segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Usk Curitiba e a Colônia Faria




Sábado estivemos na Colônia Faria em Colombo para mais um encontro do Usk Curitiba. A Colônia Faria, de origem italiana, estava em festa por estar completando 130 anos de existência, com direito à comidas, bebidas, música e apresentações. Isso tudo temperou ainda mais o encontro apesar da chuva toda que caiu.

domingo, 20 de agosto de 2017

Observando a rua a partir de uma janela





Fui no Edifício Anita fotografar o boneco do livro Prédios de Curitiba que será lançado em breve e depois disso da janela do primeiro andar, fiquei observando o largo que fica entre os edifícios Anita, Souza Naves e Tijucas, cujo nome descobri é Largo Frederico F. de Oliveira.

Fui fotografando aleatoriamente as cenas que se sucediam a partir daquele ponto de vista: um lixeiro trabalhando;  uma pessoa num telefone publico enquanto outro com uma mochila com rodinhas aguarda algo; duas pessoas conversando enquanto o rapaz desata a bicicleta de uma placa de trânsito; e por fim, uma solitária moça em seu intervalo para um cigarro. Em poucos minutos, um mundo acontece para quem para um pouco para observar.

sábado, 19 de agosto de 2017

As torneiras da Praça Zacarias




A Praça Zacarias já foi conhecida como Largo da Ponte, onde se encontravam as ruas da Entrada (atual Emiliano Perneta), do Comércio (Mal. Deodoro) e a Ratcliff (Des. Westphalen). Mas que ponte era essa? Ali o rio Ivo corria feliz e caudaloso e sobre ele, existia uma ponte desde mais ou menos é a Dr. Murici até mais ou menos a Oliveira Belo.

O Largo da Ponte foi também um dos endereços do Mercado Municipal e por isso também era conhecido como Largo do Mercado. Esse apelido durou até o mercado ser transferido para onde é hoje a Praça Generoso Marques.

Com o tempo, o rio Ivo foi canalizado e a ponte deixou de existir. O largo foi calçado, recebeu jardinamento e um belo chafariz, construído na década de 1870, que servia para coleta de água pelos escravos ou agregados de famílias abastadas, que não dependiam do aguadeiro (ou pipeiro).

O chafariz, que coletava a água do campo da Cruz das Almas (onde é hoje a praça Rui Barbosa), foi proposta do engenheiro Antônio Rebouças Filho, na época ocupado pelos estudos do projeto da ferrovia Curitiba-Paranaguá (ele e seu irmão, homenageados hoje na cidade pela rua Engenheiros Rebouças). Os tubos vieram do Rio de Janeiro, as torneiras vieram da Europa e o poste sextavado fora feito por um artífice brasileiro. A obra foi concluída em 08 de setembro de 1871.

O chafariz do largo da Ponte foi um marco na história da cidade, representando uma melhoria de vida para a população, atingindo todas as classes sociais, permitindo até, o barateamento dos serviços dos aguadeiros.

O local passou a ser chamado largo do Chafariz, até receber o seu nome atual, praça Zacarias, em homenagem ao primeiro presidente da província independente de Curitiba, empossado em 19 de dezembro de 1853, Zacarias de Góes e Vasconcellos.

O chafariz continua no mesmo lugar, funcionando como pode ser visto nas fotos, mas hoje apenas para fins estéticos.

Nas placas fixadas pouco acima das torneiras, lê-se a inscrição: Engenheiro Antônio Rebouças.

Fonte: Livro "Ruas e histórias de Curitiba" de Valério Hoerner Júnior. Editora Artes e Textos. Curitiba, 2002

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O campo de golfe do Graciosa


Do apartamento de uma amiga, cujo prédio fica junto ao campo de golfe do Graciosa Country Club, fiz essa imagem panorâmica do campo, tendo ao fundo os bairros do Cabral, Boa Vista, Juvevê, Alto da XV, Hugo Lange. No grande campo de golfe localizei apenas quatro pessoas no lado esquerdo da foto, quem sabe durante uma aula desse esporte que é praticado por poucos.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Numa esquina próxima do centro






