terça-feira, 22 de janeiro de 2019

O Torto







Arlindo Ventura, o Magrão, pegou um bar que já funcionava há décadas para em 2003 redecorar todo o ambiente em homenagem ao jogador de futebol Garrincha e criar “O Torto”. Se há um bar que possa ser considerado um ícone da noite de Curitiba, esse bar é "O Torto".

O espaço é pequeno (poucas mesas, um balcão, uma mesa de sinuca que ocupa boa parte da área do salão), mas a paixão das pessoas que frequentam o bar é enorme.

O Torto abre sempre as 17:00 e fecha, sem choro nem vela, à meia noite. Aliás, a rua é a extensão do bar e certamente o seu maior charme. Nas calçadas, em pé ou sentados no meio fio, é onde seus clientes se aglomeram alegremente para beber, conversar e ser feliz.

O bar sempre teve a postura de tentar viver em harmonia com a vizinhança. Na página do FB do bar, o Magrão comentou numa postagem de 2013 que “em dez anos de funcionamento, O Torto Bar jamais teve seu nome envolvido em uma ocorrência policial. Em relação aos vizinhos, adotamos uma posição de respeito e entendimento, buscando sempre o diálogo. Fechamos o bar impreterivelmente à meia-noite e aconselhamos os demais bares a fazerem o mesmo. Após o expediente, recolhemos todo o lixo da rua e, em diversas ocasiões, acionamos a Guarda Municipal para denunciar a ação de pichadores.”

De 2009 até 2013 aconteceu por iniciativa do Torno a Quadra Cultural, um evento que fechava as ruas das imediações da Paula Gomes e que reunia milhares de pessoas, com palco e muita música. Por ali já passaram nomes como Irmãs Galvão, Odair José, Germano Mathias, Jerry Adriani, Dona Ivone Lara e Rolando Boldrin.
  
Em 2014 a Comissão de Análise de Grandes Eventos (Cage) que reúne Bombeiros, PM e Secretarias Municipais, indeferiu, por alegadas razões de segurança, o pedido para realização da Quadra Cultural.

Lá em 2013 o Magrão disse que “a ocupação das ruas com pessoas e cultura é a maior contribuição que podemos dar ao nosso bairro. Vizinhos nos relatam que, quando O Torto está aberto, a Paula Gomes se torna mais segura. Inegavelmente, as ruas mal iluminadas do São Francisco ainda abrigam o consumo e o tráfico de drogas, mas é certo que o caminho para vencê-los não passa pelo esvaziamento das calçadas ou pelo fechamento dos bares, muito menos pelo banimento da Quadra Cultural”.

Também acredito que ocupar com responsabilidade e segurança ruas e prédios é a melhor forma de preservar o bem público e melhorar a segurança. Prédios vazios e ruas abandonadas e escuras é um convite ao crime.

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