quarta-feira, 8 de abril de 2015

Na Marechal Deodoro, da Mariano Torres à Ubaldino do Amaral














 A Avenida Marechal Deodoro no trecho compreendido entre a Mariano Torres e Ubaldino do Amaral sempre foi um mistério para mim. Por que esse trecho é mais estreito do que nos outros? Por que os prédios em sua grande maioria são baixos, alguns abandonados e até terreno sem edificações existem em área tão nobre? Por que o alinhamento dos prédios mais antigos é diferente dos mais novos?

Um passeio com o amigo Hugo Umberto por esse trecho ajudou a entender melhor as razões disso tudo.

O Plano Agache previa o alargamento de toda a Marechal Deodoro, o que foi impedido nesse trecho em questão pela construção do Edifício Alvorada de Elgson Ribeiro Gomes. Se observarmos esse prédio, veremos nele uma característica que não se vê nos outros prédios do mesmo projetista: duas portarias! Olhando esse prédio por trás, nitidamente se percebe dois prédios e segundo me relatou o Hugo, há inclusive uma pequena separação física entre eles. Para quê? Se um dia for necessário, o bloco na esquina da Mariano com a Marechal poderá ser demolido sem comprometer o outro.

Seguindo a Marechal em direção à Ubaldino, perceberemos prédios públicos abandonados, pequenos prédios praticamente abandonados, terreno sem qualquer edificação, um prédio mais moderno no qual percebe-se vigas unindo dois blocos distintos e outros prédios também modernos nos quais o recuo em relação à calçada parece exagerado.

O motivo disso tudo é a previsão do alargamento da Marechal Deodoro nesse trecho, melhorando o escoamento do tráfego do Alto da XV para o Centro da cidade, desafogando um pouco mais a rua XV de Novembro. Ou seja, um grande trabalho de desapropriação e demolição aconteceria na Marechal para que isso se tornasse realidade.

Quando e se isso de fato vai acontecer um dia não tenho a menor idéia, mas que é bem interessante analisar essa questão, isso é!

2 comentários:

  1. O projeto de alargamento da Marechal Deodoro, assim como o da Rodovia dos Minérios, já tem mais de 25 anos e nunca saiu das pranchetas (ou do autoCad). Enquando isso, a Prefeitura de Curitiba autorizou o Pollo Shop a transformar um trecho da Flávio Dallegrave (entre a Itupava e a XV de Novembro, passando pela Professor Brandão), em propriedade particular (estacionamento). Há mais mistérios na Região Metropolitana de Curitiba do que possa supor a mais alta ciência.

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  2. Conversar com quem entende do tema é sempre muito esclarecedor, Takeuchi. O conteúdo da postagem é muito interessante; rende conversas.

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