domingo, 30 de abril de 2017

Mais do Terminal do Guadalupe




Projeto de Rubens Meister, o Terminal do Guadalupe foi construído em 1956 no local que já foi conhecido como Largo do Ventura e hoje chama-se Praça Senador Correia, tendo como principal cruzamento as ruas João Negrão e André de Barros. Funcionou por muito tempo como o terminal rodoviário de Curitiba, até essa função ser transferida para a atual estação rodoferroviária em 1972. Desde então, passou a atender principalmente as linhas que atendem a região metropolitana.

O terminal dispõe de serviços como salão de cabeleireiros, farmácia, mini-mercado, mercearia, doceria, confecções e utilidades domésticas, lanchonete, banca de revistas, artigos frigorificados, laticínios, bicicletaria, frutas e verduras, aviário, pipoca, agência de passagens. Oferece também, serviços pouco comuns tais como amolador de facas, afaiataria, sapateiro, compra e venda de cabelos.

Pelo terminal passam diariamente perto de 280 mil pessoas de todo tipo, “gente que anda nas luzes e que anda nas sombras” como classifica o Padre Reginaldo Manzotti da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe.

Trata-se de uma região desvalorizada, repleta de hotéis de “alta rotatividade”, com grande fluxo de pessoas durante o dia e abandono no período noturno.

Vivo há tanto tempo em Curitiba e já passei tantas e tantas vezes pelo Terminal do Guadalupe, mas nunca havia entrado no terminal como fiz com o USK Curitiba e visto um pouco como ele funciona e quantas pessoas passam por ele, fazem negócios dentro e ao redor dele (nem sempre legais). Uma coisa é certa, há muita vida nesse lugar.

sábado, 29 de abril de 2017

Santuário Nossa Senhora do Guadalupe






Em julho de 1952 o Prefeito Municipal de Curitiba Dr. Erasto Gaertner concede ao Arcebispado de Curitiba parte da Praça Senador Correa para a construção de um templo dedicado à Nossa Senhora de Guadalupe como parte da comemoração do 1º centenário de Emancipação Política do Paraná.

Nessa época o Papa era Pio XII, o presidente do Brasil era Getúlio Vargas, o governador do Paraná era Bento Munhoz da Rocha Neto e o prefeito de Curitiba era Erasto Gaertner.

A Pedra Fundamental foi lançada no dia 11 de Novembro de 1952 às 11:00 horas.

Em Janeiro de 1954, o Cônego Bernardo Jose Krasonski foi encarregado para a missão de construir o novo templo. Foi construída uma igreja provisória de madeira que mais tarde seria doada para construir a Igreja de Vila Nossa Senhora da Luz.

No dia 02/07/ 1967, dia da visita de Nossa Senhora à sua prima Isabel, inaugura-se o novo templo dedicado a Nossa Senhora de Guadalupe com capacidade para 1200 pessoas.

Em 2006 o popular Padre Reginaldo Manzotti assume o templo e nesse mesmo ano esse passa por uma grande reforma, com a construção de novas salas e aquisição de emissoras de radio e televisão.

Em 07/12/ 2012 a Paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe foi elevada a condição de santuário, sendo muito comum o afluxo de milhares de fiéis ao santuário, tanto que há hoje um projeto para readequação da região do santuário ou até, o translado do mesmo outro local com o intuito de melhor acomodar esses fiéis.

Fonte: http://www.santuarioguadalupe.com.br

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Pontos de ônibus vazios


Rua quase vazia, apenas um ônibus na série de pontos! Será a greve geral convocada pelos sindicatos? Na verdade essa foto não é de hoje, foi feita do alto da Galeria Andrade num domingo pela manhã.
Na TV as imagens de sempre: as mesmas bandeiras, pneus queimando, pessoas tendo seu direito de circular cerceado, confusão, brigas. No Facebook, pessoas dizendo que não há ônibus circulando e que a Avenida das Torres estaria bloqueada (ou parcialmente bloqueada). Enfim, pessoas dizendo que não vão deixar você fazer e ir para onde quiser por que elas sabem o que é melhor para você!

