sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Buffet completo


Vi uma vez uma postagem no FB com a imagem de uma camiseta que supostamente foi criada para se caminhar em paz pela Rua XV de Novembro. Nela se lia: Já almocei. Não preciso de outro chip. Não quero dinheiro emprestado. Já comprei de outro Hare Krishna. Não tenho ouro para vender. E outras coisas do tipo, frases para caminhar na XV e ir desviando das abordagens.
Como não caminho frequentemente (não mais) pela XV, então não sei dizer se de fato essas abordagens são um incômodo.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Um par estranho de prédios




Passando à pé pela Visconde de Nácar quase esquina com a Martin Afonso, esses dois prédios chamaram minha atenção não sei bem porque. Talvez por serem estranhos, quase dois cubos. Ou pela escala, apenas dois pavimentos e pouco profundos. Ou por serem diferentes, mas ao mesmo tempo parecidos, sendo um bem cuidado e o outro parecendo abandonado, com cara de cadeia. Enfim, coisas que somente à pé se percebe na paisagem urbana.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora













Domingo pela manhã estive na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora na rua Martin Afonso, onde pela primeira vez pude registrar essa bela igreja externa e internamente.

A paróquia mas antiga de Curitiba, a de Nossa Senhora Auxiliadora, data de 1902, quando cerca de 50 famílias de imigrantes compraram um terreno na esquina das Rua Martim Afonso e Visconde do Rio Branco, onde construíram uma pequena capela de madeira e alojamento para sacerdote. Esta paróquia era atendida pelos padres basilianos, vindos de dois em dois meses de Prudentópolis e Iracema.

Em 1920, o conselho Paroquial passou a escritura da propriedade comunitária para a Ordem Basiliana, ocasião em que foi iniciada a construção de uma igreja maior, de alvenaria, sob a direção do pároco Rafael Krynickyj. A obra foi terminada em 1943 pelo padre Nicolau Iwaniuv, que também construiu ao lado, uma residência para os padre basilianos. A igreja foi consagrada no mesmo ano, em cerimônia solene, pelo arcebispo de Curitiba, Dom Atiço Eusébio da Rocha.

Em 1963, contando a paróquia 600 famílias, a igreja tornou-se muito pequena para as funções litúrgicas. Foi iniciada a construção de prédio de maiores proporções, sob orientação do pároco Pe. Nicolau Iwaniv, obra esta concluída em 1970, sob a responsabilidade do pároco Pe. Marciano Pensak, quando a pequena igreja, situada no interior da recém-construida, foi demolida.

Fonte: http://www.ucranianos.com.br/roteiros_turisticos_auxiliadora.htm

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Complexo Judiciário do Ahú








O antigo presídio do Ahú foi inicialmente construído para ser sanatório, depois foi hospital e finalmente, presídio de 1908 até 2006.

Totalmente restaurado e com a construção de um anexo moderno, o local tornou-se o centro judiciário de Curitiba que após a construção de novos prédios, receberá todas os tribunais da capital.

Como compensação, a prefeitura exigiu que uma praça de 90 x 90m na frente do complexo fosse criada, entregando à população mais um local de convivência.

A última foto histórica e algumas das informações que coloquei aqui me foram passadas pelo engenheiro responsável pela condição das obras.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Usk Curitiba no Centro Judiciário do Ahú





Sábado estive com o USK Curitiba no novo Centro Judiciário do Ahú, que ocupa o prédio do antigo presídio hoje completamente restaurado e também ao lado, um novíssimo prédio horizontal todo envidraçado faz o contraste com o antigo. O belíssimo dia de sol completou o cenário para desenhos e fotografias.

domingo, 26 de agosto de 2018

Arte em produção



Esse grande grafite numa parede cega de um prédio na Avenida Marechal Deodoro, exatamente ao lado do prédio do Centro Comercial Itália, está em produção e trás como elementos de destaque duas aves. Quando lá passei e através do vidro do carro fiz as fotos, vi que num andaime o artista estava ainda trabalhando na imagem, mas me parece que está nos finalmentes.
Não sei ainda o nome do autor da obra.
Chama a atenção de quem passa de carro e quebra um pouco a dureza do concreto que o cerca. Do outro lado da rua, o grande grafite de Ray Charles está sendo coberto por uma estrutura metálica de um estacionamento.

sábado, 25 de agosto de 2018

Restauro no Batel




Essa casa na esquina da Avenida do Batel com a Francisco Rocha já foi uma casa noturna e depois, apesar de não passar tanto por ali, lembro que ficou por muito tempo desocupado. Não sei o que era na sua origem, mas certamente é uma UIP, já que não foi demolida, foi restaurada e no mesmo terreno brotou um prédio.  Em minha modesta opinião, ficou muito bom.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Resiliência ou 回復力 por Sandra Kuniwake no Quintana










Está acontecendo no Quintana Gastronomia a belíssima exposição “Resiliência” por Sandra Kuniwake. Falando com a artista e amiga sobre o que seria a exposição, ela me mandou o que segue:

“Depois de dias brancos e frios do inverno, as floradas das cerejeiras sinalizam o início da primavera no Japão abrindo a temporada do hanami matsuri (festivais de contemplação das flores) que anunciam a hora de sair com a família e amigos para se divertir e apreciar a paisagem em piqueniques à sombra das cerejeiras. A flor de cerejeira é um símbolo de resiliência, pois - mesmo sendo delicada – sempre desabrocha depois de um rigoroso inverno.
Falo de uma flor, mas a resiliência demonstra a minha essência. Superar as adversidades faz parte da minha trajetória e procuro aprender com elas. Olhando ao redor, percebemos que a resiliência é uma característica forte dos imigrantes que abandonaram sua terra natal atrás de uma vida melhor; do povo brasileiro esperançoso e alegre apesar das adversidades; e da natureza que mostra todo seu esplendor apesar das intempéries.
Nessa exposição a natureza tropical é representada pela técnica mista do kirigami com a aquarela e colagem. Cores, texturas e formas tem o intuito de levar o observador a uma experiência diferente a cada olhar.”

A mostra conta também com dois artistas convidados – Rute Yumi que traz a temática da cultura japonesa e eu com meu livro “Saudade do Ninho” (que está a venda no Quintana) e painéis com fotos de algumas casas do livro, que também são um exemplo de resiliência, pois apesar do tempo e ganância imobiliária, muitas casinhas ainda resistem e sua presença retrata a resiliência dos imigrantes de várias etnias, que escolheram Curitiba para fincar raízes, com todas as dificuldades que tiveram que enfrentar e superar.

Apresento aqui algumas fotos de alguns dos impressionantes trabalhos da Sandra, uma foto dos quadros da Rute, algumas fotos de bonsais que estavam no local apenas no dia da abertura (inclusive uma inacreditável araucária de 24 anos, o único bonsai dessa espécie no mundo) e uma foto do deck de vidro, onde estão os meus (modestos) painéis.

A exposição, com curadoria de Birgitte Tümmler, ficará no Quintana Gastronomia (Avenida do Batel, 1440) até o dia 25/09, todos os dias das 11h30 às 16 horas.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

O que se pode ver na Riachuelo num domingo de manhã
















Muita coisa pode ser vista num domingo de manhã qualquer na Rua Riachuelo. Podemos ver prédios históricos restaurados, degradados e em processo de restauro. Podemos ver os que moram e transitam rotineiramente pela região. E eventualmente, ver pessoas vindas de toda Curitiba em duas horas registrar mais um pedacinho da história disso tudo num pedaço de papel, como fizeram o Croquis Urbanos nesse dia.