sábado, 27 de abril de 2013

Bustos e estátuas de Curitiba - Visconde de Guarapuava


Antônio de Sá Camargo primeiro e único Visconde de Guarapuava (Palmeira, 25 de abril de 1807 — Guarapuava, 12 de novembro de 1896) foi um nobre e político brasileiro.
O coronel, depois Barão e Visconde de Guarapuava, Antônio de Sá e Camargo nasceu numa das mais tradicionais famílias paranaenses. Era filho do tenente Manoel Joaquim de Camargo, natural do estado de São Paulo e de Mathilde Umbelina da Glória, filha do fundador de Palmeira, Manoel José de Araújo, que era pai da Viscondessa do Tibagi, Cherubina Rosa Marcondes de Sá.

Desde muito cedo teve uma vida marcada pelo trabalho e dedicação às suas obrigações, transferindo-se para Guarapuava por volta de 1828, com o objetivo de assumir os negócios de seu pai naquela região, mais precisamente, na localidade chamada Pinhão (hoje cidade), o qual possuía estabelecimentos pastoris decorrentes da mais lucrativa das atividades na região Sul do país que foi o Tropeirismo.
Casou-se com sua prima Zeferina Marcondes de Sá, na cidade de Palmeira em 1836, levando-a para residir em Guarapuava, sendo que tiveram um filho chamado Firmino nascido em 18 de junho de 1838.
Um fato em particular marcou tragicamente a vida deste casal, no ano de 1867. Zeferina pede às escravas para prepararem o banho do primogênito, e único filho, Firmino. Quando a mãe, que estava em outro cômodo da casa, retorna à bacia e mergulha a criança na água percebe imediatamente que a água ainda não estava temperada, e assim, em um ato falho, mãe e filho desmaiam e Firmino não resiste às queimaduras e falece.
Antônio de Sá e Camargo inconformado com o ocorrido e atribuindo a culpa ao descuido de sua esposa, que era 14 anos mais nova, resolve separar-se e devolvê-la a seus pais e a partir daí viver pelo resto de sua vida sem a companhia de uma esposa. Porém, não se separa legalmente, pois, como era de costume perante a sociedade da época, deveria ainda permanecer casado, pois, como homem de bem e em virtude de suas atividades profissionais deveria manter a imagem de homem casado.
O fato de Sá e Camargo não estar legalmente separado da esposa, quando recebeu através do Imperador Dom Pedro II o título de Barão, em 14 de julho de 1870 e logo por decreto de 31 de agosto de 1880, o de Visconde de Guarapuava, também concedeu a Zeferina o título de Baronesa e também Viscondessa de Guarapuava.
Os títulos de nobreza foram motivados pela extensa folha de serviços prestados por Sá Camargo à sociedade paranaense. Pois, além de fazendeiro, coronel, chefe superior da guarda nacional na província do Paraná foi também por várias vezes deputado e em 1865, eleito vice-presidente da província.
Ajudou com recursos financeiros a Guerra do Paraguai além de inúmeros órgãos culturais como a Biblioteca Pública do Paraná, além de entidades assistenciais como hospitais e a construção de igrejas.
Fonte: Wikipedia
O busto foi fotografado por mim em frente à Câmara Municipal de Curitiba

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