quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O Por-do-sol para 2009


Último dia de 2009 para todos, tenha ele sido bom ou não. Aproveitem para pensar o que de bom esperam de 2010 e que papel você irá desempenhar para que isso aconteça.

A foto foi feita na Avenida Luiz Xavier, durante o pôr-do-sol na Praça Osório.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Itiban Comic Shop


Em novembro, a Itiban Comic Shop completou 20 anos de existência, sob o comando da Mitie e do Xico.

Na Itiban, o que você imaginar em termos de quadrinhos, mangás, card games e tudo que gira em torno desses assuntos, lá você encontra. Com os anos 90 e toda a febre dos animês e mangás, a Itiban virou referência e ponto de encontro dos aficionados, e também, sempre presente nos matsuris que rolam por Curitiba.

Meus filhos cresceram frequentando a Itiban e ainda hoje, passam por lá. Confesso que também considero irresistível dar uma folheada nas revistas e livros. Difícil sair sem nada nas mãos.

A Itiban fica na Silva Jardim, ao lado do Cefet.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Curitiba a partir do mirante das Mercês - OESTE


Na direção oeste do mirante, veremos os bairros do Cascatinha, Orleans, Santo Inácio e São Braz.

No final do século passado, imigrantes italianos desembarcaram no litoral e, um ano mais tarde, alcançaram o planalto curitibano. A região onde hoje encontra-se o bairro Cascatinha fazia parte da Colônia Santa Felicidade e, assim, também foi ocupado por imigrantes italianos a partir do final do século passado. A denominação deriva de um acidente geográfico existente no local, uma pequena cascata num dos afluentes do rio Barigui, local de visitação dos moradores da região, onde instalou-se, em 1952, o restaurante Cascatinha, considerado o mais antigo ainda em funcionamento.

A Colônia Orleans foi criada em dezembro de 1875, com 65 lotes, ao longo da Estrada do Mato Grosso (hoje BR-277). Os primeiros imigrantes poloneses, prussianos e galicianos, em maior número, constituíam uma população inicial de 249 pessoas, divididas em 63 famílias. Na área também instalaram-se italianos, franceses, alemães e ingleses. Sua emancipação ocorreu a 10 de novembro de 1878 e seu nome foi dado em homenagem ao Príncipe Luis Felipe de Orleans, o Conde D`Eu, esposo da Princesa Isabel. Em 1880, a Colônia recebeu a visita do Imperador Dom Pedro II.

O bairro deriva da Colônia Santo Inácio, que foi criada em 1876, durante a administração do então presidente da Província Dr. Adolpho Lamenha Lins. Em seus 70 lotes, com 5,1 hectares cada, se estabeleceram imigrantes poloneses, silesianos e galicianos, à margem do Rio Barigui no distrito denominado “Nova Polônia”. Em 1880, em relatório da província, constava que sua população era de 334 habitantes e que os colonos dedicavam-se ao corte de lenha, aproveitando as matas dos seus lotes. Onze anos depois, o cereal mais plantado era a batata, além do centeio, milho, feijão, ervilha, aveia, cevada e trigo.

Foi denominado São Braz em virtude da grande devoção de seus moradores a esse Santo. Sua história confunde-se com a da Colônia Orleans, por terem as mesmas características e suas populações, o mesmo estilo de vida rural. O cultivo de cereais e a criação de suínos e bovinos constituíam as principais atividades desenvolvidas pelas famílias que ocupavam as únicas quatro extensas chácaras da região. Assim foi até meados de 1970, quando as chácaras começaram a ser loteadas, mudando a característica de colônia agrícola para integrar-se à malha urbana em expansão.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Plano Agache, o Centro de Curitiba e o Balança-mas-não-cai


O Interventor do Paraná, Manoel Ribas, em 1940, para resolver os problemas estruturais de Curitiba, contratou uma firma de engenharia que encarregou ao urbanista francês Donat-Alfred Agache a elaboração de um plano, conhecido posteriormente como o Plano Agache (1943), que representou a primeira tentativa de ordenação da cidade vista como um conjunto.

Curitiba possuía (hoje ainda mais agravado) um centro totalmente bloqueado pelas praças Osório, Rui Barbosa, Tiradentes, Ouvidor Pardinho, Santos Andrade, São Francisco e Passeio Público.

Uma das soluções planejadas por Agache, seria a criação de uma Times Square Curitibana, pelo prolongamento da Alameda Carlos de Carvalho e Vicente Machado, até unirem-se com a Cândido Lopes que seria alargada para 80 metros até a Praça Tiradentes. Seriam também alargadas a Al. Dr. Muricy e a Av. Marechal Floriano. Dessa confluência, várias perimetrais e saídas da cidade seriam criadas.

Mesmo com todos os serviços de desapropriação prontos, os administradores paranaenses Munhoz da Rocha, Erasto Gaertner, Luis Gerra Rego e Iberê de Matos,liberaram a construção de prédios que inviabilizaram a implantação ideal do sistema de circulação previsto no Plano Agache, sendo os principais a construção da Biblioteca Pública do Paraná, a construção do Edifício Brasilino Moura na junção da Carlos de Carvalho com a Cândido Lopes e a construção da sede do Banco do Brasil na junção da Candido Lopes com a Marechal Floriano.

Apesar do fracasso na implantação da nossa Times Square, muito do Plano Agache foi executado, mudando a face de Curitiba. Vários banhados foram drenados, rios e ribeirões foram canalizados, foi construída uma rede de abastecimento de água e coleta de esgoto, o Centro Cívico foi criado, parques foram criados na periferia da cidade, as avenidas Visconde de Guarapuava, Sete de Setembro, Silva Jardim e Getúlio Vargas foram construídas a partir de porta da rodoferroviária (também projeto de Agache), proporcionando o rápido escoamento de tráfego do centro para os bairros e vice-versa.

