quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Casas de Madeira de Curitiba 44


A maioria das casas de madeira de Curitiba estão localizadas em ruas menos movimentadas, pois os endereços em grandes avenidas são caros e disputados pelas construtoras. Essa casa, contrariando essa possivel logica, fica na Avenida Iguaçu perto da esquina com a via rápida do Portão. Vamos ver quanto tempo ela resistirá aos interesses imobiliários.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Trem de passageiros visto do Cajuru


Meu pai estava internado numa ala do Cajuru que hoje pertence à um novo hospital chamado Marcelino Champagnat e da janela fotografei esse trem de passageiros que ia em direção à Rodoferroviária. Cada vagão era decorado de uma forma diferente, tornando o trem uma obra de arte sobre trilhos.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Estofaria








O Beto Batata foi pioneiro no Alto da XV no que diz respeito à restaurante/bar/happy hour/comida. Mas temos que tirar o chapéu para o Délio Canabrava, hoje o maior empreendedor do Alto da XV, mudando de vez a Rua Itupava de uma região de casas e comércios diurnos para uma das regiões com a noite mais agitada da cidade. Do Délio, além do sempre concorrido Cana Benta, temos a Cantina do Délio, a Confeitaria Banoffi e (nas fotos de hoje) o Estofaria, um local que era de fato uma estofaria (onde inclusive um sofá nosso foi reformado) e que hoje tornou-se um bar com muito charme (servem os ótimos estofadinhos e outros petiscos excelentes). No vácuo dos empreendimentos do Délio Canabrava, vieram muitos outros de outros empreendedores e hoje há uma grande variedade de opções agrupadas em duas ou três quadras da Itupava na altura do Jardim Ambiental, para alegria dos que gostam de boa comida e boa companhia e algum desconforto dos que moram na região e incomodam-se com o excesso de carros parados na Itupava e adjacências.

domingo, 27 de novembro de 2011

Um grafite na André de Barros


Principalmente no centro de Curitiba, os grafites tomaram dezenas de muros, tornando a paisagem da cidade muito mais colorida e interessante. Esse cobre os muros de um estacionamento na Rua André de Barros com a Rua Lourenço Pinto.

sábado, 26 de novembro de 2011

Casas de Madeira de Curitiba 43




Essas duas casas de madeira, praticamente gêmeas, ficam na região entre o Portão e o Novo Mundo, margeando a via rápida que leva ao centro. Nessa região há muitas ruas que terminam nas grande avenidas e rápidas do bairro e muitas dessas ruas guardam várias casas de madeira. Eventualmente vejo uma ou outra de relance de dentro do meu carro, sempre ficando para depois o momento de fotografá-las.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Um amor de bicicleta.


O casal de bicicletas enamoradas aguardava pacientemente o retorno de seus donos, durante a Virada Cultural, na fonte junto ao Paço da Liberdade sob os olhares firmes da Maria Lata D'Água.
O movimento pelas bicicletas em Curitiba tem crescido cada vez mais e a demanda por espaços para ciclistas não apenas para passeio, mas por vias que os levem em segurança para o trabalho é assunto recorrente nos meios de comunicação. Ganham os ciclistas, a cidade com menos carros nas ruas e o meio ambiente graças a um meio de transporte não poluente.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 50


A noiva circulando em frente à Biblioteca Pública do Paraná no Centro de Curitiba, sem um noivo diga-se de passagem, chama muito a atenção. Enquanto ela caminhava, um fotógrafo fazia o seu trabalho enquanto algumas pessoas pararam para ver o que estava acontecendo. Fiz a foto através do vidro do carro, parado no semáforo, mas pelo menos registrei o momento.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Restauração da Catedral





A Catedral Basílica Menor de Curitiba é classificada como UEIP (Unidade Especial de Interesse de Preservação) e isso significa que a captação de recursos por potencial construtivo para fins de restauração do imóvel pode ser feita mais de uma vez.
No dia 17/01/2011 teve início a execução do projeto de restauro da catedral (orçado em R$4 milhões), que pela primeira vez irá abranger integralmente a edificação (já aconteceram outras reformas parciais em 1975 e 1993).
O projeto de restauro prevê a modernização da parte elétrica e hidráulica, restauração das pinturas, recuperação das tribunas, resolução dos problemas de infiltrações e a melhoria de acesso
A previsão é de que a restauração seja finalizada em dezembro de 2012.
Observem numa das fotos o que talvez sejam restos de trilhos dos antigos bondes de Curitiba.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Envelhecido naturalmente


Que tal um Campari ou um Martini envelhecidos naturalmente? Acho que não! Durante nossa caminhada pelo Bigorrilho, paramos nesse bar para comprar água (essa sim, dentro do prazo de validade) e não pude deixar de notar as garrafas no alto da prateleira junto ao balcão, cobertas com teias de aranhas de várias gerações de aranhas! Saúde!!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Grupo de Caminhadas Observacionais - Bigorrilho - Outras casas

















Casas em grandes terrenos (como uma vila italiana), com nome de vilas, com mural lembrando Mondrian, com poços, com um mural em porcelada, de madeira com lambrequins entre grandes prédios e concreto e até um com um cachorro bem estranho. Há muito a ser observado, basta disposição para caminhar, tempo e atenção.

domingo, 20 de novembro de 2011

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 49



Fomos ao MON há duas semanas para ver as várias exposições que estão acontecendo por lá. Como sempre havia mais pessoas do lado de fora do museu do que lá dentro. Do lado de fora, encontrei essas três garotas super coloridas momentos antes de calçarem patins e lá dentro, uma instalação convidava as pessoas a usufruírem da obra, o que os três amigos fizeram muito bem.

