sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Resiliência ou 回復力 por Sandra Kuniwake no Quintana










Está acontecendo no Quintana Gastronomia a belíssima exposição “Resiliência” por Sandra Kuniwake. Falando com a artista e amiga sobre o que seria a exposição, ela me mandou o que segue:

“Depois de dias brancos e frios do inverno, as floradas das cerejeiras sinalizam o início da primavera no Japão abrindo a temporada do hanami matsuri (festivais de contemplação das flores) que anunciam a hora de sair com a família e amigos para se divertir e apreciar a paisagem em piqueniques à sombra das cerejeiras. A flor de cerejeira é um símbolo de resiliência, pois - mesmo sendo delicada – sempre desabrocha depois de um rigoroso inverno.
Falo de uma flor, mas a resiliência demonstra a minha essência. Superar as adversidades faz parte da minha trajetória e procuro aprender com elas. Olhando ao redor, percebemos que a resiliência é uma característica forte dos imigrantes que abandonaram sua terra natal atrás de uma vida melhor; do povo brasileiro esperançoso e alegre apesar das adversidades; e da natureza que mostra todo seu esplendor apesar das intempéries.
Nessa exposição a natureza tropical é representada pela técnica mista do kirigami com a aquarela e colagem. Cores, texturas e formas tem o intuito de levar o observador a uma experiência diferente a cada olhar.”

A mostra conta também com dois artistas convidados – Rute Yumi que traz a temática da cultura japonesa e eu com meu livro “Saudade do Ninho” (que está a venda no Quintana) e painéis com fotos de algumas casas do livro, que também são um exemplo de resiliência, pois apesar do tempo e ganância imobiliária, muitas casinhas ainda resistem e sua presença retrata a resiliência dos imigrantes de várias etnias, que escolheram Curitiba para fincar raízes, com todas as dificuldades que tiveram que enfrentar e superar.

Apresento aqui algumas fotos de alguns dos impressionantes trabalhos da Sandra, uma foto dos quadros da Rute, algumas fotos de bonsais que estavam no local apenas no dia da abertura (inclusive uma inacreditável araucária de 24 anos, o único bonsai dessa espécie no mundo) e uma foto do deck de vidro, onde estão os meus (modestos) painéis.

A exposição, com curadoria de Birgitte Tümmler, ficará no Quintana Gastronomia (Avenida do Batel, 1440) até o dia 25/09, todos os dias das 11h30 às 16 horas.

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