A foto mostra a Biblioteca Pública do Paraná e ao fundo, o Edifício Brasilino Moura (também conhecido como balança-mas-não-cai, por conta da projeção das janelas de maneira inclinada), duas das edificações que condenaram o centro de Curitiba ao eterno congestionamento.

Essas e muitas outras informações foram obtidas no site http://www.lolocornelsen.com.br/, site em homenagem ao engenheiro civil e arquiteto Ayrton Lolô Cornelsen.

domingo, 27 de dezembro de 2009

O Semeador


A estátua do Semeador que fica na Praça Eufrásio Correia, foi um presente da colônia polonesa à cidade de Curitiba, por ocasião do centenário da independência do Brasil em 07 de setembro 1922 (exatamente a data de nascimento do meu pai).

sábado, 26 de dezembro de 2009

Catedral, Praça Tiradentes e os Curitibanos


Desde que a Praça Tiradentes foi reformulada, resgatando em parte sua história, renovando seus passeios e bancos, tenho a impressão que as pessoas passaram a freqüentar mais essa que é a primeira praça de Curitiba. A iluminação foi repensada para garantir a segurança de quem freqüente à praça à noite.

A foto mostra as pessoas tranquilamente sentadas nos bancos da praça e ao fundo, dominando a paisagem, a nossa catedral.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Feliz Natal


Aproveitando a imagem do Palácio Avenida decorado para o Natal, gostaria de desejar à todos um Natal de muita paz, alegria e fartura.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Catedral e a Rua José Bonifácio a partir do largo


Um outro ponto de vista da Catedral e do painel do Poty da Travessa Nestor de Castro. A foto foi tirada a partir do Largo da Ordem num domingo bem cedo, antes da montagem das barracas da feira de artesanato.
Hoje é véspera de Natal e estamos todos em casa nos preparando para a ceia na casa de minha sogra. Os assados estão no forno nesse momento.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

João Luiz Fiani - Teatro Lala Schneider e Casa de Teatro Edson D'Avila


A foto mostra o Teatro Lala Schneider e a Casa de Teatro Edson D'Avila, na Rua Treze de Maio, no centro histórico de Curitiba. Ambos os teatros foram construídos pelo ator/diretor/dramaturgo/iluminador/cenógrafo João Luiz Fiani, uma figura carimbada do teatro Curitibano. O Teatro Lala Schneider foi inaugado em 1994 como o primeiro teatro independente do Paraná e 10 anos depois, Fiani inaugura o seu segundo teatro, a Casa de Teatro Edson D'Avila.

Continuações em teatro não eram muito comuns desde que João Luiz Fiani foi praticamente obrigado pelo público a dar continuidade ao sucesso de A CASA DO TERROR. São 13 anos em cinco edições, estreado pela Cia. Máscares de Teatro, sendo o maior fenômeno do teatro paranaense de todos os tempos e um dos maiores de todo o Brasil.

A carreira de Fiani pode ser conferida no site http://www.fiani.com.br/sobre.

Lala Schneider, nasceu em Irati (PR) em 23/04/1926, era conhecida como a primeira-dama do teatro no Paraná e já foi considerada uma das cinco melhores atrizes do Brasil, tendo atuado em teatro, televisão e cinema. Trabalhou também como diretora e professora de interpretação. faleceu em Curitiba em 28/02/2007, sendo velada com honras no Teatro Guaíra.

Com mais de 60 anos de dedicação às Artes Cênicas, o ator paranaense Edson D'Ávila atuou em centenas de peças, além de ter feito cinema, rádio, circo e televisão. Começou em São Paulo, na Cia. de Iracema de Alencar, continuando com Jayme Costa. Em 1952, casou-se com Delcy, que o acompanhou na vida artística, principalmente formando a dupla Zuca e Zoca.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Centauro


Fotografei essa escultura de um Centauro no jardim de uma loja de pneus (creio eu), na esquina da Avenida Silva Jardim com a Rua João Negrão no bairro Rebouças em Curitiba. Não achei qualquer referência à essa escultura e qual o seu sentido numa loja de pneus. De qualquer forma, é curiosa.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Curitiba a partir do mirante das Mercês - NOROESTE


Na direção Noroeste a partir do mirante, os bairros que se apresentam são o Butiatuvinha, Lamenha Pequena, Mercês e Santa Felicidade.

As primeiras referências ao bairro Butiatuvinha surgem registradas nas atas da Câmara Municipal, como na de 9 de março de 1782, onde o juiz presidente e os oficiais determinavam que no “Bayrro de Boteatuba” fosse construída ponte sobre o rio Barigui para o bem dos viajantes; na de 14 de junho de 1783, registra a reclamação de um dos moradores que animais de seu vizinho danificavam sua roça; na de 18 de abril de 1831, a Câmara determinava a marcação do bairro “Butiatubinha”. Nesta época a região era ocupada por fazendeiros e caboclos e cortada por caminhos importantes utilizados pelos tropeiros, aos quais juntam-se, em 1878, os primeiros imigrantes italianos que inicialmente ocupam 15 lotes. Nele situa-se o primeiro condomínio horizontal de Curitiba: Vila Romana.

O bairro Lamenha Pequena origina-se da Colônia Lamenha, criada em 1876, assim denominada em homenagem ao então presidente da Província Dr. Adolpho Lamenha Lins. A Colônia Lamenha, situada às margens da estrada do “Acunguy”, foi dividida em 139 lotes, ocupados por 643 colonos poloneses. Ocupando área dos municípios de Curitiba e Almirante Tamandaré, a colônia foi dividida em duas seções: a Lamenha Grande e a Lamenha Pequena. A história do bairro, a partir de 1878, mistura-se com a de seus bairros vizinhos Santa Felicidade e Butiatuvinha. O bairro tem o ponto mais alto da capital.

