sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Um pouco sobre a casinha de madeira do Batel






No começo desse mês estive nessa bela casinha de madeira no Batel e lá, pude conversar com o Sr. João Antônio Kaviski, filho de Antônio Kaviski e Vitalina Maganhoto, descendente de poloneses e italianos.

Seu pai, Antônio, construiu a casa em 1937, onde viveu por toda sua vida com seus três filhos, sendo João o mais novo.

Seu avô, Pedro Kaviski, tinha uma olaria na região do Barigui e segundo me disse o Sr. João, essa olaria foi uma das que forneceu tijolos para a construção do prédio histórico da UFPR da Santos Andrade, levados ao centro de Curitiba com muita dificuldade por carroças.

O local onde a casa foi construída em 1937 não tinha ruas, a última era que mais tarde tornou-se a Rua Francisco Rocha, sendo portanto uma região rural.

A casa tomada por cupins, sofre para manter-se em pé e apesar do evidente amor e emoção que seu João refere-se à casa e à história da família, percebe-se que o tempo dessa linda casinha, que serviu bravamente ao seu propósito de abrigar e ver crescer uma família, está chegando ao fim.

A história da família Kaviski, como a de muitas outras famílias, se entrelaça com a história de Curitiba e é sempre uma grande, grande honra para mim poder registrar e contar um pouquinho dessas histórias.

A última foto quase passa por uma foto antiga, mas foi feita no mesmo dia das outras. O carro, também da família, é de 1947.

5 comentários:

  1. Ai... Sempre uma gostosura conferir essas histórias que vc nos traz...

    ResponderExcluir
  2. Parabéns pela história. Continue com o belo trabalho.

    ResponderExcluir
  3. Acredito que o tempo dessa casa não está chegando ao fim não. O que falta para ela é um trato, uma manutenção. Ela está bonita para se ver por fora, não tem podres, não está torta nem tem partes caindo, o que indica que o vigamento deve estar bom. Uma troca de tábuas podres ou atacadas por cupins, seguida de uma boa pintura dará alma nova para essa casa e garantirá que ela siga abrigando pessoas por muito tempo ainda.

    ResponderExcluir

O que achou desse post? Seu comentário é muito bem-vindo.