quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Da travessa Oliveira Belo até a rua Voluntários da Pátria


Passeando pelos meus arquivos antigos de fotos, encontrei uma sequencia de imagens que fiz na Rua XV de Novembro desde a UFPR até a Praça Osório, fotografando todos os prédios.

A intenção na época era a de criar panorâmicas que mostrassem quadra por quadra a sequencia de prédios da rua mais querida de Curitiba. Na época não consegui criar as panorâmicas pois além das fotos não estarem muito adequadas, o aplicativo que utilizava não conseguiu juntar as fotos.

Ontem consegui criar uma panorâmica que achei decente que vai do Palácio Avenida na Travessa Oliveira Belo até o Moreira Garcez na rua Voluntários da Pátria que compartilho hoje aqui com vocês.

Quantas pessoas passaram diante desses prédios, quantas vezes eu passei por ali e quanta história esses prédios testemunharam. Que permaneçam em pé por muitos e muitos anos ainda.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Uma casinha de madeira no Bom Retiro



No último domingo fui bem cedo à rua Nilo Peçanha para encontrar alguns amigos e como não se pode estacionar nessa rua, procurei uma outra para deixar o meu carro. Encontrei uma rua sem saída e nela essa casinha de madeira que ainda estava dormindo com vários carros estacionados dentro do terreno.

O sol que batia de frente contrastava com o tem fechado no funda imagem, mostrando que Curitiba está passando por um janeiro bastante atípico. Quanto a casinha, o charme fica por conta da pequena varanda com três colunas e uma janela em semi-círculo.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Casarão da Nilo Peçanha











Ontem estive no Bom Retiro para acompanhar o pessoal do Croquis Urbanos para desenhar uma casa na Rua Nilo Peçanha quase na Carlos Pioli.

A casa é belíssima, parece muito grande, mas não encontrei qualquer referência à ela na internet. Caso algum leitor saiba da sua história, seria genial se pudesse compartilhar.

Infelizmente tive que sair mais cedo do encontro, motivo pelo qual não pude fotografar os desenhos que foram produzidos, a exceção dos dois do post de hoje.

domingo, 28 de janeiro de 2018

USK Curitiba no casarão da Marechal com a Barão







Ontem os Urban Sketchers de Curitiba encontraram-se na Avenida Marechal Deodoro com a Barão do Rio Branco para registrar um belo casarão que foi restaurado recentemente.

Pesquisando na internet qualquer informação sobre a edificação, encontrei o material abaixo no site "Fotografando Curitiba".

Na esquina da Rua Barão do Rio Branco (antiga Rua da Liberdade) com a Rua Marechal Deodoro (antes Rua Nova da Carioca e mais tarde Rua do Comércio) está situado este belo casarão de 1881, que já foi residência da família Lustosa.

Conforme um anúncio no "Almanach do Paraná" para 1901 abrigou o "Atelier Photographico" de Octavio Lustoza.

Originalmente ele não tinha o sótão com mansardas. O telhado deve ter sido modificado entre os anos de 1912 e 1930.

Em 1921 Leo Kessler adquiriu o pavimento superior, onde instalou o Conservatório de Música de Curitiba e o sótão, onde residia. Eles os vendeu em 1931.

Na Rua Barão do Rio Branco, até 1931, no lado direito do pavimento térreo residia o alfaiate Domingos Alves Brito e, no lado esquerdo, na esquina, existia uma padaria.

As portas largas (antes eram estreitas e em arcos) e a marquise na fachada da Rua Barão do Rio Branco provavelmente foram feitos entre 1931 e 1935.

Em 1972, os janelões para a Av. Mal. Deodoro foram transformados em portas e vitrines. Ainda restou uma janela do térreo no tamanho original da construção, posteriormente foi transformada numa porta. Fonte: Site Fotografando Curitiba

sábado, 27 de janeiro de 2018

Uma Curitiba próxima do solo


Pouco ou quase nada entendo de leis de zoneamento, mas creio que nessa região que resido nós conseguimos ter essa vista a pouca altura, sem prédios mais altos, em função do Aeroporto do Bacacheri que impõe à região um "cone de aproximação" e dentro desse cone a altura de todas as edificações devem ser restritas.

