e as pessoas sem ser importunado, a não ser que lá de baixo existam certos seres com máquinas na mão que também têm o hábito de observar tudo ao seu redor. Esses seres são chamados de fotógrafos.
Então para a famosa pergunta: "Who watches the watchmen?", a resposta provavelmente seria: "a photographer".

Foto feita na rua Riachuelo no centro da cidade.

domingo, 19 de agosto de 2018

A cidade como suporte







Por onde se circula por Curitiba, centro ou bairro, as paredes de casas, prédios (públicos ou não) e monumentos se tornam suporte para todo tipo de manifestação, artística ou de protesto, com ou sem autorização e jamais serão uma unanimidade. Há quem ame e também os que odeiam, cumprindo assim a função às quais essas intervenções se destinam.

Penso que sua existência e até a sua ausência sempre representarão o momento pelo qual atravessa a sociedade na qual está inserira, seja isso bom ou não.

sábado, 18 de agosto de 2018

Diante do Belvedere incendiado




Diante do Belvedere incendiado e sob os olhos do Museu Paranaense, o artista pratica seus malabares. Não sei se o malabarista pratica por esporte ou ganha dinheiro por aí se apresentando.

O Belvedere está todo cercado por um tapume bem bacana que conta sua história e mostra várias imagens dele ao longo do tempo. O projeto quando pronto ficará muito bonito. Espero que não fique eternamente nesse estado.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Ora pombas!!



Estava ali pelo Largo da Ordem fotografando mais uma vez o belo casario da região, quando observei essa fotógrafa se aproximando do histórico bebedor que hoje serve aos pombos para, pensava eu, registrar a presença dos pássaros bebendo água, onde antigamente eram os cavalos dos colonos que matavam sua sede, depois de uma longa caminhada desde as colônias da periferia da cidade.

Fui me aproximando sorrateiro para fotografar a fotógrafa fotografando os pombos, quando num brusco movimento dela, as aves decolaram e percebi que na verdade ela queria fotografar a Casa Vermelha refletida no espelho d'água. Me afastei para não atrapalhar o momento criativo.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Uma janela


Baita invenção a janela não é mesmo? Nos permite ver através das paredes, iluminam e arejam os ambientes, tem parapeito para dar dor-de-cotovelo ao fofocar o que se passa pelas ruas e tornam mais bonita a casa. Essa da foto é da Casa Romário Martins, do século XVIII, possivelmente o último exemplar do estilo colonial português de Curitiba e pela qual, muitas histórias da cidade foi testemunhada.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Uma outra linda casa na Duque de Caxias




Essa mesma planta de casa parece ter sido replicada em outros pontos da cidade e essa que fica na Rua Duque de Caxias também está em excelente estado de conservação. Não sei se é habitada ou ocupada por escritórios e apesar de estar ao lado de um edifício, sua posição no alto do terreno ainda a mantém em destaque. Espero que permaneça assim por muito tempo.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Uma roseira dá flores sem dono?



Nessa casinha de madeira as tábuas já estão precisando de reparo e pintura e o vão, que se formou ao ser elevada do chão para evitar a umidade do solo, já perdeu parte da "cerquinha" que deve ter sido colocada para evitar que virasse esconderijo para animais como gatos e cachorros.
A casinha não dá claros sinais de ser ainda habitada, mas a roseira com várias rosas na frente dela parece insinuar que sim. Será que uma roseira continuaria a dar flores, embelezando uma casa sem moradores para apreciar?
A roseira e sua casa fica na rua Cândido Xavier, não muito longe de onde lancei o meu livro sobre as casinhas de madeira de Curitiba, Saudade do Ninho.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Alameda Prudente de Morais


A Alameda Prudente de Morais nas poucas quadras próximas ao cruzamento com a Carlos de Carvalho apresenta lado a lado uma série de lindos predinhos baixos onde funcionam cafés, restaurantes, confeitarias, galerias, lojas de design, tudo isso com belos canteiros e bancos nas calçadas. Um lugar que vale a pena conhecer e frequentar sempre.

domingo, 12 de agosto de 2018

Vida é o que acontece...