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Ainda sobre preservação...







O Belvedere todo pichado eu já tinha visto antes, então fico triste mas não surpreso com o atual estado da coisa! Vai que no dia em que a APL assumir de vez o local tudo se resolva.

Mas algo que me deixou ainda mais triste e muito surpreso foi ver pela primeira vez as Ruínas de São Francisco com a grade violada em várias partes, com vários pontos de pichação e tendo o seu interior transformado num pardieiro, com trapos espalhados, muito lixo e um dos "cômodos"  transformado em banheiro absolutamente nojento! Vendo as grades abertas, várias pessoas acharam que as ruínas estavam "abertas para visitação" para logo ficarem apavoradas com o que viam por ali.

Mesmo com orçamento apertado, não é mesmo possível pelo menos não deixar que o nosso patrimônio seja vandalizado?

Apesar de ser um domingo pela manhã, dia de feirinha, ou seja, com MUITA gente circulando pela região, o incômodo e a insegurança de ficar junto ao Belvedere e as Ruínas era evidente, algo que nunca havia vivenciado antes.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Painéis de Franco Giglio em Pinhais











Hoje publico os quatro painéis executados por Franco Giglio na casa George W. Kern, postada por mim ontem.

Diferente dos painéis que já conhecia de Franco Giglio na cidade (em três prédios e no Cemitério Municipal), esses painéis não foram executados com pastilhas, mas com grandes peças em cerâmica, sendo cada uma delas uma obra de arte isoladamente. Vi uma foto do painel feito por Franco Giglio no Palácio da Justiça que foi executado de forma muito semelhante.

As cinco primeiras fotos são do painel executado na entrada principal da casa e os outros três (um grande e dois pequenos) foram executados na sauna da casa, que fica no piso inferior.

Um dos painéis pequenos já estava caído no chão, com algumas das peças quebradas. Os outros três painéis estão praticamente intactos.

Os três painéis da sauna tem como tema central elementos relacionados ao mar. O painel da entrada da casa mostra (aparentemente) um gaiteiro fazendo um som para três mulheres.

O mais importante disso tudo é que se esses painéis não despertarem o interesse de alguém (particular, governo ou empresa), eles serão irremediavelmente demolidos junto com a casa.

Convoco portanto os leitores desse blog que consultem pessoas, empresários e administradores públicos que possam sensibilizar-se com a iminente destruição desses quatro painéis de um artista muito relevante para Curitiba e que possam entrar em acordo com os proprietários (ou ex-proprietários) da casa para a remoção deles.


Sobre o artista:

Franco Giglio nasceu em Dolceacqua, na Itália, em 1937, vindo para o Brasil aos 21 anos. Sem formação acadêmica, começou a trabalhar com outro italiano, Antônio Mucci, estabelecido em Minas Gerais. Tornou-se muralista, tendo realizado trabalhos em mosaicos para o Cemitério de Curitiba, para a Assembleia Legislativa do Paraná, para o Colégio Lins de Vasconcelos e para outros prédios públicos e residências particulares.

De grande afabilidade, fez um círculo de amigos fiéis entre os artistas paranaenses. Poty Lazarotto confiou a ele a realização de um de seus painéis em azulejos mais vistosos, o Monumento ao Tropeiro na cidade da Lapa, e insistiu com ele para abrir o portfólio e exibir  seus desenhos.

Em 1975, Giglio casou-se com Roseli de Almeida e retornou à sua querida Dolceacqua. Passou a residir em Mantova, depois em Verona – onde um incêndio, ocorrido em 1979, devastou grande parte de seus antigos desenhos. O artista veio a falecer em abril de 1982, aos 44 anos de idade. (Fonte: Mosaicos do Brasil)

terça-feira, 25 de abril de 2017

Residência George W. Kern - arquiteto Leo Grossman









Uma leitora do blog e ceramista, Raquel Veiga, entrou em contato comigo por ter descoberto durante pesquisas, informações sobre o restauro do painel de Franco Giglio do Edifício Brasilio de Araújo sobre o qual eu fiz algumas postagens.