Mercês é uma palavra originária do latim e significa graça, benefício ou proteção. A escolha desta palavra para ser o nome do bairro vem da religiosidade de seus moradores. No século passado seus habitantes faziam procissões em devoção à Nossa Senhora das Mercês. No século XVIII o lugar era denominado de Quateirão das Mercês ou Quateirão da Senhora das Mercês, mas também abrangia parte do que hoje são os bairros Vista Alegre e Bigorrilho. Por volta de 1920, chegaram ao bairro os frades capuchinos Frei Ricardo e Frei Timóteo, procedentes de Veneza, Itália. Com a chegada dos frades capuchinos a devoção à Nossa Senhora da Mercês aumentou. Em 28 de junho de 1926 começou a construção da Igreja das Mercês - terminada em 1929.

O bairro de Santa Felicidade é um antigo caminho dos tropeiros paulistas que iam em direção ao sul. Em sua formação histórica, recebeu um grande número de colonos vindos do norte da Itália, especialmente das regiões de Vêneto e Trento.Atualmente é um importante reduto gastronômico, com grande quantidade de restaurantes de cozinha italiana, além de ter muitas vinícolas e lojas de artesanato. O nome do bairro é uma homenagem a uma antiga proprietária de terras da região no século XIX, a portuguesa Felicidade Borges.Os dois principais eixos viários do bairro são a Avenida Manoel Ribas e a Via Vêneto, nas quais respectivamente se encontram os tradicionais restaurantes e o terminal de. Em Santa Felicidade está localizado o maior restaurante da América Latina, o restaurante Madalosso.

Estação Eufrásio Correia


A foto mostra um casal caminhando pela calçada do lado de fora do Museu Ferroviário do Shopping Estação, junto à estação tubo da Praça Eufrásio Correia. Essa é mais uma grande foto de Diogo Saito Takeuchi (meu filho).

sábado, 19 de dezembro de 2009

Fonte da Biodiversidade


Essa fonte foi construída na Avenida das Torres, quando Curitiba recebeu em março de 2006 um evento da ONU sobre biodiversidade. Os ministros ou responsáveis do Meio Ambiente de mais de cem países negociaram em Curitiba novos instrumentos financeiros que pudessem ser eficazes para combater a perda de biodiversidade no planeta.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Curitiba a partir do mirante das Mercês - NORTE


Na direção norte, observamos os bairros Pilarzinho (casa das emissoras de rádio e TV de Curitiba); São João; Taboão; e Vista Alegre.

Antiga região de chácaras de imigrantes alemães, o bairro do Pilarzinho abriga hoje alguns dos mais importantes pontos turísticos de Curitiba, como o Teatro da Ópera de Arame, a Pedreira Paulo Leminski os parques Tanguá e Tingüi, e o Memorial Ucraniano. Trata-se de um bairro eminentemente residencial, em fase acelerada de transformação urbanística. Sua população apresenta uma grande diversidade de níveis sócio-econômicos. É no Pilarzinho - bairro elevado - que está localizada a maioria das antenas de transmissão de rádio e televisão de Curitiba.

O São João, a exemplo dos bairros vizinhos Cascatinha e Butiatuvinha, iniciou com a ocupação das terras que formavam a Colônia Santa Felicidade pelos imigrantes italianos que vieram de Gênova em 1877. Nessa época, a agricultura era a principal atividade dos colonos. Mais tarde, foram desenvolvidas criações de gado e de galinha. A primeira capela do São João foi construída em 1972 e a Paróquia Santa Margarida, fundada dez anos depois.

Nem mesmo os mais antigos moradores do bairro conhecem a origem do nome Taboão. Alguns acham que foi por causa de uma tromba d’água que caiu lá, outros, que uma grossa tábua teria originado seu nome. A região do bairro Taboão é delimitada pelos bairros Abranches e Pilarzinho e pelo município de Almirante Tamandaré. Essa atual delimitação não é a mesma que existe nos registros históricos. Nessa região foi aberto o segundo cartório mais antigo de Curitiba, o Cartório Distrital de São Casemiro do Taboão que, desde 12 de maio de 1891, vem registrando a história da capital paranaense.

O bairro, situado no alto de uma colina, deve seu nome ao fato de um pioneiro ter construído, na região, sua residência, em cuja fachada escreveu “Vista Alegre”, a qual denominava a sua propriedade rural. A propriedade, muito conhecida, nomeou então o bairro todo. A partir de 1955, as chácaras começaram a dar lugar aos loteamentos, e a região que era ocupada por chacreiros, leiteiros e agricultores, desenvolvendo atividades rurais, passa a se incorporar à malha urbana de Curitiba. Atualmente, Vista Alegre não é mais só uma residência e nem a área de muitas chácaras. É um bairro situado a menos de 6 quilômetros do centro da cidade, com suas residências em estilo europeu, testemunhando a colonização italiana, alemã e polonesa.Neste bairro está localizado o Bosque Alemão, ponto turístico da cidade de Curitiba.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Capela da Glória


A Capela da Glória é uma construção de 1896 pertencente às famílias Leão e Veiga, representativas do ciclo da erva-mate no Paraná. A capela e o bairro têm a mesma padroeira, Nossa Senhora da Glória. O altar-mor em carvalho, as imagens e os afrescos são mudas testemunhas da grande pompa que marcou o ciclo econômico da erva-mate.
Fonte: Prefeitura Municipal de Curitiba

Obs.: O texto acima, extraído de um equipamento que a prefeitura municipal de Curitiba instala nas calçadas em frente aos pontos de interesse turístico/histórico da cidade, informa que a Capela pertence às famílias Leão e Veiga. Não encontrei outras referências que confirmem se ainda hoje essa capela pertence à essas famílias.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Curitiba a partir do mirante das Mercês - NORDESTE


Nessa direção, à partir da Torre, podemos observar os seguintes bairros: Ahú, Bom retiro, Centro Civico e São Lourenço.

