quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Como bem ocupar uma praça


Domingo passado estava na Praça João Cândido quando vi sob uma árvore um grupo de jovens curtindo a companhia uns dos outros, fazendo um som e esbanjando alegria. Aproximei-me do grupo e perguntei se deixariam que os fotografasse. Gentilmente autorizaram e um deles até mostrou uma câmera que carregava.

Gosto bastante da foto porque mostra como nossas praças e parques deveriam todos e a qualquer hora serem ocupados: com alegria, amizade, descontração e segurança.

Enquanto escrevo esse texto, lembrei de outro (muito melhor escrito) feito por uma pessoa pela qual tenho a maior admiração e consideração, não apenas pelo enorme conhecimento que detém, mas especialmente pela belíssima pessoa que é: Key Imaguire Jr.

Em seu genial blog "Keynews - Coisas que ninguém quer publicar", numa portagem intitulada "Três Retratos de Curitiba", me senti extremamente honrado quando o Key diz que "há retratos que, conquanto de amor à cidade, não enrolam ninguém – antes contam o que os fotógrafos, como artistas, conversam com ela. Não são vinculados ao discurso político, mas às impressões reais e pessoais. Gosto particularmente de três deles: o de Jack Pires, “40 clics em Curitiba”, de 1976; o de Vilma Slomp, “Curitiba Central”, de 2013 e o de Washington Takeuchi, “Circulando por Curitiba”, inédito."

Mas o motivo que a foto do meu post de hoje me fez lembrar da postagem do Key foi pelo o que ele disse mais adiante:

"Washington Takeuchi derruba, com suas fotos, os mitos de Curitiba como cidade hostil, habitada por gente intratável que não conversa nos pontos de ônibus. É o retrato que circula nas internets da vida, “Curitiba é isso ou aquilo, curitibanos são assim ou assado”. Embora utilizando cenários clássicos, sente-se um “amor à primeira vista” para captar o curioso, o bonito, o característico urbano. Os curitibanos de Washington estão à vontade em sua cidade para namorar, desfilar, fazer música, paquerar – enfim, tudo o quê, na melhor acepção buarqueana, se preconiza como brasilidade." 

Ou seja, exatamente o que essa piazada estava fazendo debaixo de uma árvore na Praça João Cândido.

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