sexta-feira, 23 de abril de 2010

Mariano Torres num Domingo


Esse post originalmente cometia um erro. No dia em que essa foto foi feita, eu estava no alto do ônibus da linha turismo na Visconde de Guarapuava e ao passar pela Mariano Torres, vendo essa movimentada rua totalmente sem tráfego, fiz uma rápida foto. Como os canteiros de ambas as ruas estavam com o mesmo tipo de flor e ao importar as fotos do dia, referenciei as da Visconde e essa da Mariano como sendo todas da Visconde. Ao selecionar a foto para o post, não percebi o erro, hoje (20/01/11) apontado pelo Brunno, um leitor do blog.

De qualquer forma, a imagem é pouco comum para uma rua de comércio tão agitado como a Mariano Torres, sendo também, um dos caminhos de chegada à Curitiba de quem vem do aeroporto Afonso Pena.

Meu erro não foi de todo ruim, pois tive que pesquisar quem foi Mariano Torres, descobrindo o seguinte.
Mariano de Almeida Torres nasceu em Curitiba em 1821. Filho do Visconde de Macaé com uma escrava, foi comerciante influente na cidade. Foi dono de uma casa de comércio e um engenho de mate em Campo Largo, exportando esse produto inclusive para a Argentina e Uruguai. Tinha uma casa no antigo Largo da Ponte, atual Praça Zacarias. Essa casa ele vendeu para a prefeitura de Curitiba, que tornou-se mais tarde o primeiro local onde funcionou o Mercado Municipal.
Seu filho, Francisco Torres, nasceu em Curitiba em 1848. Foi engenheiro civil e fez fortuna como industrial (olaria e engenho de mate). Foi vice-governador e deputado estadual e federal. Sua casa ficava onde hoje está o Teatro Guaíra.
Mariano Torres morreu em 1892 e Francisco Torres em 1902. Hoje ambos são homenageados em duas ruas paralelas no centro de Curitiba.

4 comentários:

  1. Esta paisagem esconde um crime socioambiental cometido pelos gestores e urbanistas brasileiros de meados do século XX, que optaram pela canalização de rios e córregos atendendo o interesse de especuladores e higienistas.Esconderam nossos rios sob as ruas para funcionarem como tubulações de esgoto e cederem espaço as construções.Sob a rua Mariano Torres, correm escondidas as águas poluídas do rio Belém.

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    1. Fico pensando como seria Curitiba sem a canalização dos rios. Consegue imaginar?

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