O Ahu é um bairro com aproximadamente 10mil habitantes. Nele está localizado as Ruínas do Presídio do Ahú. O prédio, construção de 1896, abrigou o Asilo para Alienados desde 1903. Em janeiro de 1909, tornou-se um presídio visando substituir o antigo cadeião. Num convênio assinado no início de 2009, pelo governador do estado do Paraná, Roberto Requião e pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Carlos Augusto Hoffman, ficou formalizada a compra desse terreno, onde serão construídos um parque e o futuro Centro Judiciário.

O nome do bairro do Bom Retiro, originou-se num Sanatório, inaugurado em 1946, no terreno que Lins de Vasconcelos doou, em 1945, à Fundação Espírita do Paraná. Com a criação do Bom Retiro, o Instituto Lins de Vasconcelos passou a ocupar o lugar do Sanatório, que foi transferido para o outro lado da Rua Nilo Peçanha, uma das principais do bairro, que já era asfaltada, apesar de pouco habitada. Em torno dessas entidades, o bairro começou a se expandir de maneira significativa, em população e desenvolvimento.

O nome do bairro começou a surgir durante os anos 40, quando o urbanista francês, Alfred Agache, dentro de suas propostas para o novo Plano Urbano de Curitiba propôs a criação de um Centro Cívico. O Plano Agache concebia o Centro Cívico como "uma praça de características especiais, dos edifícios destinados aos altos órgãos da administração Estadual que além da função de centro de comando, pudesse bem denominar-se como sendo a "sala de visita da cidade", apresentando um conjunto de arquitetura especial em harmonia com o tratamento paisagístico da ampla praça central". Em 1951, iniciaram-se as suas construções. Em 1953, durante as comemorações do Centenário da Emancipação Política do Paraná, o então governador Bento Munhoz da Rocha Neto inaugurava o Centro Cívico e, em 1968, o bairro recebeu oficialmente o seu atual nome.

As primeiras pessoas que chegaram na região onde hoje localiza-se o bairro do São Lourenço, foram os portugueses. O nome do bairro veio em homenagem ao santo católico, São Lourenço de Huesca. Em 1920 a água encanada, a energia elétrica e o transporte coletivo ainda não faziam parte do cotidiano dos moradores do bairro e a região era muito conhecida por suas criações de cavalos. Devido às constantes enchentes que ocorriam na região, inaugurou-se em 1972 o parque São Lourenço, que oferece lazer à população e um centro de criatividade e cultura. No Bairro São Loureço estão o Parque São Lourenço e o Colégio Marista Santa Maria.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Colégio Santa Maria e a Capela Santa Maria


A vinda dos Irmãos Maristas a Curitiba foi conduzida pelo bispo diocesano D. João Francisco Braga, em 1924. O trabalho dos primeiros Irmãos Maristas iniciou em 24 de dezembro de 1924 e o ano letivo em 15 de janeiro 1925, no então Instituto Santa Maria, com 3 professores e 46 estudantes, chegando ao final do mesmo ano com 102 estudantes.

O espaço físico do Colégio, na Rua 15 de Novembro, ao lado do Teatro Guaíra, tornou-se pequeno. Na década de 1980, procurou-se um local apropriado para a instalação de um novo e moderno colégio, que atendesse aos mais avançados sistemas de ensino. Assim em 1984, aconteceu a mudança do antigo Colégio para o atual edifício, nas proximidades do Parque São Lourenço. O Marista Santa Maria oferta cursos da Educação Infantil ao Ensino Médio. São 55.000 m2 de terreno e 22.000m2 de área construída, situados em um local aprazível, com um espaço que tem o verde do bosque contrastando com o moderno da estrutura, tornando o ambiente agradável. A tradição e a modernidade, colocadas a serviço dos ideais de Champagnat, são fundamentais na formação integral dos alunos maristas e responsáveis por torná-los bons cristãos e virtuosos cidadãos.

A antiga sede na rua 15 de Novembro foi desmembrada, parte tornou-se hotel e a parte que continha a capela (uma construção em estilo neoclássico datada de 1939), foi doada ao Município de Curitiba pelo Walmart.

Operários, arquitetos especializados em áreas como a cenotecnia, acústica e reverberação, restauradores, engenheiros e técnicos da Prefeitura de Curitiba participaram de uma das transformações mais esperadas no centro da cidade: o prédio onde funcionou a Capela do Colégio Marista Santa Maria e a edificação onde estão as salas que um dia foram da escola, no cruzamento das ruas Conselheiro Laurindo com a Marechal Deodoro, foi totalmente restaurada, transformando-a numa sala de concertos com 278 lugares dedicada especialmente à musica erudita.

O espaço tornou-se a casa da Camerata Antiqua de Curitiba, orquestra fundada em 1974 que hoje, neste gênero, é a mais importante do Brasil. A Camerata vai utilizar o espaço tanto para os seus ensaios quanto para as apresentações de música erudita.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Coral Infantil de Natal do Palácio Avenida






Ontem assisti pela primeira vez em Curitiba, uma apresentação do coral de natal do Palácio Avenida. A quantidade de pessoas aglomeradas na rua das Flores em frente ao prédio do HSBC era impresionante. Esperei pacientemente por 45 minutos e o espetáculo começou pontualmente às 20h30. Por uma hora e vinte minutos, as crianças encantaram a todos com suas canções e principalmente, pela simples presença delas nas janelas do prédio, alternando as canções com trocas de roupas e adereços. Cada criança tem um "anjo" que garante o tempo todo a sua segurança (cada uma fica segura por um cinto de segurança) e assistência para troca de roupas.