Além de nutrir, abrigar e amar incondicionalmente, uma nobre função de um pai é a de tentar transferir bons valores aos seus filhos, esperando que o reto agir seja sempre o norte nas suas vidas.

Assim fez meu pai com seus seis filhos e assim espero ter feito com meus quatro, sendo que hoje um deles já leva pelas mãos o meu neto.

Um dia os pais ficam e os filhos seguem pelos trilhos da vida.

Feliz dia dos pais!

Close your eyes
Have no fear
The monster's gone
He's on the run and your daddy's here
Beautiful, beautiful, beautiful
Beautiful boy

Before you go to sleep
Say a little prayer
Every day in every way
It's getting better and better

Out on the ocean sailing away
I can hardly wait
To see you come of age
But I guess we'll both just have to be patient
'Cause it's a long way to go
A hard row to hoe
Yes it's a long way to go
But in the meantime

Before you cross the street
Take my hand
Life is what happens to you
While you're busy making other plans
(John Lennon)

sábado, 11 de agosto de 2018

Um passeio do Passeio Público


Já morei na primeira quadra da rua Conselheiro Laurindo e o Passeio Público era o meu quintal. Nessa época ela já não era tão legal como quando eu cheguei aqui em 1978, quando haviam felinos, camelo, urso, macacos e vários outros animais. Tá certo que os animais fora de um local relativamente pequeno é muito melhor para eles, mas que era bacana, isso era!
Nessa época e quando morei ali do lado, parecia mais tranquilo caminhar pelo Passeio e por isso, passear com meus filhos era corriqueiro para nós, especialmente nos finais de semana.
Hoje o Passeio Público já não tem mais a glória do seu passado, mas ainda é um oásis verde dentro do concreto da cidade e apesar dos poucos e esparsos esforços para torná-lo novamente um dos principais pontos de encontro dos curitibanos, deveria merecer constante atenção da prefeitura para que isso acontecesse. 

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada


Durante um ano eu devo passar quase que diariamente por esse muro coberto por uma grande trepadeira, na qual foi inserido um lindo grafite de autoria de (se o poste não fizer eu errar) Helder Oliveira. A trepadeira, ao que parece, forma a cabeleira da personagem.

Vou fazendo fotos ao longo desse ano desse mesmo muro, para acompanhar como a passagem do tempo irá alterar a obra.

Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada
Quem disse que cabelo não sente
Quem disse que cabelo não gosta de pente
Cabelo quando cresce é tempo
Cabelo embaraçado é vento
Cabelo vem lá de dentro
Cabelo é como pensamento
Quem pensa que cabelo é mato
Quem pensa que cabelo é pasto
Cabelo com orgulho é crina
Cilindros de espessura fina
Cabelo quer ficar pra cima
Laquê, fixador, gomalina
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada
Quem quer a força de Sansão
Quem quer a juba de leão
Cabelo pode ser cortado
Cabelo pode ser comprido
Cabelo pode ser trançado
Cabelo pode ser tingido
Aparado ou escovado
Descolorido, descabelado
Cabelo pode ser bonito
Cruzado, seco ou molhado
(Arnaldo Antunes, Jorge Ben Jor)

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Franco Giglio no Cemitério Municipal




A realização desse mural do artista plástico italiano Franco Giglio fez parte de um programa de melhorias para o cemitério, desenvolvido na gestão do prefeito Ivo Arzua, em 1964. A encomenda previa a execução de um mural ornamental sacro, em pastilhas vitrificadas. A obra foi instalada no Cemitério Municipal em 1966, na entrada da antiga capela. Sofreu uma primeira intervenção em 1985. Depois, em 1995, foi transferido para o novo pórtico do cemitério. Em 1997 passou por outros trabalhos de recuperação.

Com 110 m², o mural foi realizado num processo direto - o desenho foi elaborado na argamassa e colocado depois no painel por meio de pastilhas de vidro, numa composição com características estilizadas que lembram os períodos da arte bizantina/gótica. Franco desenvolveu uma narrativa que descreve com maestria e sutileza a cena de almas tentando entrar no céu, guiadas e protegidas por anjos tocando trombetas. Nas extremidades laterais, compõe o painel uma citação de Fagundes Varela. De matizes predominantemente azuis e verdes nas figuras e usando como fundo o branco, o artista obteve a representação de um cenário celestial que o local inspira.