Em seu contato ela me informou que a família do genro de uma amiga teria vendido uma enorme casa em Pinhais para uma incorporadora e que num futuro próximo, a casa será demolida para dar lugar à um condomínio. No interior dessa casa há quatro painéis de Franco Giglio, sendo esses o motivo principal da conversa.

Estivemos na casa e não apenas os painéis, mas a casa em si impressiona muito com seus mais de 1.000 metros quadrados, distribuídos em três andares e um mirante, que está implantada no centro de um terreno de 80.000 metros quadrados. Segundo comentou o caseiro, a casa foi construída em 1972 e pertenceu à um americano, alto executivo da Coca Cola que tinha quatro filhas, que mais tarde foi vendida para essa outra família que a vendeu recentemente. A casa contava com confortos pouco comuns tais como banheiros em todos os quartos, sistema de calefação à gás para toda casa, elevador, câmara frigorífica, além de muitas e gigantescas salas que segundo me disseram, receberam festas nababescas desse ex-executivo da Coca Cola.

Num dos cômodos encontramos todas as plantas da casa em cujos carimbos lê-se: Leo Grossman - Escritório de Arquitetura. Projeto Residência George W. Kern. 10/01/1972.

Léo Grossman era um arquiteto gaúcho que veio para Curitiba na mesma leva de outros arquitetos de todos os cantos do Brasil para fundar o curso de arquitetura da Universidade Federal do Paraná, da qual foi professor de Projeto Arquitetônico até seu falecimento precoce antes dos 60 anos de idade, vitimado por um câncer de pulmão.

Era um profissional extremamente ativo que projetou e construiu várias residências até fundar a construtora Adobe, que sob sua administração construiu vários prédios em Curitiba, sendo esses considerados simples e muito racionais, atendendo sempre as demandas do mercado.

Dentre algumas obras conhecidas dele estão o Shopping Água Verde (incluindo as torres), o anexo do Tribunal de Contas no Centro Cívico, o edifício Torre Alta em Caiobá e uma das sedes da Copel na Avenida Padre Agostinho (para a Copel fez outros projetos).  No Centro Politécnico um dos seus auditórios leva o seu nome.

As informações sobre Léo Grossman me foram passadas pelo arquiteto Carlos Emiliano França, ex-professor dos cursos de arquitetura da PUC  UFPR.

Hoje publico algumas fotos da casa e amanhã publicarei as fotos dos painéis de Franco Giglio e garanto que esses são bem diferentes dos painéis que conhecemos dele no centro de Curitiba.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

O Belvedere, as Ruínas de São Francisco e o Croquis Urbanos




Ontem em pleno dia da Feirinha do Largo, o Croquis Urbanos encontrou-se para desenhar o Belvedere, as Ruínas e o que mais encontra-se na região. Em outra postagem mostrarei mais de perto o que encontramos num local histórico e turístico, do quanto o receio de estar nesse local é inevitável apesar de ser um dia com grande presença de pessoas e do quanto é muito triste isso tudo.

domingo, 23 de abril de 2017

O Terminal do Guadalupe e o USK Curitiba




Projeto de Rubens Meister, o Terminal do Guadalupe apareceu bastante na mídia nos últimos tempos com a notícia de que sobre o terminal seria ou será construída uma praça para melhor acomodar os muitos fiéis que frequentam o santuário diariamente. Longe de ser uma unanimidade, o anúncio causou muita apreensão quanto ao destino do terminal e seu entorno.

Longe das polêmicas, o USK Curitiba lá esteve para registrar o terminal, o santuário e a movimentação das pessoas que circulam por essa agitada região de Curitiba.

sábado, 22 de abril de 2017

Sincronizados


Numa Rua XV quase vazia, observei de longe duas pessoas caminhando em minha direção, sendo um deles com uma bela barba, chapéu e paletó. Ajustei a câmera para fotografa-los no ponto que escolhi. Quando entraram no enquadramento, fiz a foto. Observei depois que o passo e a postura de ambos estão idênticas na foto, o que achei bem divertido.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Feriado, ruas vazias, por enquanto...