Terminada a apresentação, uma queima de fogos aconteceu e sem qualquer incidente, todos foram para suas casas.

Segue um texto do HSBC falando um pouco desse projeto que já tem 19 anos em Curitiba.

O Coral de Natal do HSBC é formado por 160 crianças beneficiadas pelo Programa HSBC Educação. Esta iniciativa, criada em 2001, com o objetivo de atender as crianças do Coral, está diretamente ligada ao investimento do HSBC para reduzir a vulnerabilidade de crianças e promover o sucesso escolar.

Hoje, além dos 160 coralistas, outras 600 crianças de 11 instituições de abrigo de Curitiba e região fazem parte do Programa. Durante o ano, todas elas recebem apoios como:
- seguro saúde e assistência odontológica;
- acompanhamento do desempenho escolar, do desenvolvimento motor e do crescimento;
- cursos de capacitação profissional;
- aulas de educação emocional.
http://www.portaldovoluntariohsbc.com.br

domingo, 13 de dezembro de 2009

Curitiba a partir do mirante das Mercês - LESTE

Nessa direção, os bairros que são primeiro visualizados no mirante são o São Francisco, o Alto da Glória, o Alto da XV e o Hugo Lange.

No bairro Alto da Glória localiza-se o Estádio Major Antônio Couto Pereira, de propriedade do Coritiba Foot Ball Club, lamentavelmente rebaixado para a segunda divisão do campeonato brasileiro de 2010. O Alto da Glória é um bairro dotado de bons indicativos sócio-econômicos e é majoritariamente residencial, embora seja bem dotado de comércio, lazer e serviços. É também neste bairro que está localizada a Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, muito tradicional e popular na cidade por suas novenas. Os primeiros moradores eram da família Leão, que construíram o primeiro teatro de Curitiba e a Capela de Nossa Senhora da Glória (que deu origem ao nome do bairro).

O próprio nome (Alto da XV) situa o bairro em relação aos demais. O Alto da Rua XV possui um maravilhoso mirante: a Praça das Nações, de onde se descortina um dos mais belos panoramas da cidade. A população do bairro Alto da Rua XV, em sua maioria, é formada por descendentes de imigrantes europeus que, em tempos distantes, ali se estabeleceram para exercer as culturas agrícolas. Nesse bairro ainda funciona o primeiro buffet por quilo do Brasil, o Gulliver. A idéia, criativa para o ano de 1994, foi copiada em todo o Brasil. Nesse bairro encontramos também o Jardim Ambiental (um parque linear) e nele uma das sedes do Colégio Positivo. Um fenômeno mais ou menos recente no bairro é a concentração de restaurantes e bares, dando vida à noite do local.

A estrada do Itupava ligava Curitiba à antiga vilinha e daí para o litoral. Essa estrada passava por três bairros, dentre eles o que hoje é chamado de Hugo Lange. O nome é uma homenagem a Hugo Lange, um dos moradores mais antigos e queridos desse bairro. Até meados do século XX, o local ainda era considerado distante da "cidade". Sua principal rua, a Augusto Stresser, concentra várias comércios de móveis de alto padrão.

O São Francisco é um dos principais pontos turísticos da cidade. No bairro está localizado grande parte do setor histórico. Seu nome está estritamente ligado a historia da igreja da ordem terceira de São Francisco das Chagas. Seu primeiro nome foi: Pátio de Nossa Senhora do Terço. Em 1752, com a transferência da igreja ao religiosos Franciscanos passou a se chamar de Pátio de São Francisco das Chagas. Em 1860 seu nome mudou para Largo da Ordem Terceira de São Francisco. O próprio tempo e tradição popular encurtaram o nome do bairro. Além dos principais prédios e igrejas históricas de Curitiba, nesse bairro acontece todos os domingos a Feira de Artesanado do Largo da Ordem.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Curitiba a partir do mirante das Mercês - SUDESTE



A vista de Curitiba a partir do mirante é muito bonita e do alto dos seus 110 metros, pode-se apreciar Curitiba em 306 graus.

Já fotografar lá de cima é um pouco complicado, pois é impossível evitar o reflexo dos vidros. Assim, peço sua compreenção para essa dificuldade.

Vou postar a partir de hoje, uma série de fotos feitas a partir do mirante na direção de 8 pontos cardeais.

A foto de hoje mostra a vista Sudeste. Nessa direção, podemos ver os bairros Centro, Jardim Botânico, Prado Velho e Rebouças. Segue algumas informações desses bairros.

Centro: O nome do bairro veio do crescimento da cidade em volta da pequena vila que ali estava instalada. Na pequena capela de N. Sra. da Luz e Bom Jesus dos Pinhais foi fundada vila que hoje se chama Curitiba. Nessa região se encontra o marco zero da cidade localizado na Praça Tiradentes. No centro encontra a maior densidade de edifícios comerciais, grande quantidade de praças e até um "mini-zoologico", o Passeio Público. Existem no centro 105 agências bancárias, 4,848 mil casas comerciais, 12 flats, 68 hotéis, 669 industrias ou sedes de industrias, 555 restaurantes, 4 shoppings e no total são 17.489 mil atividades ecônomicas no centro. A população total é de 32,623 mil habitantes.

O Jardim Botânico pertence à subprefeitura da Matriz. Sua principal atração, como pode-se perceber pelo nome, é o Jardim Botânico de Curitiba, um dos pontos turísticos mais visitados de Curitiba. Está também sediado no bairro um dos campi da Universidade Federal do Paraná e o Estádio Durival Britto e Silva. Uma das principais saídas de Curitiba que dá acesso às praias do litoral paranaense passa ao lado do Jardim Botânico.

