terça-feira, 6 de março de 2018

A casa de Wilhelm Seiler









No final da década de 1960 o Sr. Wilhelm Seiler, nascido na Suíça e conhecido em Curitiba como Guilherme Seiler, proprietário de uma fábrica de brinquedos de madeira que ficava na Avenida Iguaçú, bancou a hipoteca de uma casa no bairro São Francisco que pertencia à um comerciante de carnes sírio-libanes, para ajuda-lo a superar uma crise financeira. Como esse comerciante não conseguiu honrar suas dívidas, a propriedade da casa foi passada ao Sr. Guilherme.

A casa estava em péssimo estado de conservação, como pode ser visto na foto de 1970, o que demandou uma grande reforma que foi iniciada em principio sem o conhecimento da sua esposa, já que o Sr. Guilherme temia que ela ficasse muito brava com a história toda. Quando sua esposa conheceu a casa, apesar da situação em que se encontrava, passou a apoiar a reforma e uma vez concluída, gostaram tanto que mudaram-se para a casa que foi originalmente construída em 1897 e que em 1972 estava totalmente reformada, com uma bela varanda na lateral diante de um aconchegante jardim.

A casa é uma Unidade de Interesse de Preservação e permanece sendo uma linda moradia, constituindo-se num verdadeiro oásis numa região que já é muito diferente do que já foi um dia. 

4 comentários:

  1. Puxa, que legal! Adorei saber dessa história! Parabéns pela foto-reportagem!

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  2. Gostei também de saber a história, no entanto, gostaria de saber mais, sobre a origem da construção, pelo sírio-libanês. Noto que um dos móveis é destacadamente de origem árabe, belíssimo, com entalhes em árabe e numa forma e detalhes caprichadíssimos. Mérito para o senhor Seilor, por ter reformado e conservado a casa, e mérito para o arquiteto original e primeiro proprietário. Cuja história ainda podemos resgatar.

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    1. Oi Audrey. Também gostaria de saber mais. Quando a casa foi reformada pelo Sr Seilor essa já tinha 78 anos. Não saberia dizer se o proprietário anterior teria sido da família de quem construiu a casa. Sem dúvida uma pesquisa a ser desenvolvida. O que relatei foi o pouco que me foi dito pela filha do Sr. Guilherme Seilor. Vou tentar descobrir mais.

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