Hoje uma cena linda para quem ama Curitiba contendo elementos que tanto gosto: a calçada de Petit Pavé, o Palácio Avenida, o Bondinho, as floreiras da XV, a cobertura em acrílico roxo das lanchonetes, a Boca Maldita ao fundo e mais ao fundo ainda as árvores da Praça Osório.

Na imagem uma calmaria que certamente será quebrada nas próximas duas semanas com greve geral, protestos e a chegada de um ex-presidente à Curitiba para uma audiência na qualidade de réu. Espero que a civilidade seja mantida nesses dias.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Casinhas de madeira das Mercês - 2


Essa é uma das casas de madeira mais incomuns que já encontrei. Ela é bem estreita e muito distante do solo, tanto que precisa de muitos degraus para chegar na porta de entrada. O volume frontal com três janelas está assentado uma base de concreto muito alta, altura que não sei dizer se forma um porão utilizável.
A foto não revela, mas a casa é bem comprida e em madeira, diferente do volume do lado direito, que foi construído em concreto.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Non è il postino


Vendo essa foto que fiz na Alameda Dr. Muricy tempos atrás, os dois personagens fez lembrar um filme italiano de 1994 chamado O Carteiro e o Poeta (il postino) que tratava de uma relação de amizade entre o poeta Pablo Neruda exilado, e um carteiro que à ele levava cartas de bicicleta e que queria aprender a escrever seus sentimentos.

Sobre o ofício de escrever o poeta chileno disse: "Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca idéias".

Quanto aos personagens da minha foto, não sei se ele é carteiro, mas sei que ela é poeta.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Do Palacete ao Castelo


Ali no terreno do Palacete do Batel, num mesmo ângulo fotografei uma estátua (tipo grega ou romana), mais atrás um semi-círculo com um jeitinho românico e do outro lado de um muro baixo, um dos belos ângulo que o Castelo do Batel proporciona. Vizinhos ilustres, sem dúvida!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O Palacete do Batel








Como comentei ontem, tive uma rara e grata oportunidade de poder circundar o Palacete do Batel rapidamente e assim, registrar mais de perto detalhes e ângulos que da calçada não se consegue.

De qualquer ângulo e mais de perto, constatei que o palacete é lindo e felizmente, está (pelo menos por fora) impecável.

Não sei que uso hoje é dado ao palacete, mas espero um dia conhece-lo por dentro.

O Palacete do Batel, projeto de René Sandresky, foi edificado entre os anos de 1912 e 1914 pela construtora de Maurício Thá para servir de moradia para Hildephonso Rocha e sua família.

Transferida a propriedade, em 1922, para o banco Francês e italiano, como pagamento de uma dívida, foi no mesmo ano vendida a Benedito Bandeira Ribas. Quatro anos mais tarde foi adquirida por Hildebrando Cezar Souza de Araújo, comerciante, industrial e prestigioso chefe político do interior paranaense, passando após a sua morte a sua esposa, Leopoldina Conceição de Castro Araújo.

Edificação implantada no meio do terreno, é cercada por jardim formado por gramados e touceiras de arbustos geometricamente compostos. A arquitetura, inspirada em modelos franceses da época, demonstra um repertório eclético em que alguns elementos merecem destaque: a torre romântica no ângulo esquerdo, o corpo avançado à maneira das bay-windows, o desenho art nouveau da porta de entrada principal, as marquises de vidro sobre modilhões metálicos e a cobertura, de forte inclinação, entelhada com placas de fibrocimento à semelhança de ardósia, interrompida por uma mansarda disposta no eixo da entrada principal.

O Palacete foi tombado em 1975 pelo patrimônio histórico do estado e iniciada em 2009, passou por uma reforma que devolveu a sua glória.