Prado Velho é o bairro em que se localiza a Pontifícia Universidade Católica do Paraná, e uma grande favela chamada antigamente de Vila Pinto e hoje a Vila das Torres. A palavra prado vem do latim pratum e significa lugar plano, campina ou planície. É daí que vem o nome do bairro. Ele está ligado ao antigo hipódromo de Curitiba que, na época, era conhecido como Prado Curitibano, já que os antigos e alguns, ainda hoje, utilizam tal palavra para designar o local onde ocorrem as corridas de cavalos. Um dos lugares mais chiques da cidade, o Prado Curitibano localizava-se na região onde hoje está a Pontifícia Universidade Católica do Paraná(PUC). Como em 10 de dezembro de 1955 foi inaugurado o Hipódromo do Tarumã e as atividades turísticas da cidade se mudaram para outro bairro, a região antes denominada “Prado” acabou se transformando no “Prado Velho” já que o “Prado Novo” estava no tarumã.

Rebouças é um bairro de classe média de Curitiba, Paraná. O nome é uma homenagem aos irmãos e engenheiros Antônio Pereira Rebouças Filho e André Rebouças que construíram a ferrovia que liga Curitiba a Paranaguá. O bairro está historicamente ligado à industrialização da cidade, sendo parte integrante do Plano Agache. No Rebouças encontramos o antigo moinho que foi adquirido pela Prefeitura Municipal de Curitiba e transformado na sede da Fundação Cultural de Curitiba.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Tribunal de Justiça do Paraná



A partir de 26 de setembro de 1891 o Tribunal do Paraná começou a funcionar na Rua Dr. Muricy, esquina com Cândido Lopes.

Em função da Revolução Federalista, o quadro da magistratura foi compulsoriamente dissolvido, até que em 1º de março de 1895, foi devidamente constituído, já na segunda sede, na Rua Barão do Rio Branco, atualmente Câmara Municipal de Curitiba.

Na Av. Mal. Floriano Peixoto, a terceira sede, o Tribunal funcionou até a mudança para o Ed. da Sociedade Garibaldi .

A quarta sede do Tribunal de Appellação foi inaugurada no dia 30 de janeiro de 1944, na Sociedade Garibaldi.

Em 1962 é instalada a quinta e atual sede do Tribunal, no Centro Cívico de Curitiba, Praça Nossa Senhora da Salete, s/n.
Fonte: www.tj.pr.gov.br

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Café Damasco todo mundo pede bis


A Café Damasco foi fundada em 2 de janeiro de 1960 em Curitiba, pelas famílias Campos e Bueno. Hoje é uma das cinco maiores empresas de torrefação de café do Brasil.

Em 1979 mudou-se para o endereço atual, mostrado na foto acima, na Rodovia do Café, bairro Orleans.

E para os que moram em Curitiba há tempos, segue o jingle do comercial do Café Damasco, estrelado pela atriz paranaense Odelair Rodrigues:

"Café Damasco, forte, puro, brasileiro
faz questão que o povo inteiro
dê um breque pra tomar um cafezinho
ou um pingado, uma média, um bem passado com carinho de mulher.
No mercado dê um breque.
No batente dê um breque.
No passeio, em sua casa onde estiver.
Café damasco faz o povo inteiro mais feliz.
Café damasco todo mundo pede bis."

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

UTFPR - Universidade Técnológica Federal do Paraná


A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) é a primeira assim denominada no Brasil e, por isso, tem uma história um pouco diferente das outras universidades. A Instituição não foi criada e, sim, transformada a partir do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR). Como a origem deste centro é a Escola de Aprendizes Artífices, fundada em 1909, a UTFPR herdou uma longa e expressiva trajetória na educação profissional.

Atualmente, a UTFPR tem como principal foco a graduação, a pós-graduação e a extensão. Oferece 63 cursos superiores de Tecnologia, bacharelados (entre eles Engenharias) e licenciaturas. A consolidação do ensino incentiva o crescimento da pós-graduação, com a oferta dezenas de cursos de especialização, sete mestrados e dois doutorados, além de grupos de pesquisa.
A Universidade Tecnológica também atende à necessidade de pessoas que desejam qualificação profissional de nível médio, por meio da oferta de cursos técnicos em diversas áreas do mercado.

A UTFPR, ou CEFET (como a maioria das pessoas ainda a conhece), tem sua sede principal na Avenida Sete de Setembro, entre a Des. Westphalen e a Mal. Floriano.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Fiscal de trânsito do Teatro Guaíra


Não, o figura da foto não está aprendendo a voar, ele está gentilmente parando o trânsito na rua Amintas de Barros, próximo ao Teatro Guaíra para que um carro estacionado pudesse sair. Depois de liberado o trânsito, ele teve que continuar com os braços abertos para não cair, pois ele estava um pouco tonto.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Feira de carros antigos do Batel SoHo




Outra atração muito bacana do Batel SoHo é a mostra de carros antigos. Nada mais é do que um agrupamento de orgulhosos proprietários de seus carros antigos, impecavemente cuidados, alinhados ao longo de uma das laterais da Praça da Espanha.

Estou no Aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre. Vim para um evento da empresa em que trabalho, mas sempre tenho uma foto de Curitiba na manga para essas situações.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Casas do Batel 2: Casa da Família Miro



Bom exemplo de palacete que, no final do século XIX, tomou o lugar de grandes chácaras, esta edificação foi construída na região onde anteriormente esteve a chácara da família Itiberê. Foi projetada pelo arquiteto e prefeito de Curitiba, Cândido de Abreu. Em seu projeto original, possuía escadarias de mármore Carraca, portas de cedro trabalhado, vidros entalhados e coloridos e forros em estuque. A ordenação de seus forros variava conforme o ambiente, os lustres eram todos em Cristal e o pé direito da casa alcançava os 5 metros de altura. Todos os seus detalhes externos foram feitos por artesãos especializados. Sua arquitetura é de inspiração portuguesa, no estilo manoelino. Possui ainda belvedere e torre que lembra a “Torre de Belém”

Logo quando cheguei a Curitiba em 1978, eu costumava ir com meu pai a uma feira no Batel e ele dizia que a casa da foto foi um dia a residência do ex-governador do estado do Paraná Moisés Lupion. Graças ao Urbenauta e seu livro sobre o Bairro do Batel, consegui as informações acima e corrigir hoje (13/12/2010) as informações sobre essa bela mansão do Batel, hoje ocupada por um banco.