sábado, 19 de novembro de 2011

Grupo de Caminhadas Observacionais - Casas de Madeira do Bigorrilho 2










Esse post fecha as casas de madeira que fotografei no passeio pelo Bigorrilho. Pelo fato de termos andado por poucas ruas e termos encontrado tantas casas de madeira, isso me leva a crer que a quantidade desse tipo de casa no Bigorrilho é muito maior.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A Águia de Duas Cabeças da Praça Zacarias






Um leitor desse blog postou um comentário dizendo que sua namorada num certo dia chamou sua atenção para uma estranha escultura na Praça Zacarias, localizada num ponto mais estranho ainda. Trata-se de uma águia com duas cabeças num vão entre o Edifício Acácia e seu vizinho. A escultura fica um pouco acima da marquise.

O comentário é a prova de que prestando atenção à cidade, muita coisa pode ser descoberta e nesse caso, a história é bem interessante como pude apurar nas minhas pesquisas.

É o seguinte. O Museu Paranaense foi fundado em 25/09/1876 por Ermelino de Leão (pai de outro Ermelino de Leão, portanto não sei qual dos dois dá nome à uma das ruas de Curitiba) e por José Cândido da Silva Muricy (esse sim, nome de rua). Em 1882 o governo do estado assume o museu e esse passa a funcionar no exato local onde está o Edifício Acácia na Praça Zacarias. Em 1899 o Estado do Paraná vende o imóvel para a Loja Fraternidade Paranaense (maçônica), que além de pagar o melhor preço, ofereceu parte do prédio para o funcionamento de uma escola primária pública, a Escola José de Carvalho, que ali ficou por mais de 40 anos.

Mais tarde em 11/03/1919 no mesmo local, foi inaugurado o novo templo da mesma loja, esse de arquitetura bem mais rebuscada que seu antecessor e no topo dele, pousava a águia de duas cabeças.

O templo ali permaneceu até que em 1961 foi assinado um contrato para demolição do templo e a construção do Edifício Acácia, sendo o evento noticiado no jornal "O ESTADO DO PARANÁ" do dia 26 de Janeiro de 1.961, informando que “Curitiba vem destacando-se sobremaneira no setor arquitetônico, sendo que constantemente se nos apresentam grandiosas realizações nesse setor. Nossa reportagem documenta ontem a assinatura de um contrato que merece a atenção geral. A tradicional e central Praça Zacharias receberá um belo ornamento. O atual prédio da Loja Maçônica será demolido, cedendo lugar a um dos maiores e mais arrojados empreendimentos dos últimos tempos. Na tarde de ontem, a Mapi S.A. conceituada organização incorporadora, … , celebrou contrato de incorporação com a Loja Dario Vellozo para a construção de majestoso edifício na Praça Zacharias."

Junto à pedra fundamental do Edifício Acácia foi depositada uma urna hermeticamente fechada contento uma ata assinada pelos presentes, livros maçônicos, jornais do dia, selos, moedas e um pequeno ramo de acácia.

Depois de muitos atrasos, somente em fevereiro de 1966 os três primeiros pavimentos do Edifício Acácia foram entregues. Em junho desse mesmo ano a Loja Maçônica Dario Veloso muda-se para o recém inaugurado edifício. Restou do antigo templo, a águia de duas cabeças, ainda hoje pousada em local privilegiado da praça Zacarias, de onde a todos vê e é vista por poucos.

Mais alguns pontos que acho interessante dividir com vocês, meus caros leitores.

Porque da águia de duas cabeças?
A águia de duas cabeças é o símbolo de um dos graus da maçonaria e surgiu em 1759 pela primeira vez, sendo usada na França pelo "Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente", precursores do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria. A águia bicéfala tem origem na cidade de Lagash na Suméria, entre os rios Tigre e Eufrates ao sul da Babilônia (onde hoje fica o Iraque) e é o mais antigo brasão da humanidade, utilizado há mais de dois mil anos quando foi construído o Grande Templo do Rei Salomão. Passou para os samaritanos, para o povo de Akhad, para os Hititas, para os povos da Ásia Menor e durante as cruzadas, foi trazida para os imperadores do oriente e ocidente. A imagem da águia de duas cabeças aparece em dezenas de bandeiras de países da Europa.

Porque o edifício da Praça Zacarias leva o nome de Acácia?
A Acácia é mais um símbolo da Maçonaria. Essa flor (ou um ramo dela), foi utilizado para marcar o local onde Hiram Abiff, um artífice ou arquiteto que trabalhou na construção do grande templo do Rei Salomão, foi enterrado. Conta o mito que Hiram Abiff foi assassinado por três construtores porque ele era o único que detinha elevados segredos da maçonaria e esses queriam obrigá-lo a revelá-los. Há os que vêem na sua história semelhanças com o mito de Osíris (deus egípcio).

As fotos de hoje revelam a águia bicéfala da Praça Zacarias e a foto do antigo tempo da Maçonaria foi obtida no site http://www.museumaconicoparanaense.com de onde obtive grande parte das informações do post de hoje. O Museu gentilmente autorizou a publicação da foto, bem como o uso de informações aqui prestadas.

Mais um adendo, segue um link ( http://textolivre.com.br/contos/9701-lendas-do-edificio-acacia-da-praca-zacarias-de-curitiba-) para um blog onde vocês encontrarão lendas sobre o Edifício Acácia (cuidado, são tão assustadoras como a "Noiva Fantasma do Edifício Asa").