segunda-feira, 14 de abril de 2014

Como agir?

Apesar de não ter sido eu quem pichou a Praça da Espanha, peço desculpas pelo palavrão que foi escrito atrás do Cervantes, que parece envergonhado com a sua condição e a da parede às suas costas.
Vi uma postagem do nosso prefeito a respeito de uma ação que a Guarda Municipal promovera exatamente na Praça da Espanha, que resultou na revista de vários jovens que portavam, segundo o texto, bebidas, drogas e material para pichação. A foto era impactante, mostrando jovens enfileirados com as mãos na cabeça e a polícia de olho neles. Diria que mais da metade dos comentários na seqüência da postagem desaprovava a ação. Argumentos tais como ausência de lazer nos seus bairros, falta de oportunidades, falta de investimentos em educação foram fartamente utilizados. Possivelmente estão certos, mas pergunto se apesar disso, temos que nos encolher, nos assustar e aceitar esse estado de coisas como conseqüência inevitável de uma sociedade desigual?
Sábado fui à Praça Tiradentes por volta das 08:30 para fazer algumas fotos à pedido de um amigo. Enquanto fazia as fotos, fui violentamente abordado por um jovem que me ameaçava caso eu não parasse de fazer fotos dele e de seus amigos (minha câmera sequer estava voltado para a direção de onde ele veio), mesmo argumentando que as fotos eram da praça, ele continuava a me ameaçar enquanto eu caminhava. A praça era dele, eu era o intruso e me restava apenas sair dali ou enfrentar as conseqüências.
Voltando à postagem do prefeito. Entendo os argumentos dos que foram contrários à ação. De fato somente educação, investimentos e política séria, conseguirá mudar de fato a dura realidade brasileira, mas entendo também toda uma massa de pessoas que gostariam de poder caminhar pelas ruas das suas cidades sem medo.

6 comentários:

  1. Estive recentemente na Praça da Espanha e fiquei bem triste com a aparência do local e concordo plenamente com as suas observações, Takeuchi. Ainda bem que você testemunhou, inclusive com fotos a entrevista que concedi à ÓTV e do meu desenho, também. A situação é grave e requer uma providência determinada e firme. Ontem, ao caminhar pela Rua XV fiquei amedrontada com a quantidade de vagabundos estirados no chão e não vi graça alguma naquelas casinhas feitas com colchões e cobertores velhos, especialmente na porta das casas bancárias e lojas. Ao prefeito Gustavo Fruet e à sua equipe a postagem acima deve ser encaminhada, imediatamente. As redes sociais têm um papel ágil e determinante na divulgação de algo que desestabiliza o vai-e-vem do cidadão pelos espaços públicos da cidade. Diante do fato, escancarar o óbvio é necessário!

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  2. Pelo que ouvi logo começará a reestruturação da Praça Espanha com recursos do Ministério do Turismo

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    1. Além de recuperar, precisamos achar um jeito de preservar.

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  3. Como é revoltante notar a quantidade de desocupados perambulando pelas ruas de Curitiba, em qualquer canto que se vá.
    Casinhas de papelão, cobertores estendidos, drogados e sei lá mais o que... Emporcalham a cidade e ainda se sentem no direito de ameaçar e "agredir" o espaço público.
    Recentemente notei, dia a dia a instalação de famílias inteiras na Praça Rui Barbosa... dormindo, comendo, "vivendo a vida" na boa... não aparentando ter problema de saúde, nem nada.
    Por favor! Revolta bastante tendo em vista que a gente "dá duro na vida", trabalha bastante, paga impostos e alguns vagabundeam por aí!

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  4. Infelizmente não tenho esperanças com o Brasil. Acho que está ruim e ainda vai piorar. Se hoje fosse iniciada uma política séria de educação, aliada a um investimento verdadeiro em infraestrutura, ainda não veríamos um país decente. Leva-se no mínimo uma geração para se fazer uma nação melhor.

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