Fica na Rua Comendador Araújo, 776 esquina com a Presidente Taunay.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Colégio Marista Paranaense


Fundado em 1901, o então colégio conhecido por Seminário e depois por Internato, foi dirigido pelos padres Lazaristas. Em 1939, atendendo a um pedido de Dom Ático, os irmãs Maristra passaram a dirirgir a escola.

A partir do dia 2 de abril de 1943 a escola passou a se chamar Colégio Paranaense, apesar disso, continuou a ser conhecido como Internato Paranaense. A partir da década de 1970, passou a ser uma escola de educação mista. O regime de internato foi encerrado na década de 1980.

O Colégio Marista Paranaense de Curitiba, fica no bairro Seminário, na rua Bispo Dom José.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Natal do Palácio Avenida



O Palácio Avenida na rua das Flores já está decorado para o Natal e o coral de crianças do HSBC já iniciou as suas apresentações. Espero nesse ano ter a oportunidade de poder fotografar um dos espetáculos, que nesse ano espera receber 200 mil pessoas ao longo das 12 apresentações. Curitiba fica bastante enfeitada para o natal e já foi conhecida como a capital do natal no Brasil.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O Corvo


Muito já foi e está sendo feito em Curitiba em termos de reformas e restaurações do patrimônio arquitetônico. Mas sempre encontraremos alguma edificação na cidade que tem evidentemente valor histórico e que carece de reforma ou revitalização.

Subindo a R. Pres. Carlos Cavalcanti, há anos vejo na esquina com a Rua Duque de Caxias, um sobrado de esquina, sem recuo, que sempre me chamou a atenção por sua beleza. Tempos atrás, pessoas ainda viviam no local (tavez por ser particular tenha ficado no estado em que está). Hoje parece inabitado, tendo inclusive alguns suportes segurando o balcão do piso superior.

Não encontrei na internet, informações sobre esse prédio, portanto não sei se há ou não um destino para o mesmo. Gostei porém, do Corvo gravado na lateral da Duque de Caxias. A sinistra figura enfatiza o abandono do prédio.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Igreja do Cabral


Construção iniciada em 1914, conforme projeto do imigrante italiano Pedro José Maria Bianco, para substituir a capelinha original dos padres Passionistas. O altar-mor de madeira entalhada de 1922, foi construido por firma italiana. A imagem original do padroeiro, senhor Bom Jesus, foi roubada e substituída por uma de gesso. Ampliada em 1955, recebeu uma segunda torre.
Fonte: Prefeitura Municipal de Curitiba

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Verão à vista


O verão está batendo às nossas portas e isso anima ainda mais as pessoas a não irem direto para casa depois do trabalho ou escola. Circulando por Curitiba à noite já é bastante comum vermos pessoas nas mesas dos bares nas calçadas, aproveitando o horário de verão e o happy hour com os amigos.
A foto é do John Bull Pub que fica na esquina da Rua Comendador Araújo com a Brigadeiro Franco, no centro de Curitiba.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Avenida João Gualberto


Uma das mais bonitas ruas de Curitiba, na década de 1920 era conhecida como Boulevard Dois de Julho. Tratava-se de um belo trecho arborizado, onde predominavam finíssimas residências.

Este trecho era o compreendido entre a Praça 19 de Dezembro e a atual Rua Comendador Fontana. O local era um reduto das famílias Leão e Fontana. O comércio girava basicamente em torno do engenho da erva-mate de Leão Junior e Cia, nas esquina da Rua da Glória.

Com a morte do Coronel João Gualberto na Guerra do Contestado, a rua passa em sua homenagem, a adotar seu nome. João Gualberto Gomes de Sá Filho nasceu na cidade do Recife, no Estado de Pernambuco, em 11 de outubro de 1874. Graduou-se alferes na escola militar do Rio de Janeiro em 1894. Posteriormente mudou-se para o Paraná e casou-se com Leonor de Moura Brito; passando a viver em Curitiba. Em 1912 foi escolhido para Prefeito de Curitiba, no entanto, desistiu desse cargo para assumir o comando do Regimento de Segurança do Estado do Paraná em 21 de agosto no posto de Coronel. Em 22 de outubro do mesmo ano, morreu no Combate do Irani, na Guerra do Contestado.
Fonte: Livro "Ruas e histórias de Curitiba" de Valério Hoerner Júnior. Editora Artes e Textos. Curitiba, 2002
Na foto é possível observar à esquerda, o Palacete Leão Júnior e ao fundo o Colégio Estadual.

domingo, 29 de novembro de 2009

Freddo Gelateria




Uma das, ou talvez, a melhor sorveteria de Curitiba (eleita 5 vezes pela revista Veja), a Freddo Gelateria faz seus sorvetes de forma artesanal utilizando materia prima italiana. Ao todo são 60 sabores, dos quais 24 são disponibilizados diariamente.
É um dos estabelecimentos mais concorridos nos finais de semana da região da Praça Espanha (ou do Batel SoHo).

sábado, 28 de novembro de 2009

Casa João Turin


A Casa João Turin foi criada em dezembro de 1953, pela Lei Estadual 1538, com a finalidade de manter o ateliê do escultor, preservar seu acervo e cultuar a sua memória. Além da exibição permanente do acervo, a Casa João Turin promove exposições temporárias de artistas escultores e projetos de interação museu/escola. E a cada 2 anos, ocorre a Mostra de Escultura João Turin, certame destinado especialmente aos artistas que trabalham com arte tridimensional. é um evento oficial do Estado do Paraná, promovido pela Secretaria de Cultura e organizada pela Casa João Turin.