Morei por muitos anos não muito distante da esquina da Al. Augusto Stellfeld e Ermelino de Leão, certamente passei muitas vezes por essa região, mas apenas nesse dia em que fiquei por poucas horas nesse lugar, pude realmente perceber esse belíssimo prédio da esquina.
Não sei se o prédio é ou era uma residência, se era unifamiliar, se a parte inferior com duas grandes portas na lateral da Augusto Stellfeld era usada para algum tipo de comércio.
Percebi que o lindo pó de pedra (penso eu) está sendo coberto por uma tinta azul, o que na minha modesta opinião faz o prédio perder um pouco do seu charme. Não sou arquiteto, mas creio que o prédio poderia ser enquadrado como eclético por misturar elementos de linguagens diferentes.
Sem dúvida um prédio que gostaria muito de conhecer melhor, tanto fisicamente como sua história.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Pombos da Zacarias



Num domingo desses na Praça Zacarias os pombos largaram de melecar a estátua do que empresa seu nome à praça, os prédios ao redor e os pontos de ônibus para executar um show aéreo de vários minutos. É sempre um risco olhar para cima num momento desses, já que podemos ser atingidos sem piedade, mas valia o risco registrar o momento.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O Memorial Árabe visto do alto


Do alto do Edifício Governador fiz essa foto mostrando em primeiro plano o topo das árvores do Passeio Público e mais ao fundo, o cubo do Memorial Árabe.

O memorial é uma homenagem à cultura árabe situado na praça Gibran Khalil Gibran. Possui uma área de aproximadamente 140 m² em estilo mourisco, conta com abóbada, colunas, arcos e vitrais. Situa-se sobre um espelho d’água e quando inaugurado, possuía uma biblioteca com capacidade para 10 mil volumes e uma pinacoteca, ambas com obras de autores árabes. Como nunca entrei no memorial, não sei dizer se ainda conta com essas obras.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Uma casa multicolorida e o USK Curitiba





No sábado o Usk Curitiba desenhou uma casa pra lá de colorida no Água Verde que recentemente saiu numa reportagem na Gazeta do Povo.

Cercada por grandes edifícios, uma singela casinha colorida na Rua Saint’Hilaire, no Água Verde, resiste ao avanço do concreto cinza e segue encantando os curitibanos com seu colorido peculiar.

Toda pintada de azul céu, com detalhes em rosa e amarelo, o imóvel parece ter saído de uma história infantil ou de um catálogo de casas de boneca.

Em meio às declarações de amor pela casa, muita especulação sobre o que funcionaria no endereço. Algumas pessoas sugeriam que o imóvel seria um brechó, enquanto outras diziam ser uma pousada ou uma locadora de vídeos. A verdadeira história da “casa de boneca”, no entanto, não tem grandes segredos. Ali viveu Dona Genoveva, uma mulher alegre e muito caprichosa com a casa e o jardim.

Fonte: Página do USK Curitiba

domingo, 13 de agosto de 2017

Aos melhores pais do mundo


Ser pai não é tarefa banal. No começo somos apenas aquela pessoa que não é a mamãe. Depois somos aquele cara insistente que as crianças começam a curtir e como prêmio, já não choram mais quando tomadas nos braços.

Daí vem a fase áurea na qual viramos um super-herói, forte, destemido, detentor de todas as respostas, uma fortaleza inexpugnável. Poucos anos depois viramos na opinião dos nossos não-mais-o-meu-bebê uma antítese disso tudo, com pequenas batalhas travadas no dia-a-dia.

E então chega o dia no qual eles se vão, ganham o mundo, eventualmente viram pais também e lá, mesmo que escondidinho, está um pouco de nós mesmos nesses adultos maravilhosos.

Dentro das nossas limitações físicas, financeiras e psicológicas, vamos acertando e vamos errando também, nos tornando os melhores pais que conseguimos ser. Mas penso que somando isso com muito amor, acho que acabamos sendo os melhores pais do mundo.

