quarta-feira, 26 de abril de 2017

Painéis de Franco Giglio em Pinhais











Hoje publico os quatro painéis executados por Franco Giglio na casa George W. Kern, postada por mim ontem.

Diferente dos painéis que já conhecia de Franco Giglio na cidade (em três prédios e no Cemitério Municipal), esses painéis não foram executados com pastilhas, mas com grandes peças em cerâmica, sendo cada uma delas uma obra de arte isoladamente. Vi uma foto do painel feito por Franco Giglio no Palácio da Justiça que foi executado de forma muito semelhante.

As cinco primeiras fotos são do painel executado na entrada principal da casa e os outros três (um grande e dois pequenos) foram executados na sauna da casa, que fica no piso inferior.

Um dos painéis pequenos já estava caído no chão, com algumas das peças quebradas. Os outros três painéis estão praticamente intactos.

Os três painéis da sauna tem como tema central elementos relacionados ao mar. O painel da entrada da casa mostra (aparentemente) um gaiteiro fazendo um som para três mulheres.

O mais importante disso tudo é que se esses painéis não despertarem o interesse de alguém (particular, governo ou empresa), eles serão irremediavelmente demolidos junto com a casa.

Convoco portanto os leitores desse blog que consultem pessoas, empresários e administradores públicos que possam sensibilizar-se com a iminente destruição desses quatro painéis de um artista muito relevante para Curitiba e que possam entrar em acordo com os proprietários (ou ex-proprietários) da casa para a remoção deles.


Sobre o artista:

Franco Giglio nasceu em Dolceacqua, na Itália, em 1937, vindo para o Brasil aos 21 anos. Sem formação acadêmica, começou a trabalhar com outro italiano, Antônio Mucci, estabelecido em Minas Gerais. Tornou-se muralista, tendo realizado trabalhos em mosaicos para o Cemitério de Curitiba, para a Assembleia Legislativa do Paraná, para o Colégio Lins de Vasconcelos e para outros prédios públicos e residências particulares.

De grande afabilidade, fez um círculo de amigos fiéis entre os artistas paranaenses. Poty Lazarotto confiou a ele a realização de um de seus painéis em azulejos mais vistosos, o Monumento ao Tropeiro na cidade da Lapa, e insistiu com ele para abrir o portfólio e exibir  seus desenhos.

Em 1975, Giglio casou-se com Roseli de Almeida e retornou à sua querida Dolceacqua. Passou a residir em Mantova, depois em Verona – onde um incêndio, ocorrido em 1979, devastou grande parte de seus antigos desenhos. O artista veio a falecer em abril de 1982, aos 44 anos de idade. (Fonte: Mosaicos do Brasil)

Um comentário:

  1. Olá,
    você teria o contato dos proprietários ou ex-proprietários para que eu pudesse entrar em contato e verificar a possibilidade de remoção dos paineis, por favor?

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