João Turin (Morretes, 21 de setembro de 1878 — Curitiba, 9 de julho de 1949) foi um pintor e escultor brasileiro, considerado o precursor da escultura no Paraná.
Turin iniciou seus estudos acadêmicos na Escola de Artes e Ofícios de Antônio Mariano de Lima, em Curitiba, tendo sido dela também professor.
Ao completar 27 anos, recebeu uma bolsa estatal e mudou-se para a Bélgica, onde se especializou em escultura na Academia Real de Belas Artes de Bruxelas (Académie royale des beaux-arts de Bruxelles), tendo sido aluno de Charles Van der Stappen, um importante escultor belga. Nessa época, foi companheiro do escultor polaco-brasileiro João Zaco Paraná.
Ao retornar ao Brasil, em 1922, Turin expõe no Rio de Janeiro uma estátua de Tiradentes, obra que executou em Paris no mesmo ano, com comentários elogiosos na imprensa francesa.
Turin morreu em pleno trabalho, deixando obras inacabadas, como As Quatro Estações, que, reproduzidas em bronze, foram retocadas pelo escultor Erbo Stenzel.
O artista é nacionalmente reconhecido como escultor animalista, tendo sido agraciado Salão Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, nos anos de 1944 e 1947.
Na tentativa de estabelecer um estilo característico para a arte paranaense, cria, com Frederico Lange, mais conhecido como Lange de Morretes, e Zaco Paraná, o movimento denominado "paranismo", caracterizado pelo uso de motivos típicos do estado do Paraná, em arquitetura, pintura, escultura e grafismos, tais como as árvores, folhas e frutos de Araucaria angustifolia.
Fonte: Wikipedia

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Filmando na rua Vicente Machado


Não é muito comum, mas também já não é impossível vermos algum tipo de gravação nas ruas de Curitiba, seja um comercial, um filme, profissional ou amador.

A gravação dessa equipe me pareceu algo como um trabalho para faculdade de cinema ou algo do gênero. Estavam trabalhando na rua Vicente Machado durante a hora do rush, quase esquina com a Visconde de Nacar.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Sobrado da Rua Barão do Rio Branco


Chama a atenção uma série de sobrados na rua Barão do Rio Branco, de frente à praça Eufrásio Correia. Percebe-se que esses prédios são testemunhas antigas da história de Curitiba. Alguns foram restaurados e outros, parecem estar pacientemente aguardando a sua vez.

No site da Coordenadoria de Patrimônio Cultural (www.patrimoniocultural.pr.gov.br), encontrei o seguinte texto:

No conjunto de casas erguidas na antiga rua da Liberdade, diante da praça Eufrásio Correia, essa é sem duvida a mais expressiva, tendo sido originalmente um estabelecimento industrial, como muitos que se instalaram na área devido à proximidade com a Estação Ferroviária de Curitiba. Colado às divisas laterais e sem recuo frontal, esse sobrado de alvenaria de tijolo exemplifica a arquitetura eclética, com vocabulário de influência neoclássica. O centro da composição é grifado por um corpo ligeiramente avançado em relação ao parâmetro da fachada , abrangendo dois pares de portas, no térreo e no andar superior. Valorizando esse ressalto o balcão sustentado por modilhões e o frontão triangular ao nível da platibanda. No térreo os seis vãos de portas possuem arco de plena volta, sendo o par de aberturas central com arcos mais trabalhados e de maior diâmetro. No andar superior os vãos apresentam verga reta ornamentada com sobreverga em forma de frontão, curva nas duas portas abertas para o balcão e reto nos pares de janelas que compõe o restante da fachada. Platibanda com pequenas aberturas guarnecidas por balaustres arremata a composição e oculta a cobertura em duas águas, de telhas francesas.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cantina do Délio



Hoje almocei com meu filho na Cantina do Délio que fica no Alto da XV, na esquina da Rua Itupava com o Jardim Ambiental.

Trata-se de um restaurante muito descontraído, bem decorado (com objetos antigos), o atendimento é acima da média (são realmente preocupadas com a satisfação dos clientes), a comida é MUITO boa e o preço é justo.

Pertencentes à mesma família ou mesmo dono, a Cantina do Délio, a Confeitaria Bella Banoffi (que também serve almoço) do outro lado da rua e o Bar Cana Benta (na mesma quadra), forma um trinca valoriza o Alto da XV como boa opção gastronômica e de lazer.

Segue resenha da Veja Curitiba:
A casinha verde, erigida na década de 30, é uma das últimas construções de madeira que ainda resistem na região do Alto da XV. É ali que, sem muito alarde, o simpático Délio Canabrava serve as receitas típicas cantineiras que rendem ao restaurante o prêmio de bom e barato. No ambiente despojado, com paredes repletas de penduricalhos e antiguidades são consumidas porções de bisteca à fiorentina com tagliatelle picante e molho de limão siciliano (R$ 23,00) e risoto de frutos do mar (R$ 22,80). Todo dia 29 prepara nhoque da sorte, a cada mês em uma versão diferente. Pode ser de abóbora com três tipos de cogumelo ou levar molho de limão siciliano e linguiça blumenau (R$ 17,00). Para acompanhar os pratos, o cardápio traz sempre uma sugestão de vinho com preço mais em conta do que na carta, que indica oitenta rótulos. Por fim, as sobremesas custam R$ 6,00 e vêm da doceria Bella Banoffi, que funciona do outro lado da rua.