Não há o que reclamar, já que o nascer do sol fica mais bonito sem muitos prédios para atrapalhar, mas percebe-se que há uma grande região de Curitiba que pode crescer (um pouco) na vertical.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Um fusca e uma casinha de madeira no Bairro Alto


O Bairro Alto é vizinho do bairro que moro, tendo apenas a Linha Verde a nos separar. Meu filho já morou nesse bairro, minha sobrinha também e lá mora a namorada do meu outro filho. Não sou um especialista no Bairro Alto, mas já circulei por ali muitas vezes e tenho algumas impressões.

Me parece um bairro em contínua mudanças e por isso com muitos contrastes. Possui muitas moradias modestas como essa que publico hoje, em contraste com os muitos sobrados e pequenos condomínios de sobrados que vão pipocando.

Acredito também que a conclusão da Linha Verde e a lenta urbanização dela ao longo tempo somada à inauguração de um grande shopping no Tarumã, provocará uma nova onda de mudanças e valorização desse bairro.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

O Parque Histórico da Vilinha no Bairro Alto






Semana passada uma amiga compartilhou uma postagem que fiz sobre o furto dos bustos de bronze da Praça Santos Andrade e nessa postagem uma pessoa manifestou sua indignação pela retirada da estátua do Cacique Tindiqüera que estava na Vilinha do Bairro Alto para ser instalada no centro.

Do alto da minha ignorância achando que a única estátua do cacique no Bairro Alto era que está numa rotatória no final da rua Percy Feliciano de Castilho e que essa teria sido retirada, perguntei para onde a estátua fora transferida. Eis que tomei uma merecida e desproporcional bronca, dizendo que ela se referia a outra estátua que estava na Vilinha e que sim, foi retirada para ser exibida no centro da cidade.

Graças à essa bronca, descobri que existe o Parque Histórico da Vilinha no Bairro Alto e lá fui para fazer as fotos que compartilho hoje.

As informações à seguir foram obtidas na Wikipedia e contam a história desse parque.

O Parque Histórico de Curitiba, também conhecido como Parque Histórico da Vilinha se encontra às margens do Rio Atuba e marca o local onde se fixaram os primeiros colonizadores portugueses no século XVII em Curitiba.

Em 1649, Ébano Pereira teria comandado uma expedição exploratória para subir os rios e atingir o Primeiro Planalto Paranaense em busca de ouro além da Serra do Mar; recrutou homens de Paranaguá e estabeleceram-se, inicialmente, na margem esquerda do rio Atuba.

Inúmeras "vilinhas" de garimpeiros portugueses foram criadas na região; porém, com o fim do ouro de aluvião, muitas delas desapareciam.

A história possui poucos registros documentais e é, portanto, bastante controversa, mas segundo a Lenda de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais (padroeira de Curitiba), todas as manhãs uma imagem da santa estava voltada para uma dada direção. Interpretando como uma vontade divina, os portugueses teriam feito um contato com o cacique dos índios tingüi "Tindiquera", que teria localizado o novo local e colocado uma vara no chão, dizendo "Coré Etuba", com o significado de "muito pinhão". Desta vara teria brotado uma frondosa árvore, sendo este o marco zero (hoje a Praça Tiradentes) da cidade de Curitiba.

A área destinada ao parque foi doada pelos seus então proprietários Max Sesselmeier Aichner e sua mulher Irene Trentin Aichner, e Anacleto Busato e sua mulher Terezinha Próspero Busato à prefeitura de Curitiba em 1967. Em 23 de março de 1972 o então prefeito Jaime Lerner assinou um decreto que determinava a criação do Parque Histórico de Curitiba. O monumento em homenagem aos portugueses foi construído em 2007 e após muitos anos de abandono, o Centro Cultural Vilinha foi finalmente entregue em 2011, reinaugurado mediante revitalização da área.

Na área de 15.600m² se encontra o Centro Cultural Vilinha, 2 lagos, bosque, pista de caminhada, quadras esportivas, academia para a terceira idade e um playground.