O mural foi uma das primeiras obras de Franco Giglio, em Curitiba. Nascido na Itália, o artista veio para o Brasil em 1956, instalando-se na capital paranaense, onde deixou grande parte de sua produção artística.

Em 2009 o mural foi restaurado emergencialmente com recursos do Programa de Recuperação do Patrimônio Histórico do Fundo Municipal da Cultura, sob a supervisão da Fundação Cultural de Curitiba, com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. De 30 a 40% das pastilhas tiveram que ser substituídas por novas, porém da mesma fábrica das originais. (Fonte: Site Bem Paraná).

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Pessoas nas imediações do Passeio Público



Numa região extremamente movimentada como a do Passeio Público, basta parar por alguns minutos para que novas fotos se atirem para dentro da sua câmera. São muitas situações e pessoas interessantes cruzando o seu olhar o tempo todo e a bela região oferece o pano de fundo ideal.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Outras casinhas de madeira



Estive recentemente no Restaurante Quintana, que além de uma excelente cozinha, tem uma agenda cultural muito intensa e possivelmente lá participarei de uma exposição com duas amigas.

Enquanto aguardava a conversa com a curadora da agenda cultural do local, circulei rapidamente e mais uma vez pelo seu belíssimo jardim. Ainda no tema das casinhas de madeira, lá encontrei e registrei essas duas casinhas (realmente pequenas) de madeira para passarinhos. Não sei se as pequenas aves chegam a ocupar as casinhas, mas que são um charme no quintal, isso são.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

De volta ao Vagão do Armistício








No último sábado voltamos ao Vagão do Armistício, dessa vez com o grupo Urban Sketchers Curitiba, para registrar novamente essa preciosidade que esconde-se no estacionamento do Cartório do Cajuru, e que representa um importante capítulo na história da vida do nosso maior artista, Poty Lazzarotto e de sua família.

No vagão foi onde (depois de deixar de ser um estábulo) sua mãe servia pela primeira vez comercialmente o risoto italiano para fregueses que a principio eram ferroviários e que logo, devido a fama, passaram também a ser políticos e artistas.

No teto, Poty desenhou cenas relativas à ferrovia e à rotina do vagão em vários painéis, sendo portanto uma relíquia que precisa ser preservada. Nessa visita percebemos que o Vagão passou por uma reforma, ganhando novas telhas, nova pintura e nova iluminação. Que viva para sempre.

domingo, 5 de agosto de 2018

Um nascer do sol visto do Jardim Social



Numa manhã desse inverno de um dia semi-nublado, vinha pela Av. Nossa Senhora da Luz e ao entrar na rua Arquimedes Cruz no Jardim Social, dei de cara com esse belo nascer do sol, tendo ao longe, as montanhas da Serra do Mar como moldura. Nada mal!

sábado, 4 de agosto de 2018

Pronta para o trabalho



A fachada, o zelo com a pintura e manutenção, as flores e a rua já tornam essa casinha algo digno de se ficar a observar por um bom tempo, enquanto a correria segue ao redor. Mas lá dentro, junto à janela, uma máquina de costura está a postos para logo começar coser novas cortinas para deixar ainda mais bonita a casa branca dos lambrequins azuis.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Na Manoel Ribas


Diante dessa casa de tijolos à vista na Manoel Ribas fotografei essas duas meninas, uma com uma trouxa de algo na cabeça e a outra com cabelos vermelhos. A casa, que fica diante da Praça Divina Pastora e junto à uma empresa de pneus, parece que foi ou é ocupada por uma entidade dedicada à educação. Não encontrei mais informações sobre ela, mas é bem simpática.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Numa casa na Duque de Caxias









Em julho participei de uma caminhada pelo Centro e São Francisco na qual alguns imóveis estavam ocupados por uma exposição (intervenção).

Um desses imóveis é essa casa da rua Duque de Caxias que estava desocupada (penso que está disponível para locação). Algumas coisas na casa obviamente fora "ajeitados" e outros, não saberia dizer. O fato é que trata-se de uma casa fantástica, num terreno privilegiado que espero, receba os reparos que está precisando.