quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

O Parque Histórico da Vilinha no Bairro Alto






Semana passada uma amiga compartilhou uma postagem que fiz sobre o furto dos bustos de bronze da Praça Santos Andrade e nessa postagem uma pessoa manifestou sua indignação pela retirada da estátua do Cacique Tindiqüera que estava na Vilinha do Bairro Alto para ser instalada no centro.

Do alto da minha ignorância achando que a única estátua do cacique no Bairro Alto era que está numa rotatória no final da rua Percy Feliciano de Castilho e que essa teria sido retirada, perguntei para onde a estátua fora transferida. Eis que tomei uma merecida e desproporcional bronca, dizendo que ela se referia a outra estátua que estava na Vilinha e que sim, foi retirada para ser exibida no centro da cidade.

Graças à essa bronca, descobri que existe o Parque Histórico da Vilinha no Bairro Alto e lá fui para fazer as fotos que compartilho hoje.

As informações à seguir foram obtidas na Wikipedia e contam a história desse parque.

O Parque Histórico de Curitiba, também conhecido como Parque Histórico da Vilinha se encontra às margens do Rio Atuba e marca o local onde se fixaram os primeiros colonizadores portugueses no século XVII em Curitiba.

Em 1649, Ébano Pereira teria comandado uma expedição exploratória para subir os rios e atingir o Primeiro Planalto Paranaense em busca de ouro além da Serra do Mar; recrutou homens de Paranaguá e estabeleceram-se, inicialmente, na margem esquerda do rio Atuba.

Inúmeras "vilinhas" de garimpeiros portugueses foram criadas na região; porém, com o fim do ouro de aluvião, muitas delas desapareciam.

A história possui poucos registros documentais e é, portanto, bastante controversa, mas segundo a Lenda de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais (padroeira de Curitiba), todas as manhãs uma imagem da santa estava voltada para uma dada direção. Interpretando como uma vontade divina, os portugueses teriam feito um contato com o cacique dos índios tingüi "Tindiquera", que teria localizado o novo local e colocado uma vara no chão, dizendo "Coré Etuba", com o significado de "muito pinhão". Desta vara teria brotado uma frondosa árvore, sendo este o marco zero (hoje a Praça Tiradentes) da cidade de Curitiba.

A área destinada ao parque foi doada pelos seus então proprietários Max Sesselmeier Aichner e sua mulher Irene Trentin Aichner, e Anacleto Busato e sua mulher Terezinha Próspero Busato à prefeitura de Curitiba em 1967. Em 23 de março de 1972 o então prefeito Jaime Lerner assinou um decreto que determinava a criação do Parque Histórico de Curitiba. O monumento em homenagem aos portugueses foi construído em 2007 e após muitos anos de abandono, o Centro Cultural Vilinha foi finalmente entregue em 2011, reinaugurado mediante revitalização da área.

Na área de 15.600m² se encontra o Centro Cultural Vilinha, 2 lagos, bosque, pista de caminhada, quadras esportivas, academia para a terceira idade e um playground.

A fachada - construída em 2007 - remete as arquiteturas portuguesas do século XVII, nas cores branca e azul. Construído em 2011, a estrutura possui salas para exposições, feiras de artesanato, banheiros e um palco para apresentações artísticas. (Fonte Wikipedia).

Junto ao monumento há um pedestal onde havia uma estátua em bronze do Cacique Tindiquera de autoria de Elvo Benito Damo, que faz parte de um conjunto similar de estátuas de figuras históricas espalhadas pela cidade (como por exemplo, a de Ébano Pereira na Praça Santos Dumont).

Em comemoração ao aniversário de Curitiba em 29/03/2017, a estátua do cacique foi retirada do Parque Histórico da Vilinha, instalada diante da Catedral na Praça Tiradentes no centro de Curitiba e descerrada pelo prefeito Rafael Greca. Um artigo no site da prefeitura nesse dia informava que a Vilinha ganharia uma réplica feita no ateliê de escultura do Centro de Criatividade de Curitiba do Parque São Lourenço (onde o escultor da estátua original trabalha), mas até o dia em que fiz essas fotos, o pedestal permanecia sem o seu cacique.

Agradeço à Bia Alves pela bronca, o que permitiu que eu conhecesse um pouco mais a nossa cidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O que achou desse post? Seu comentário é muito bem-vindo.