sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Casa da Estrela - uma casa de madeira única em Curitiba - Interior










A Casa da Estrela foi construída de forma artesanal pelo contador Augusto Gonçalves de Castro, basicamente com o uso de um serrote e ferramentas (segundo relatos) criadas por ele mesmo. Não há registros de que ele tenha executado qualquer obra anterior ou posterior à essa. O trabalho de construção foi solitário e acontecia durante a noite. Apesar de não ter qualquer formação em carpintaria e arquitetura, os ângulos correspondentes internos da casa são idênticos.
Adepto da teosofia e entusiasta do Esperanto, a língua universal, Augusto procurou aplicar essa filosofia na concepção da casa. A estrela de cinco pontas e o pentágono aparecem por toda casa, por representarem, segundo o esperanto, os cinco continentes. No térreo os cômodos se comunicam por portais vazados por estrelas de cinco pontas e no primeiro andar, os quartos são integrados por uma área de circulação em cujo centro há um guarda corpo na forma de um pentágono. O forro do andar superior forma uma estrela de cinco pontas e os tacos do piso do térreo formam um pentágono. Outro ponto de destaque encontramos no porão da casa, onde a coluna central da casa apoia-se um receptáculo no formato de uma taça pentagonal. Com exceção das portas e janelas, não há ângulos retos em toda casa. Tudo foi pensado para que a convivência de todos que morariam na casa fosse intensa.
Assistindo ao vídeo da Gazeta, descobri que a Casa da Estrela foi construída no Alto da Glória na década de 1930 e que por causa dela, a rua passou a se chamar Dr. Zamenhof. A casa foi habitada até os anos de 1990.
Foram os herdeiros do Sr. Augusto (Idalina, Carlos Augusto e Moysés) que empenharam-se para que a obra de seu pai fosse preservada e a PUC tornou esse sonho possível, para alegria de todos nós.

7 comentários:

  1. Um espetáculo visual é oferecido com o interior da casa, Takeuchi! O conceito arquitetônico está preservado, finalmente! A história toda merece agora um livro; os arquitetos da PUC têm todos os elementos à composição de uma obra que poderá ser referência entre os estudantes/interessados na área.


    A próxima galeria de fotos, se me permite sugerir, deve ser feita assim que a visitação pública ao local for liberada pela PUC-PR. Observar a engenhosidade do Seu Augusto será complementar ao merecido trabalho de construtor.

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  2. Um tesouro de fato! E felizmente restaurado e protegido para sempre. Espero poder estar na abertura da casa para visitação e registrar o que faltou.

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  3. Incrível!
    E mais bacana é saber que é uma preciosidade paranaense.
    Uma casa conceito dessa mereceu as honrarias!
    Espero que permaneça cuidada de verdade.

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    1. Dentro da PUC e sob os olhos do departamento de Arquitetura, penso que deve ser preservada para sempre.

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  4. Olá Takeuchi, graças ao carnaval eu desci um terço, despovoada das vaporosas alamedas da (falta) de um tempo, parece mesmo que faz tanto e tanto, que quase significo-me condenação por demorar-me tanto a vir dizer do que o teu olhar capturou e eu ansiei tanto por ver (e dizer). A minha imaginação agora vagabundeia pelo teu espaço, tranquila, sem pressa, desliza sobre essa e outras, e outras, e outras, que sei, virão. Passeia por esse lugar em que vagueiam safiras encrustadas pelas paredes (dos teu olhos), e exalam perfumes pelas ruínas de um tempo, e que se re-constroem num ritmo muito intimo e especial, e que guardam o tempo em vasos dourados e na medida da alma. Gosto de deslizar nisso que arquiva a eternidade do tempo, desliza a medula dos sonhos ETERNAMENTE inteiro. Sim, porque o tempo é um verso quase ordinário, um ardil derrocado e ditoso e é sempre preciso um lápis de destreza para suavizar o que o tempo, de- flora, de- verde, de- vida. Gosto do teu olhar que engendra a cena e coloca na moldura o jardim alegre de outrora, com a mesma graça rara e frescor daqueles tempos. Porque como amparar e permanecer a cena contra esse tempo sanguinário? e com qual ardor os homens reconstruíram essa cena a guardaram a cena junto ao seu próprio retrato. Linda! Linda! Linda! Magnifica! Linda, como talvez (eu imaginei) muito mais. Muito obrigada por emprestar teus olhos, e por nos partilhar imagens e viagens tão saborosas (como esta). Um grande abraço pra você. Bom descanso. Bom carnaval. Até...

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  5. Perfeita...ficaria um tempão só no centro desta casa.

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