domingo, 14 de outubro de 2018

Um pouco mais de perto



No final de setembro estive com o pessoal do Croquis Urbanos para desenhar o único prédio que restou da antiga sede da Mate Leão no bairro dos Rebouças. Devido à quantidade de pessoas e fotógrafos, alguns de nós foram abordados pelo pessoal que trabalha/frequenta a grande sede da Igreja Universal e que é proprietária desse prédio.

Como fui receptivo e expliquei o motivo do encontro, acabei sendo convidado à fazer um pequeno tour pelo grande templo, o que considerei uma ótima oportunidade. Já sabia que fotos internas não são permitidas (o que é de pleno direito), portanto publico apenas as fotos que fiz da calçada, mas posso comentar o pouco que vi da instituição.

O grande auditório impressiona, pois acomoda 5.000 pessoas sentadas em poltronas confortáveis, em ambiente com iluminação agradável e com climatização perfeita (palmas para quem projetou a infra). O local, como era de se esperar, não possui muitos elementos decorativos. Os vitrais que circundam todo o auditório apresentam sempre de forma alternada uma imagem de um livro que certamente é a Bíblia e um candelabro.

No altar o único elemento que me chamou atenção por ser mais rebuscado, seria uma réplica dos querubins que foram esculpidos sobre a tampa (propiciatório) da Arca da Aliança, que segundo a Bíblia, guardaria as duas tábuas dos 10 mandamentos. Os querubins apresentam-se ajoelhados de frente um do outro, com os rostos voltados um para o outro, com as asas esticadas para frente, tocando-se na extremidade. Não sei o motivo desses elementos no altar.

Circulando pelo prédio, chama a atenção o quanto eles são profissionais, propiciando aos frequentadores todo o conforto, inclusive monitores que ficam em salas especiais com as crianças, separadas por faixa etária, fornecendo atividades e alimentação. Toda a infraestrutura do prédio é monitorada e uma empresa terceirizada responsabiliza-se por toda a manutenção do prédio: elétrica, hidráulica, civil, zeladoria. Isso tudo garante o perfeito funcionamento de todo o complexo.

Achei muito interessante conhecer um pouco mais de perto o funcionamento desse enorme templo e entender, mesmo que superficialmente, o motivo do seu gigantismo e enorme quantidade de pessoas que o frequentam.

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