Feliz dia dos pais aos melhores pais do mundo.

sábado, 12 de agosto de 2017

Edifício Banrisul


Caminhando pela Avenida Marechal Deodoro em direção à Praça Zacarias, na esquina onde as "Marechais" se encontram e com o ângulo certo do sol, fiz essa foto do Edifício Banrisul, projeto de Elgson Ribeiro Gomes, construído em 1962 pela construtora e incorporadora Gutierrez Paula e Munhoz.
O térreo e sobreloja foram destinados à instalação do Banco do Rio Grande do Sul e o terraço acima da sobreloja, onde encontraremos os famosos cobogós do Elgson, foi pensado como moradia para o gerente do banco, algo muito comum em tempos passados.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Um pequeno prédio da Al. Augusto Stellfeld




Na Alameda Augusto Stellfeld fotografei esse prédio de dois andares cujas sacadas são grandes e o seu revestimento parece pó de pedra.
Na calçada sentado diante do portão de entrada, fotografei um senhor que ganha a vida cuidando dos carros estacionados na rua e numa das sacadas, um morador que observava a movimentação dos fotógrafos.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O Edifício Pedro Demeterco







O Edifício Pedro Demeterco destaca-se no cruzamento da rua Dr. Muricy com a Marechal Deodoro pela sua cor rosada e pela sua cúpula de cobre que com o tempo ficou esverdeada. O prédio conta com mais de 200 salas comerciais e foi inaugurado em setembro de 1953. Sua cúpula foi produzida no Rio de Janeiro e tem uma cúpula menor (lanternim) para vedar a parte maior.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Panorâmicas em grande angular do Colégio Estadual do Paraná



Hoje duas panorâmicas bem distorcidas do Colégio Estadual do Paraná. Uma da fachada voltada para a Avenida João Gualberto com a inscrição do colégio e outra a partir do pátio na parte de trás.

O Colégio Estadual do Paraná é um gigante inaugurado em 1950, que ocupa um terreno de quase 19 mil metros quadrados por onde passam diariamente das 06 às 23hs mais de 7.000 pessoas entre alunos e pessoas da comunidade, mais do que alguns municípios. Administrar algo dessa dimensão certamente não é tarefa fácil, mas é de extrema relevância para a história da educação de Curitiba e do Paraná.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Croquis Urbanos e o Edifício Pedro Demeterco



Num belíssimo domingo de sol e pouco frio, o Croquis Urbanos encontrou-se na Praça Zacarias para desenhar um prédio que destaca-se na paisagem da região bela sua beleza e pela sua sua cúpula metálica que o tempo tornou verde.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O Colégio Estadual do Paraná desenhado pelo USK Curitiba




No último sábado o encontro do USK Curitiba foi super especial pois autorizaram a nossa livre circulação pelo Colégio Estadual do Paraná, um importante ícone da história da educação e da arquitetura de Curitiba e do Paraná.
Hoje publico os mosaicos com os desenhos e do pessoal em ação, as outras fotos que fiz do colégio publicarei oportunamente.

domingo, 6 de agosto de 2017

Uma casinha de madeira nas Mercês encurralada


Certamente essa casinha de madeira no bairro das Mercês viu suas vizinhas tombarem e no seu lugar subirem prédios que a vão cercando lentamente, viu o asfalto passar na sua porta, mas está lá valentemente, ainda com bua conservação, guardando suas histórias pra quem quiser ler nas suas tábuas.

sábado, 5 de agosto de 2017

Um canto colorido da Ermelino de Leão



No último domingo estive na rua Ermelino de Leão, quando passei por essa casa super colorida onde uma pessoa muito simpática me convidou para entrar e conhecer a loja cujo nome é Bem Dito Canto.

A loja é, segundo o site, um ateliê de móveis com uma proposta retrô e vintage que restaura móveis antigos, repaginando-os com uma proposta mais colorida e moderna.

Além dos móveis, eles oferecem na mesma pegada vintage, artigos de decoração tais como banquetas, mesinhas, namoradeiras, cabideiros, etc.

Do lado de fora da casa há um simpático espaço com mesas, cadeiras e sofá, onde se pode apreciar um chopp e quem sabe, algo para comer.

