quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Nossa pirâmide de vidro




Semana passada estava levando minha filha ao aeroporto e ao avistar a ponte estaiada disse que essa é uma obra com a qual até hoje não me acostumei e não consigo ainda olhar com simpatia.

Lembrei de um filme no qual um parisiense pergunta ao visitante o que ele acha da pirâmide de vidro do Louvre. O visitante responde que acha extraordinária, ao que o parisiense comenta secamente: "Uma cicatriz no rosto de Paris".

Guardada todas as devidas proporções, será que os visitantes que chegam à Curitiba acham bacana essa ponte? Será que todos que moram aqui não nutrem uma relação afetiva com ela? Será que um dia, assim como os parisienses se acostumaram com a pirâmide e muitos certamente gostam dela, os curitibanos terão algum orgulho da nossa modesta (e cara) ponte estaiada?

3 comentários:

  1. Eu já acho que lembra uma fisga, e como toda fisga, se caia nela e incomoda.

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  2. Como obra de engenharia, acho legal. O que falta, ao meu ver, é destaque para a ponte, pois o entorno é muito poluído visualmente: placas, postes, Balaroti, etc.

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    1. Sem dúvida como obra de engenharia é uma peça interessante. Mas do ponto de vista prático e econômico, uma trincheira resolveria o problema.

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