quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Walton Wysocki, o artista que pinta com fumaça










Ontem o amigo Raro de Oliveira me convidou para acompanha-lo à uma visita ao grande multi artista Walton Wysocki. Multi porque ele desenha com fogo/fumaça/fuligem da queima de tabletes de cânfora, pinta com óleo queimado e qualquer coisa ao seu alcance cavalos desprovidos de olhos e orelhas, bicicletas, pessoas e cenas de Curitiba sobre qualquer tipo de superfície; faz esculturas de inspiração indígena com espetos, pás de sorvete, linhas de costura, palha, corda, restos de qualquer coisa que a maioria das pessoas jogaria no lixo; desenhou à mão cartazes para cinema e teatro; foi comentarista de cinema e até trabalhou na Companhia Telefônica Nacional, que um dia se tornaria a Telepar.

Walton nos contou que trabalhou na empresa telefônica até o dia que durante uma greve logo no início da ditadura ele foi demitido. A partir daí mergulhou de corpo e alma na sua arte, dela viveu e vive até hoje, vendendo principalmente para fora do Brasil.

Com muita paciência nos mostrou toda sua fantástica produção, distribuídas na sua linda casa modernista (projeto do arquiteto Rodolfo Doubek) cujo pé direito de 7 metros expõe suas grandes e belíssimas esculturas com a dignidade que merecem.


Será uma honra voltar à sua casa na companhia do Urban Sketchers Curitiba e poder testemunhar essa homenagem à um grande artista de curitibano.

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