Tudo era tão colorido e simpático que resolvi fotografar para postar aqui.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

6ª Bienal de Mosaico no Memorial de Curitiba





Estivemos ontem no Memorial de Curitiba para a abertura aos participantes da 6ª Bienal de Mosaico - Free Mosaic que estará aberta a partir de hoje ao público até o dia 03 de setembro no Mezanino e no Salão Paranaguá do Memorial de Curitiba.

A exposição conta com 74 trabalhos realizados por 88 artistas mosaicistas. A diversidade de técnicas, materiais e estilos dentro do universo do Mosaico é a proposta desta edição, que pretende passar para o visitante a riqueza da liberdade que o mundo musivo permite nas expressões artísticas de trabalhos contemporâneos.

Essa edição tem duas surpresas. Um conjunto de 12 mosaicos baseados em fotos de Curitiba de Guilherme Pupo e uma parede de mosaicos combinados com desenhos do cartunista Paixão.

O último mosaico foi feito pela mosaicista Marcia Flenik que usando a técnica de micro mosaico, reproduziu a imagem de um campo florido da Toscana.

O Memorial de Curitiba funciona das 9h às 12h e 13h às 18h (3ª a 6ª feira) e 9h às 15h (sábado, domingo e feriado).

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Transitório - uma baita exposição de aquarelas








Ontem fomos visitar a fantástica exposição de aquarelas de um amigo, João Paulo de Carvalho, no Mezanino das Artes que fica na Al. Dr. Carlos de Carvalho, 805.

O título da exposição é "Transitório" e basicamente trata-se de aquarelas em preto e branco de cenas cotidianas de pessoas nas ruas de Curitiba.

Como podem ver nas fotos acima, tive a honra de três das minhas fotos terem sido utilizadas como base para três das aquarelas em exposição.

E assim como o João fez na página do evento, replico aqui a apresentação que o Fabiano Vianna fez da exposição:

"Numa época de sobreposições, descartabilidades e obscenidades gráficas em que vivemos, as aquarelas sensíveis de João Paulo de Carvalho são um oásis. Nunca este universo foi tão caro e inspirador. Uma lacuna no tempo-espaço de nossas rotinas caóticas. João, filho de Hopper e de tantos outros gênios, paralisa o transitório em aguadas – adormece o sol e esquenta nossos olhares. São fragmentos de dia-a-dia que guardam a memória de milhares de fotografias não fotografadas. A memória da cidade – desta ou qualquer outra. Porque são personagens comuns a todas elas – o senhor que transforma o petit-pavé em sombras esperando as árvores secarem, o andarilho levado pela sombra da bengala a passear, o amigo do cão velho, a moça que passa em branco sobre a rua, dois amigos que conversam sobre lembranças acinzentadas do passado, um homem que olha para fora do limite do papel, um cara de boné e guarda-chuva protegido duplamente por espessas pinceladas escuras... Como nossos antepassados impressionistas, João caminha pelas cidades – munido de seu olhar antigo, ingênuo e escancarado – tal qual um flâneur contemporâneo, mas que ao contrário do nobre personagem de Baudelaire, guarda para si alguns momentos. São postais urbanos. Colecionismo aquarelado. Álbum de figurinhas em preto e branco. Quem não gostaria de colecionar cenas-de-João? Coincidentemente, João é um dos nomes que Dalton Trevisan mais utilizou em seus contos pelas ruas de nossa cidade. Nosso querido vampiro utiliza de nomes tradicionais como este para representar através do comum, o intrínseco e excepcional no cidadão imaginário. Simulacros da vida real. Assim como nosso vampiro, João transita invisível pelas ruas. Sempre sedento, mas sem medo do sol. (São tantos Joãos, Marias, Trevisans nas pinturas dele!) A cidade repete seus heróis, para nos reconhecermos neles. Assim como as criações de Hopper, Dalton Trevisan e Baudelaire, as aquarelas de João ficarão para além de nós e falarão melhor sobre nós do que nós mesmos. Deste tempo, desta cidade, de nossos contemporâneos. Como crônicas desenhadas de pessoas que podem ou não terem sido reais. Mas que de uma forma ou outra, viverão para sempre, adormecidos pelo magnífico sol ou protegidos na sombra das manchas do mestre e colecionador João Paulo de Carvalho."
Fabiano Vianna