A fachada - construída em 2007 - remete as arquiteturas portuguesas do século XVII, nas cores branca e azul. Construído em 2011, a estrutura possui salas para exposições, feiras de artesanato, banheiros e um palco para apresentações artísticas. (Fonte Wikipedia).

Junto ao monumento há um pedestal onde havia uma estátua em bronze do Cacique Tindiquera de autoria de Elvo Benito Damo, que faz parte de um conjunto similar de estátuas de figuras históricas espalhadas pela cidade (como por exemplo, a de Ébano Pereira na Praça Santos Dumont).

Em comemoração ao aniversário de Curitiba em 29/03/2017, a estátua do cacique foi retirada do Parque Histórico da Vilinha, instalada diante da Catedral na Praça Tiradentes no centro de Curitiba e descerrada pelo prefeito Rafael Greca. Um artigo no site da prefeitura nesse dia informava que a Vilinha ganharia uma réplica feita no ateliê de escultura do Centro de Criatividade de Curitiba do Parque São Lourenço (onde o escultor da estátua original trabalha), mas até o dia em que fiz essas fotos, o pedestal permanecia sem o seu cacique.

Agradeço à Bia Alves pela bronca, o que permitiu que eu conhecesse um pouco mais a nossa cidade.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Nossa pirâmide de vidro




Semana passada estava levando minha filha ao aeroporto e ao avistar a ponte estaiada disse que essa é uma obra com a qual até hoje não me acostumei e não consigo ainda olhar com simpatia.

Lembrei de um filme no qual um parisiense pergunta ao visitante o que ele acha da pirâmide de vidro do Louvre. O visitante responde que acha extraordinária, ao que o parisiense comenta secamente: "Uma cicatriz no rosto de Paris".

Guardada todas as devidas proporções, será que os visitantes que chegam à Curitiba acham bacana essa ponte? Será que todos que moram aqui não nutrem uma relação afetiva com ela? Será que um dia, assim como os parisienses se acostumaram com a pirâmide e muitos certamente gostam dela, os curitibanos terão algum orgulho da nossa modesta (e cara) ponte estaiada?

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Croquis Urbanos numa casinha de madeira





Domingo passado uma singela casinha de madeira no bairro do São Lourenço foi o ponto escolhido para receber um novo encontro do Croquis Urbanos.

De início além da bela casinha e de encontrar os amigos, o destaque foi um ataque impiedoso de borrachudos (o pessoal dizia ser outro mosquito que não lembro o nome), apesar do repelente.

Um carro estacionou na frente da casa e um casal entrou. Aproveitei para pedir para fotografar a casa mais de perto e saber um pouco mais. O locatário disse pretende usar a casas como atelier, que o antigo proprietário/morador teria falecido há não muito tempo, que a casa foi construída em 1949 e que não me convidaria a entrar na casa pois essa está com uma infestação de pulgas devido aos cachorros que moravam na casa.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

USK Curitiba no w Stodole





Instalado num antigo sítio de imigrantes poloneses, no Botiatuva, o Espaço Cultural e Gastronômico Stodole foi um convite irresistível para nossos sketchers de Curitiba.

Sábado, apesar das ameaças de chuva, o USK Curitiba foi à Campo Largo para registrar essa simpática propriedade, tendo ao final do encontro a chance de aproveitar uma belo café com muitas delícias da casa.

Para quem não viu a outra postagem sobre o local, w Stodole pertence à Família Krul, que se esforça para preservar suas principais características do imóvel rural.

A principal construção do sítio é um paiol, um celeiro (por isso o nome Stodole, que é uma variação da palavra polonesa “Stodola” - pronuncia-se ‘stodóua’, que significa celeiro, paiol) que foi reconstruído. O paiol original foi construído em 1941. Para completar o belo cenário, do lado externo foi construída uma capela polonesa, detalhadamente adornada como as igrejas polonesas do Brasil e da Polônia.

Foi enfim um belíssimo programa para um sábado à tarde: lugar bonito, boa comida e bons amigos.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Professora Júlia Wanderley e João Turin









Nas fotos de hoje uma dupla história que pode ser lida em Curitiba num mesmo local, na Praça Santos Andrade, mais especificamente o monumento contendo um busto da Professora Júlia Wanderley e uma placa, ambos de autoria de João Turin.

Júlia Wanderley nasceu em Ponta Grossa no dia 26/08/1874. Em 1877, Júlia Wanderley transferiu-se com sua família para Curitiba. Ingressou no curso secundário em 1889, concluindo-o no Ginásio Paranaense.

Enfrentando preconceitos do seu tempo, conseguiu matricular-se na Escola Normal, em 1890. Naquele ano liderou o movimento para o ingresso de moças no educandário até então aberto somente para o sexo masculino. Foi a primeira aluna da tradicional casa de ensino, recebendo o diploma de professora normalista em 21 de novembro de 1892.

Foi regente da 9ª Cadeira de Instrução Primária de Curitiba. Entre seus títulos, merece destaque o fato de ter sido a primeira mulher nomeada pelo Poder Executivo do Paraná para exercer o magistério. A partir de 1894 passou a dirigir a Escola Tiradentes, sendo ela a primeira mulher a ocupar esse cargo no Paraná.

Júlia Wanderley faleceu em Curitiba, no dia 5 de abril de 1918. Fonte: Wikipedia

João Turin foi um pintor e escultor nascido em Morretes em 21/09/1878, considerado o precursor da escultura no Paraná. Iniciou seus estudos acadêmicos na Escola de Artes e Ofícios de Antônio Mariano de Lima, em Curitiba.

Em 1896, aparece nas atas da escola o nome de João Turin como aluno-professor. Foi por meio dessa escola que João Turin, juntamente com Zaco Paraná, receberam a subvenção do Estado para custear seus estudos na Real Academia de Belas-Artes ("Académie royale des beaux-arts de Bruxelles"), em Bruxelas, onde se especializaram em escultura, tendo sido aluno de Charles Van der Stappen, um importante escultor belga.

Na tentativa de estabelecer um estilo característico para a arte paranaense, cria, com Frederico Lange, mais conhecido como Lange de Morretes, e Zaco Paraná, o movimento denominado "paranismo", caracterizado pelo uso de motivos típicos do estado do Paraná, em arquitetura, pintura, escultura e grafismos, tais como as árvores, folhas e o pinhão. Faleceu em Curitiba, 9 de julho de 1949.

Além da estátua, o monumento da Praça Santos Andrade conta também com um pequeno bronze de João Turin onde vemos crianças com livros nas mãos, provavelmente representando os alunos da professora. Um colega observou que algumas crianças estão descalças, imaginando que representam crianças de origem humilde.

sábado, 20 de janeiro de 2018

O prédio histórico da UFPR de um jeito diferente






Acompanhando o Croquis Urbanos à Santos Andrade, permaneci por pouco mais de duas horas fotografando as pessoas e como já fotografei a praça e esse prédio algumas vezes, procurei ângulos e registros que fossem diferentes do que já havia feito. As fotos que mais se aproximaram desse objetivo eu publico hoje aqui.

Como sempre, a pressa ao passar pelo local nos permite apenas observar o todo, sem nos ater aos detalhes que podem ser igualmente interessantes. Basta um olhar para cima que um novo prédio se revela.

Um pouco de história.

A construção desse prédio iniciou-se em 1913, um ano depois da fundação da Universidade. O projeto original, do engenheiro militar Baeta de Faria, constava de apenas um bloco de cinco andares e uma cúpula central. A inauguração deu-se em 1915.

Sete anos depois, em 1923, começa a ampliação com a construção dos blocos laterais. O setor direito fica pronto em 1925 e passou a abrigar o curso de Engenharia. No ano seguinte é concluído o setor esquerdo, que recebe o curso de Odontologia.

Em 1951 o prédio foi sendo estendido no sentido da Rua XV de Novembro e em 1954 o edifício passou a ocupar uma quadra inteira, entre a Praça Santos Andrade, Rua XV de Novembro, Rua Presidente Faria e Travessa Alfredo Bufren.

Em 1955 a nova fachada em estilo neoclássico com muitas colunas e uma ampla escadaria foi projetada e a cúpula coberta foi retirada. (Fonte: Wikipedia)